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	<title>Comments on: A dança e as relações de convívio</title>
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	<description>Contemporary dance in Brazil and the world</description>
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		<title>By: Mauricio filho</title>
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		<dc:creator>Mauricio filho</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 23:03:43 +0000</pubDate>
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		<description>Talvez uma das maiores tarefas do nosso tempo, e da “via de mão dupla”que se constrói no que chamamos de globalização, seja a necessidade de se incorporar a noção de “complexidade” nas relações, principalmente naquelas onde o fator “humano” prevalece, assim acredito ser muito importante me posicionar claramente contra o progresso de espaços em que a multiplicidade de entendimentos e perspectivas individuais seja negligenciada (as vezes reprimida) e substituída por um entendimento por simplista das relações de convívio.Um entendimento muito reducionista do que significa organizar-se coletivamente, levou a criação de estruturas em que a informação e o poder “efetivo” são monopolizados e o poder de ação reduzido a uns poucos integrantes do que contraditoriamente denomina-se “coletivo”, esses espaços enrijecidos na sua estrutura, conseguem muito pouco na evolução de suas formas de se relacionar com o ambiente , na medida em  que norteiam suas ações a partir de uma fonte de informações limitada e bem especifica.
Uma organização coletiva inteligente (enquanto espaço amplo de trocas e contaminação mútua ) permite uma maleabilidade muito maior , permitindo a ela adaptar-se as especificidades do ambiente em que está , sem a necessidade de muitos “hematomas “ entre os que a compõem, além disso, permite a criação de filtros de informação que maximizam as possibilidades de sucesso nas ações que realiza, já que pontos de vista conflitantes, tratarão de “peneirar” as idéias, retirando o desnecessário e identificando-as com as necessidades prioritárias do “todo”.
Minha experiência com o quadra pessoas e idéias em Votorantim durante o ano de 2008, tornou ainda mais claro pra mim, como estão mascarados esses espaços de limitação de escolhas e enfraquecimento de individualidades, tendo como &lt;strong&gt;fachada&lt;/strong&gt; justamente o contrário do que realiza, se mostra como um &lt;strong&gt;espaço extremamente limitado e limitante&lt;/strong&gt;, da complexidade imbricada no fazer artístico.
Do ponto de vista da ação coletiva, um limite muito tênue(mas determinante) separa as proposições de um &quot; líder&quot; genuíno, que  serve de porta-voz á seu grupo, de imposições caprichosas de um individuo que ignora as capacidades de reflexão e autonomia dos indivíduos com os quais convive.( fato que fica bem claro, para quem já experimentou a arbitrariedade com que marcelo proença e Rodrigo chiba impões padrões de comportamento a quem quer que experimente passar um tempo na redoma criada por eles em votorantim).
É importante que situações como esta, sejam expostas a público, afim de evitar que esse tipo de atitude “caduca”, persista e atrapalhe o caminho de quem esta de fato interessado em discutir novas formas de vivenciar processos de criação .
Encarando todas as dificuldades que advém da possibilidade de sobreviver como artista, vamos em frente sem no entanto precisar desvalorizar as capacidades das pessoas com as quais convivemos, e que são na verdade , somas, a que devemos incorporar as nossas, na construção de um pensamento, que de fato dialogue com seu tempo ao invés de se prestar a esquivas , que no fundo dissimulam uma incapacidade crítica.
Gostaria através desse texto,de colocar questões que acredito serem relevantes pra todos os que estão interessados em construir um pensamento artístico enriquecedor, (que inclusive não pode prescindir de suas destruições),alem manifestar apoio a todos os que já perceberam quanto trabalho temos até que esses espaços de “diminuição” da individualidade, sejam percebidos e gradativamente extintos.
Um abraço, 
 
Mauricio filho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez uma das maiores tarefas do nosso tempo, e da “via de mão dupla”que se constrói no que chamamos de globalização, seja a necessidade de se incorporar a noção de “complexidade” nas relações, principalmente naquelas onde o fator “humano” prevalece, assim acredito ser muito importante me posicionar claramente contra o progresso de espaços em que a multiplicidade de entendimentos e perspectivas individuais seja negligenciada (as vezes reprimida) e substituída por um entendimento por simplista das relações de convívio.Um entendimento muito reducionista do que significa organizar-se coletivamente, levou a criação de estruturas em que a informação e o poder “efetivo” são monopolizados e o poder de ação reduzido a uns poucos integrantes do que contraditoriamente denomina-se “coletivo”, esses espaços enrijecidos na sua estrutura, conseguem muito pouco na evolução de suas formas de se relacionar com o ambiente , na medida em  que norteiam suas ações a partir de uma fonte de informações limitada e bem especifica.<br />
Uma organização coletiva inteligente (enquanto espaço amplo de trocas e contaminação mútua ) permite uma maleabilidade muito maior , permitindo a ela adaptar-se as especificidades do ambiente em que está , sem a necessidade de muitos “hematomas “ entre os que a compõem, além disso, permite a criação de filtros de informação que maximizam as possibilidades de sucesso nas ações que realiza, já que pontos de vista conflitantes, tratarão de “peneirar” as idéias, retirando o desnecessário e identificando-as com as necessidades prioritárias do “todo”.<br />
Minha experiência com o quadra pessoas e idéias em Votorantim durante o ano de 2008, tornou ainda mais claro pra mim, como estão mascarados esses espaços de limitação de escolhas e enfraquecimento de individualidades, tendo como <strong>fachada</strong> justamente o contrário do que realiza, se mostra como um <strong>espaço extremamente limitado e limitante</strong>, da complexidade imbricada no fazer artístico.<br />
Do ponto de vista da ação coletiva, um limite muito tênue(mas determinante) separa as proposições de um &#8221; líder&#8221; genuíno, que  serve de porta-voz á seu grupo, de imposições caprichosas de um individuo que ignora as capacidades de reflexão e autonomia dos indivíduos com os quais convive.( fato que fica bem claro, para quem já experimentou a arbitrariedade com que marcelo proença e Rodrigo chiba impões padrões de comportamento a quem quer que experimente passar um tempo na redoma criada por eles em votorantim).<br />
É importante que situações como esta, sejam expostas a público, afim de evitar que esse tipo de atitude “caduca”, persista e atrapalhe o caminho de quem esta de fato interessado em discutir novas formas de vivenciar processos de criação .<br />
Encarando todas as dificuldades que advém da possibilidade de sobreviver como artista, vamos em frente sem no entanto precisar desvalorizar as capacidades das pessoas com as quais convivemos, e que são na verdade , somas, a que devemos incorporar as nossas, na construção de um pensamento, que de fato dialogue com seu tempo ao invés de se prestar a esquivas , que no fundo dissimulam uma incapacidade crítica.<br />
Gostaria através desse texto,de colocar questões que acredito serem relevantes pra todos os que estão interessados em construir um pensamento artístico enriquecedor, (que inclusive não pode prescindir de suas destruições),alem manifestar apoio a todos os que já perceberam quanto trabalho temos até que esses espaços de “diminuição” da individualidade, sejam percebidos e gradativamente extintos.<br />
Um abraço,<br />
 <br />
Mauricio filho</p>
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	<item>
		<title>By: Cristina Prado</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3770</link>
		<dc:creator>Cristina Prado</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2007 14:37:08 +0000</pubDate>
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		<description>Conheço o pessoal de Votorantim, estive no Pública Dança dois anos seguidos e trabalho em São José do Rio Preto com dança. Bom eu estou surpresa primeiro com o texto da Lilian Vilela que consegue me fazer rememorar como em um filme as coisas que vivi em Votorantim.  Estive lá durante dias em cada oportunidade e presenciei alguns jeitos de falar com as pessoas ou até idéias que não concordei logo de cara.  Mas só consegui entender e aproveitar como aprendizado tudo de lá, quando eu pensei nas coisas de forma bem ampla.  Eles estão trabalhando com a comunidade e  outros conceitos de dança e corpo há pelo menos 6 ou 7 anos.  É muito tempo para a gente querer saber em alguns dias de encontro ou uma experiência localizada.  Ainda estou percebendo a quantidade de trabalhos que eles produzem, educação, meio ambiente, política, movimento jovem, pesquisa de trabalho corporal com crianças, mercado de trabalho no interior, tantas e tantas ações juntas feitas por aqueles jovens artistas profissionais. As pessoas que trabalham lá conhecem muito o que fazem, tem DRT, recebem para trabalhar por lá, é uma conquista atrás da outra. Pensei em destacar ainda as questões de autonomia e hierarquia discutidos tão profundamente por eles já tem um tempão. Fico até boba a gente insistir em falar de hierarquia, se existe ou deixa de existir, eles por lá já sabem bem melhor que a grande maioria como lidar com isto de forma corajosa, não é pra todo mundo possível se educar a cada momento.  O que me deixou abismada é a força das idéias principalmente as que tratam do interior, também estou no interior do Estado de SP e é uma cidade enorme e temos problemas graves de representação e pertencimento. A auto estima de quem vive no interior é baixíssima perto da campanha pelo grande centro. Em Votorantim isto é diferente com dança, que sonho. Vi em Sorocaba uma cidade vizinha, muto maior com uma quantidade enorme de academias de danças e também com artistas importantes na cena contemporânea do Brasil que não se articulam e não produzem um movimento em favor da dança e da comunidade, sempre é o mercado limitado e particular. Votorantim em diversas áreas é referência em partes distantes do mundo, que sonho. Falo com pessoas que estão muito longe e sabem e se beneficiam as idéias de Votorantim, claro eles mandam tudo pra gente, sem cobrar nada! Colaborando a qualquer momento com DVDs, textos, materiais pedagógicos é super difícil encontrar artistas ou sites ou instituições que além de usar dinheiro público consigam mandar conhecimento para todos. Estas idéias de dinheiro público a turma de Votorantim ensina como ninguém.  Acorda Rio Preto ou vamos ficar com o Festival de Teatro achando que está tudo certo sem a participação da comunidade e dos artistas daqui? Quero fazer minha parte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço o pessoal de Votorantim, estive no Pública Dança dois anos seguidos e trabalho em São José do Rio Preto com dança. Bom eu estou surpresa primeiro com o texto da Lilian Vilela que consegue me fazer rememorar como em um filme as coisas que vivi em Votorantim.  Estive lá durante dias em cada oportunidade e presenciei alguns jeitos de falar com as pessoas ou até idéias que não concordei logo de cara.  Mas só consegui entender e aproveitar como aprendizado tudo de lá, quando eu pensei nas coisas de forma bem ampla.  Eles estão trabalhando com a comunidade e  outros conceitos de dança e corpo há pelo menos 6 ou 7 anos.  É muito tempo para a gente querer saber em alguns dias de encontro ou uma experiência localizada.  Ainda estou percebendo a quantidade de trabalhos que eles produzem, educação, meio ambiente, política, movimento jovem, pesquisa de trabalho corporal com crianças, mercado de trabalho no interior, tantas e tantas ações juntas feitas por aqueles jovens artistas profissionais. As pessoas que trabalham lá conhecem muito o que fazem, tem DRT, recebem para trabalhar por lá, é uma conquista atrás da outra. Pensei em destacar ainda as questões de autonomia e hierarquia discutidos tão profundamente por eles já tem um tempão. Fico até boba a gente insistir em falar de hierarquia, se existe ou deixa de existir, eles por lá já sabem bem melhor que a grande maioria como lidar com isto de forma corajosa, não é pra todo mundo possível se educar a cada momento.  O que me deixou abismada é a força das idéias principalmente as que tratam do interior, também estou no interior do Estado de SP e é uma cidade enorme e temos problemas graves de representação e pertencimento. A auto estima de quem vive no interior é baixíssima perto da campanha pelo grande centro. Em Votorantim isto é diferente com dança, que sonho. Vi em Sorocaba uma cidade vizinha, muto maior com uma quantidade enorme de academias de danças e também com artistas importantes na cena contemporânea do Brasil que não se articulam e não produzem um movimento em favor da dança e da comunidade, sempre é o mercado limitado e particular. Votorantim em diversas áreas é referência em partes distantes do mundo, que sonho. Falo com pessoas que estão muito longe e sabem e se beneficiam as idéias de Votorantim, claro eles mandam tudo pra gente, sem cobrar nada! Colaborando a qualquer momento com DVDs, textos, materiais pedagógicos é super difícil encontrar artistas ou sites ou instituições que além de usar dinheiro público consigam mandar conhecimento para todos. Estas idéias de dinheiro público a turma de Votorantim ensina como ninguém.  Acorda Rio Preto ou vamos ficar com o Festival de Teatro achando que está tudo certo sem a participação da comunidade e dos artistas daqui? Quero fazer minha parte.</p>
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	<item>
		<title>By: Philippe Kirst</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3764</link>
		<dc:creator>Philippe Kirst</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 22:06:07 +0000</pubDate>
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		<description>Como podemos desenvolver capacidades de suportar solúveis direções para o corpo, se vivenciamos tantos anos de escola regular e  mais alguns anos de ensino tradicionalista da dança? Não deve ser possível sem imersão e uma vontade enorme de aceitar aquilo que vai de encontro com nosso corpo tarado por sobreviver. Nosso procedimento  acentuado ao longo de tempo de monotonia e repetição (levantar o braço, falar quando estão em silêncio, atravessar a rua quando o sinal está fechado, começar a dançar quando a música toca) faz da gente mesquinhos por achar que sabemos.  Quando estou vendo todo este material riquíssimo com o texto &quot;A Dança e as relações de convívio&quot;, seus comentários e a evidente insatisfação de alguns por existir algo nesta cidade de Votorantim que nos traz atordoamento, fica claro a incapacidade de suportar. Não arrisco,  sem conhecer, afirmar que nesta cidade tudo é perfeito, principalmente por ter ouvido tanto falar de um lugar inconveniente para o padrão estabelecido, fica registrado sem dúvida que não se trata de relacionamento tradicional.  Sou artista plástico e estive em lugares muito  diferentes e não deixo de refletir   e  esperar, de esperança, que num futuro bem próximo todos possamos ver que o que estão produzindo em Votorantim (crianças?), é um profundo manifesto que se contrapõem ao nosso jeito atado de viver nossa contemporaneidade tão solúvel para eles e completamente petrificada pra nós.  Afinal de contas não vamos esmorecer por causa de um ou dois acontecimentos, as ações estão envoltas a uma complexidade sem fim e faz estes de Votorantim ficarem a frente em alguns momentos por estarem juntos e avançando. Gostaria de falar não escrever.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como podemos desenvolver capacidades de suportar solúveis direções para o corpo, se vivenciamos tantos anos de escola regular e  mais alguns anos de ensino tradicionalista da dança? Não deve ser possível sem imersão e uma vontade enorme de aceitar aquilo que vai de encontro com nosso corpo tarado por sobreviver. Nosso procedimento  acentuado ao longo de tempo de monotonia e repetição (levantar o braço, falar quando estão em silêncio, atravessar a rua quando o sinal está fechado, começar a dançar quando a música toca) faz da gente mesquinhos por achar que sabemos.  Quando estou vendo todo este material riquíssimo com o texto &#8220;A Dança e as relações de convívio&#8221;, seus comentários e a evidente insatisfação de alguns por existir algo nesta cidade de Votorantim que nos traz atordoamento, fica claro a incapacidade de suportar. Não arrisco,  sem conhecer, afirmar que nesta cidade tudo é perfeito, principalmente por ter ouvido tanto falar de um lugar inconveniente para o padrão estabelecido, fica registrado sem dúvida que não se trata de relacionamento tradicional.  Sou artista plástico e estive em lugares muito  diferentes e não deixo de refletir   e  esperar, de esperança, que num futuro bem próximo todos possamos ver que o que estão produzindo em Votorantim (crianças?), é um profundo manifesto que se contrapõem ao nosso jeito atado de viver nossa contemporaneidade tão solúvel para eles e completamente petrificada pra nós.  Afinal de contas não vamos esmorecer por causa de um ou dois acontecimentos, as ações estão envoltas a uma complexidade sem fim e faz estes de Votorantim ficarem a frente em alguns momentos por estarem juntos e avançando. Gostaria de falar não escrever.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Farel Porto</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3763</link>
		<dc:creator>Farel Porto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 21:14:06 +0000</pubDate>
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		<description>Já vi muita coisa assim Lilian, é difícil e muito chato tentar insistir no grupo, trabalhei com grupo e foi insuportável.  A Dança Contemporânea me possibilitou ficar sozinho, esquecer o grupo e me concentrar num trabalho solo.  Estas pessoas todas tem razão em discordar deste grupo de Votorantim.   É isso aí sa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já vi muita coisa assim Lilian, é difícil e muito chato tentar insistir no grupo, trabalhei com grupo e foi insuportável.  A Dança Contemporânea me possibilitou ficar sozinho, esquecer o grupo e me concentrar num trabalho solo.  Estas pessoas todas tem razão em discordar deste grupo de Votorantim.   É isso aí sa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Beatriz Rude</title>
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		<dc:creator>Beatriz Rude</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 20:45:59 +0000</pubDate>
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		<description>Uma questão de educação e arte! Quanta gente pensando nestas coisas do corpo e com ele.
Sobre o texto da Lilian é uma aventura, cheio de situações intrigantes e que me dão uma vontade enorme de ver o que é Votorantim!

