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Talvez a coisa mais importante do Programa Rumos do Itaú Cultural seja a qualidade de sua abrangência. Digo qualidade e abragência porque tivemos como parceiros locais, universidades e instituições culturais de diversas naturezas. Estivemos em João Pessoa, Natal, Teresina, São Luiz, Maceió, Aracaju, Campo Grande, Goiania, Brasilia, Balém, Manaus, Vitória, Florianópolis e Porto Alegre. Sexta, dia 28, encerramos, em Recife, a itinerância de 15 cidades. Acompanhada de alguns dos pesquisadores da equipe Rumos Dança: Airton Tomazoni (RS), Susi Martinelli (DF), Thembi Leste (MG), Julia Candida (CE), Itala Clay (AM), Antonio Lopes (AL) e Arnaldo Siqueira (PR) nas cidades mapeadas por cada um deles. Além destes, me acompanharam profissionais da área para discutir o conceito de dança contemporânea, Paulo Paixão (PA), Roberta Ramos (PE), Nirvana Marinho (SP), Inês Bogéa (SP) e Alejandro Ahmed (SC). A experiência foi ímpar. Os debates, após seminários, dos mais tímidos aos mais engajados nos mostravam o nível de articulação dos diferentes grupos. Quase sempre ultrapassamos as 3 horas previstas fosse para assistir mais um vídeo, fosse para mais uma questão ou dúvida. O primeiro diagnóstico do Programa Rumos começou nessa itinerância. Como cebola retiramos juntos suas camadas, em alguns lugares muitas folhas foram retiradas em outros menos, todos na sua medida própria. O prazer de todos nós de conversar e discutir um assunto comum foi grande. O próximo passo é recolher informações sobre produção artistica,intelectual e política em 60 cidades brasileiras. Paralelamente recebemos inscrições dos artistas para as bolsas de desenvolvimento coreográfico e produção de videodança (até 31 de maio no site www.itaucultural.org.br). Os projetos serão selecionados em julho. Artistas começarão a receber a bolsa entre agosto e setembro. Os resultados: apresentação da base de dados atualizada, estréia 22 espetáculos e lançamento de 5 videodanças acontecerão no início de março de 2007 em São Paulo. Depois disso começa a difusão desses resultados para todo Brasil.
Por convite (e insistência) do Prof. João Vargas Penna do curso de dança e cinema do Dept. de Arte Corporal da UFRJ, realizaremos amanhã, um seminário sobre videodança. Conversaremos sobre registro de dança e videodança, exibiremos vários trabalhos e discutiremos o edital. Todos os cariocas interessados são bem vindos.
02 de maio as 18hs na UFRJ – Escola de Educação Física – Sala de vídeo – 3º andar – ao lado do ginásio de basquete.
Sonia Sobral
Port
Eng









Tive o prazer de acompanhar a itinerância do programa Rumos Dança em quatro capitais e a responsabilidade de falar sobre dança contemporânea em três delas. Devo dizer que essa experiência me fez ver a importância do trabalho realizado pelo Itaú Cultura.
O que às vezes pode passar por despercebido como atributo desse programa e que tem importância, tanto quanto, a concessão de prêmios em dinheiro para a realização de pesquisa artística em dança é a difusão de informação.
Presenciar a maneira intensa como os profissionais se engajam nos debates. Ver de que maneira eles articulam sua dúvidas sobre a relação da técnica com a dança contemporânea, sobre a necessidade de expressão e a responsabilidade política do criador contemporâneo, e a reflexão sobre a prática de cada artista, que se pronunciava durante os debates, e a relação com os parâmetros históricos de criação analisados em minha apresentação. Tudo isso se constituiu numa experiência de grande transformação. Creio que pra todos!
Estamos no momento de pensarmos na criação de outros projetos dessa natureza, que atinjam outros setores do ambiente produtivo da dança: da pesquisa, da pedagogia, da crítica etc.
Sou natural de Recife (PE). Há um ano estou morando em Brasília. Essa minha mudança me fez perceber as diferenças das relações entre os artistas (nos mais diferentes aspectos). O ponto em comum da experiênca que tenho da vivência artística nos dois lugares é a constante necessidade de circulação de informação. O cenário de Recife (Nordeste) e o de Brasília (capital do Brasil) são muitos distintos, mas independentemente disso percebo a necessidade das localidades brasileiras (e seus artistas da dança) de trocarem experiências. Confesso que antes de chegar em Brasília eu nada conhecia da produção local e vejo que é recíproco, pois os artistas brasilienses pouco sabem sobre a produção no Nordeste. Iniciativas como essa do Rumos Dança propicia um debate além da dança contemporâna, enveredando sobre a produção cultural brasileira.
Por favor, me ajudem! estou buscando um curso de teatro, ou apenas algumas aulas, gratuitas, e estou tendo muita dificuldade em encontrar. Onde posso buscar isso?
Olá!
Gostaria muito de participar de conhecer de ter mais contato com a dança contemporania , moro no interior perto de Araçatuba aqui tudo é mais dificil, falta informação…Abraços…