Antes de qualquer coisa, devo pedir minhas sinceras desculpas ao público leitor deste importante sítio virtual pela demora em re-estabelecer diálogo, especialmente depois de tamanho rebuliço em torno do imbróglio-xexéo, assunto de minha última coluna. Águas passadas?(!)
De volta ao Rio depois de minhas ocupações no 26º Festival de Dança de Joinville – como jurada do gênero dança contemporânea (assim o intitulam) da competição e como palestrante na segunda edição dos Seminários de Dança lá realizados – muita, muita coisa a pensar. Distanciamento histórico estratégico responderia pelas inúmeras modificações que este texto solicita e que certamente serão feitas, sobretudo em respeito à seriedade que qualquer material a ser produzido acerca deste festival exige hoje de nós. Diferente, aqui ensaiarei um testemunho en direct trazendo para a letra o gosto mais urgente das ferramentas virtuais com as quais ainda me acostumo. Vi, vivi e posso dizer que venci – é de superação física que se trata o festival, tamanha a quantidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo; tamanha a genuína curiosidade de acompanhar tudo. Em diversos momentos e por variadas razões, o título do texto de David Lapoujade, “O corpo não agüenta mais” me ocorreu insistentemente.
Tentaria aqui tratar de alguns pontos em geral, quase à guisa de um jornalismo torto e não-especializado, mas me concentrarei na interface realizada entre os Seminários de Dança e o festival que lhe dá suporte. Neste ponto reside um centro possível – qual uma hélice – a partir do qual podemos circundar centrípeta e centrifugamente uma circunstância de dança que em Joinville tem lugar. Os Seminários compõem uma voz que estabelece curioso diálogo com seu ambiente, se tomarmos como corretas, teses da produção crítica brasileira em dança a nos falar da contaminação como índice mínimo das relações entre meio e informação.
Os Seminários de Dança são uma nova iniciativa de caráter formativo – sua primeira edição foi realizada ano passado, em 2007 – reunida ao rol de tantas outras integradas, com o passar do tempo, às ações deste festival em sua programação. Um festival competitivo que hoje investe massiva, séria e quase contraditoriamente na formação, compondo um outro quadro ao lado daquele já tão insistente e pertinentemente pintado da competição. De moldura, a formação tornou-se imagem e não à toa ela compõe o eixo temático já anunciado para os Seminários do ano que vem.
A história crítica do festival de Joinville ainda está por ser insistentemente visitada pela pesquisa séria deste país. Reunir 2.500.000 espectadores/26 anos de história; 4.000 espectadores/dia de festival; um quase incalculável capital de giro articulado sobre o tripé políticas públicas/mídia/empresariado em torno de dança é algo que merece atenção. Séria atenção. Outra história a ser tratada em novas investidas. Que venham outros pesquisadores!
Outra monta: aqui nos cabe perceber como as iniciativas realizadas pelo festival de Joinville perfazem um retrato – inquietante imagem – da formação em dança deste nosso imenso país: ponto que aqui me interessa tratar. Se olhar é escolher, recortar e inevitavelmente editar, tentarei então a audição com honestidade possível para ouvir aquela voz, em paralelo a confessa, porém inevitável, edição realizada pelas escolhas, talvez preconceituosas, de um olhar-estrangeiro como o meu. Criticamente sempre.
Tratar a histérica gritaria de torcida da platéia do festival, ou a curadoria do Conselho artístico, ainda os resultados aferidos pelos jurados na competição e os prêmios concedidos pelo júri especial como um discurso torna-se aqui provisoriamente estratégico. Dando-lhe ouvidos e não de ombros, talvez possamos interagir mais de perto, em diálogo, portanto, com aquela difícil e fascinante circunstância de dança. Chegar ao Centreventos – arena multiuso, espécie de ginásio-teatro (imenso), onde são apresentados os espetáculos de gala e realizadas as noites de cada um dos gêneros competitivos do festival – e lá permanecer pode significar incluir na paisagem de dança algumas outras novas figuras. Tratar o Centreventos ao mesmo tempo como arena e tribuna talvez nos ajude a expiar a culpa cristã do sacrifício aos leões e entrever, no panis et circenses, uma agenda que simultaneamente escreve e circunscreve um retrato desta dança-em-formação hoje.
Para melhor esclarecer a questão, podemos providencialmente subdividir as relações entre educação e dança em dois campos distintos de ocupação: de um lado estaria a educação com dança ou pela dança – a assim chamada dança-educação – ocupada, nas escolas de ensino fundamental e médio, em trazer da dança, estratégias e conteúdos pedagógicos fundamentais à formação do sujeito; de outro, a educação em dança, ocupada da formação de futuros artistas da dança em seus variegados e múltiplos aportes na cena hoje. Objetivos distintos, mas até que ponto, princípios assim tão divergentes? Até que ponto pode a formação em dança nutrir-se dos estudos contemporâneos da educação? Como dialogar presencialmente com esta moçada jovem, hoje com pleno acesso às tecnologias de produção e de veiculação da informação? A quem interessa perpetuar, na sala de aula de dança, relações pedagógicas baseadas na sujeição? A que serve ainda hoje ensinar sem contar o segredo, interditando ao artista-em-formação, o acesso à origem, e assim ao sentido, de seu gesto dançado?
