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O corpo é a memória da dança
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Marcello Castilho Avellar
· 14 June 2007
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Falou muito e nao disse nada…
Como essa gente que pensa que dança.. e nao sabe nada na verdade… triste.. ta na hora dessas cabeças (ditas pensantes) irem para a guilhotina.. só assim o país vai voltar a encontrar o seu rumo verdadeiro para a dança contemporanea.
Parabéns pelo artigo! Realmente se não colocarmos as obras artísticas como lugares de memória, não conseguiremos compreender o real sentido da tradição. Obrigada pela reflexão!
Muito bacana esse texto!, fiquei curiosa em saber quem é o Marcelo, com escrita e reflexões tão importantes!
Tendo pesquisado no meu Mestrado a trajetória de Graciela com o Grupo Coringa e acompanhado de perto a remontagem das coreografias junto ao Roberto e à Marise, achei muito pertinente a observação sobre a contracultura, que continua sendo meu objeto de estudo.
Parabéns e obrigada pelo texto.
querido marcelo
só pra te contar uma coisinha: esse é o primeiro texto de um crítico de dança sobre nosso trabalho. como sou, ao mesmo tempo, seu colega de profissão, fico duplamente emocionado com sua pertinência.
acho que é por isso mesmo que essa é a primeira vez que escrevo um comentário nesse site lindo que é o idança!
obrigado pela reflexão
roberto pereira
`´E muito bom quando encontramos gente para refletir sobre o nosso trabalho artístico de maneira comprometida com as especificidades do nosso fazer. O texto do Marcelo Castilho Avellar aponta questões importantes do Encontro realizado em Belo Horizonte. Ao abordar a memória da dança através do próprio ato de dançar, chama a atenção para a natureza do nosso trabalho. O que é a memória da dança, então? Nas entrevistas realizadas no processo de criação do espetáculo “Por que tão solo?” ouvimos coisas como: “Não pensava que o que eu fiz fosse servir para alguma coisa.” Sinto a nossa história como algo que atravessa os nossos corpos em silêncio. Obrigada pelo texto! Gabriela Christófaro.
Oi Marcelo
que boa colaboração este encontro sobre memoria da dança brasileira e sua reflexão, neste belo artigo, que nos faz de alguma forma também participar e refletir sobre a memória da dança e do corpo
sem dúvida alguma o melhor registro para a dança esta no proprio corpo, mas é interessante o questionamento de como estes regisrtros vão se modificando no tempo e nos novos corpos que o refazem
valeu, um abraço
Desculpe, Fernando!
Mas os seus comentários poderiam ser mais contrutivos…
Acho que a classe de dança já perdeu muito com estes tipos de comentários destrutivos que também não acresecentam muito, pelo contrário, só desviam da questão central a ser refletida.
Este site é bem democrático, quem quiser entra, participa, escreve ou não….
Que pena!
O comentario acima, da Leticia Sekito, diz respeito a um comentario deixado por um leitor com ofensas ao autor e aos demais comentarios. Como aqui no idanca so aceitamos comentarios com respeito, ainda que discordantes o comentario foi apagado e o autor convidado a voltar a comentar em outros termos. obrigada a todos pelos comentarios!
Isso tem um nome….CENSURA!!!!!!!!!
Fernando, isso tem um nome: seriedade. Como foi explicado no email que vc recebeu, aqui no idanca todas as opiniões são aceitas, desde que com respeito e argumentos. opiniões pessoais ou agressões nao fazem parte do debate democratico de idéias. Democracia é para gente grande. Espero que vc apresente seus argumentos, contraponha as opiniões com suas idéias. Sempre que vc tiver algo a compartilhar conosco, sera super bem-vindo. Enquanto insistir em agredir sem contribuir com idéias, seu comentario sera retirado em respeito aos outros. um abraço.
Parabens pela pesquisa!! Suas discussões contribuem muito para dança. Gostaria de obter suas refencias bibliográficas se for possivel.
Abraços
Olá.
Não querendo voltar á discussões passdas e já acabadas no momento, também não concordo que seja interessante agressões ou falta de respeito dentro de um espaço destinado a discussões construtivas, Mas na realidade eu fiquei muito curiosa para saber o que na realidade fez o Fernando escrever aquilo, acho imporante esta discussão , também é interessante que aconteça algo fora do comum para saber como lidar com isso e acho que o Fernando deveria voltar a escrever sim, claro que trazendo seus argumentos reais sobre o que realmente para ele seria o rumo verdadeiro da dança contemporânea,
Obrigada
Lenora,
Sobre “sem dúvida alguma o melhor registro para a dança esta no proprio corpo, mas é interessante o questionamento de como estes regisrtros vão se modificando no tempo e nos novos corpos que o refazem”:
Há alguns debates na comunidade que cuida da preservação de bens materiais que já é hora de trazer para a dança:
1) Só se pode restaurar o que existe. O que não existe mais pode ser reconstruído, mas não restaurado; será, portanto, uma cópia, um símile do original, mas nunca o original.
2) Os processos de preservação não precisam necessariamente eleger um momento “ideal” do bem, podem (devem?) optar por apresentar sua história, inclusive no que ela tem de problemático.
