The transit between dance languages, territories and styles is not new. And more than provoking an identity crisis, which seems to me a fact overestimated by many, it has been promoting new arrangements, experimentations, combinations and, consequently, new forms of action and assertion for street dance in Rio Grande do Sul. This has already been happening in Brazil and the world, but around here these changes have only recently been perceived effectively and they have been promoting some of the most startling and enthusiastic dance productions, especially in the last four years.
One of the oldest street-dance companies, Hackers Crew, has already been on the Road for 25 years. It was one of the first to invest in other production alternatives. From break dance circles in the 80’s, in Esquina Democrática (“Democratic Corner”, a crossing of two traditional streets in the city’s center where large musical and dancing celebrations take place on Friday nights), and in the black music party circuit, the company made history as the first to have a show season at a theater. The show O Ritmo pulsante das ruas (2005) ended up giving Ted (Odoni Borges), the company’s choreographer and director, four nominations for Prêmio Açorianos de Dança, in the best dancer, best choreography, best stage settings and best soundtrack categories. It was a historic fact for an award that had until then favored ballet, jazz and contemporary dance.
But the company didn´t stop there, bravely fighting to maintain the group, it has been dedicating itself to a new production, Barbaridade! The show that premiered in November 2009 dives into the issue of Brazilian Southern regionalism to find an interface with street-dance. And that´s how traditional Southern music became the soundtrack for popping, locking and b-boying choreographies. Even though the research may need to mature, it reveals a sharp cultural perception and promises to provoke conservatives (in street-dance and in traditional Southern culture) by tensioning the urban scene and the pampa scene, together on stage.
But, if Hackers have been paying for their productions independently and with financial difficulties, other groups have been qualifying for public funding. Created in 1997 by Carlos Nunes, who until 2007 had stood out in competitive festivals, from which he collected several awards, the group Batida de Rua took a new step. The group was the first to send a project and to be selected to FUMPROARTE (City Support Fund for Porto Alegre’s Artistic and Cultural Production). The award ensured resources for production of the show Batida de Rua 10 anos, which had two seasons at Renascença Theater and Câmara Theater. In the 15 years of the Fund’s financing, it was the first time a street-dance project was awarded, which reveals street-dance’s disposition to conquer its place, not only a physical one, on stages, but also in the city’s cultural policy.
Another path was followed by group Grupo My House, which debuted with a same-named show, occupying one of the capital’s noble spaces, the CIEE Theater. The two weeks of performances showed a careful, professional production and a refined, humorous and clever choreographic result. That yielded seven nominations for Prêmio Açorianos de Dança, including best show, best choreographies, best dancer. For the first time, street-dance has the chance to get recognition as the year’s best dance production.
But the street-dance transit has also been crossing the local borders. For the last years, group Art & Dança had already been turning the transit between street-dance and contemporary dance into fruitful dialogue. The group had already revealed its potential with choreographies that made Eduardo Menezes win the Crossover Choreographer Award, at Joinville Dance Festival. Even with Eduardo’s withdrawal, as he has been working outside Rio Grande do Sul, the group continued with its researches, already being considered strange in the street-dance category for being “too contemporary”. And along this path, in 2009, Art & Dança was the only Southern group to be selected for Itaú Cultural’s Rumos Dança project, in São Paulo, with a project called Conseqüência do som, created by Carini Pereira, Mickael Ramos, William Freitas and Stéfanie Telles (Click here to visit the project’s blog).
Side by side with productions, public initiatives are becoming aware of this movement. In 2005, Porto Alegre’s first street-dance showcase took place, promoted by the City’s Culture Office. Without being competitive, the event proposes the encounter and exchange between the participants. Besides the showcase, the projects Dança de Domingo (“Sunday’s Dance”) and Quartas na dança (“Wednesday in Dance”) already selected shows in this gender for its annual programming, with much public success. At the same time, academic production in dance undergraduate courses (currently, there are 5 in the state) have been producing countless and important reflections, such as those produced in the graduation projects of Fernando Faleiro, Carol Laner and Tassiana Rodrigues.
The groups and companies ahead of this scene have been establishing new conditions for organization, production and diffusion. Struggling with public funding programs for seasons, awards, tax rebate laws and financing, are starting to take new steps. Steps that have been configuring a fresh and welcome panorama for dance on the streets, the stages and the cultural scene.

Eng



Obrigada meu Mestre amado por lembrar de mim, e fico muito feliz que a danca de rua esta repensando sobre sua forma de criação, esta abrindo suas portas para uma pesquisa em dança, acho mesmo que eh esse o caminho!
Grande beijo do outro lado do mundo!
saudades de mais
Com certeza a dança de rua tem investido muito em novas perspectivas, novos olhares, inovando a criação em dança de rua. E então surgem esses trabalhos espetaculares, que mesclam não só uma cultura, mas várias. A dança de rua está sempre em evolução e cada vez mais surpreendendo nossos sentidos!
Abração
Acho importante esse registro que Airton Tomazzoni fez e agradeço pela citação da Cia Hackers Crew. Creio que a dança de rua em nosso Estado ainda precise se articular muito mais para que possa não só estabelecer, mas legitimar o seu espaço na cena de dança gaúcha e nacional. Acredito que seja esse o caminho, e há ainda muito espaço para que cada grupo traga suas propostas de trabalho e mostrem cada vez mais credibilidade e competência em suas iniciativas.
Grande abraço!