Sobre os comentários são diversos, os que estão concordando com a Lilian são cheios de emoção e verdades empolgantes. Já os que estão divergindo, discordando são cheios de emoção e verdades mas também abarrotados de um nervosismo assustado.  

Vejo pelo texto da Liliam e por comentários de outras pessoas uma ousadia, &quot;rebeldia&quot; e até uma certa  extravagância em Votorantim.  Não deve ser fácil pra quem está acostumado com o dia-a-dia num sistema rotulado e constante  vivenciar uma experiência tão &quot;alternativa&quot;   assim.  Pode ser um bom exercício para todos da dança que contemporânea precisa e pode  rever-se e almejar outras possibilidades.
Estou nesta! Provavelmente                  será difícil  e  profundamente                      irritante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão de educação e arte! Quanta gente pensando nestas coisas do corpo e com ele.<br />
Sobre o texto da Lilian é uma aventura, cheio de situações intrigantes e que me dão uma vontade enorme de ver o que é Votorantim!</p>
<p>Sobre os comentários são diversos, os que estão concordando com a Lilian são cheios de emoção e verdades empolgantes. Já os que estão divergindo, discordando são cheios de emoção e verdades mas também abarrotados de um nervosismo assustado.  </p>
<p>Vejo pelo texto da Liliam e por comentários de outras pessoas uma ousadia, &#8220;rebeldia&#8221; e até uma certa  extravagância em Votorantim.  Não deve ser fácil pra quem está acostumado com o dia-a-dia num sistema rotulado e constante  vivenciar uma experiência tão &#8220;alternativa&#8221;   assim.  Pode ser um bom exercício para todos da dança que contemporânea precisa e pode  rever-se e almejar outras possibilidades.<br />
Estou nesta! Provavelmente                  será difícil  e  profundamente                      irritante.</p>
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	<item>
		<title>By: pietric wendes</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3753</link>
		<dc:creator>pietric wendes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2007 02:08:09 +0000</pubDate>
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		<description>Pietric Wendes . brebes 
                        Vou tentar não errar no português, estudo esta lingua há algum tempo e quero saber mais sobre este país da floresta, do indío e da fejoada, e não falar mais de futebol. Espero mesmo saber mais sobre o país que não vejo na televisão, nos anúncios de turismo.  
                        Habito em Brebes na Indonésia e acabei de conhecer uma artista de linguagem contenporânea brasileira.  O suficiente.
                        Ver os textos aqui descritos e as mensagens com estas idéias de juntar e separar as pessoas me fez pensar no dia-a-dia aqui e rir de mim por estar em um lugar que precisa muito de gente que trabalhe junta. 
                       No mundo suficiente. 
                       Ler tudo e compreender está sendo um ótimo exercício para mim, estudar português e saber sobre o corpo e a dança do Brasil que não resume o samba, a capirinha e carnaval.  Muitas pessoas trabalhando por um mundo amplo em Votorantim e outras limitando este trabalho, que bom. 
                       Parabéns para este sítio de internet que me dá vontade de ver mais de perto estas coisas daí.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pietric Wendes . brebes<br />
                        Vou tentar não errar no português, estudo esta lingua há algum tempo e quero saber mais sobre este país da floresta, do indío e da fejoada, e não falar mais de futebol. Espero mesmo saber mais sobre o país que não vejo na televisão, nos anúncios de turismo.<br />
                        Habito em Brebes na Indonésia e acabei de conhecer uma artista de linguagem contenporânea brasileira.  O suficiente.<br />
                        Ver os textos aqui descritos e as mensagens com estas idéias de juntar e separar as pessoas me fez pensar no dia-a-dia aqui e rir de mim por estar em um lugar que precisa muito de gente que trabalhe junta.<br />
                       No mundo suficiente.<br />
                       Ler tudo e compreender está sendo um ótimo exercício para mim, estudar português e saber sobre o corpo e a dança do Brasil que não resume o samba, a capirinha e carnaval.  Muitas pessoas trabalhando por um mundo amplo em Votorantim e outras limitando este trabalho, que bom.<br />
                       Parabéns para este sítio de internet que me dá vontade de ver mais de perto estas coisas daí.</p>
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	<item>
		<title>By: fabiana cansat</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3745</link>
		<dc:creator>fabiana cansat</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 02:45:23 +0000</pubDate>
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		<description>Boas perguntas para melhores respostas.   
Idança, quanta ousadia e (IN)coerência. Parabéns por nos oferecer um espaço assim, repleto de reflexões e contraposições de pensamentos.  Estou um pouco curiosa para saber como procedeu o e-mail com vários comentários recolhidos por uma pessoa, há a possibilidade de manipulação, como em tudo o que fazemos no dia-a-dia.  Seria realmente mais saudável que as pessoas pudessem escrever sozinhas suas coisas, afinal de contas ali temos diversos bons comentários e críticas  ferozes sobre um trabalho que ao meu ver, pode ter  defeitos ou dificuldades, mas não justifica uma atuação assim destes artistas.  



O Idança pode selecionar (aprovar) alguns  comentários e ainda incentivar outros, muito interessante esta necessidade de confronto.  Mais interessante ainda ver tantas pessoas inteligentes e atentas para as palavras no texto principal que fala sobre coletivos e colaboração.  Para a dança no Brasil e no mundo fica uma questão atual, como proceder? Juntos ou separados? Na  cotemporaneidade insistimos em distanciarmos dos procedimentos datados de grupos, coro, corpo de baile, mas pula-nos aos olhos um dia depois do outro, nossa quase instintiva reação a estes modelos e por isto nos revelamos em grupos e corpos de baile mais uma vez.   
O Idança deve estar contribuindo para que isto se regenere, ou se edifique. É o que queremos?  É o que a direção do Idança espera ou pretende?
Fabiana Cansat - Ceará
Boas perguntas para melhores respostas. Boas perguntas para melhores respostas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boas perguntas para melhores respostas.<br />
Idança, quanta ousadia e (IN)coerência. Parabéns por nos oferecer um espaço assim, repleto de reflexões e contraposições de pensamentos.  Estou um pouco curiosa para saber como procedeu o e-mail com vários comentários recolhidos por uma pessoa, há a possibilidade de manipulação, como em tudo o que fazemos no dia-a-dia.  Seria realmente mais saudável que as pessoas pudessem escrever sozinhas suas coisas, afinal de contas ali temos diversos bons comentários e críticas  ferozes sobre um trabalho que ao meu ver, pode ter  defeitos ou dificuldades, mas não justifica uma atuação assim destes artistas.  </p>
<p>O Idança pode selecionar (aprovar) alguns  comentários e ainda incentivar outros, muito interessante esta necessidade de confronto.  Mais interessante ainda ver tantas pessoas inteligentes e atentas para as palavras no texto principal que fala sobre coletivos e colaboração.  Para a dança no Brasil e no mundo fica uma questão atual, como proceder? Juntos ou separados? Na  cotemporaneidade insistimos em distanciarmos dos procedimentos datados de grupos, coro, corpo de baile, mas pula-nos aos olhos um dia depois do outro, nossa quase instintiva reação a estes modelos e por isto nos revelamos em grupos e corpos de baile mais uma vez.<br />
O Idança deve estar contribuindo para que isto se regenere, ou se edifique. É o que queremos?  É o que a direção do Idança espera ou pretende?<br />
Fabiana Cansat &#8211; Ceará<br />
Boas perguntas para melhores respostas. Boas perguntas para melhores respostas.</p>
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	<item>
		<title>By: erica filam dias edias</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3744</link>
		<dc:creator>erica filam dias edias</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 01:55:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3744</guid>
		<description>Já li tudo, frequento este site sempre que posso, mas estou intrigada por que tanta mensagem, tanto alvoroço! É preciso valer a pena ou mexer demais com a gente para tudo isto.  Seria maravilhoso se todos os textos aqui postados fossem discutidos com tanto empenho, talvez com menos fígado e mais com as idéias, mas que fossem!