Algumas aplicações práticas da questão 2):
Em meados do século passado, o Colégio Caraça, prédio colonial belíssimo em Santa Bárbara, sofreu um incêndio. Os restauradores optaram por “consolidar” a ruína e construir, por dentro, nova estrutura (vidro e metal), para que o edifício pudesse permanecer em uso, mas sem apagar a memória do próprio incêndio.
Há algo de especial em prédios como o Louvre, a Catedral de Milão, ou, aqui no Brasil, a Escola de Minas, em Ouro Preto, e a Escola de Medicina em Salvador. Foram sendo construídos ao longo de décadas (séculos para os europeus…), exatamente pela maneira como foram incorporando algo de todas as gerações que os criaram, freqüentaram, e por aí vai.
Na brincadeira, fico imaginando que sentido teria a gente reconstruir o Louvre “original”. Ou qual o sentido cultural (porque turístico tem muito…) de uma réplica do Parthenon, novinho em folha, sem 25 séculos de cicatrizes…
Identifiquei-me com o trabalho de Gabriela Christófano, que fala sobre a atualização de uma certa dança, postura em um corpo contemporâneo; as imagens, memórias desta dança, porém reconstruída com outras informações. E estas palavras estão totalmente relacionadas com minha pesquisa sobre o Balé Clássico em um corpo contemporâneo acessado em diversas informações. Muito interessante esta ligação com o meu trabalho, no qual penso em construção, desconstrução e reconstrução dos movimentos em cima da técnica de dança clássica.
Gostaria de saber se o trabalho de Gabriela é voltado para o balé ou não!
Obrigada!
Ola! Marcelo,
Foi muito interessante e somativo de uma certa forma essa sua reflexão sobre o corpo é a memória da dança.
Analisando o seu pensamento verifica que está frase tem um sentido relacionado a nossa sensibilidade, o nosso estado de Sentir que tem alguma predominância de uma idéia ou seja um pensamento vindo de alguns padrões do passado e passar isso através de um movimento, porque cada um tem sua caracteristica, expressão e um certo movimento já padronizado, mesmo com vários estilos diferenciados. provindo de algo que ficou para trás.
O balé tem a sua marca e sobrevivência até hoje, devido ao fato de ser a base principal, o alicerce para construção de estilos arquitetônicos de cada bailarino que utiliza a sua idéia e a forma de assimilação. alguns se perdem e esquecem desta base que é tão singela, aparentemente mecânica, mas ali contém uma disciplina, vontade, força e um alto grau de sensibilidade.
Parabéns! Marcelo
Olá!!! Marcelo, muito interessante pensar ou mesmo refletir sobre o corpo como memória da dança… o corpo morre e a arquitetura continua, a “contemporaneidade” (corpo) revisita esta arquitetura (que fica numa espécie de memoria) , se atribui do que ainda faz sentido ou tem coerência e a resignifica (escolha), com relação a tradição é dificil pensar, pelo menos com relação a um outro lugar de contexto e pontos de visão e manter viva uma”cultura”, não sei até que ponto existe fidelidade, acho interessante pensar numa outra configuração, e ainda se atribuir dela como manutenção corporal como é o caso do balé clássico em muitas cias. O que seria atualizar esta dança( aqui sem preceitos de julgamento entre melhor ou pior, velho e novo), como acontece esta evolução, como esta memoria se corporifica?Eu sou graduando em dança pela FAP, em Curitiba, e bailarino estagiário do Balé Teatro Guaira, minha pesquisa de conclusão de curso, de certa forma trata deste corpo-ambiente, desta relação interno/externo e como o corpo escolhe se posicionar (se escolhe) neste ambiente…foi muito interessante você ter trazido esta reflexão, gostaria de saber um pouco mais sobre isto, se você está pesquisando, o que está lendo relacionando a este tema. Obrigado
Marcelo, também fiquei, diria, emocionada, com seu artigo porque além de analisar as obras, reflete uma preocupação que não estava habituada a ver entre meus parceiros: memória da dança, problemas e contradições, de maneira assaz crítica e necessária para repensarmos tabus. Obrigada e parabéns! Espero que em outras chances possamos trocar mais a respeito.
Senhor Marcelo, não costumo deixar comentários sobre dança em foruns. Basicamente porque sou uma mulher do ballet clássico, ele é meu pertencimento, faz parte da minha natureza, mesmo aos 60 anos, e vê-lo vilipendiado, permanentemente negado, me incomoda e não me acrescenta em nada.
É claro que nessa altura da vida já formei conceitos e possuo referenciais que reputo sólidos. Agrade ou não, seja aceito pela inteligencia ou não. E minha linha de pensamento é simples. Sou apenas uma bailarina formada em ballet.
Mas não pude ficar indiferente à pertinência e sagacidade do seu artigo. Qualquer bailarino, de qualquer dança, tem o que ler e refletir a partir dele.
“…porque ao buscar a reposição em corpos contemporâneos, acaba evidenciando a diferença entre esses corpos e os corpos que originalmente dançaram aquelas coreografias…” Nada pode expressar melhor o processo de um corpo que dança e sua memória do que esse parágrafo.
Parabéns pela sensibilidade com que abordou o tema da dança que conta, nela, só nela, com ela, a sua própria história.
Eliana