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Lost in dance 2: Dançando com a mídia

by Airton Tomazzoni · 6 March 2008

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10 responses

  1. Fábia Franco Rocha | 15 March 2008 - 8:15 pm

    Ola! Airton Tomazzoni, atento que você é um Ser Incomum, porque além de observar e instigar este lado intuitivo ´da dança que é umas das minhas caracteristicas predominantes, compreende-se que há uma busca incessante de transformação para sair do comum, e acabam se deparando no seu abismo primitivo. No entanto, a tal ascensão para um encontro de criações da sua própria essência, gera apenas em repetições. Quem sabe neste universo da dança poderá surgir essas conquistas de transformação criativa?!!!

  2. Thalita teodoro | 16 March 2008 - 2:33 pm

    é inegável que a presença da dança na tv e suas configurações suscitam muita discussão acerca da linguagem da dança. Seus textos Airton tem a função, para mim, como detonador dessas questões problemáticas que é o tema dança e televisão.
    Abraço

  3. Airton Tomazzoni | 17 March 2008 - 7:41 pm

    Thalita
    A idéia é esta, a de problematizar um tema que muitas vezes é tratado de maneira superficial e apressada, quando por sua complexidade e ambigüidade, exige mais do que respostas já “naturais” e imediatas.
    Que venham novas contribuições!
    abç

  4. Airton Tomazzoni | 17 March 2008 - 8:06 pm

    Fabia
    Não gosto de pensar em “uma” essência, mas de muitas e modificáveis porções. Agora, gosto sim, das transformações criativas.
    E obrigado pelo Ser Incomum, que talvez seja o desejo de navegar e compreender um pouco coisas tão comuns que acabam por ser desprezadas.
    abç

  5. Eduarda | 20 March 2008 - 7:48 pm

    Esse texto me faz refletir mais uma vez, em como lidar com a dança n mídia e a dança criativa. Uma vez que gostariamos que os alunos nas escolas criassem, sem que sejamos preconceituosos com a nossa realidade!
    Digo, criar sem excluir e sem podar o que eles ja trazem!….o que eu acho, particulamente muito dificil! Pois existe um choque de idéias entre professsor e aluno e tb entre querer copiar e querer criar, pois o segundo da muito mais trabalho e eles nao querem trabalho….querem pronto! e o primeiro as vezes é dificil para o professor aceitar!
    abraços.

  6. Airton Tomazzoni | 24 March 2008 - 9:37 pm

    Eduarda
    Esse é o nosso grande desafio, poi snão há fórmulas nem receitas. É frente a este árduo cotidiano que temos de aprender a negociar, fazer pactos, acordos. O que exige dois lados dispostos a sentarem pra conversar e conviver. Não é fácil, mas com sensibilidade e bom senso, podemos ir inventando novos modos de lidar com tais questões!
    abç

  7. Angélica | 28 March 2008 - 1:16 pm

    É incrível como na vida quando solucionamos um “problema” estamos criando uns três a mais, pois o que acontece hoje nas danças que assistimos pela televisão é a forma que as pessoas tem pra dizer: “Ei, estamos aqui….e também podemos fazer parte disso, afinal, a dança é para todos! Não é?! Para os gordinhos, velhinhos, baixos, altos, homens e mulheres, pobres e ricos”.
    Nós é que fizemos a dança caminhar onde ela está no momento quando falamos em popularizar e em levar a dança às comunidades e não deixá-la apenas nos palcos dos grandes teatros, onde a elite é quem tem acesso. Isso é ruim? Talvez para alguns. Isso é um incômodo? Com certeza! Visto que, todos têm pensamentos e culturas diferentes, assim como não há comum acordo na política ou nos esportes, na dança não é diferente. O direito de “participar” realmente é de todos, o que não se sabe é se será uma forma de contribuição ou simplesmente mera apresentação pública como oportunidade de fazer sucesso e mostrar seu belo corpo….
    Acho que o mais importante no momento é frisar a importância da pesquisa em dança, pois é também uma área de geração de conhecimento assim como várias outras! Essa é a parte mais difícil de se fazer entender e a mais “chata” para aqueles que, até então, aprenderam apenas a fazer exibicionismos.
    Mas, que venham as diferentes criações…! Sejamos abertos e pacientes!

    Aluna da Faculdade de Artes do Paraná – 4º ano.

  8. Airton Tomazzoni | 30 March 2008 - 12:17 am

    Angelica
    Fico super contente de podermos dialogar sobre o que esta temática levanta e outras que a ela se conectam. O importante é a gente poder problematizar as questões, buscando olhar suas mútliplas perspectivas e abordagens. O grande problema é o APENAS. Quando temos APENAS uma opção de olhar, entender e questionar as coisas!