Isabelle Launay em seu belo texto intitulado Uma fábrica de anti-corpos afirma que há uma filosofia espontânea na sala de aula de dança. Seguindo sua sugestão, diria que ali está em negociação o que o professor entende que a dança seja e ainda o que ele acredita que ela deva ser – em pauta, o futuro da dança definido a partir do que seu conceito de dança ali praticado inclui e exclui. Pratica-se na aula – em qualquer aula – um pensamento de dança. Sempre.
Técnica e estética (filosofia) se entrelaçam de modo inextrincável em qualquer ensino de arte. Está em jogo mais uma vez que grau de negociação é permitido na relação entre o que se ensina e o que se aprende e o quanto o professor está disposto ou não a educar, ou seja, a desenvolver expedientes para tornar-se pouco a pouco dispensável, ensinando ao aluno a prescindir dele, professor, e, me perdoem o neologismo, a imprescindir de si. Fomentar no aluno sua autonomia, correlata ao responsabilizar-se por si, significa aceitar como princípio a descontinuidade intrínseca ao ato de aprender implícita na máxima da educação contemporânea que afirma: – não é o professor que ensina, mas o aluno que aprende. Nesta descontinuidade, a possibilidade da formação de um criador em dança.
Até que ponto estamos dispostos a admitir o intérprete como um sujeito autônomo e responsável que escolhe e decide? Aceitar esta suposição poderia nos levar a pensar que, quando dança, o bailarino cria e não executa; indo mais longe – exatamente porque e quando não executa, torna-se criador. Ao dançar, o intérprete cria a partitura de movimentos previamente estabelecida na coreografia, na medida em que é ele quem arbitra acordos entre aquilo que o gesto dançado pretendia ser e o que ele pode vir a ser no aqui e agora da lida com o chão e com o tempo. Aqui dizemos que ele cria e não re-cria a coreografia (pensamento bastante usual), pois a escrita – aquela escrita específica – não existiria como dança nem antes nem para além dele. Criar em dança talvez pudesse então ser entendido como improvisar, se entendermos improvisar como medida de negociação do bailarino entre o já criado e o por-criar – medida de sua presença nas escolhas e decisões a serem tomadas em uma partitura de dança que escreve em seu corpo fortes tensões de uma luta travada entre algo que tenta permanecer (o já composto) e algo que tenta se instaurar (o inédito próprio da experiência). É neste sentido, então, que improvisar poderia aqui constituir o próprio sentido do dançar – qualquer dançar.
Seguindo estes pressupostos, educar em dança significaria formar um criador desenvolvendo no artista-em-formação este sentido do improvisar – negociar e escolher a partir de si. A medida de sua negociação estética, também ela em formação, será direta ou inversamente proporcional à medida de negociação entre o que seu professor-formador entende que a dança seja e o que a própria dança vai historicamente decidindo que ela vai ser. Tudo depende da filosofia de ensino ali vigente – do quanto ela é propulsora ou exterminadora de futuro. A assunção de que o futuro da dança em geral não coincide necessariamente com o que o professor acha que ele deva ser; a assunção de que o futuro daquela dança em particular não coincide exatamente com o que foi ensinado responderiam por novos gestos pedagógicos – necessariamente mais honestos – e novos acordos professor-aluno – necessariamente mais maduros. Neste jogo, a possibilidade da formação do intérprete como autor de seu próprio gesto, pensada a partir do acesso à origem e ao sentido de seu gesto dançado.
Estes são apenas alguns dos itens de uma nova pauta que talvez gostássemos de ver em exercício na educação em dança brasileira. Sabemos que estamos bastante longe desta circunstância e que a magnitude de qualquer intento relacionado a este setor da dança torna a tarefa quase impensável. Se levarmos em conta, entretanto, que a larga maioria dos intérpretes e grupos participantes em Joinville é proveniente das escolas e academias espalhadas pelo Brasil, lugares em que a formação em dança – seja ela formalizada ou não formalizada – se dá, não poderia ser o festival lugar e oportunidade para fomentar lenta e insistentemente mudanças nesta paisagem? Antes ou conjuntamente, Joinville me pareceu um lugar estratégico de onde podem partir dados para uma séria e urgente reflexão acerca da educação em dança praticada nas salas de aula brasileiras. E é aí que a porca torce o rabo.