Vamos gente da dança, escrevam!  Nunca escrevi e o fiz agora.                                    Estou achando muito interessante o movimento criado, causado e quero dizer que a Lilian foi coerente por escrever assim, na verdade ela  teve excelência ao ponto de nos oferecer um panorama intrigante e rebelde desta rebeldia que pode ser Votorantim.  Quero pensar que tudo foi desencadeado por algo na Quadra Idéias, em cada um dos envolvidos aqui, mas fundamentalmente desencadeou-se aquilo que estamos cheios.  Para os que querem viajar, surgiu viagens, para os que querem gritar, surgiu gritos, para os que querem ser pueris, surgiu puerilidades e aí vai.
Uma boa proposta seria os artistas dependentes pensar no fazer artístico, voltar para o lugar onde moram e trabalhar.

quero agora saber o que surgirá de mim quando estiver por perto da Quadra e estas pessoas, o Idança precisa acompanhar e tentar ser ainda imparcial, se é que será possível.  


PARABENS PRA LILIAN.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já li tudo, frequento este site sempre que posso, mas estou intrigada por que tanta mensagem, tanto alvoroço! É preciso valer a pena ou mexer demais com a gente para tudo isto.  Seria maravilhoso se todos os textos aqui postados fossem discutidos com tanto empenho, talvez com menos fígado e mais com as idéias, mas que fossem!</p>
<p>Vamos gente da dança, escrevam!  Nunca escrevi e o fiz agora.                                    Estou achando muito interessante o movimento criado, causado e quero dizer que a Lilian foi coerente por escrever assim, na verdade ela  teve excelência ao ponto de nos oferecer um panorama intrigante e rebelde desta rebeldia que pode ser Votorantim.  Quero pensar que tudo foi desencadeado por algo na Quadra Idéias, em cada um dos envolvidos aqui, mas fundamentalmente desencadeou-se aquilo que estamos cheios.  Para os que querem viajar, surgiu viagens, para os que querem gritar, surgiu gritos, para os que querem ser pueris, surgiu puerilidades e aí vai.<br />
Uma boa proposta seria os artistas dependentes pensar no fazer artístico, voltar para o lugar onde moram e trabalhar.</p>
<p>quero agora saber o que surgirá de mim quando estiver por perto da Quadra e estas pessoas, o Idança precisa acompanhar e tentar ser ainda imparcial, se é que será possível.  </p>
<p>PARABENS PRA LILIAN.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: wilhian  rizosso</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3743</link>
		<dc:creator>wilhian  rizosso</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 00:21:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3743</guid>
		<description>Quanta coisa sobre este Quadra pessoas e idéias heim?!  
Ainda não estive por lá e não concordo com várias coisas que eles distribuem. 
Eles estão sempre mandando informações para meu endereço e passou muito tempo pra eu entender o por que.  Pra não esconder. 
Este texto por exemplo e seus comentários.
Imagino que em Votorntim deve ter um monte de gente pensando em dança todos os dias, com grana para fazer tudo o que passa pela cabeça e principalmente um tanto de gente pra dar conta de fazer tudo o que eu recebo.  
Imagino o que passa na cabeça das pessoas que escreveram neste sit, várias indagações, mas o que fica claro é que em algumas destas cabeças quentes está uma dificuldade de habitar ao lado do outro.  Isto é uma das coisas que mais me interessam em Votorantm, saber como habitar nesta dança &quot;contemporânea&quot; solitária.  
Será uma experiência ao menos desconcertante, como foi...  rizosso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanta coisa sobre este Quadra pessoas e idéias heim?!<br />
Ainda não estive por lá e não concordo com várias coisas que eles distribuem.<br />
Eles estão sempre mandando informações para meu endereço e passou muito tempo pra eu entender o por que.  Pra não esconder.<br />
Este texto por exemplo e seus comentários.<br />
Imagino que em Votorntim deve ter um monte de gente pensando em dança todos os dias, com grana para fazer tudo o que passa pela cabeça e principalmente um tanto de gente pra dar conta de fazer tudo o que eu recebo.<br />
Imagino o que passa na cabeça das pessoas que escreveram neste sit, várias indagações, mas o que fica claro é que em algumas destas cabeças quentes está uma dificuldade de habitar ao lado do outro.  Isto é uma das coisas que mais me interessam em Votorantm, saber como habitar nesta dança &#8220;contemporânea&#8221; solitária.<br />
Será uma experiência ao menos desconcertante, como foi&#8230;  rizosso.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: fernanda elisabeth alcantara</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3739</link>
		<dc:creator>fernanda elisabeth alcantara</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 13:31:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3739</guid>
		<description>Moro em Washington há apenas dois anos e lembro-me que enquanto estava no Brasil trabalhando por aí fiz diversas procuras e pesquisas para encontrar algo que me fizesse dispertar um interesse dentro da mesmice e bobas discussões diárias da dança.  Lembro-me de ter ouvido falar de Votorantim, a cidade do cimento, que tinha umas crianças dançando coisas lindas lá.  Crianças que pensei ser de um projeto social ou coisa assim, o tempo foi passando e agora que deparo à distância com esta gente toda discutindo &quot;desta forma, em gueto&quot;, como um caminhão atropelando tudo que vê pela frente. Engraçado tanto interesse em falar de coisas de crianças, agindo como crianças.  Estas crianças de Votorantim, estão  trazendo &quot;idéias&quot;  que são capazes de  abalar as estruturas da dança, que seja assim :  carinhosas ações contra caminhões nas ruas pelo Brasil.  

Sou pedagoga e intérprete independente envergonhada de fazer sozinha as coisas que poderiam ser feitas com outras gentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Moro em Washington há apenas dois anos e lembro-me que enquanto estava no Brasil trabalhando por aí fiz diversas procuras e pesquisas para encontrar algo que me fizesse dispertar um interesse dentro da mesmice e bobas discussões diárias da dança.  Lembro-me de ter ouvido falar de Votorantim, a cidade do cimento, que tinha umas crianças dançando coisas lindas lá.  Crianças que pensei ser de um projeto social ou coisa assim, o tempo foi passando e agora que deparo à distância com esta gente toda discutindo &#8220;desta forma, em gueto&#8221;, como um caminhão atropelando tudo que vê pela frente. Engraçado tanto interesse em falar de coisas de crianças, agindo como crianças.  Estas crianças de Votorantim, estão  trazendo &#8220;idéias&#8221;  que são capazes de  abalar as estruturas da dança, que seja assim :  carinhosas ações contra caminhões nas ruas pelo Brasil.  </p>
<p>Sou pedagoga e intérprete independente envergonhada de fazer sozinha as coisas que poderiam ser feitas com outras gentes.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Richard Stuphe</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3729</link>
		<dc:creator>Richard Stuphe</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Aug 2007 01:50:06 +0000</pubDate>
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		<description>Não conheço pessoalmente as pessoas de Votorantim (as idéias sim), nem ao menos estive por lá para ver todas estas manifestações insólitas, interditas, lépidas, mas é fácil perceber a vasca artística produzida por estas pessoas jovens e insuportavelmente delicadas.  Digo isto por estar em lugares diversos (trabalho  para uma empresa de relações exteriores) e ver a nociva relação entre as pessoas e a FALTA de convívio concentrado em confronto nas idéias.  Esta gente, a de Votorantim, tem distribuído conhecimento que vai de encontro com nossa mórbida e mesquinha (individualista) necessidade de fazermos nossas escolhas sozinhos.  Será preciso reeducar a cabeça, para não dizer o corpo todo e entender o quê nesta cidade acontece.  Ainda haverá possibilidades para mim e para outras pessoas interessadas em colaborar e redefinir conceitos.  E que avancem (distanciem-se) as cercas, os limites e os limitadores. 
Richard Stuphe - 51 anos e um bom espectador da vida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não conheço pessoalmente as pessoas de Votorantim (as idéias sim), nem ao menos estive por lá para ver todas estas manifestações insólitas, interditas, lépidas, mas é fácil perceber a vasca artística produzida por estas pessoas jovens e insuportavelmente delicadas.  Digo isto por estar em lugares diversos (trabalho  para uma empresa de relações exteriores) e ver a nociva relação entre as pessoas e a FALTA de convívio concentrado em confronto nas idéias.  Esta gente, a de Votorantim, tem distribuído conhecimento que vai de encontro com nossa mórbida e mesquinha (individualista) necessidade de fazermos nossas escolhas sozinhos.  Será preciso reeducar a cabeça, para não dizer o corpo todo e entender o quê nesta cidade acontece.  Ainda haverá possibilidades para mim e para outras pessoas interessadas em colaborar e redefinir conceitos.  E que avancem (distanciem-se) as cercas, os limites e os limitadores.<br />
Richard Stuphe &#8211; 51 anos e um bom espectador da vida.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: sonia sobral</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3687</link>
		<dc:creator>sonia sobral</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 16:32:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3687</guid>
		<description>Pedi a Lilian Vilela que escrevesse um texto sobre o Pública Dança porque ela acompanha projetos de dança no interior de SPaulo. Não sei o que fez a Helena Vieira pensar que eu encomendei o tom do texto. Os textos são autorais, nunca censuramos ou induzimos nada. Sugeri inclusive que ela pegasse algumas falas de diferentes pessoas que assistiram ao projeto.
Ela fez o que quis e tem o mesmo espaço que qualquer pessoa que nos proponha sua opinião. O espaço dos comentários é justamente para isso.
Num espaço democrático a comentários como o Idança só sobrevive uma única visão se ninguém mais se manifestar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pedi a Lilian Vilela que escrevesse um texto sobre o Pública Dança porque ela acompanha projetos de dança no interior de SPaulo. Não sei o que fez a Helena Vieira pensar que eu encomendei o tom do texto. Os textos são autorais, nunca censuramos ou induzimos nada. Sugeri inclusive que ela pegasse algumas falas de diferentes pessoas que assistiram ao projeto.<br />
Ela fez o que quis e tem o mesmo espaço que qualquer pessoa que nos proponha sua opinião. O espaço dos comentários é justamente para isso.<br />
Num espaço democrático a comentários como o Idança só sobrevive uma única visão se ninguém mais se manifestar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: nayse lopez</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3686</link>
		<dc:creator>nayse lopez</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 16:26:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3686</guid>
		<description>Ola a todos! Em primeiro lugar, quero dizer que estou bem feliz de ver que as opiniões divergentes podem co-existir aqui no idanca de forma concreta. A partir do texto da Lilian, recebi por mail varios comentarios divergindo.  Fiz questao de estimular os autores a postar aqui de aue forma não concordavam com o texto inicial. Este longo comentario que agora entrou deve ter sido postado de uma so vez por alguem que recolheu varios comentarios feitos via email de grupo. O ideal é sempre que cada um entre e coloque sua opinião sozinho (vamos combinar que é tão facil como passar um email comentar aqui). Mas ainda bem que alguem recolheu as opinioes e as publicou. É assim, publicamente, que o debate anda. beijos a todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ola a todos! Em primeiro lugar, quero dizer que estou bem feliz de ver que as opiniões divergentes podem co-existir aqui no idanca de forma concreta. A partir do texto da Lilian, recebi por mail varios comentarios divergindo.  Fiz questao de estimular os autores a postar aqui de aue forma não concordavam com o texto inicial. Este longo comentario que agora entrou deve ter sido postado de uma so vez por alguem que recolheu varios comentarios feitos via email de grupo. O ideal é sempre que cada um entre e coloque sua opinião sozinho (vamos combinar que é tão facil como passar um email comentar aqui). Mas ainda bem que alguem recolheu as opinioes e as publicou. É assim, publicamente, que o debate anda. beijos a todos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: quadra pessoas e ideias</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3680</link>
		<dc:creator>quadra pessoas e ideias</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 01:55:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3680</guid>
		<description>Agradecemos a generosa contribuição  para nosso trabalho, não queremos causar nenhum tipo de constrangimento além dos que construimos juntos para nosso desenvolvimento.

Nos agrada muito perceber o momento em que se instaura um coletivo à partir do outro.  O trabalho de todos vocês juntos  (artistas que participaram do  Espaço Solúvel I) foi fenomenal.

Obrigado e vamos em frente, para o lado, para cima, para baixo e outras direções possíveis. 