Francine Pressi
Cia Hackers Crew: companhiahackerscrew.blogspot.com
Grupo de pesquisa Processo C3:
http://www.processoc3.com
Fico feliz que a dança de rua esteja recebendo olhares de todos os ângulos e que a diversidade seja percebida em nossa cultura. Que todos continuem apostando em suas danças, refletindo e criando arte! Beijo Airton, saudades!
Olha que legal! Já são 5 cursos de graduação em Dança no Estado do Rio Grande do Sul. Precisamos divulgar isto, pois ainda temos várias regiões do Brasil que não dispõe de nenhum espaço acadêmico para discutir a dança. Brasília, capital do país, por exemplo carece deste espaço.
Parabéns a todos e todas!
Grande Airton!
Fico muito feliz quando leio uma matéria igual a sua. Vejo que a dança de rua esta caminhando com as próprias pernas e evoluindo a cada momento. Quando falo em evolução não falo diretamente a respeito de dança, más sim em atitudes, Você ajudou muito para esse crescimento, a própria mostra de dança de rua fez com que grupos que antes só se encontravam em festivais tivessem um outro olhar e hoje Quando falamos em dança de rua, falamos em um todo, por que sabemos respeitar e diferenciar o trabalho de cada grupo.
20/03 Batida de rua no parcão ás 18h.
Abraço.
Eu fico extremamente entusiasmada em saber que a cada ano variados grupos/cias de hip hop conseguem abrir novas portas( Até porque participo da cia Ribalta/CTBA e faz 3 anos que passamos por grandes dificuldades de incentivo) para que esse movimento não fique apenas em festivais competitivos. Percebesse que já não estamos apenas executando passos, sequências, mas que estamos pensando em como utilizar as ferramentas do hip hop para posicionar diferentes idéias e acabar com certas imagens equivocadas. Além do mais o pensar o hip hop, o fazer o hip hop, articulado/entrelaçado a outros pensar e fazer a dança, traz outras oportunidades como os editais, leis de incentivo, ou financiamento de empresas privadas.
Muito legal e interessante por estar mais proximo dos assuntos que norteiam a dança de rua!
Abraços
Muito boa matéria… Mas achei que faltou citar a Cia Discípulos do Ritmo, que na minha opinião é o ícone do profissionalismo de uma Cia de dança urbana. Eles estão pra estreiar um espetáculo novo (Urbanóides 2.0) com turnê confirmada na europa.
Temos também a Cia Chemical Funk, que acabou de apresentar sua temporada aqui em SP.
Mesmo assim, parabéns pela matéria e pelos grupos que estão conquistando cada vez mais o seu espaço, e consequentemente elevando o nível da dança de rua.
Abraço a todos!
É importante essa abertura de mercado que os grupos como batida de Rua, My House e Hackers Crew conseguiram nas indicações e contemplações de editais, pois é fato que a grande maioria dos projetos que são e já foram aprovados em editais de dança até hoje, são em dança contemporânea. É preciso que grupos de todas as áreas de dança não deixem de fazer e mandar seus projetos para editais de dança em todo o país, embora alguns editais venham especificando o tipo de dança a ser pesquisada. Talvez, o que ocorra também é que a grande maioria dos projetos que são enviados para os editais, são de dança contemporânea, por isso talvez, também sejam maioria.
Esses grupos de Dança de Rua só tem a ganhar cada vez mais investindo em pesquisas e ainda em organização, produção e divulgação como coloca Airton, mas é preciso que encaminhem seus projetos e se mostrem, para a Dança de Rua conquistar seus espaços dentro das políticas culturais de suas cidades.
Parabéns pela matéria Airton.
muito legal esse projeto de dança de rua
Que bacana o caminho que a dança de rua está tomando também no RS. como sou de SC e fui algumas vezes competir no festival de POA, cursos e tudo mais, pude presenciar um pouco desse lugar da dança de rua gaúcha.
Achei muito interessante a Cia Hackers Crew estar se utilizando da cultura gaúcha como material de pesquisa e produção.Isso valoriza a região, e trás para o público um certo interesse e curiosidade.
Já nas questões dos editais, concordo com o fato de que temos que lutar para que cada vez mais multiplas variedades de dança estejam sendo contempladas. Talvez a dança contemporânea seja a mais favorecida pela quantidade de projetos escritos, mas também tem q sempre, se avaliar os editais, ver se tal edital permite apenas uma linguagem…uma linha de pesquisa.
Daça de rua, lute pelo seu espaço dentro das políticas culturais de seu lugar, no RS e em outros , só a nossa persistência e valorização das nossas necessidades pela sociedade é que nos fazem ser ouvidos, nos mostram outros caminhos.
o grande diferencial de tornar a dança de rua um pensamento se faz hoje, é possivel smepre ver novos grupos em novos lugares com pensamentos voltados e mais especificos e intrisico a realidades social mais humanas assim criando um novo panorama que possivelmente iremos nos deparar para essa nova fase da dança de rua em novos lugar com milhoes de diferentes dialogos. buscando seus luagares e apoios necessarios de cada espaço sendo politico ou apenas social.
que comentário mais confuso este último…
eu queria participar,gostaria de saber,onde são os insaios para ver como é,sempre gostei de dança de rua,e procuro lugares onde praticar e aprender meu e-mail do msn é alan.machadoblg@hotmail.com
por favor mandem o end,pra eu poder ir e ver como é para eu poder participar obg