Curiosa iniciativa foi incluída na programação do festival há cinco anos: nas manhãs subseqüentes às noites de competição, os jurados se reúnem com os responsáveis pelos trabalhos para uma conversa. Dependendo obviamente do grupo que integre o júri, há oportunidade ali para um debate crítico atento de ambos os lados da mesa. Estimulados, os artistas em formação respondem com acolhimento, gratidão e – o que mais me impressionou – sede de troca de informação qualificada, um desejo análogo ao desejo do aprender-criativo apresentado acima. Chamá-los de artistas em formação é também um posicionamento – um olhar que se desloca do velho binômio amador/profissional cuja dicotomia já não dá mais conta da circunstância que lá percebi. Trata-se de uma atualização da linguagem, sobretudo de um re-posicionamento do lugar de onde se olha, pois me parece que em muitos casos, também para minha surpresa, é deste lugar que alguns daqueles corpos/sujeitos se colocam para serem olhados. E alguns já é índice, mesmo que pequeno.
É inegável que a perversa lógica da virtuose técnica como termômetro – falso termômetro – da qualificação artística, sobretudo nos outros gêneros competitivos talvez ainda esteja presente nas mesas de discussão, negociação e avaliação como moeda de troca. Parece-me, entretanto, que esta árvore está caindo de madura. Percebo ainda enevoada, uma mudança que engendra e é engendrada por novas relações que estão começando a se estabelecer na sala de aula de dança. Se levarmos em consideração que a pedagogia que se pratica em sala estrutura a escrita dos corpos em cena, as relações que lá se estabelecem passam ao palco e de lá rebatem novamente à sala. Tudo depende da moeda de troca vigente. Neste sentido, investir na qualificação pedagógica do discurso do júri, seja nas conversas, seja na concessão de notas e subseqüentes premiações – tudo isso é discurso – repercute na compreensão do discurso do festival por parte de seus potenciais participantes que preparam seus trabalhos ao longo do ano subseqüente, baseando-se em (novos) critérios. Isto é formação. Lenta, gradual, quase imperceptível vai o sentido da mudança.
Parece-me que para corroborar este movimento, Cristiane Wosniak, Roberto Pereira, Sandra Meyer e Sigrid Nora, organizadores dos Seminários de Dança, escolheram reunir em Joinville, participantes e palestrantes sob o providencial e provocativo eixo temático da técnica. Parte dos conteúdos de minha palestra lá proferida foi aqui apresentada já como tentativa de demonstração do potencial que têm os Seminários de funcionarem como hélice de propulsão centrífuga e centrípeta de (in)formação. Qual uma picape, nos Seminários os novos discursos produzidos pelo festival são sampleados com as falas-expertise compondo música nem sempre consonante com o seu entorno. Para surpresa de todos, em Joinville, lotação esgotada não é privilégio das noites de gala ou de competição. 160 inscritos participaram ativa e diariamente dos vários formatos de atividades pensados para os Seminários, com inesperada disposição de colocar em discussão, e assim necessariamente em dúvida, a técnica. Se os Seminários são uma das atividades formativas do festival, isto significa que também o festival está pondo em discussão, e assim necessariamente em dúvida: “o que quer e o que pode (ess)a técnica?”.
De minha parte, empenhei-me em desenvolver a paráfrase da assertiva de Rudolf von Laban “improvisar é esquecer” presente no título de minha palestra – dançar é esquecer. Cheguei a Joinville munida de uma pauta de quinze provocações já desenvolvidas como texto que procurava inquirir a técnica com a pergunta: – Se dançar é esquecer e o corpo não esquece jamais onde, então, a dança se produz? Este discurso investia meu olhar-estrangeiro em suas primeiras incursões naquele ambiente. Eu de fato não sabia o que iria encontrar. Marinheiro de primeira viagem no festival, cada dia acabou significando exaustiva investida de me refazer a partir das experiências vividas. Como cheguei a Joinville para dupla função e os Seminários só começavam uma semana depois do início do festival, foi impossível resistir ao convite que a convivência me fazia: deixar o texto de minha palestra contaminar-se com a experiência (trans)formadora daqueles dias. Foi inevitável. A mudança recaiu menos no “o que dizer” – isto era inegociável. Antes, a ênfase recaiu no “como-dizer”: como constituir uma ponte de diálogo entre o que eu tinha a dizer e o que aquele ambiente me dizia? Resolvi ser fiel ao tema de minha palestra e, depois de várias noites pós-competição mudando o texto, decidi improvisar, esquecendo sobretudo a soberba do lugar de quem fala para falar do lugar de quem ouve. Na verdade, estendi ao momento da palestra a atitude que já vinha norteando minha passagem pelo festival uma vez que me deixava interessar pela discrepância entre o quadro que via e aquele que meus preconceitos esperavam encontrar. Deixei-me interessar pelas frestas, pelas delicadezas dos sinais, pequenas ranhuras da paisagem por onde o Conselho Artístico do festival vem há alguns anos abrindo espaço para mudanças da única maneira que ela hoje parece fazer sentido: sem tomadas de bastilha, sem cabeças rolando, sem inquisição, sem colonização.