Quadra Pessoas e Idéias – Ariane Sampaio, Vera Almeida, Thiago Alixandre, Rafael Bricoli, Rodrigo Chiba, Felipe Vian, Marcelo Proença, Lidi Nascimento, Preta Ribeiro, Denis Oliveira, Amanda Lorena.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agradecemos a generosa contribuição  para nosso trabalho, não queremos causar nenhum tipo de constrangimento além dos que construimos juntos para nosso desenvolvimento.</p>
<p>Nos agrada muito perceber o momento em que se instaura um coletivo à partir do outro.  O trabalho de todos vocês juntos  (artistas que participaram do  Espaço Solúvel I) foi fenomenal.</p>
<p>Obrigado e vamos em frente, para o lado, para cima, para baixo e outras direções possíveis. </p>
<p>Quadra Pessoas e Idéias – Ariane Sampaio, Vera Almeida, Thiago Alixandre, Rafael Bricoli, Rodrigo Chiba, Felipe Vian, Marcelo Proença, Lidi Nascimento, Preta Ribeiro, Denis Oliveira, Amanda Lorena.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Espaço Soluvel</title>
		<link>http://idanca.net/lang/en-us/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/4696/comment-page-1#comment-3674</link>
		<dc:creator>Espaço Soluvel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 06:36:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/2007/07/17/a-danca-e-as-relacoes-de-convivio/#comment-3674</guid>
		<description>« Acompanho o Pública Dança desde as primeiras edições, sempre admirei, acreditei e torci muito pelos intentos do Quadra Pessoas e Idéias, dos quais me fiz uma verdadeira &#039;garota propaganda&#039;, por espalhar aos quatro cantos os grandes feitos destes em Votorantim. Triste então fiquei quando ao participar do último encontro, dentro do Espaço Solúvel, me deparei com uma série de incoerências entre o discurso e as práticas lá vivenciadas. O trabalho de aproximação e troca com a comunidade continua sendo o ponto forte, mas o diálogo entre eles mesmos e destes com outros artistas
está se embarreirando num radicalismo perigoso, tanto no pensamento da arte produzida por eles, quanto nas regras estabelecidas nas tais tecnologias de convívio. Espero realmente que as questões expostas por todos os artistas convidados do Espaço Solúvel, sejam profundamente analisadas, e que não se dissolvam na onda onde &#039;tudo está maravilhosamente bem e sob controle&#039;. Percamos o controle e voltemos às descobertas! »
Karenina de los Santos

“Vejam bem, não estou aqui, agora simplesmente falando mal ou outra coisa, mas concordo que é preciso colocarmos a mostra o que realmente aconteceu, não somente para desmentir ou ir contra o texto publicado no idança, mas para tornarmos público que mesmo um grupo que se propõe a transgredir as regras, a criar uma tecnologia do convivio, mesmo este grupo ainda se vê preso ao sistema, a um conjunto de pré-conceitos contra os quais, nós devemos lutar contra. É um grupo que pensa nestas questões mas que ainda tem dificuldades para não vivê-las.”
Luciano

« Após trabalhar algum tempo como colaboradora do Quadra e conviver com diversas potencialidades e ações engajadas na tarefa de construir um sentido de comunidade a partir das diferenças, sinto-me na obrigação de me retratar em relação ao encontro Idéias Transitórias para Espaços Solúveis. Todos sabemos da importância das ações desse coletivo na cidade de Votorantim e o quanto suas medidas têm aberto espaço em alguns eixos da comunidade. No entanto, é preciso aprofundar o olhar e disponibilizar espaços também para a crítica(e a auto-crítica) imanentes a qualquer projeto que se disponha a gerar consciência política, autonomia e emancipação em suas premissas.
A primeira impressão que guardei depois do &quot;Espaço Solúvel&quot; foi a diferença entre o que seria gerir um coletivo e o que seria dissolver-se nele.O Pública Dança é produzido, pensado e dissipado segundo o formato de um determinado grupo estável de pessoas(Quadra-Pessoas e Idéias). Esse grupo ou coletivo se gerencia seguindo normas e restrições internas(produzidas e assimiladas por eles, coletivamente ou não), o que não configura o menor problema, desde que seja algo assumido publicamente e não mascarado pela propaganda de formas mais abertas de funcionamento.  
Ao chocar esse coletivo estável com pessoas de outras localidades e, principalmente, desterritorialidades(ou seja, pessoas não apegadas a sistemas específicos, ou no máximo autônomas o suficiente para viver em seu próprio sistema) e propor a formação de um coletivo temporário(duas semanas), o ideal seria deixar que as coisas se conduzissem sozinhas(ainda mais quando se fala em transitoriedade e solubilidade).
O nosso encontro foi pautado de restrições que já estavam lá quando chegamos(aliás, antes de chegarmos, pois recebemos a programação do Espaço Solúvel por e-mail, todo o cronograma das 14hs às 19 hs, durante uma semana), de forma que a nossa postura foi a de nos integrar a um modus operandi que já estava ali. Não posso dizer que houve um controle total das ações, pois existiu uma certa liberdade de troca, mas de qualquer forma, não sei se o que se formou foi um processo coletivo. Até que ponto utilizar um grupo de pessoas para gerir um corpo igualitário tem a ver com dissolver-se em algo?Nesse sentido, utiliza-se a idéia de coletivo como massa e não como um conjunto de singularidades capazes de auto-organização.  
Poderíamos dizer que enquanto uns se dissolvem, outros apenas gerenciam e isso seria um processo normal que pode transitar e se inverter, num sistema de hierarquias móveis. Bom, não tivemos tempo de investir nessa oposição.As pequenas trocas que tivemos foram resultantes das lacunas na programação, então não houve espaço para que as hierarquias fossem invertidas.No fim das contas, acho que saímos com uma visão panorâmica(falsa ou não) do que é aquele espaço. Imagino que eles, do Quadra ficaram com uma visão bem parcial do que somos, já que a &quot;troca&quot; foi investida quase numa via de mão única. 
De qualquer forma, foi muito válido, sobretudo porque as estruturas foram abaladas e estão gerando questionamentos sobre essas formas colaborativas de trabalho. Imagino que aquele coletivo estável também esteja coadunando as turbulências causadas, ao modo usual de trabalhar, a fim de encontrar um meio termo. »
Andréia Nhur

“Oi,

Participamos do Espaço Solúvel, e queremos aqui escrever para compartilhar as nossas sensações e interrogações ligadas a nossa estadia em Votorantim e que até hoje persistem. 

Primeiro, queríamos relevar a força, o entusiasmo, e a energia do Quadra, que nos impressionou bastante, como também o tamanho do projeto, a sua implantação na cidade, a sua relação com os cidadoes – ficamos impressionadas pelo jeito deles de transformar a arte da dança numa rede social. Ficamos também impressionadas pelo trabalho forte de desenvolvimento das capacidades a se sentir a vontade na frente de muita gente, de falar e se mover em publico. 

As poucas informações que tínhamos sobre o porque da nossa presença dentro do Espaço Solúvel paradoxalmente criou esperas e questionamentos. Então, depois de ter conversado algumas horas (sobretudo com Marcelo e Chiba)  sobre o as origens do projeto,  a sua evolução, o seu modo de funcionamento, as suas atividades,  os seus objetivos, ficamos bem surpreendidas de trabalhar dentro de um espaço fechado em vez de colaborar mais dentro da Quadra mesmo. Até hoje esta difícil para nos de fazer a ligação entre a Quadra e o Espaço Solúvel, e nos questionamos ainda sobre o porque das presencias de nos todos.

De fato, o Espaço Solúvel nos pareceu ser mais um tipo de workshop sem temática definida, sem problemáticas estéticas e faltando por isso de sentido para nos.  Foram estes motivos que tentamos questionar com eles, membros da Quadra, durante a nossa estadia, mas ficamos bem surpreendidas pelas reações de eles e pela dificuldade em entrar todos juntos em dialogo quando começávamos a questionar as propostas deles.

Ai vem também a questão da definição do projeto geral do Quadra que eles fazem muito questão de explicar, deixar claro, de dar informações. O objetivo deste projeto não é, como falou Bricoli numa roda com publico, de formar artistas, mas de desenvolver pessoas. 

Pensamos sinceramente que este tipo de iniciativas (o Espaço Solúvel) é primordial, fundamental mas se ele é pensado de um ponto de vista estético e relacional. Fiquemos chocadas pela ausência de dialogo e pela aparição, pouco a pouco, de um pensamento único no somente da dança contemporânea mas também da relação e do trabalho. Hoje, estamos tristes de não ter conseguido colaborar, comunicar, trocar idéias sobre as nossas visões respectivas da arte. E pensamos que este modo de pensamento, esta atitude frente a arte e a vida pode ser extremamente perigosa e todos nos conhecemos os seus limites e seus efeitos perversos.

Então para nos, toda a força desta experiência em Votorantim não foi nunca artística, mas foi a descoberta do sistema singular o Quadra constrói e a troca de idéias sobre este sistema com os artistas convidados e com as pessoas do Quadra que não aderem plenamente a todo ele. Pessoas que admiramos por ter guardado um sentido critico próprio, um vocabulário próprio, projetos próprios. 

O sistema que o Quadra constrói nos apareceu unilateral e muito controlador : sentimos que tínhamos que aceitar ele, falar sim a todo. Sentimos uma ausência de respeito para nos, nossas costumes, nossas vontades. Em resposta a todos os desacordos o “problemas” que tivemos com o Quadra, teve uma fala de Marcelo em grupo, para denunciar um comportamento não tolerável, mas sem que seja lembrado o contexto do Quadra , sem que seja lembrado que é um tolerável, intolerável, um bem e um mal inventado por eles. Pudemos notar que muitas vezes as conversas artísticas em grupo grande acabavam tendo um caráter moral, ligado ao comportamento. Este tipo de moral não pode ser aplicada e esperado de qualquer um que chega para conhecer eles. Vimos uma vontade grande  de controlar a informação e achamos realmente que esta atitude é um pouco paranóica e perigosa. 

Achamos que sendo um coletivo que mistura propostas artísticas com “desenvolvimento de pessoas”, seria necessário procurar não só um espaço de negociação mas de contradição, de desacordos, de afirmação de idéias próprias, de vontades próprias, um espaço que possa dar as chaves a cada um para pensar de um jeito individual, único, dentro de uma proposta de grupo. De fato, se, por um lado, quando chegamos logo no primeiro dia, ficamos ambas muito impressionadas pela faculdade deles a comunicar o máximo de informações sobre o Quadra a traves de uma circulação continua da fala entre eles, também notamos a sua extrema homogeneidade, qual seja seu conteúdo. 

Para nos, isso revela uma atitude e um modo de pensar a relação ao outro muito problemáticos. E neste sentido que nos perguntamos muito sobre a atitude deles com as pessoas do Quadra que não estavam membros completamente formados por eles, mas chegados mas recentemente, com pontos de discordância, tal como Leo, Andréia, Gabi, ou Dane, pois o Quadra pediu para eles de sair do Coletivo.

Para chegar a escrever isso, claro que a experiência foi rica e não nos arrependemos por nada de ter ido para Votorantim e conhecer o Quadra. Mas fica para nos uma impressão de um poder forte, infiltrado em vários níveis, nas regras, na organização das coisas, na linguagem, nas repressões fortes de quem não faz como deveria, no controle da informação. Quadra tem um poder informativo, em termos de comunicação e objetivos de expansão internacional, que achamos muito bem organizado e forte, mas sentimos importante questionar tudo isso que jamais vai aparecer na comunicação deles e no jeito que deles descrevem as coisas que fazem; só da para sentir isto na convivência, e não somente visitando eles rapidamente, como parece que é o caso com a maioria das pessoas que falam ou escrevem sobre o trabalho deles.”

Enora e Margot


Espaço Solúvel por Helena Vieira

“O motivo e o desejo que me fez aceitar (e creio que assim era para cada artista) foi  fundamentalmente por apostar em pessoas  com boas propostas para a  descentralização das idéias, das  verbas públicas  e do pensamento ultra-erudito que afasta pessoas de pessoas, dito de outra forma, que afasta a comunidade dos artistas. Isso tudo saindo das bocas e corpos de um grupo de jovens que resolveram pensar sobre isso desde uma cidade pequena a uma hora da maior metrópole da América do Sul. E que, portanto, poderiam facilmente ser engolidos por ela (para o bem ou para o mal). Isso indicava novo fôlego para encarar as questões de sempre: como fazer e produzir dança, seja aqui ou em qualquer outro lugar. Esses jovens conseguiram parte do sonho: de fato levaram o olhar dos grandes centros para àquela pequena cidade de forma horizontalizada, quebrando e se protegendo da idéia de quem vai para a cidade pequena, vai para ensinar. È notório que para eles essa é uma idéia a ser demovida. Mas seria esse pensamento suficiente para levantar  questões e investigações sobre dança  e fazer com que as mesmas reverberem  no  fazer artístico de cada um dos vinte artistas ali reunidos? 

Ao término de duas semanas vivenciando a forma como eles organizaram o evento, nos reunimos com o grupo para a avaliação do projeto e  colocamos para eles o que nos inquietou:

1.	O que é para eles a troca, o intercâmbio de idéias diferentes?
2.	O que é uma relação sem hierarquias?
3.	O que é um coletivo?
4.	Qual é a eficiência e o limite das  idéias instantâneas? Para quem elas são úteis?
5.	Qual é o alcance das idéias no seu estado bruto, improvisações sempre?
6.	Como se dá essa relação de mão única entre quem faz e produz arte?  

