Hoje, às 18h, no Itaú Cultural, é a vez das videodanças premiadas no projeto deste ano. Dos cinco filmes produzidos depois da oficina com o cineasta inglês David Hinton, quatro foram produzidos no Rio de Janeiro e um na Bahia. Um dos cariocas é a divertida animação Jornada ao umbigo do mundo, de Alex Cassal e Alice Ripoll. “É um videodança feito com animação stop motion, quadro a quadro. Acompanha um grupo de guerreiros bonecos por um mundo de corpos humanos. “Ele está muito próximo do que a gente concebeu, antes mesmo de inscrever o projeto para o Rumos. Desde o início tinha a premissa de ser quadro a quadro e trabalhando a idéia desse mundo feito de corpos: quais seriam suas leis, sua materialidade, com que ele pareceria e como se moveria. Encontramos coisas inusitadas, chegamos a lugares que buscávamos e descobrindo também que outros não eram possíveis”, diz Cassal.
Os outros quatro filmes são:
Sensações Contrárias (BA)
Matheus Rocha, Amadeu Alban (videomakers) e Jorge Alencar (coreógrafo)
Ambientada no Recôncavo Baiano, região de passado coronelista. Dentro de um ambiente provinciano decadente, desenvolve-se a noção de borrão, em que os eventos coreográficos e imagéticos se dão por aparentes acidentes, falhas e descontinuidades, num limite entre realismo cotidiano e surrealismo.
FF (RJ)
Tatiana Gentile (videomaker) e Karenina de Los Santos (coreógrafa)
Diferença e contraste de ritmos convivendo em sintonia. Movimentação simples e constante percorrendo um longo caminho nos mais diversos ambientes urbanos. Duas pessoas seguem um fluxo contínuo e ininterrupto, criando um estranho diálogo com o tempo e o espaço.
Fora de Campo (RJ)
Valeria Valenzuela (videomaker) e Cláudia Müller (coreógrafa)
A videodança parte da experiência de entregar dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, buscando espaços despercebidos, brechas no cotidiano. A videodança busca a reconstrução deste acontecimento através do olhar daqueles que o vivenciaram, mergulhando no que persiste em cada um após a passagem deste corpo em movimento. O resgate do ponto de vista do observador torna presente a obra que permanece no fora de campo.
Passagem (RJ)
Elisa Pessoa (videomaker) e Celina Portella (coreógrafa)
Passagem por ambientes distintos. Imagens transitórias que constituem lugares onde surgem motivações diversas. Transitória é também a identidade do personagem, que reaparece transmutado a cada sala demandando diferentes movimentos. A câmera, subjetiva, define o ponto de vista, tradução do trauma gerado pela atitude do intérprete.
A partir das 20h, no Teatro Gazeta, se apresentam hoje três criadores selecionados. Degelo, da Cia. Siameses (SP), trata da força que é conquistada com o passar do tempo. Bom de Quebrar, de Verônica de Moraes (BA), usa metáforas que podem se entrecruzar num recorte, brinquedo. Segundo a coreógrafa, seu manuseio pode provocar situações de risco em sua reorganização dos processos comunicacionais e identitários. Já em Pequena Subversão, Valéria Vicente (PE) avança em sua pesquisa sobre as informações da dança do frevo, procurando distender o sentido da palavra alegria.
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desculpa, mas ouve um grande engano sobre os três últimos trabalhos citados como ‘filmes’ (vídeo dança), esses três fizeram a abertura da categoria Espetáculos da mostra Rumos Dança no dia 03 de março de 2007. Outro erro grave foi citar Bom de Quebrar como “mistura de funk com videoarte”. Eu, criadora e intérprete de “Bom de Quebrar” não entendo nada de funk ou de videoarte… um pouco de cuidado e uma leitura um pouco mais atenciosa do programa pode evitar esse tipo de equívoco nos próximos dias.
Oi Veronica!
Deu um problema neste post, que bom que vc viu e nos avisou rápido. Ficou truncado o texto sobre seu trabalho. Já consertamos. Sobre estar errado quem era videodança e quem era espetaculo, acho que vc leu sem atenção: falamos dos videodanças e, depois, dos tres espetaculos que se apresentaram no teatro gazeta… beijos
ok
obrigada
verônica.