Tarefa de todo e qualquer promotor de cultura, seja ele diretor de festival, curador, crítico, palestrante, organizador de seminário, político etc, é pensar séria e consequentemente que suas ações cortam um determinado fluxo interferindo no curso de acontecimentos que vêm vindo. Se há uma circunstância em curso, há valores culturais em seu jogo sempre paradoxal entre perpetuação e mudança, entre algo que tenta permanecer e algo que tenta se instaurar. No caso de Joinville, há muito em jogo. Investir no “como fazer” e não exatamente no “o que fazer”, me parece, também tem sido opção do festival propondo iniciativas que interferem sem intervir, incluindo as vozes que lhe constituem neste processo. Não estaria o festival, ele também a improvisar?
Algumas teses bem fundamentadas da história do teatro contam que a arena grega punha em cena uma luta – nos entremeios da trajetória do herói se decidia simbolicamente os destinos da cidade. Outras tantas teses gostam de afirmar que a cena carrega desde sempre, portanto até hoje, esta potência – valores de uma cultura-que-vai rivalizam com aqueles de uma outra-que-vem. Em Joinville uma circunstância de dança tem lugar: em sua arena o passado e o presente de uma história da educação em dança estão em franca batalha, em (trans)formação. Vá e veja.

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Olá Thereza, estive também em Joinville nessa última edição e compartilho contigo várias das questões levantadas na coluna.
Foi a minha primeira ida ao festival, que até então havia existido no meu imaginário de duas formas. A primeira como o “maior” e “melhor” festival de dança do Brasil, no qual o grupo amador, de que eu fazia parte, nunca conseguira ser aprovado. Nesse momento eu estudava balé em uma escola de dança no interior de São Paulo, e junto com minhas colegas de grupo tinha o sonho de competir com variações de repertório em Joinville.
Um jeito diferente de ver Joinville deu-se quando ingressei no curso superior de dança. Foi quando descobri que existia mais na dança que as minhas aulas de balé. Nesse momento passei a enxergar os “grandes festivais” de uma forma mais crítica e reflexiva. Mesmo sem conhecer o evento catarinense, lia e conversava com artistas e profissionais mais experientes, sobre as implicações de uma mostra competitiva como a de Joinville. E então não sentia mais nenhuma vontade de ir a esse festival, já que um leque de eventos mais convidativos se abriu pra mim, como o Panorama, o FID, etc.
Pensei assim até o momento que surgiu a oportunidade, neste ano, de cobrir o evento para um jornal daqui de Curitiba (sou jornalista). Achei interessante poder oferecer um ponto de vista diferente do ufanismo geralmente adotado pelos veículos de comunicação em momentos “mega” e populares como esse.
Em Joinville, a primeira coisa que salta aos olhos é a mega-estrutura, a mega-arena, a mega-feira, a mega-programação – entre outros megas. Mas pude observar também momentos mais interessantes como a mostra de dança contemporânea, uma oficina de crítica de dança e a circulação de pesquisadores da área da dança, com quem pude trocar idéias, entre eles colaboradores do idança e da publicação Húmus.
Porém, esses momentos considerados por mim mais “interessantes” estavam sempre longe da grandiosidade e do Centreventos. Reuniam um público infinitamente menor, de maneira semelhante àqueles espetáculos mais experimentais, em que encontramos sempre as mesmas pessoas.
A questão que fica (e eu realmente torço para uma resposta positiva) é se um dia a histeria esportiva da arena competitiva se aproximará de seminários e mesas de discussão. Ou se a arte é algo que exige estudo, dedicação e tempo – da qual a grande massa compradora de sapatilhas dificilmente chegará mais perto um dia.
Meu Deus, quanta teoria para a Dança…Joinville é um lugar para jovens bailarinos em formação, que se empolgam ao ver o virtuosismo técnico do ballet clássico, tão difícil de realizar. Essa histeria da platéia já é marca registrada do festival, serve para animar os artistas e é antes de tudo muito saudável. Acho que os contemporâneos podem se encontrar para discutir a dança em Joinville, mas devem deixar em paz a magia da exibição técnica, que não faz mal a ninguém. Outra coisa – Dançar é dançar, e não ficar discutindo, filosofando, divagando…
A dança pode ser e é uma área de conhecimento, certo? Se positivo, a dança é sim para “se ficar discutindo, filosofando, divagando…”
Se isto não ocorre a dança pára no tempo, como ainda vemos – e muito – nas mostras competitivas do maior festival de dança do Brasil e da América Latina.
Palmas para o Seminários de Dança. E palmas para o Festival como um todo, pois nele “Há Lugar Para Todo Mundo”.
Muito saudável o seu texto Thereza, estive agora em Florianópolis com Vera Torres e Jussara Xavier e tive uma prévia do que foi este Seminário. Penso que esta ação interfere positivamente na educação e formação de um bailarino que não deve ficar somente em uma sala de aula se movimentando, suas palavras me soam como um tambor que o som fica em nossas mentes durante muito tempo – Que bom!
