by Tiago Bartolomeu Costa • 20 May 2008
Tags: alkantara, festival, Obscena, programação
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Tiago, conheço parte dessa realidade da dança que você descreve, porque de 1997 a2002 morei em Lisboa. Consigo tratar muitos paralelos das inquietações dos criadores com o cenário da dança aqui do Recife (onde voltei a viver desde 2002). Também colaboro com textos sobre dança aqui no Idança, no http://www.teatrope.com, no http://www.dancarecife.net e na revista impressa Continente Multicultural , que tem parte do seu conteúdo publicado no http://www.continentemulticultural.com.br. Queria poder trocar mais informações com você e saber também como ter acesso a Obscena? Você me acha no email christianne_galdino@hotmail.com
Aguardo…
Vai ser hoje que o casal girao, no espectaculo Meu Ceu, no castelo de s. jorge ,apreciará os dotes artisticos nosso amigo Cesar.Até logo. Marieta Girao
“Diz o coreógrafo que “tu constróis outro a partir de ti próprio””
… A questão pode ser de pensar que é fácil o diálogo cultural, que é facil nós estabelecermos relações com o outro que é culturalmente diferente em relação a nós. E não é nem fácil, nem é evidente e necessário que a ponte seja imediata Há um lugar para a estranheza que é preciso que exista, há um lugar para a estranheza e para a diferença que é preciso que subsista, para que tudo isto não se transforme numa monocultura…
António Pinto Ribeiro, in « Câmara Clara », 18 de Maio de 2008, sobre a programação do Alkantara Festival
” um diario de viagem”, ObscenaJunho/julho na linha de “Abrigos”, guarda a coerência generosa daquele que sabe partilhar o saber, o saber ver, leituras, gostos, descobertas, sugestões para se sentir bem. E uma partilha construida em alternância: informaçoes acerca da actualidade cultural encaminham-nos para o relato de vivências pessoais, subtis, requintadas, ou o acessivel a todos, como o “hotel amour” (que sera o meu proximo hotel em paris ). A fechar sempre a nota poética, e no ar fica a sugestão de que um dos supremos prazeres de viajar é fechar-se a ler no aconhego solitario do quarto de hotel. Eu diria que ele viaja para ter este gozo desconcertante. Ao lê-lo não fico com vontade de ver o que ele viu, so quero aprender a viajar com ele, e conta-lo, à minha maneira. apr ensina-nos que viajar é ler, visitar, assistir a espectaculos, visitar museus, conviver, conversar, estar so consigo e conta-lo. Contar é um exercicio precioso para aprender. E preciso conhecer para amar, e quando começamos compreender apr, devemos agradecer- lhe que queira partilhar a sua maneira de viajar…
Como Sophia ele quer que todos possam ter, sentir, amar o que é Bom …
Obscena n° 15
Outubro
Diario de Viagem
O que falta? Falta a pessoa que aos poucos desaparece como a personagem de la peau de chagrin. O que lhe fizeram que o olhar secou, a voz sumiu, o texto esta limpo? Tao limpo que os cheiros o incomodam: é o “nauseabundo”, “o perfume barato”, que se derrama no diario.
Vous avez changé de parfum, maintenat ce sont les mauvais odeurs qui vous suivent. Arrêtez-vous, prenez le temps de vous sentir (bon)