Menos de um mês depois da morte de Pina Bausch, o mundo da dança perde outro grande nome. O coreógrafo e bailarino Merce Cunningham morreu na noite de domingo (26/07), aos 90 anos, em Nova York, onde morava. Segundo comunicado divulgado por sua companhia, “ele morreu tranquilamente em sua casa, de causas naturais”.
Cunningham nasceu em 1919 em Centralia, Washington. Estudo balé em Seattle e foi solista na companhia de Martha Graham entre 1939 e 1945. Nos anos 40, ele começou a trabalhar com o compositor John Cage, com quem revolucionou a dança moderna nos anos 60, ao propor uma forma de trabalhar que misturava dança, a música de Cage e artes plásticas. Em 1953, o coreógrafo criou sua companhia, a Merce Cunningham Dance Company, a qual dirigiu até os últimos dias de vida. Em junho, logo após completar 90 anos, ele anunciou um programa para ser dançado pelo grupo na sua ausência. “Merce revolucionou as artes visuais e performativas, não em busca da iconoclastia, mas da beleza que decorre da exploração de novas possibilidades”, diz a nota divulgada pela companhia. A obra do artista está a cargo da Cunningham Dance Foundation.
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Tributo lembra um ano de morte de Merce Cunningham
Port
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ohhhhhhh. só confirma a minha teoria de que os bons morrem em paz, mesmo na doença, mesmo na velhice : ))
essa foto é da super annie leibovitz
Julho tem que se tornar o mês da Dança, só esse mês foram 3 dos maiores icones desta arte.
LUTO triplo em Julho de 2009, o ano dos A-DEUSES na Dança!
Gracias Merce ! Qué descanses en paz!
Perdidas e desatinos. Lágrimas e corpos. Mais um se vai para bailar entre o infinito.
Evoé e que os Orixás estejam te esperando com sua magia e encanto.
Paz e que descanse Cunningham.
Una pena. Uno de los íconos de la danza
Eu fui pra NY em 1980 pra dançar e tive meu visto de estudante na escola do Merce. Desde o primeiro dia q pisei no chao do studio no predio do Westbeth fiquei totalmente fixada no Merce. So fiquei la 1 ano e meio pq depois fui pra universidade. Mas aqueles primeiros dias, semanas e meses de aulas, as vezes ate com o proprio Merce, me marcaram pro resto da vida e qdo fui ver “Almost Ninety” no Brooklyn Academy of Music meses atras, chorei junto com toda a plateia qdo Merce veio agradecer ao publico de pe na opera house inteira, de roupa jogging roxa sentado na cadeira de rodas. Quem tem tanta sensibilidade estetica nao perde isso nem nos ultimos meses de vida!!!
Viva Merce!
pat hungria hoffbauer
O céu agora está cheio de anjos!!!
Também fiz aulas no estudio Cunnigham durante um bom tempo (Oi Patricia!). Sempre me encantava com aquele mestre que passava por entre os bailarinos que se aqueciam para a proxima aula, quando terminava seu horario de trabalho no estudio. Ele passava, cumprimentava discretamente, dava uma pequena olhada na aula que estava acontecendo e ia embora, sempre com sua maleta que devia ser cheia de anotações interessantes. A todos transmitia uma sensação de enorme simpatia.
Roberto Anderson