Agora, o bailarino jovem tem sim que se entusiasmar com Festivais deste porte e proposta, o que não pode ser dito e pensado mais nesta altura de discussão em dança no país, que a dança não poderá ficar no campo da discussão. Que isso! Mas são estas palavras que fundamenta ainda mais o texto de Thereza.
Mais uma vez, parabéns pelo pensamento e que seu tempo não te tome mais e que vc escreva muito neste sítio que é muito valioso para TODOS nós.
Abraços
Sacha Witkowski – Diretor do Festival Diagnóstico da Dança
Eu achei o texto da Thereza um pouco difícil de se entender, e não é por preguiça de ler ou dificuldade de entender simplesmente, pois além de ser bailarina, faço faculdade de filosofia. Tem muitos termos que são verdadeiros clichês, muito usados pelos críticos de dança do Rio de Janeiro. Talvez por essas razões não ficou totalmente claro pra mim qual foi realmente o resultado deste seminário. Acho que deve ter sido”o que se fazer com a técnica”. Bom, me parece mais do que óbvio que a técnica está aí para servir de instrumento para o bailarino poder se expressar. Pra quê discutir isso? E será mesmo que a dança ficou parada no tempo como escreveu a Isabel num texto acima? Bom, ela se refere a dança clássica, claro. É uma falta de cultura de ballet escrever isso, pois esta técnica vem evoluindo a cada dia, com novos pensamentos, novas possibilidades, novas pessoas executando, etc. Na dúvida vejam os vídeos de ballets desde o início do século passado até os dias de hoje´, pois assim se percebe claramente como esta técnica vem evoluindo, e não está “parada no tempo” como muita gente teima em dizer. Um absurdo.
Olá Tereza Rocha,parabéns pelo texto,pela indagação. Inicio acreditando que a dança é o que é para cada um. Acho importantíssima a conversa sadia para os que a desejam. (em todas as esferas)
Aproximando de minha indagação, aponto a necessidade de maior aproximação dos pensamentos, escritas e demais produções da práticaem dança. Não entendam como negativa ao texto, muito pelo contrário. Percebo que, como anteriormente abordado, fazero que é de sentido próprio, e não o que se pede que faça.
Esquecer de si? da efemeridade? Lembrar de que? de nós? do que somos? brasileiros? europeus? vibrantes?
enfim.
me permito o questionamento a partir deste maravilhoso texto.
Acho que a autora deveria ser mais clara em seu texto. Para um simples mortal, é muito difícil acompanhar as divagações filosóficas e literárias dela. Deste jeito, ela própria está colocando uma barreira entre os bailarinos e os pesquisadores.
Pelo que pude absorver, seu objetivo foi, entre outros, criticar a falta de interesse dos mestres em ensinar, de verdade, a dança. Nisso, concordo com ela, pois ao ensinar todo o segredo, eles estarão criando competidores para eles próprios no disputado mercado de trabalho.
Sandra,
eu disse: “A dança pode ser e é uma área de conhecimento, certo? Se positivo, a dança é sim para “se ficar discutindo, filosofando, divagando…”
Se isto não ocorre a dança pára no tempo, como ainda vemos – e muito – nas mostras competitivas do maior festival de dança do Brasil e da América Latina”.
Eu generalizei alguma coisa? Disse que ainda se vê obras de dança (não só do clássico. quem disse que eu me referi ao ballet clássico?) que ainda se apegam a clichês/modelos tradicionalistas e fazem isso inconscientemente, entende?
Por favor! Em momento algum disse que a técnica do ballet não evoluiu e não possui novos pensamentos!
Vamos separar o que é generalização de um fato e um comentário condicional, se é que fui clara…
Antero da Cunha e Silva Filho 4º Ano Dança (Bacharelado – Licenciatura)
Comentário sobre o texto:
Vini, Vidi, Vici: colunista sobrevive à maratona de Joinville:
O texto de Thereza Rocha abarca diferentes pontos de indubitável relevância dentro do Festival de Dança de Joinville, entre os quais se pôde selecionar vários para o exercício desta escrita acadêmica. Os pontos os quais enxergo serem de suma importância são: o fato de praticar em sala de aula, um pensamento em Dança, a técnica e a estética como filosofia, fomentar no aluno sua autonomia, etc.
Inicio este texto mencionando a opinião que ao longo dos meus onze anos de estudos de Dança formei, e que adquiri com as experiências vivenciadas dentro do Festival de Dança de Joinville, no qual estive inclusive neste ano por sete dias. Pode-se verificar com clareza, que dentro do Festival há um esforço de alguma das partes em tornar o Festival, não apenas um festival competitivo, ou um momento no ano no qual, os alunos possam fazer cursos, mas um momento no qual se possam ser discutidos os assuntos os quais a Dança esteja emergindo, ou da própria prática artística, ou mesmo discussões teóricas, as quais não estão separadas, mas unidas e inter-relacionadas.