Não pedíamos  respostas imediatas e sim, reflexão. Compreendo e entendo a certa revolta (vou chamar assim, pois é um tema que pesquiso e me interesso) e a força de um grupo que tem na dança um modo de vida e que não está disposto a se submeter às subjetividades de quem organiza, pensa  e  produz  dança no país. Isso está claro, mas chegará a um limite cedo, assim que esse rompimento  for compreendido por todos, enquanto que a energia e o tempo dedicado a uma mudança no fazer artístico, essa talvez  possa durar muito mais tempo e ser mais efetiva para o público em geral.”


“Considerando minha experiência no Espaço Solúvel, Publica Dança 2007, eu gostaria de compartilhar minhas reflexões sobre o discordo fundamental que eu encontrei na estratégia usada pelo Quadra.

Acho interessante como o Quadra tira a dança e a cultura do seu contexto elitista. Eles conseguem isto apresentando dança como o produto comercial. Eles tem uma forte e atrativa estratégia de comunicação e o material que produzem para publicitar os seus eventos é atraente e acessível (fresco, jovem, camisas coloridas ao estilo Benetton, etc.). Isto acaba sendo relevante na chamada de atenção de inumeráveis pessoas e que faz que a dança seja vista como uma arte próxima e publica.
Esta estratégia pode ser muito eficiente para ter mais publico, mas qual é a diferença com um outro produto que qualquer um pode vender?
A primeira diferença esta na estrutura de Quadra. Eles se definem como um coletivo em vez de uma companhia de dança e estão integrados à comunidade da cidade, tendo como objetivo de aumentar consciência artística na região. Criando propostas alternativas de cooperação e coabitação, com todas as suas implicações sociais e políticas.
Na teoria, isto parece muito bom, não é fácil de realizar, e minha pergunta é como usar um tal sistema de “marketing” para levar conteúdos diferentes, sem ser engolido por ele.

A idéia que eu tive durante minha estadia em Votorantim é que Quadra, para conseguir fundos que são absolutamente necessários para que o trabalho possa ser feito, criou uma forte imagem de um  coletivo que funciona, e assim demonstrar que as diferentes modalidades de coabitação são possíveis.     
Mas, participando no Espaço Solúvel, senti que esta estratégia afetava a pratica artística, restringindo o seu potencial.
Um efeito indireto da relação com o mercado é que a imagem projetada do grupo precisa ser forte, sempre confirmando seus princípios fundamentais. No caso do Quadra, eles sempre mantém uma imagem forte de unidade e funcionalmente, que esta sempre manifestada pelo acordo incondicional e general entre os membros do Quadra. Infelizmente esta atitude foi mantida durante os processos artísticos no Espaço Solúvel também, tendo como efeito de limitar as trocas entre os participantes. O comportamento homogeneizado produziu principalmente praticas simplistas. Como exemplo, o segundo momento do encontro proposto pelo Quadra: Estudos indisciplinados sobre disciplinaridade. Este estudo consistia num sorteio que decidia de quem no grupo ia ser o “propositor” e quem o “interprete”. Ai, o “propositor” tinha um tempo limitado (15-20 minutos) para propor uma “idéia” para os “interpretes”, que iam depois mostrar para o resto do grupo. A proposição em si tinha todo o potencial de abrir para um dialogo artístico entre os participantes, mas em vez disso, sempre ficamos bloqueados em conversas morais, ou exercícios vazios. Isso era um pouco previsível pois as criticas ou sugestões sobre esta pratica, feitas por indivíduos, foram bastante ignoradas. Enquanto participante, senti que não tinha a possibilidade de trocar meu conhecimento, nem meu trabalho ou minha idéias dentro do formato do projeto.
Esta atitude conservativa e protetora reduziu o nível de dialogo entre os participantes pois, segundo minha opinião, diferencias individuais são o motor de uma pratica coletiva.
Processos colaborativos implicam um certo nível de inter-relaçoes complexas entre indivíduos que são fundamentais. Aqui, eu falo de uma complexidade com a quantidades de camadas de informações e experiências que estes indivíduos podem trocar, conversar e experimentar dentro do processo. 

Desacordos,  dificuldades e problemas produzem perguntas que são a base de qualquer produção de conhecimento. Mas em Votorantim, cada problema era atenciosamente evitado com acordos aparentes e sorrisos grandes.
Por isso o nível do trabalho fica num nível bastante superficial, neutralizando seu próprio potencial. Porque ele certamente procura mais pessoas, mas seu conteúdo não propõe nem manifesta algum sistema alternativo de pensamento, diferente dos que existem e são bem estabelecidos. 

Os membros de Quadra são bem articulados em teoria: eles propõem mudanças e conhecimentos compartilhados sobre produção, o que, para mim, tem conseqüências sociais e políticas muito importantes. 
Porem eu sinto que a pratica deles é poucas vezes coerente com a teoria que eles dizem querem seguir. Já na natureza da organização deles : Quadra é um coletivo, que para me significa um grupo de pessoas que procura estruturas alternativas para desenvolver processos artísticos. Isto implica que o produto artístico não seja uma emanação de um única pessoa mas que seja o resultado de um intercambio entre os seus membros. O desafio maior  para qualquer coletivo é de repensar as relacionamentos estabelecidos entre seus membros e dentro da sociedade, para não reproduzir as estruturas hierárquicas existentes.
No espaço solúvel as estruturas hierárquicas eram manifestas em toda a organização do projeto. Por exemplo, o maior foco de todo o projeto estava no Estudos Indisciplinados sobre Disciplinaridade ,  demonstrado pelo fato que foi a única parte do Espaço Solúvel a ser apresentada ao publico, e para a qual Marcelo, que para mim é o líder do grupo, participou.

Esta grande decepção, na minha experiência com Quadra, esta na falta de coerência entre os conceitos eles usam e a realidade do trabalho deles.”

Valentina Desideri


Versao inglesa (original) :

“Considering my experience in Espaco Soluvel, Publica Danca 2007, I would like to share my reflections about a fundamental disagreement I found in the strategy used by Quadra.

I find interesting the way in which Quadra removes dance and culture from an elitist context. They achieve this through presenting dance as a marketable product. They have strong communication skills and the material they produce to advertise their events it is accessible and appealing (fresh, young, Benetton-style colourful t-shirts, etc.). This could be a relevant strategy because it raises interest from a wider number of people, it makes dance and art accessible and public. 
This can be a very efficient strategy to enlarge audience but how it differs from any other product that one can sell? 
The difference is first of all in the structure of Quadra. It defines itself as collective rather then a company, it is involved with the local community and aims to raise artistic awareness in the region. This means proposing alternative ways of co-operation and co-habitation, with all its socio-cultural and political implications. 
Although in theory this all sounds very good, it is not so easy to realize and my question is how to use such a ‘marketing’ system to convey different contents and not to be captured in it. 

The idea that I got during my time in Votorantim is that Quadra, in order to get funding which are absolutely necessary to make the work happen, created a strong image of a functioning collective which can demonstrate that those different modalities of co-habitation are possible. 
However, by participating in Espaco Soluvel, I felt that this strategy affects the artistic practice, restricting its potential.
A side-effect of embracing the market is that the projected image of the group needs to be strong, always asserting its fundamental principle. In the case of Quadra they always maintain a strong image of unity and functionality which is manifested by the general unconditional agreement between the members of Quadra. Unfortunately this attitude was maintained during the artistic processes in Espaco Soluvel too, having as an effect a limited exchange amongst participants.
This homogenised behaviour produced mostly simplistic practices. As example the second moment of the encounter proposed by Quadra: Undisciplinary Studies of Disciplinarities.
This study consisted in a draw (sorteio) that decided who in the group was the ‘proposition maker’ and who the ‘interpreter’. Then the ‘proposition maker’ had a limited time (15-20 min) to propose an ‘idea’ to the interpreters who would then show it to the rest of the group. The proposal in itself had the full potential to open an artistic exchange amongst the participants but instead it always got stuck either in moral discussions or empty exercises. This is not so unpredictable when any critic or suggestion to the practice made by individuals was pretty much ignored. As participant I felt I did not have the possibility to share either my knowledge, work or ideas in the project frame.
This conservative and protective attitude reduced the level of exchange between the participants, as, in my opinion, individual differences are the motor of a collective practice. 
Collaborative processes imply a certain level of complex inter-relationships amongst individuals that are fundamental. I here intend complexity as the many layers of information and experiences those individuals can share, discuss and experience together in the process.

Disagreements, difficulties and problems produce questions which are at the base of any knowledge production. But in Votorantim any problem was carefully avoided with apparent agreement and big smiles. 

Thus the level of the work stays on a rather superficial level, neutralizing then its own potential. Because it certainly reaches more people but its content does not propose nor manifest any alternative system of thought different from the existing and well-established ones.

Quadra’s members are well articulated in their theory: they propose changes and shared knowledge production, which for me has very important social and political consequences. 
However I feel that their practice is rarely coherent with the theory they set themselves to follow. 
Already in the nature of their organization: Quadra is a collective, which to me it means a group of people that search for alternative structures to deal with artistic processes. It implies that the artistic product is not an emanation of a single person but it is result of the exchange amongst its members.
The hardest challenge for any collective is to re-think the relationships established amongst its members and within society, in order not to reproduce the hierarchical existing structures that tries to contrast.
In Espaco Soluvel the hierarchical structures were manifested in the overall organization of the project. As example, the main focus of the whole project was put on the Undisciplinary Studies of Disciplinarity, as demonstrated by the fact that it was the only part of Espaco Soluvel presented to the public and to which Marcelo, who appeared to me to be the leader of the group, participated.

The big disappointment, in my experience with Quadra, was the lack of coherence between the concepts they use and the reality of their work.”

Valentina Desideri

“Atenho-me à experiência que tive durante as duas semanas no Pública Dança de 2007, especialmente no Espaço Solúvel, um encontro entre diversos artistas de diversas nacionalidades junto com os componentes do Quadra Pessoas e Idéias. Apesar de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Quadra desde meados de 2005 e ter ido várias vezes à Votorantim para debater sobre práticas artísticas e culturais e apresentar a minha produção cênica, esta foi a primeira vez de fato que eu fui convidado para uma troca, um  intercâmbio artístico entreo grupo de Votorantim e outros criadores -- alguns também conhecedores do Grupo de longa data e outros travando o conato pela primeira vez.
Lilian Vilela cita no seu artigo a respeito da experiência do Pública Dança 2007 que &quot; (...) entre regras e transgressões, presentes no mundo da arte, a opção deste coletivo [Quadra Pessoas e Idéias] é a de estabelecer a primeira pela segunda (...)&quot;. Bem, acredito que eles possuem um comportamento transgressor em relação às atividades desenvolvidas em e para a comunidade de Votorantim, na busca de disseminar a cultura de dança em diversos setores sociais daquela cidade. Mas com relação à troca no Espaço Solúvel (atividade na qual Lilian não participou e somente assistindo seus &quot;resultados&quot; que, de comum acordo entre os participantes, eram somente uma etapa de um processo), coloco em foco esta idéia de transgressão levantada pela autora como ponto a ser discutido. A transgressão que, naquele momento, junto com os criadores lá reunidos poderia se dar a partir de um real intercâmbio teórico, prático, estético e ético, ficou estagnada e presa às regras (convenções até mesmo tradicionais de enxergar as diferenças) do próprio fazer do Quadra,não havendo uma real contaminação das idéias. Acredito que faltou um enxergar com tolerância práticas artísticas que poderiam até serem divergentes do fazer do grupo de Votorantim, mas que estão imbuídas de um construir num fazer constante, de experiências inidividuais que não foram realmente postas em jogo porque já existiam regras pré-estipuladas pelo Quadra para este convívio artístico entre o grupo e os criadores convidados. Para mim, o ato artístico transgressor abriga o risco, a dúvida, o vazio por estar este ato fora da organização convencional de uma práxis pré-estabelecida, apontando para outros modos de fazer/pensar, seja  em colaboração ou individualmente.Talvez fosse transgressor se estivéssemos todos num terreno de real colaboração, de decisão mútua, sem regras à priori do que iríamos fazer e experienciar em conjunto e utlizando experiências particulares e totalemnte instigantes que cada um dos artistas convidados também gostariam de compartilhar, sem enquadrá-las dentro de um formato que teria que ser seguido &quot;à regra&quot;.”
André Masseno

“Creo que lo que mas puede servir combo punto de discusión acerca de la danza en la actualidad en relación a lo sucedido en Votorantim tiene que ver con el  cómo integrar a  la danza en un marco de desarrollo social, salir de los espacios artísticos cerrados, llegar con el arte a la gente  y usar la danza  como  como una vía para lograr objetivos de orden social   como la educación por ejemplo.

