Profissionais da dança carioca deram um importante passo na discussão dos rumos do setor no município do Rio de Janeiro na última segunda-feira (28/09). Em reunião convocada no Centro Coreográfico, eles confeccionaram um documento que alinha as reivindicações da classe para a esfera municipal com as proposições contidas no Plano Nacional de Dança (PND), que em breve será colocado em consulta pública pelo Ministério da Cultura. Essa reunião foi uma preparação para a I Conferência Municipal de Cultura, que será realizada em outubro.
Entre os eixos de discussão está uma reivindicação antiga da categoria: a adoção de estratégias de difusão e circulação de dança e o desenvolvimento de projetos em espaços urbanos. Neste momento, festivais como o Dança em trânsito – que fazia parta da rede internacional Ciudades que danzan – foi lembrado. Outros pontos destacados foram a adoção de preços mais baixos para os ingressos e o desenvolvimento de programas para assegurar a diversidade da produção artística.
Além da presença de artistas e produtores da cidade, também estiveram na reunião o coordenador de Dança da Funarte, Leonel Brum, e a diretora do Sindicato dos Profissionais de Dança, Denise Acquarone.
Para Carmen Luz, diretora do Centro Coreográfico e articuladora dessa mobilização, o encontro foi importante para afirmar as diretrizes que deverão ser trabalhadas futuramente na Conferência Municipal. “Ficamos felizes porque mantivemos a discussão, estamos contribuindo para a construção de uma política pública para a cultura. Agora, temos que aproveitar o momento para introduzir nosso pensamento e aumentar os quadros de dança”, analisa.
Aproveitando o momento de união política da categoria, Carmen tem uma proposta de manter um fórum permanente de discussão da dança carioca. A ideia é que as reuniões aconteçam semanalmente ou num intervalo de 15 dias no próprio Centro Coreográfico. Os encontros já têm até um nome provisório: Fórum Permanente da Dança Carioca. “A próxima reunião está marcada para segunda-feira (5/10), logo após a última pré-conferência. Precisamos manter a frequência de discussão e acompanhar o que será proposto”, planeja Carmen.
Clique aqui para ver o documento confeccionado durante a reunião da última segunda-feira (28/09).
Leia também: Segunda reunião de dança será na segunda-feira
Artistas do Ceará conquistam aumento de investimentos públicos
Profissionais da dança carioca se reúnem novamente antes da I Conferência de Cultura
Artistas se reúnem para discutir políticas para a dança em São Paulo
Port
Eng



A luta pelo SIMPLES parece imprescindível para a consolidação da produção em dança no país, no entanto é preciso pensar em mecanismos de diminuição da tributação da pessoa física, artista independente, já que esta é uma realidade importante. Não podemos nos render unicamente a contratos empresa-emoresa para a consolidação de nossas produções!
A organização de evento/fórum/congresso nacional que articule e apresente a discussão da necessidade de movimentação em prol de temática relevantes acerca da dança era urgente em no nosso país. Agora deve-se tentar expandir esta proposta para os vários espaços de dança que tambem necessitam desta ação para todo o pais.
Sempre fico a pensar porque é que a dança ainda me parece tão defazada a nível educacional aqui na cidade do Rio de janeiro. Penso que os profissionais da área deveriam preocupar-se ainda mais com a dança a nível educacional. Por exemplo;por que aqui ainda não existe o concurso a nível estadual e municipal para professores de dança? professores que tenham feito a licenciatura. Então porque é que existem faculdades de dança,só para atender as academias particulares? seria interessante desenvolver um programa de metodologias para serem adotadas por escolas municipais e estaduais,desenvolvida por professores concursados,assim ampliaria-se mais o campo de trabalho do profissional de dança. Cidades consideradas menos desenvolvidas como Salvador já possuem estes concursos ha muitos anos.