La danse / Foto divulgação
With 40 years of experience and known for directing documentaries that untangle the inner workings of American institutions, Frederick Wiseman completed his first dive into the world of dance. And this time, outside the US borders. La danse, Le ballet de l’Opéra de Paris documents the everyday life of one of the world’s most important dance companies. In 1992, the director shot Ballet, about the American Ballet Theatre. “I thought it would be fun and interesting to make another ballet movie particularly since the style, tradition, repertory and funding of the Paris Opera Ballet is so different from the American Ballet Theatre”, he explains in an e-mail interview for idança (read the full interview below).
La danse is part of the international competition of the 15th It´s All True – International Documentary Film Festival , which takes place in Rio de Janeiro until Sunday (18/04). This year, the festival brings 71 documentaries that are part of a competitive showcase and special programs.
The festival’s production invited idança to watch the film last week. In about 2h40 of screen time, the audience is taken on a stroll through the hallways and rehearsing rooms of Palais Garnier, the company’s headquarters. The first part of the film mainly documents the exhausting, repetitive and strict rehearsals. The camera visits rehearsing rooms of soloists, pas-de-deux and chorus-lines showing the relationship between choreographers and dancers, with very few cuts.
Among the Ballet’s main characters, one stands out during the whole film: the artistic director Brigitte Lefevre, Basically everything that takes place inside the theater needs her approval, from the presentation schedule and dancer’s selection to the crisis in the worker’s retirement system. The director gives special attention to issues involving the ‘clash’ between classic ballet and the modern pieces performed by the company, such as Pina Bausch’s Orpheus and Eurydice and Angelin Preljocaj’s Medea.
Through Wiseman’s eyes, we also learn about the theater’s backstage, like the ballet slippers repair room, where an old lady surrounded by slippers gets on with her work; the costume room, with hundreds of tutus and masks; even the restaurant, a ‘cafeteria’ where all the workers meet. La danse is a lovely chance to get to know the inner workings of one the main dance companies in the world. And to understand that to achieve such quality it takes a huge and well-handled structured behind the leaps and pirouettes we see on stage.
“I was impressed by the strict adherence to hierarchy”
Even after an exhausting trip because of La danse, , as Wiseman himself explained, the director managed to find the time to answer the questions of idança. Read the interview below:
idança – How did the idea for the documentary come up? Why L’Opéra de Paris?
Frederick Wiseman – I have been living in Paris for at least half the year for the last 10 years. I am a great admirer of the Paris Opera Ballet and thought it would be fun and interesting to make another ballet movie particularly since the style, tradition, repertory and funding of the Paris Opera Ballet are so different than the American Ballet Theatre, the subject of my 1992 film about ballet (BALLET). It also provided me an excuse to continue to stay in Paris.
What impressed you the most in the ballet’s structure?
The strict adherence to hierarchy, the skill, discipline and dedication of the dancers and the great competence of Brigitte Lefevre, the director of the company, and her staff.
How was the filming process? How long did it last?
The filming took 12 weeks. While it was a lot of work it was a great pleasure and privilege to watch such great artists in rehearsal and performance.
How to capture the dancers’ physical effort in moving images?
I always tried to show the full body of the dancers, their relation to their partners and the patterns of the choreography.
How did you choose the show’s fragments that appeared in the film?
It took me a year to edit the film. I made the selection by an intensive study of the 130 hours of rushes, choosing the sequences that I liked, editing them into a useable form and arranging them in a dramatic, narrative structure.
Why is it important to document the daily activities of such aclaimed company?
Ballet is a transient, evanescent form and it was important for me to make a film about a company that creates such beauty.
Watch the film’s official trailer:


Eng



Gostaria muito de ver esse filme!
Mas moro em recife! Será que vou ter como ve-lo?