Esto enmarcado en una realidad Latinoamericana donde esta idea de llevar la culturla a la comunidad está en auge.
Entonces el tema interesante, la cuestión  sería si es necesario simplificar el arte y los procesos creativos para poder lograr el entendimiento por parte de todos ó si lo bueno( y soy de esta opinión) es lograr buenos procesos creativos, que generen obra interesante y que todos podamos  comprenderlos según la vivencia de cada uno,  con nuestras vidas, recuerdos,  identificaciones y los diferentes tipos de información con los que contamos todos y cada uno de los seres humanos.

En este punto creo que las personas de Quadra tienen la idea de que las cosas simples, sin procesos de investigación, espontáneas son las válidas y eso lleva a que la obra generada sea de poco interés en cuanto a danza contemporánea.

Sería interesante como latinoamericanos poder posicionarnos desde el quehacer artístico en cuanto a danza en el tener procesos de investigación cada vez más ricos y profundos…en generar colaboratorios que apunten a eso y no a superficializar y simplificar en aras de democratizar la cultura .

Creo que el otro punto a tener en cuenta acerca del cual cuesta creer que hayamos tenido que hablar  a esta altura de la historia es de la importancia del respeto hacia el pensamiento de los otros, la tolerancia, la libertad , lo rico de las diferencias, el poder escuchar, todos elementos fundamentales en el proceso creativo y en el intercambio que no se dieron y tuvimos como resultado un muy escaso intercambio en el espacio soluvel donde fue muy difícil poder hablar de creación y procesos. “

Paula
“Quisiera presentar algunos de los aspectos que, según creo, dificultaron un verdadero intercambio entre los artistas y pusieron de manifiesto una forma de funcionar del colectivo Quadra Pessoas e Ideias que, desde mi punto de vista, dista mucho de ser una modalidad abierta y creadora de diálogos y se acerca más bien a los mecanismos propios de una verdadera doctrina cerrada y autosuficiente cuyo objetivo principal es captar adeptos para perpetuarse idéntica a sí misma.

	Aspectos del Espacio Soluble:

•	El formato propuesto por Quadra excluía un espacio en el que los artistas que tuviesen trabajos registrados los mostraran. Este espacio fue solicitado y denegado, consolidándose entonces fuera del cronograma establecido y en un espacio informal. Esta actividad causó resquemores en el colectivo quien consideraba que todo lo realizado fuera del formato propuesto atentaba contra el mismo y contra la comunicación entre los participantes. Fuimos acusados de “ocultar información” por juntarnos a ver los dvds de esos trabajos, previo aviso e invitación extendida a todos. 

•	Los espacios nombrados como momento 1 y 3, dentro del formato, estaban destinados a utilizarse con las propuestas de subgrupos de cuatro personas provenientes de distintos lugares; sin embargo, el foco estaba puesto en el momento 2, momento central del encuentro diario, en el que se desarrollaba la propuesta de Quadra bajo el liderazgo –nunca admitido, por cierto- de Marcelo. Entiendo que el foco estaba puesto en esta actividad porque era precisamente la única de la cual participaba este miembro. Esto nos hizo descubrir rápidamente que el interés estaba en mostrarnos su forma de funcionar y no en ver e intercambiar criterios.

•	Las actividades propuestas por Quadra en este espacio consistían, en su mayoría, en sorteos mediante los cuales se agrupaba al azar a las personas, exigiéndoles que produjeran, ya sea instantáneamente, ya sea en un espacio cronometrado de 20 minutos, un trabajo para mostrar allí y que otras personas, también sorteadas, deberían analizar, criticar, etc, en el acto. La repetición de este procedimiento comportaba el problema de la sobrevaloración de la espontaneidad, admitida como el único modo de creación factible de ser discutido en este ámbito, lo cual nos alejaba de la idea que supuestamente alienta el proyecto, a saber el concepto de “procesos colaborativos”. ¿De qué procesos podemos hablar cuando su máxima duración es de 20 minutos?

•	Los trabajos y las discusiones provocadas por los mismos eran manipulados por los miembros de Quadra de distintas maneras: 1. proponiendo un tema que no parecía derivarse del trabajo concreto sobre el que se estaba hablando pero sobre el cual el colectivo tenía una postura firme que quería extender entre nosotros (en general temas de carácter más bien ético que estético); 2. juzgando de “académicas” las intervenciones de personas que hacían referencia a algún marco teórico y devaluándolas por este motivo como si el conocimiento formal o académico no tuviera lugar allí; 3. proponiendo “juegos” cuya solución ya estaba estudiada y no eran más que pretextos para derivar discursos aleccionantes para el grupo (sobre todo a medida que iban sintiendo menguar nuestra receptividad) y que tendían a recalcar nuestra falta de compromiso con el proyecto.

Otros aspectos:

•	El proyecto actual del colectivo involucra a personas menores de edad, algunos en calidad de becarios (reciben dinero por asistir a las actividades) y otros como miembros propiamente dichos -“profesionales de la danza”- que trabajan en producción, creación, etc., en todos las tareas que implica el proyecto. Estos jóvenes a los que se les otorga roles de adulto a través de tareas de alta responsabilidad, han sido formados y siguen formándose en el interior del colectivo, pero no tienen acceso a otro tipo de información, son disuadidos de integrarse al sistema educativo formal a nivel terciario, si bien terminan la secundaria. El pensamiento fuertemente antiacadémico y antiuniversitario que está arraigado en el colectivo no les da muchas opciones a esos jóvenes que se sienten profundamente comprometidos con el proyecto y quieren seguir en él. 

•	El último día de nuestra estadía en Votorantim tuvimos una conversación con todos los miembros del Espacio Soluble para tratar todas estas cuestiones y dejarles nuestras opiniones para su examinación y reelaboración. Dos semanas más tarde supimos que las cuatro personas que integraban o estaban contratadas por Quadra y que no eran oriundos de Votorantim, sino que venían de otros lugares, trayendo otras informaciones, y que habían participado de los espacios informales que surgieron durante el intercambio, habían sido expulsadas del colectivo. “