  9. Thamy Baij - 4º ano dança - FAP- PR | 10 April 2008 - 7:50 pm

    Fico feliz de saber que problemáticas como essa são levantadas. Pois a duros golpes, nós, artistas da dança, visamos inserí-la na sociedade como manifestação artística, na tentativa de ocupar um espaço que hoje é amplamente dominado por um pseudo-movimento da dança na atualidade.
    É extremamente inquietante saber da importância desse papel, pois a mídia faz seus “testes de laborátorio”, e desenvolve a fórmula mágica que subirá o Ibope.
    Lendo um outro artigo essa semana, deparei-me com um depoimento do empresário Sílvio Santos dizendo que “temos que dar ao povo, o que o povo quer, se for samba, será samba, quem fala é o número”. Dessa forma, fica claro parecem mundos distintos……
    De um lado um massa impulsionada por modismos da ‘dança’ televisiva, e de outro, artistas, pesquisadores, profissionais da arte.
    E então me pergunto, que cenário é esse que se instalou, gerador de um abismo entre informação/arte e massa/mídia?
    Apenas o que sei, é que o caminho da mudança é estreito, mas deve ser trilhado.

    Parabéns pelo texto.
    Abraço.

  10. Thábata Liparotti | 3 May 2008 - 1:42 pm

    Esta questão permeia debates desde quando entrei na Faculdade. Me pergunto muitas vezes para quem fazemos arte e qual sua real função neste contexto que ela se insere. Me questiono o quanto somos egoístas e fazemos arte para artistas, ou para uma pequena elite intelectual que tem acesso as nossas produções.

    Acredito seriamente no trabalho de Dança, nas pesquisas que vêm se desenvolvendo, nos debates, palestras, iniciativas diversas de trocas de informações. Penso que as faculdades estão fazendo seu papel, os fóruns, mas enfim aonde nos inserimos enquanto profissionais da dança neste mundo midiático.

    Acho que nosso papel enquanto artistas, educadores, enfim formados de opinião, não pode ser o de negação e o de isolamento acreditando estar fora de um sistema apenas por não concordarmos com ele. Acabamos por reforçar uma postura quando viramos as costas ou saímos resmungando quando alguém nos pergunta: Ah, você trabalha com dança. Então deve estar adorando a dança dos famosos. Aquela máxima que arte ninguém entende acaba por vir a tona.

    sei que realmente é profundamente triste quando o senso comum não faz idéia do que você realmente faz e toda esta reverberação que gera em termos de reconhecimento profissional.

    Creio que devemos ter paciência repensar e acessibilizar nossos trabalhos, não apenas jogando-os em ambinetes populares mas tentando trazer este contexto para dentro do trabalho.

    Sem que para isto precisemos banalizar nossa linguagem e praticamente torna-la legendada. tenho visto excelentes trabalhos com um aprofundamento de pesquisa que tem conseguido discutir, trazer informações e críticas de maneira envolvente porém simples.

    Acho que é de nossa responsabilidade a formação de platéia e a construção do refinamento cultural, sei que nem toda arte é pra todos, como discuti estes dias entre colegas e professores e não é isto que espero, sinceremente. Até por que o juízo de gosto não é de nosso alcance.

    Mas por que tantas pessoas são levadas a gostar do Bonde do tigrão. A mídia com seu forte interesse político e econômico, manipula as massa de uma maneira que chega a ser inacreditável, pessoas que julgamos ter maior acesso a informação e a serem privilegiadas dentro do nosso sistema educacional, não desenvolvem o menor senso crítico e ainda conseguem separar com um dualismo ultrapassado de que aquilo é diversão, entrtetenimento e não tem nenhum comprometimento intelectual.

    Volto a me questionar sobre o nosso posicionamento enquanto função da arte neste contexto. Penso que temos co-resposabilidade neste processo. Procuro refletir diariariamente sobre exatamente o que fazer, mas como sabemos não há formúlas perfeitas.

    Procuro transmitir nos pequenos atos, nas conversas “jogadas fora”, na explicação daquilo que nos parece obvio, na incersão em mundos quase alheios aos nossos, e tentar construir gradativamente em nossas produções e aulas. Confesso já ver repercussões ainda que tímidas.

    Mas realmente pequenas defronte a mídia avassaladora, enfim não dá pra fingir que esta não existe, nem mesmo fazer com que desapareça. Acho que é reunir esforços, nos mantermos conscientes e integrados para que este sistema não se sobreponha sobre nós.

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