Muito interessante o trabalho de coletar experiências nas companhias…A vivência diária é imprescindível pra qualquer bailarino que queira um dia mergulhar no mundo da dança!Parabéns pelo trabalho!=D
É muito importante que documentários como este sejam exibidos aqui no Brasil,seria importante também entrar para a lista de filmes selecionados para a sala de exibições do Itamaraty,assim não só a população (circuito comercial),os profissionais de dança(alunos,coreografos,bailarinos e professores universitários),como o alto funcionalismo público aonde estão:(presidente,diplomatas,senadores,governadores)etc,teriam acesso a como funciona ha décadas e décadas as principais companhis de dança do mundo. Incentivando assim uma maior verba para a educação e cultura do nosso país. Assim, penso,que a dança estaria recebendo um lugar de destaque na nossa sociedade e não ficando restrita a uma pequena faixa da população que tem acesso a esta forma de comunicação de uma das artes mais antigas que exite e sobrviveu através dos séculos como a dança. Não esqueçamos que a dança não surgiu com o Rei Luiz XIV,e sim nos primordios da humanidade com as danças circulares,danças sagradas,profanas,danças das colheitas,antes de adentrar os grandes palácios com as danças aristrocráticas.Pensem tambem nas danças folcloricas como a: flamenca,polkas,mazurcas tarantellas,que nascendo folcloricas foram difundidas pelo ballet clássico chegando aos grandes palcos,mas surgidas no meio do povo.
Que o Brasil acorde para a arte,não conceituando-a como pertencente e estando predestinada ao mundo das elites,e sim como forma de educação acrescentando dados importantes para a cultura.
Daisy,
Concordo plenamente com sua observação. Fico feliz porque a dança esta ganhando espaço no cinema. Já é um começo paro começar a colocar nossa área da arte, sempre tão marginalizada do próprio discurso da historia da arte, para o grande público.
Mas é verdade, cuidemos que esse discurso não fique engessada no ballet como única forma de expressão do corpo.
Parabéns ao cineasta! Importantíssimo que este tipo de registro chegue ao cienma, mostrando com realismo um trabalho que vem sendo desenvolvido a tanto tempo nesta cia. tão reconhecida mundialmente. São com aberturas assim e este tipo de visão que a dança vai ganhando seu espaço em documentários e filmes, independente se falam do ballet clássico, da dança contemporanea ou de outro estilo de dança. Historicamente, o importante é que ocorram os registro, e já que há tecnologia a favor deste tipo de produção e gente interessada em falar desse tema, que continuem aparecendo filmagens como esta…gostaria de poder ver o filme também, quem sabe!
Não posso ainda dizer parabéns a Wiseman, afinal ainda não assisti ao filme mas gostaria de aqui manifestar meu agradecimento a ele por nos proporcionar a oportunidade de conhecer “por seus olhos os bastidores do teatro”, como disse Isabella, e, claro, ao idança por nos possibilitar o acesso a esta entrevista. A nós que apreciamos o trabalho do Balé da Ópera de Paris, é muito bom poder saber um pouco como foi o processo de filmagem, como se deu a construção deste filme, ainda mais pelas palavras do próprio diretor deste.
E o que achei bastante interessante foi notar dois momentos que se opõe em sentido mas se completam, justamente no ínicio e no fim da entrevista. Na verdade antes da entrevista, quando Isabella fala da necessidade de ter uma “norme e bem cuidada estrutura” e Wiseman na ultima pergunta responde: “O balé tem uma forma etérea”…
Fiquei a refletir: Para que este carater etéro apareça é necessário que haja antes uma estrutura bem densa, bem oposta a ele: palpável, que nao se trata somente do corpo do bailarino mas também do teatro em si, seu palco, suas salas,seus figurinos, restaurantes e tudo mais que nele contém.
Por fim, como ja vi em outros comentários o desejo não é somente meu: esperamos agora poder assitir ao filme também!
Muuuito bom ver mais um trabalho de Wiseman que fale sobre a dança, o dia a dia, desmistifique a dança como um lugar de “super pessoas”. É legal ele trazer esse olhar do cotidiano daqueles profissionais, bailarinos, costureiras, diretoras, coreógrafos e todos que trabalham na dança. Concordo com o que a comentarista Dayse France colocou acima, de que seria interessante esse documentário ser mostrado no Itamaraty, para que os demais governantes do Brasil tenha uma real noção do como e o que é a área da dança, como campo de trabalho e área de conhecimento e educação.
Espero que este documentário tome uma boa proporção, que venha para o Brasi de uma forma onde os profissionais da dança possam estar se apropriando dele de alguma forma. É tão gratificante quando duas áreas da arte dialogam juntas e produzem algo para a sociedade.
Obrigada Wiseman e Idança.
Eu amo balé ,se eu conseguisse entrar na Faculdade eu tenho certeza que teria o meu sonho realizado…..
Acho muito importante o trabalho dos professores DEDICADOS.
Gostaria muito que alguém da Faculdade me mandasse por e-mail as instruções para eu saber como entrar na faculdade.
muitissímo obriga achei muito lindo!!!!!!