Vejo como brilhante a iniciativa do festival em organizar um Seminário de Dança no qual, tanto artistas em formação, professores, coreógrafos, pesquisadores, e amadores podem inscrever-se para se aperfeiçoarem, para escutar outros profissionais e suas pesquisas, as quais podem despertar em muitos a vontade de conhecer algo mais, além do que já conhecem.
“Arte não se compete”, entendo a arte desta maneira; mas como professor de Técnica da Dança Clássica, e graduando em Dança da Faculdade de Artes do Paraná neste ano, percebo que muitas vezes, um festival como o de Joinville é o momento de levarmos nossos alunos não só para apresentar os trabalhos desenvolvidos, mas para que os alunos possam vivenciar mais intensamente o universo da Dança, de forma que possam se relacionar com outros participantes, trocar informações, assistir a palestras, fazer cursos, e mesmo comprar materiais para a prática teórico-artística.
Muitas vezes nas cidades de onde os 2.500.000 visitantes do festival vem, conforme Thereza Rocha cita, não se tem a oportunidade nem de assistir, e muito menos de apresentar trabalhos, às vezes por falta de pauta em um teatro, ou às vezes por dificuldades financeiras, colocando nos festivais a única possibilidade de apresentar um trabalho, que muitas vezes se desenvolve com um ano de antecedência para que o nível de qualidade esteja suficientemente bom para ser apresentado em um festival competitivo, de acordo com a proposta estética mais ou menos, definida por cada festival.
De acordo com os pontos de relevância mencionados anteriormente, comentarei de início o fazer em sala de aula imbuído de um pensamento em Dança. Para nós que estudamos a Dança, não só com um curso técnico profissionalizante para formação de bailarino profissional, como eu fiz, mas a formação acadêmica em Dança (Bacharelado e Licenciatura), a qual estou concluindo neste ano, é impossível falar de uma prática educacional sem um pensamento.
É necessário se ter não só um pensamento, mas vários pensamentos que norteiem a prática educacional para que o aprendizado se dê de forma eficiente, possibilitando ao aluno poder desenvolver-se sem que o professor esteja ao seu lado, mas dando ao aluno ferramentas para este desenvolvimento, o qual acontecerá se for da vontade do aluno buscar e aperfeiçoar os conhecimentos compartilhados. Com relação à técnica e a estética como filosofia, não se pode generalizar que todo ensino em Dança esteja primando a estética (beleza), e a técnica como fim. A Dança Clássica tem por objetivo a beleza estética e a técnica, mas não acredito serem os únicos meios para um ensino efetivo, existem outras formas de desenvolver no aluno o conhecimento de seu próprio corpo, e o desenvolvimento de cada uma de suas habilidades motoras sem que se use a técnica como meio.
Com relação a fomentar a autonomia, cabe ao professor (orientador) não utilizar de métodos nos quais o aluno só faça o que está sendo pedido sob pressão psicológica, ou mesmo presença do professor, o que acarreta uma dependência física e emocional com o professor, o qual não estará em todos os momentos da vida, ao lado de seu aluno. A autonomia no aluno é qualidade fundamental em um futuro artista da Dança em formação, pois quando profissional terá de tomar suas próprias decisões, fazer suas próprias escolhas e ainda ter consciência suficiente para trabalhar com seu próprio corpo sem uma orientação tão de perto, como no período de formação.
Concluo meu comentário com uma questão que fica, mesmo depois da leitura do texto, e depois de minha análise. Mesmo acreditando que “Arte não se compete”, como educar um aluno, levando-o para festivais de Dança que são competitivos (mesmo acreditando que a competição não é a única forma de mostrar um trabalho desenvolvido), com um mercado de trabalho em Dança principalmente dentro das companhias de dança profissionais, extremamente competitivo?
Olá Thereza,
Fico imensamente feliz em ouvir suas palavras. De perceber que seu valioso conhecimento faz de você uma pessoa capaz de im.pro.visar. Capaz de ser sutil e simples em um lugar onde tudo é “grandioso”(pelo menos no tamanho). Com você aprendi (desenvolvi) a minha noção de valor. Como educadora me auxiliou no processo de desenvolvimento do meu ser criador. E, hoje, fico orgulhoso de ver que o seu trabalho é tão valoroso para o “mundo das artes”. Porque aqueles corpos que dançaram naquele palco não simplesmente brotaram do nada. Eles foram desenvolvidos. Por pessoas como você e tantos outros, que pesquisam “o como” fazer. Por isso todas essas pessoas são importantes. Essas pessoas estam lá. Até as que nunca vimos, estavam lá. No palco. Romário, Hitler, Nietzsche, Pelé, Thereza, Einstein, Chaplin, etc. Todos nós estávamos lá. E também aqui. Pesquisando, estudando, produzindo, dançando, compondo, pintando, escrevendo…para que tudo aquilo faça sentido.
Fico agradecido de ter tido você como professora.
De ver com que sensibilidade você encara aquele “parque de diversões”.