Carolina</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>« Acompanho o Pública Dança desde as primeiras edições, sempre admirei, acreditei e torci muito pelos intentos do Quadra Pessoas e Idéias, dos quais me fiz uma verdadeira &#8216;garota propaganda&#8217;, por espalhar aos quatro cantos os grandes feitos destes em Votorantim. Triste então fiquei quando ao participar do último encontro, dentro do Espaço Solúvel, me deparei com uma série de incoerências entre o discurso e as práticas lá vivenciadas. O trabalho de aproximação e troca com a comunidade continua sendo o ponto forte, mas o diálogo entre eles mesmos e destes com outros artistas<br />
está se embarreirando num radicalismo perigoso, tanto no pensamento da arte produzida por eles, quanto nas regras estabelecidas nas tais tecnologias de convívio. Espero realmente que as questões expostas por todos os artistas convidados do Espaço Solúvel, sejam profundamente analisadas, e que não se dissolvam na onda onde &#8216;tudo está maravilhosamente bem e sob controle&#8217;. Percamos o controle e voltemos às descobertas! »<br />
Karenina de los Santos</p>
<p>“Vejam bem, não estou aqui, agora simplesmente falando mal ou outra coisa, mas concordo que é preciso colocarmos a mostra o que realmente aconteceu, não somente para desmentir ou ir contra o texto publicado no idança, mas para tornarmos público que mesmo um grupo que se propõe a transgredir as regras, a criar uma tecnologia do convivio, mesmo este grupo ainda se vê preso ao sistema, a um conjunto de pré-conceitos contra os quais, nós devemos lutar contra. É um grupo que pensa nestas questões mas que ainda tem dificuldades para não vivê-las.”<br />
Luciano</p>
<p>« Após trabalhar algum tempo como colaboradora do Quadra e conviver com diversas potencialidades e ações engajadas na tarefa de construir um sentido de comunidade a partir das diferenças, sinto-me na obrigação de me retratar em relação ao encontro Idéias Transitórias para Espaços Solúveis. Todos sabemos da importância das ações desse coletivo na cidade de Votorantim e o quanto suas medidas têm aberto espaço em alguns eixos da comunidade. No entanto, é preciso aprofundar o olhar e disponibilizar espaços também para a crítica(e a auto-crítica) imanentes a qualquer projeto que se disponha a gerar consciência política, autonomia e emancipação em suas premissas.<br />
A primeira impressão que guardei depois do &#8220;Espaço Solúvel&#8221; foi a diferença entre o que seria gerir um coletivo e o que seria dissolver-se nele.O Pública Dança é produzido, pensado e dissipado segundo o formato de um determinado grupo estável de pessoas(Quadra-Pessoas e Idéias). Esse grupo ou coletivo se gerencia seguindo normas e restrições internas(produzidas e assimiladas por eles, coletivamente ou não), o que não configura o menor problema, desde que seja algo assumido publicamente e não mascarado pela propaganda de formas mais abertas de funcionamento.<br />
Ao chocar esse coletivo estável com pessoas de outras localidades e, principalmente, desterritorialidades(ou seja, pessoas não apegadas a sistemas específicos, ou no máximo autônomas o suficiente para viver em seu próprio sistema) e propor a formação de um coletivo temporário(duas semanas), o ideal seria deixar que as coisas se conduzissem sozinhas(ainda mais quando se fala em transitoriedade e solubilidade).<br />
O nosso encontro foi pautado de restrições que já estavam lá quando chegamos(aliás, antes de chegarmos, pois recebemos a programação do Espaço Solúvel por e-mail, todo o cronograma das 14hs às 19 hs, durante uma semana), de forma que a nossa postura foi a de nos integrar a um modus operandi que já estava ali. Não posso dizer que houve um controle total das ações, pois existiu uma certa liberdade de troca, mas de qualquer forma, não sei se o que se formou foi um processo coletivo. Até que ponto utilizar um grupo de pessoas para gerir um corpo igualitário tem a ver com dissolver-se em algo?Nesse sentido, utiliza-se a idéia de coletivo como massa e não como um conjunto de singularidades capazes de auto-organização.<br />
Poderíamos dizer que enquanto uns se dissolvem, outros apenas gerenciam e isso seria um processo normal que pode transitar e se inverter, num sistema de hierarquias móveis. Bom, não tivemos tempo de investir nessa oposição.As pequenas trocas que tivemos foram resultantes das lacunas na programação, então não houve espaço para que as hierarquias fossem invertidas.No fim das contas, acho que saímos com uma visão panorâmica(falsa ou não) do que é aquele espaço. Imagino que eles, do Quadra ficaram com uma visão bem parcial do que somos, já que a &#8220;troca&#8221; foi investida quase numa via de mão única.<br />
De qualquer forma, foi muito válido, sobretudo porque as estruturas foram abaladas e estão gerando questionamentos sobre essas formas colaborativas de trabalho. Imagino que aquele coletivo estável também esteja coadunando as turbulências causadas, ao modo usual de trabalhar, a fim de encontrar um meio termo. »<br />
Andréia Nhur</p>
<p>“Oi,</p>
<p>Participamos do Espaço Solúvel, e queremos aqui escrever para compartilhar as nossas sensações e interrogações ligadas a nossa estadia em Votorantim e que até hoje persistem. </p>
<p>Primeiro, queríamos relevar a força, o entusiasmo, e a energia do Quadra, que nos impressionou bastante, como também o tamanho do projeto, a sua implantação na cidade, a sua relação com os cidadoes – ficamos impressionadas pelo jeito deles de transformar a arte da dança numa rede social. Ficamos também impressionadas pelo trabalho forte de desenvolvimento das capacidades a se sentir a vontade na frente de muita gente, de falar e se mover em publico. </p>
<p>As poucas informações que tínhamos sobre o porque da nossa presença dentro do Espaço Solúvel paradoxalmente criou esperas e questionamentos. Então, depois de ter conversado algumas horas (sobretudo com Marcelo e Chiba)  sobre o as origens do projeto,  a sua evolução, o seu modo de funcionamento, as suas atividades,  os seus objetivos, ficamos bem surpreendidas de trabalhar dentro de um espaço fechado em vez de colaborar mais dentro da Quadra mesmo. Até hoje esta difícil para nos de fazer a ligação entre a Quadra e o Espaço Solúvel, e nos questionamos ainda sobre o porque das presencias de nos todos.</p>
<p>De fato, o Espaço Solúvel nos pareceu ser mais um tipo de workshop sem temática definida, sem problemáticas estéticas e faltando por isso de sentido para nos.  Foram estes motivos que tentamos questionar com eles, membros da Quadra, durante a nossa estadia, mas ficamos bem surpreendidas pelas reações de eles e pela dificuldade em entrar todos juntos em dialogo quando começávamos a questionar as propostas deles.</p>
<p>Ai vem também a questão da definição do projeto geral do Quadra que eles fazem muito questão de explicar, deixar claro, de dar informações. O objetivo deste projeto não é, como falou Bricoli numa roda com publico, de formar artistas, mas de desenvolver pessoas. </p>
<p>Pensamos sinceramente que este tipo de iniciativas (o Espaço Solúvel) é primordial, fundamental mas se ele é pensado de um ponto de vista estético e relacional. Fiquemos chocadas pela ausência de dialogo e pela aparição, pouco a pouco, de um pensamento único no somente da dança contemporânea mas também da relação e do trabalho. Hoje, estamos tristes de não ter conseguido colaborar, comunicar, trocar idéias sobre as nossas visões respectivas da arte. E pensamos que este modo de pensamento, esta atitude frente a arte e a vida pode ser extremamente perigosa e todos nos conhecemos os seus limites e seus efeitos perversos.</p>
<p>Então para nos, toda a força desta experiência em Votorantim não foi nunca artística, mas foi a descoberta do sistema singular o Quadra constrói e a troca de idéias sobre este sistema com os artistas convidados e com as pessoas do Quadra que não aderem plenamente a todo ele. Pessoas que admiramos por ter guardado um sentido critico próprio, um vocabulário próprio, projetos próprios. </p>
<p>O sistema que o Quadra constrói nos apareceu unilateral e muito controlador : sentimos que tínhamos que aceitar ele, falar sim a todo. Sentimos uma ausência de respeito para nos, nossas costumes, nossas vontades. Em resposta a todos os desacordos o “problemas” que tivemos com o Quadra, teve uma fala de Marcelo em grupo, para denunciar um comportamento não tolerável, mas sem que seja lembrado o contexto do Quadra , sem que seja lembrado que é um tolerável, intolerável, um bem e um mal inventado por eles. Pudemos notar que muitas vezes as conversas artísticas em grupo grande acabavam tendo um caráter moral, ligado ao comportamento. Este tipo de moral não pode ser aplicada e esperado de qualquer um que chega para conhecer eles. Vimos uma vontade grande  de controlar a informação e achamos realmente que esta atitude é um pouco paranóica e perigosa. </p>
<p>Achamos que sendo um coletivo que mistura propostas artísticas com “desenvolvimento de pessoas”, seria necessário procurar não só um espaço de negociação mas de contradição, de desacordos, de afirmação de idéias próprias, de vontades próprias, um espaço que possa dar as chaves a cada um para pensar de um jeito individual, único, dentro de uma proposta de grupo. De fato, se, por um lado, quando chegamos logo no primeiro dia, ficamos ambas muito impressionadas pela faculdade deles a comunicar o máximo de informações sobre o Quadra a traves de uma circulação continua da fala entre eles, também notamos a sua extrema homogeneidade, qual seja seu conteúdo. </p>
<p>Para nos, isso revela uma atitude e um modo de pensar a relação ao outro muito problemáticos. E neste sentido que nos perguntamos muito sobre a atitude deles com as pessoas do Quadra que não estavam membros completamente formados por eles, mas chegados mas recentemente, com pontos de discordância, tal como Leo, Andréia, Gabi, ou Dane, pois o Quadra pediu para eles de sair do Coletivo.</p>
<p>Para chegar a escrever isso, claro que a experiência foi rica e não nos arrependemos por nada de ter ido para Votorantim e conhecer o Quadra. Mas fica para nos uma impressão de um poder forte, infiltrado em vários níveis, nas regras, na organização das coisas, na linguagem, nas repressões fortes de quem não faz como deveria, no controle da informação. Quadra tem um poder informativo, em termos de comunicação e objetivos de expansão internacional, que achamos muito bem organizado e forte, mas sentimos importante questionar tudo isso que jamais vai aparecer na comunicação deles e no jeito que deles descrevem as coisas que fazem; só da para sentir isto na convivência, e não somente visitando eles rapidamente, como parece que é o caso com a maioria das pessoas que falam ou escrevem sobre o trabalho deles.”</p>
<p>Enora e Margot</p>
<p>Espaço Solúvel por Helena Vieira</p>
<p>“O motivo e o desejo que me fez aceitar (e creio que assim era para cada artista) foi  fundamentalmente por apostar em pessoas  com boas propostas para a  descentralização das idéias, das  verbas públicas  e do pensamento ultra-erudito que afasta pessoas de pessoas, dito de outra forma, que afasta a comunidade dos artistas. Isso tudo saindo das bocas e corpos de um grupo de jovens que resolveram pensar sobre isso desde uma cidade pequena a uma hora da maior metrópole da América do Sul. E que, portanto, poderiam facilmente ser engolidos por ela (para o bem ou para o mal). Isso indicava novo fôlego para encarar as questões de sempre: como fazer e produzir dança, seja aqui ou em qualquer outro lugar. Esses jovens conseguiram parte do sonho: de fato levaram o olhar dos grandes centros para àquela pequena cidade de forma horizontalizada, quebrando e se protegendo da idéia de quem vai para a cidade pequena, vai para ensinar. È notório que para eles essa é uma idéia a ser demovida. Mas seria esse pensamento suficiente para levantar  questões e investigações sobre dança  e fazer com que as mesmas reverberem  no  fazer artístico de cada um dos vinte artistas ali reunidos? </p>
<p>Ao término de duas semanas vivenciando a forma como eles organizaram o evento, nos reunimos com o grupo para a avaliação do projeto e  colocamos para eles o que nos inquietou:</p>
<p>1.	O que é para eles a troca, o intercâmbio de idéias diferentes?<br />
2.	O que é uma relação sem hierarquias?<br />
3.	O que é um coletivo?<br />
4.	Qual é a eficiência e o limite das  idéias instantâneas? Para quem elas são úteis?<br />
5.	Qual é o alcance das idéias no seu estado bruto, improvisações sempre?<br />
6.	Como se dá essa relação de mão única entre quem faz e produz arte?  </p>
<p>Não pedíamos  respostas imediatas e sim, reflexão. Compreendo e entendo a certa revolta (vou chamar assim, pois é um tema que pesquiso e me interesso) e a força de um grupo que tem na dança um modo de vida e que não está disposto a se submeter às subjetividades de quem organiza, pensa  e  produz  dança no país. Isso está claro, mas chegará a um limite cedo, assim que esse rompimento  for compreendido por todos, enquanto que a energia e o tempo dedicado a uma mudança no fazer artístico, essa talvez  possa durar muito mais tempo e ser mais efetiva para o público em geral.”</p>
<p>“Considerando minha experiência no Espaço Solúvel, Publica Dança 2007, eu gostaria de compartilhar minhas reflexões sobre o discordo fundamental que eu encontrei na estratégia usada pelo Quadra.</p>
<p>Acho interessante como o Quadra tira a dança e a cultura do seu contexto elitista. Eles conseguem isto apresentando dança como o produto comercial. Eles tem uma forte e atrativa estratégia de comunicação e o material que produzem para publicitar os seus eventos é atraente e acessível (fresco, jovem, camisas coloridas ao estilo Benetton, etc.). Isto acaba sendo relevante na chamada de atenção de inumeráveis pessoas e que faz que a dança seja vista como uma arte próxima e publica.<br />
Esta estratégia pode ser muito eficiente para ter mais publico, mas qual é a diferença com um outro produto que qualquer um pode vender?<br />
A primeira diferença esta na estrutura de Quadra. Eles se definem como um coletivo em vez de uma companhia de dança e estão integrados à comunidade da cidade, tendo como objetivo de aumentar consciência artística na região. Criando propostas alternativas de cooperação e coabitação, com todas as suas implicações sociais e políticas.<br />
Na teoria, isto parece muito bom, não é fácil de realizar, e minha pergunta é como usar um tal sistema de “marketing” para levar conteúdos diferentes, sem ser engolido por ele.</p>
<p>A idéia que eu tive durante minha estadia em Votorantim é que Quadra, para conseguir fundos que são absolutamente necessários para que o trabalho possa ser feito, criou uma forte imagem de um  coletivo que funciona, e assim demonstrar que as diferentes modalidades de coabitação são possíveis.<br />
Mas, participando no Espaço Solúvel, senti que esta estratégia afetava a pratica artística, restringindo o seu potencial.<br />
Um efeito indireto da relação com o mercado é que a imagem projetada do grupo precisa ser forte, sempre confirmando seus princípios fundamentais. No caso do Quadra, eles sempre mantém uma imagem forte de unidade e funcionalmente, que esta sempre manifestada pelo acordo incondicional e general entre os membros do Quadra. Infelizmente esta atitude foi mantida durante os processos artísticos no Espaço Solúvel também, tendo como efeito de limitar as trocas entre os participantes. O comportamento homogeneizado produziu principalmente praticas simplistas. Como exemplo, o segundo momento do encontro proposto pelo Quadra: Estudos indisciplinados sobre disciplinaridade. Este estudo consistia num sorteio que decidia de quem no grupo ia ser o “propositor” e quem o “interprete”. Ai, o “propositor” tinha um tempo limitado (15-20 minutos) para propor uma “idéia” para os “interpretes”, que iam depois mostrar para o resto do grupo. A proposição em si tinha todo o potencial de abrir para um dialogo artístico entre os participantes, mas em vez disso, sempre ficamos bloqueados em conversas morais, ou exercícios vazios. Isso era um pouco previsível pois as criticas ou sugestões sobre esta pratica, feitas por indivíduos, foram bastante ignoradas. Enquanto participante, senti que não tinha a possibilidade de trocar meu conhecimento, nem meu trabalho ou minha idéias dentro do formato do projeto.<br />
Esta atitude conservativa e protetora reduziu o nível de dialogo entre os participantes pois, segundo minha opinião, diferencias individuais são o motor de uma pratica coletiva.<br />
Processos colaborativos implicam um certo nível de inter-relaçoes complexas entre indivíduos que são fundamentais. Aqui, eu falo de uma complexidade com a quantidades de camadas de informações e experiências que estes indivíduos podem trocar, conversar e experimentar dentro do processo. </p>
<p>Desacordos,  dificuldades e problemas produzem perguntas que são a base de qualquer produção de conhecimento. Mas em Votorantim, cada problema era atenciosamente evitado com acordos aparentes e sorrisos grandes.<br />