E que todas a piruetas e pernas altas continuem sendo feitas. E que todos os textos sobre piruetas sejam escritos. E que todas as pessoas: altas, baixas, gordas, magras, bonitas, feias, intelectuais ou não continuam fazendo arte. Pois, no fim, a arte não existe; só existem artistas.
beijos.
Rodrigo Gondim
Eu sonho com o dia em que as academias de dança vão entender que a tarefa delas não é só ensinar passos. O problema é que a maioria adota procedimentos de treino desportivo achando que está passando adiante um pouco de saber artístico. Se esforçar ao máximo para conseguir fazer cinco piruetas consecutivas (e com isso ganhar uma “ôla” da arena de Joinville, por exemplo) é muito parecido com alcançar os 7,04 m de Maureen Maggi. Então, o que diferencia essas duas esferas?
Não acho que isso desmereça o virtuosismo. Apenas acho que a dança posta em Joinville apresenta apenas uma das possibilidades em que tal corpo virtuoso pode ser aplicado. Todo “pensamento único” é meio burro. Logo, prender-se a um só caminho soa rasteiro demais para algo que se propõe a ser arte.
Saber que o Festival de Joinville começa a tomar rédeas apontando para novos rumos me alegra muito porque eu sei, por experiência própria, o impacto que uma novidade minimamente interessante pode ter na vida de um bailarino em formação. A paixão adolescente pela dança tem força suficiente para fazer com que esse sujeito-dançante abra seus próprios caminhos mesmo sem a presença de alguém como guiando direto. Nisso, concordo com a Thereza que o indivíduo ganha horrores quando se torna professor de si mesmo. Não podemos nunca subestimar a potência disso. O que não podemos fazer é achar que ter só essa esfera contemplada já é suficiente.
olá teresa tudo bem.olha não tenho palavras para esplicar o que voçe fez comigo.só tenho a certeza de que cai no inferno de para-quedas e adorei!!!!voçe é super demais e agradeço por ter tido a chance de ter te conhecido.obrigado por tudo obs:quando tiver tempo me liga
Olá Thereza, tudo bem? Nos conhecemos em Joinville, onde você era jurada nas categorias que eu competi (Grupo Soma03 – Curitiba). Lendo esse texto, posso imaginar ela na frente do computador gesticulando para ela mesmo enquanto o escrevia.
Thereza era uma jurada ‘caloura’ no meio de outras que já são bem conhecidas pelo público participante desse festival. Nas reuniões que os grupos participantes tinham com os jurados no dia seguinte as suas apresentações, Thereza sempre abordava questões muito pertinentes à dança de um modo geral, algumas até citadas nessa sua coluna.
Essas reuniões são fantásticas! Elas são um belo espaço onde coreógrafos, bailarinos e diretores de academias podem trocar idéias sobre um assunto comum. Muitas coisas importantes são ditas ali, mas ainda fica claro que algumas pessoas que não foram premiadas não comparecem às reuniões para não ouvir criticas e sugestões, que, justamente são feitas para o amadurecimento do trabalho desenvolvido.
Thereza teve o cuidado de escrever um texto depois do primeiro dia de competição e entregar uma cópia para cada grupo. Gostaria que a Thereza postasse aqui no idanca ou me envasse por e-mail esse texto, pois, como estudante de um curso superior em dança, tenho muito interesse nesse material.
É isso aí Thereza, poste mais vezes no idanca. Nós agradecemos!
QUERIDA Tereza,
quanto prazer em achar esse texto,com uma poesia imbutida em cada parágrafo,em cada preocupada descrição…como é bom conhecê-la e , como num instante mágico, imaginá-la falando cada palavra dessas numa mais que potente aula (como as que pude saborear na pós) ou numa poética palestra (como a que pude saborear em Friburgo)… que incentivo brota do seu texto , que borbulha, que fagulha,que bom. um grande e afetuoso abraço!
Histeria generalizada
Olá a todos.
A histéria nos festivais de dança, está se tornando algo repudiado pelos jurados, que não suportam a gritatria enquanto tentam assistir e avaliar ao mensmo tempo.
Fui produtora cultural e executiva do 8o FESTDANÇA- Goiânia/Go, e tivemos o mesmo problema com histeria, e em Indaiatuba-SP, em junho de 2008, as mesmas reclamações. Essa é a “galera” , presente como público nesses festivais. Os festivais de dança em sua maioria, agrengam sua própria comunidade – professores, alunos.
Esses eventos, tem sua importância como estimuladores da área da dança, mesmo que haja intermináveis equívocos, principalmente quando se pensa em Debates teóricos-reflexivos.
Dançar não é só dançar , e é isso aí – se for para não sermos responsáveis como professores-formadores e artístas contemporâneos (seja clássico ou contemporâneo), então vamos dançar o CREU, o CHUPA QUE É DE UVA, e por aí afora. A DANÇA – como arte é um campo de atividade corporal, de corpos que pensam, que estão conectados com o intelecto e este com seu próprio tempo.
Se não for para se pensar a dança como categoria da Arte, vamos começar a dar aulas em boites, no Programa do Faustão, na abertura das novelas, ou mesmo , dançar a dois numa sexta-feira, ouvindo boa música e degustando o petisco preferido.
Há sim diferença entre cultura e entretenimento.
Hoje, o que vejo nesses festivais, é uma disputa de egos, mega-inflados, dos coreógrafos envaidecidos com seus pupilos extraordinários. Observo de perto e percebo, que não sabem o que estão fazendo, e penso que ver Daine dos Santos é mais divertido, pois é pura habilidade técnica, o que já foi colocado por Cecília Kerche ao bailarinos em Indaiatuba no ano de 2007.
Esse jovens,nem mesmo sabem quem criou as variações que estão alí executando, sem nenhuma preocupação em assasinar as obras dos balltes de repertório.
No contemporâneo, a coisa é mais preocupante …é uma mistura de double-pirouttes, com cair no chão, contrair, girar, se elevar e sair num galope e fazer um grand jeté, que fico pensando …. onde foi parar o professor disso ?
Responsabilidade com o que se produz, com o que se orienta. Talvez por isso algumas áreas do conhecimento e produçao humana, ganham credibilidade e respeito em nossa cultura, e nós, ficamos manquitolando.
Desculpem o desabafo
Abraços a Todos
Chris Frauzino
Professora, bailarina-artísta e pesquisadora. Integrante do Grupo Empreza Perfornaces – GOIÂNIA-GO.
Olá a Todos
O texto da Tereza, é muito pertinente, e conectado com a realidade do tema em questão. Em maio, fiz a produção executiva e cultural do 8o FESTDANÇA, aqui em Goiânia-Go, e tivemos o mesmo problema com a histeria. O festival de Indaiatuba-SP, também sofre com o mesmo problema. O fato , é que o público desses eventos, são em sua maior porcentagem, formado pelos bailarinos, que por sua vez, são os autores dos gritos histéricos.
Pergunta: faz parte da formação desses bailarinos, o aprendizado da conduta diante do evento – apreciação das obras ) pois estamos falando de Arte?
Quando um advogado, vai ao tribunal( seu lugar de atuação) e se apresenta diante do juiz para defener seu cliente, com certeza, ele não se senta e bota os pés na mesa e nem mesmo chama o juiz, de “meu chapa” e seu cliente de o “cara”.
Seria o caso de se pensar na formação da conduta dos nossos alunos em seu ambiente – o Teatro?
Nesse festivais, também se verifca outra histeria – a histeria dos egos megainflados do professores com seus pupilos. Muitas vezes esses jovens, não sabem nem mesmo o que estão dançando, no caso da clássico, é um assassinato a história dos ballets de repertório.
Você pergunta para a bailarina? Qual solo vai dançar?
Ela responde
- Diana
E eu vejo aquilo sendo executado, e me pergunto, se ela sabe quem é Diana, e de qual ballet a presonagem faz parte, pois a interpretação como artísta é uma trajédia, porém A TÉCNICA , é impecável, mas não deixa de ser um massacre.
Quanta a dançar por dançar, por que dança é isso aí – NÃO DÁ – se for isso , vamos dançar o CREU, CHUPA QUE É DE UVA, participar da Dança do Famosos Anônimos e por aí vai.
Nosso campo de atuação é a ARTE – produção intelectual sim, pois de outro modo a história da dança não teria o rico patrimônio que tem hoje.
Chris Frauzino
Professora, bailarina artísta.
Grupo Empreza Performances
Goiânia-Go
Concordo plenamente com Tereza!
Sou pesquisadora em Artes Cênicas, mais especificamente em Dança e confesso que o furor do festival fez com que muitas pessoas (como eu) criassem um receio sobre até mesmo o seminário, no entanto, fico feliz com o resultado positivo.
Precisamos sim e, muito, pensarmos sobre a formação não somente dos alunos como do público.
Esses dias na Abrace, deparei-me com uma pesquisa interessante sobre o comportamento do público de Dança, no momento da comunicação lembrei-me de Joinville, afinal, um dos resultados parciais da pesquisa é que na platéia de dança, a maioria das pessoas é “do meio”. Particularmente considero triste esse resultado inicial…
Precisamos pensar dança com urgência!
” Militância” é a palavra de ordem. Militância por uma formação artística de qualidade por parte dos jovens ou futuros professores, miltância dos professores do meio acadêmico que promovem palestras e discussões em mostras competitivas, produto de uma formação que promove a separaçãoentre tecnica e separação artística, nicho desses jovens, futuros artístas, apaixonados pela dança, porém mergulhados na idéia de que eles próprios vão para a cena, sem perceber que na verdade quem está lá, é a ideia de um corpo perfeito idealizado por seus professores. Nós artistas, acreditamos no futuro da dança. Em uma dança sem rótulos. Em profissionais que mostrem que a fábrica de dança não é tão óbvia. Acredito sim, neste futuro.
Thiago Gomes