Por isso o nível do trabalho fica num nível bastante superficial, neutralizando seu próprio potencial. Porque ele certamente procura mais pessoas, mas seu conteúdo não propõe nem manifesta algum sistema alternativo de pensamento, diferente dos que existem e são bem estabelecidos. </p>
<p>Os membros de Quadra são bem articulados em teoria: eles propõem mudanças e conhecimentos compartilhados sobre produção, o que, para mim, tem conseqüências sociais e políticas muito importantes.<br />
Porem eu sinto que a pratica deles é poucas vezes coerente com a teoria que eles dizem querem seguir. Já na natureza da organização deles : Quadra é um coletivo, que para me significa um grupo de pessoas que procura estruturas alternativas para desenvolver processos artísticos. Isto implica que o produto artístico não seja uma emanação de um única pessoa mas que seja o resultado de um intercambio entre os seus membros. O desafio maior  para qualquer coletivo é de repensar as relacionamentos estabelecidos entre seus membros e dentro da sociedade, para não reproduzir as estruturas hierárquicas existentes.<br />
No espaço solúvel as estruturas hierárquicas eram manifestas em toda a organização do projeto. Por exemplo, o maior foco de todo o projeto estava no Estudos Indisciplinados sobre Disciplinaridade ,  demonstrado pelo fato que foi a única parte do Espaço Solúvel a ser apresentada ao publico, e para a qual Marcelo, que para mim é o líder do grupo, participou.</p>
<p>Esta grande decepção, na minha experiência com Quadra, esta na falta de coerência entre os conceitos eles usam e a realidade do trabalho deles.”</p>
<p>Valentina Desideri</p>
<p>Versao inglesa (original) :</p>
<p>“Considering my experience in Espaco Soluvel, Publica Danca 2007, I would like to share my reflections about a fundamental disagreement I found in the strategy used by Quadra.</p>
<p>I find interesting the way in which Quadra removes dance and culture from an elitist context. They achieve this through presenting dance as a marketable product. They have strong communication skills and the material they produce to advertise their events it is accessible and appealing (fresh, young, Benetton-style colourful t-shirts, etc.). This could be a relevant strategy because it raises interest from a wider number of people, it makes dance and art accessible and public.<br />
This can be a very efficient strategy to enlarge audience but how it differs from any other product that one can sell?<br />
The difference is first of all in the structure of Quadra. It defines itself as collective rather then a company, it is involved with the local community and aims to raise artistic awareness in the region. This means proposing alternative ways of co-operation and co-habitation, with all its socio-cultural and political implications.<br />
Although in theory this all sounds very good, it is not so easy to realize and my question is how to use such a ‘marketing’ system to convey different contents and not to be captured in it. </p>
<p>The idea that I got during my time in Votorantim is that Quadra, in order to get funding which are absolutely necessary to make the work happen, created a strong image of a functioning collective which can demonstrate that those different modalities of co-habitation are possible.<br />
However, by participating in Espaco Soluvel, I felt that this strategy affects the artistic practice, restricting its potential.<br />
A side-effect of embracing the market is that the projected image of the group needs to be strong, always asserting its fundamental principle. In the case of Quadra they always maintain a strong image of unity and functionality which is manifested by the general unconditional agreement between the members of Quadra. Unfortunately this attitude was maintained during the artistic processes in Espaco Soluvel too, having as an effect a limited exchange amongst participants.<br />
This homogenised behaviour produced mostly simplistic practices. As example the second moment of the encounter proposed by Quadra: Undisciplinary Studies of Disciplinarities.<br />
This study consisted in a draw (sorteio) that decided who in the group was the ‘proposition maker’ and who the ‘interpreter’. Then the ‘proposition maker’ had a limited time (15-20 min) to propose an ‘idea’ to the interpreters who would then show it to the rest of the group. The proposal in itself had the full potential to open an artistic exchange amongst the participants but instead it always got stuck either in moral discussions or empty exercises. This is not so unpredictable when any critic or suggestion to the practice made by individuals was pretty much ignored. As participant I felt I did not have the possibility to share either my knowledge, work or ideas in the project frame.<br />
This conservative and protective attitude reduced the level of exchange between the participants, as, in my opinion, individual differences are the motor of a collective practice.<br />
Collaborative processes imply a certain level of complex inter-relationships amongst individuals that are fundamental. I here intend complexity as the many layers of information and experiences those individuals can share, discuss and experience together in the process.</p>
<p>Disagreements, difficulties and problems produce questions which are at the base of any knowledge production. But in Votorantim any problem was carefully avoided with apparent agreement and big smiles. </p>
<p>Thus the level of the work stays on a rather superficial level, neutralizing then its own potential. Because it certainly reaches more people but its content does not propose nor manifest any alternative system of thought different from the existing and well-established ones.</p>
<p>Quadra’s members are well articulated in their theory: they propose changes and shared knowledge production, which for me has very important social and political consequences.<br />
However I feel that their practice is rarely coherent with the theory they set themselves to follow.<br />
Already in the nature of their organization: Quadra is a collective, which to me it means a group of people that search for alternative structures to deal with artistic processes. It implies that the artistic product is not an emanation of a single person but it is result of the exchange amongst its members.<br />
The hardest challenge for any collective is to re-think the relationships established amongst its members and within society, in order not to reproduce the hierarchical existing structures that tries to contrast.<br />
In Espaco Soluvel the hierarchical structures were manifested in the overall organization of the project. As example, the main focus of the whole project was put on the Undisciplinary Studies of Disciplinarity, as demonstrated by the fact that it was the only part of Espaco Soluvel presented to the public and to which Marcelo, who appeared to me to be the leader of the group, participated.</p>
<p>The big disappointment, in my experience with Quadra, was the lack of coherence between the concepts they use and the reality of their work.”</p>
<p>Valentina Desideri</p>
<p>“Atenho-me à experiência que tive durante as duas semanas no Pública Dança de 2007, especialmente no Espaço Solúvel, um encontro entre diversos artistas de diversas nacionalidades junto com os componentes do Quadra Pessoas e Idéias. Apesar de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Quadra desde meados de 2005 e ter ido várias vezes à Votorantim para debater sobre práticas artísticas e culturais e apresentar a minha produção cênica, esta foi a primeira vez de fato que eu fui convidado para uma troca, um  intercâmbio artístico entreo grupo de Votorantim e outros criadores &#8212; alguns também conhecedores do Grupo de longa data e outros travando o conato pela primeira vez.<br />
Lilian Vilela cita no seu artigo a respeito da experiência do Pública Dança 2007 que &#8221; (&#8230;) entre regras e transgressões, presentes no mundo da arte, a opção deste coletivo [Quadra Pessoas e Idéias] é a de estabelecer a primeira pela segunda (&#8230;)&#8221;. Bem, acredito que eles possuem um comportamento transgressor em relação às atividades desenvolvidas em e para a comunidade de Votorantim, na busca de disseminar a cultura de dança em diversos setores sociais daquela cidade. Mas com relação à troca no Espaço Solúvel (atividade na qual Lilian não participou e somente assistindo seus &#8220;resultados&#8221; que, de comum acordo entre os participantes, eram somente uma etapa de um processo), coloco em foco esta idéia de transgressão levantada pela autora como ponto a ser discutido. A transgressão que, naquele momento, junto com os criadores lá reunidos poderia se dar a partir de um real intercâmbio teórico, prático, estético e ético, ficou estagnada e presa às regras (convenções até mesmo tradicionais de enxergar as diferenças) do próprio fazer do Quadra,não havendo uma real contaminação das idéias. Acredito que faltou um enxergar com tolerância práticas artísticas que poderiam até serem divergentes do fazer do grupo de Votorantim, mas que estão imbuídas de um construir num fazer constante, de experiências inidividuais que não foram realmente postas em jogo porque já existiam regras pré-estipuladas pelo Quadra para este convívio artístico entre o grupo e os criadores convidados. Para mim, o ato artístico transgressor abriga o risco, a dúvida, o vazio por estar este ato fora da organização convencional de uma práxis pré-estabelecida, apontando para outros modos de fazer/pensar, seja  em colaboração ou individualmente.Talvez fosse transgressor se estivéssemos todos num terreno de real colaboração, de decisão mútua, sem regras à priori do que iríamos fazer e experienciar em conjunto e utlizando experiências particulares e totalemnte instigantes que cada um dos artistas convidados também gostariam de compartilhar, sem enquadrá-las dentro de um formato que teria que ser seguido &#8220;à regra&#8221;.”<br />
André Masseno</p>
<p>“Creo que lo que mas puede servir combo punto de discusión acerca de la danza en la actualidad en relación a lo sucedido en Votorantim tiene que ver con el  cómo integrar a  la danza en un marco de desarrollo social, salir de los espacios artísticos cerrados, llegar con el arte a la gente  y usar la danza  como  como una vía para lograr objetivos de orden social   como la educación por ejemplo.</p>
<p>Esto enmarcado en una realidad Latinoamericana donde esta idea de llevar la culturla a la comunidad está en auge.<br />
Entonces el tema interesante, la cuestión  sería si es necesario simplificar el arte y los procesos creativos para poder lograr el entendimiento por parte de todos ó si lo bueno( y soy de esta opinión) es lograr buenos procesos creativos, que generen obra interesante y que todos podamos  comprenderlos según la vivencia de cada uno,  con nuestras vidas, recuerdos,  identificaciones y los diferentes tipos de información con los que contamos todos y cada uno de los seres humanos.</p>
<p>En este punto creo que las personas de Quadra tienen la idea de que las cosas simples, sin procesos de investigación, espontáneas son las válidas y eso lleva a que la obra generada sea de poco interés en cuanto a danza contemporánea.</p>
<p>Sería interesante como latinoamericanos poder posicionarnos desde el quehacer artístico en cuanto a danza en el tener procesos de investigación cada vez más ricos y profundos…en generar colaboratorios que apunten a eso y no a superficializar y simplificar en aras de democratizar la cultura .</p>
<p>Creo que el otro punto a tener en cuenta acerca del cual cuesta creer que hayamos tenido que hablar  a esta altura de la historia es de la importancia del respeto hacia el pensamiento de los otros, la tolerancia, la libertad , lo rico de las diferencias, el poder escuchar, todos elementos fundamentales en el proceso creativo y en el intercambio que no se dieron y tuvimos como resultado un muy escaso intercambio en el espacio soluvel donde fue muy difícil poder hablar de creación y procesos. “</p>
<p>Paula<br />
“Quisiera presentar algunos de los aspectos que, según creo, dificultaron un verdadero intercambio entre los artistas y pusieron de manifiesto una forma de funcionar del colectivo Quadra Pessoas e Ideias que, desde mi punto de vista, dista mucho de ser una modalidad abierta y creadora de diálogos y se acerca más bien a los mecanismos propios de una verdadera doctrina cerrada y autosuficiente cuyo objetivo principal es captar adeptos para perpetuarse idéntica a sí misma.</p>
<p>	Aspectos del Espacio Soluble:</p>
<p>•	El formato propuesto por Quadra excluía un espacio en el que los artistas que tuviesen trabajos registrados los mostraran. Este espacio fue solicitado y denegado, consolidándose entonces fuera del cronograma establecido y en un espacio informal. Esta actividad causó resquemores en el colectivo quien consideraba que todo lo realizado fuera del formato propuesto atentaba contra el mismo y contra la comunicación entre los participantes. Fuimos acusados de “ocultar información” por juntarnos a ver los dvds de esos trabajos, previo aviso e invitación extendida a todos. </p>
<p>•	Los espacios nombrados como momento 1 y 3, dentro del formato, estaban destinados a utilizarse con las propuestas de subgrupos de cuatro personas provenientes de distintos lugares; sin embargo, el foco estaba puesto en el momento 2, momento central del encuentro diario, en el que se desarrollaba la propuesta de Quadra bajo el liderazgo –nunca admitido, por cierto- de Marcelo. Entiendo que el foco estaba puesto en esta actividad porque era precisamente la única de la cual participaba este miembro. Esto nos hizo descubrir rápidamente que el interés estaba en mostrarnos su forma de funcionar y no en ver e intercambiar criterios.</p>
<p>•	Las actividades propuestas por Quadra en este espacio consistían, en su mayoría, en sorteos mediante los cuales se agrupaba al azar a las personas, exigiéndoles que produjeran, ya sea instantáneamente, ya sea en un espacio cronometrado de 20 minutos, un trabajo para mostrar allí y que otras personas, también sorteadas, deberían analizar, criticar, etc, en el acto. La repetición de este procedimiento comportaba el problema de la sobrevaloración de la espontaneidad, admitida como el único modo de creación factible de ser discutido en este ámbito, lo cual nos alejaba de la idea que supuestamente alienta el proyecto, a saber el concepto de “procesos colaborativos”. ¿De qué procesos podemos hablar cuando su máxima duración es de 20 minutos?</p>
<p>•	Los trabajos y las discusiones provocadas por los mismos eran manipulados por los miembros de Quadra de distintas maneras: 1. proponiendo un tema que no parecía derivarse del trabajo concreto sobre el que se estaba hablando pero sobre el cual el colectivo tenía una postura firme que quería extender entre nosotros (en general temas de carácter más bien ético que estético); 2. juzgando de “académicas” las intervenciones de personas que hacían referencia a algún marco teórico y devaluándolas por este motivo como si el conocimiento formal o académico no tuviera lugar allí; 3. proponiendo “juegos” cuya solución ya estaba estudiada y no eran más que pretextos para derivar discursos aleccionantes para el grupo (sobre todo a medida que iban sintiendo menguar nuestra receptividad) y que tendían a recalcar nuestra falta de compromiso con el proyecto.</p>
<p>Otros aspectos:</p>
<p>•	El proyecto actual del colectivo involucra a personas menores de edad, algunos en calidad de becarios (reciben dinero por asistir a las actividades) y otros como miembros propiamente dichos -“profesionales de la danza”- que trabajan en producción, creación, etc., en todos las tareas que implica el proyecto. Estos jóvenes a los que se les otorga roles de adulto a través de tareas de alta responsabilidad, han sido formados y siguen formándose en el interior del colectivo, pero no tienen acceso a otro tipo de información, son disuadidos de integrarse al sistema educativo formal a nivel terciario, si bien terminan la secundaria. El pensamiento fuertemente antiacadémico y antiuniversitario que está arraigado en el colectivo no les da muchas opciones a esos jóvenes que se sienten profundamente comprometidos con el proyecto y quieren seguir en él. </p>
<p>•	El último día de nuestra estadía en Votorantim tuvimos una conversación con todos los miembros del Espacio Soluble para tratar todas estas cuestiones y dejarles nuestras opiniones para su examinación y reelaboración. Dos semanas más tarde supimos que las cuatro personas que integraban o estaban contratadas por Quadra y que no eran oriundos de Votorantim, sino que venían de otros lugares, trayendo otras informaciones, y que habían participado de los espacios informales que surgieron durante el intercambio, habían sido expulsadas del colectivo. “</p>
<p>Carolina</p>
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