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	<title>Comments on: A arte de fazer acontecer</title>
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	<description>Dança Contemporânea no Brasil e no mundo</description>
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		<title>By: Caroline Louise</title>
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		<dc:creator>Caroline Louise</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jun 2007 15:27:51 +0000</pubDate>
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		<description>Estou elaborando meu Trabalho de Conclusão de Curso da FAP e estava precisando mesmo de uma reflexão à cerca da elaboração de um projeto e de como se dá esse processo. ...&quot;antecipação, planejamento e implica em se estender no tempo.&quot; Depois que vc se antecipa, resolve o que quer fazer ou pelo menos traça metas, o resto fica mais fácil. Realmente fazer um projeto é mesmo trabalhoso, mas não é difícil. Organizado as idéias e refletindo sobre o que significa cada item do projeto, dá pra fazer algo sólido. Muitas pessoas se desesperam na frente de uma proposta como essa, de ter que elaborar um projeto (eu sou uma delas). Mas pesquisando e levando à sério, a coisa toda funciona. Adorei o artigo, me fez entender muitas coisas, refletir sobre outras e me sinto mais segura.

Caroline Louise/ Curitiba-PR</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou elaborando meu Trabalho de Conclusão de Curso da FAP e estava precisando mesmo de uma reflexão à cerca da elaboração de um projeto e de como se dá esse processo. &#8230;&#8221;antecipação, planejamento e implica em se estender no tempo.&#8221; Depois que vc se antecipa, resolve o que quer fazer ou pelo menos traça metas, o resto fica mais fácil. Realmente fazer um projeto é mesmo trabalhoso, mas não é difícil. Organizado as idéias e refletindo sobre o que significa cada item do projeto, dá pra fazer algo sólido. Muitas pessoas se desesperam na frente de uma proposta como essa, de ter que elaborar um projeto (eu sou uma delas). Mas pesquisando e levando à sério, a coisa toda funciona. Adorei o artigo, me fez entender muitas coisas, refletir sobre outras e me sinto mais segura.</p>
<p>Caroline Louise/ Curitiba-PR</p>
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		<title>By: Agnaldo Martins</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1348</link>
		<dc:creator>Agnaldo Martins</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2007 18:54:01 +0000</pubDate>
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		<description>Bastante válida essa discussão sobre essa proliferação estimulante de editais em que poucos são aqueles que conseguem ter acesso a esses recursos, muitos dos nossos melhores criadores atualmente estão se auto gerindo, pois apesar de muita informação ainda se há muito pouco comunicação e intercâmbio que favoreça esclarecimentos, troca de conhecimentos e mesmo cursos especializados em projetos para artes. Mesmo os orgãos interessados quando mandam cursos de projetos para outros estados restringem o máximo o número de participantes, somente vemos ainda as grande corporações fazendo parte desses contextos, e quando falo &quot;grandes corporações&quot; me refiro também a grupos e cias de dança e teatro que direta ou indiretamente estão ligados a cias contratadas pelo governo estado e que tem acesso a informação e aos mecanismos financeiros para se desenvolver um projeto por exemplo que seja beneficiado por leis complexas de incentivo à cultura ou editais com critérios repletos de abstração e excludentes. 
Agnaldo Martins
Manaus-AM.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bastante válida essa discussão sobre essa proliferação estimulante de editais em que poucos são aqueles que conseguem ter acesso a esses recursos, muitos dos nossos melhores criadores atualmente estão se auto gerindo, pois apesar de muita informação ainda se há muito pouco comunicação e intercâmbio que favoreça esclarecimentos, troca de conhecimentos e mesmo cursos especializados em projetos para artes. Mesmo os orgãos interessados quando mandam cursos de projetos para outros estados restringem o máximo o número de participantes, somente vemos ainda as grande corporações fazendo parte desses contextos, e quando falo &#8220;grandes corporações&#8221; me refiro também a grupos e cias de dança e teatro que direta ou indiretamente estão ligados a cias contratadas pelo governo estado e que tem acesso a informação e aos mecanismos financeiros para se desenvolver um projeto por exemplo que seja beneficiado por leis complexas de incentivo à cultura ou editais com critérios repletos de abstração e excludentes.<br />
Agnaldo Martins<br />
Manaus-AM.</p>
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		<title>By: Waldete Brito</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1319</link>
		<dc:creator>Waldete Brito</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Mar 2007 22:42:01 +0000</pubDate>
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		<description>Maíra
Excelente idéia de escrever um texto sobre elaboração de projetos. Esta prática por vezes parece ser um bicho de sete cabeças, para o artista da dança, sobretudo para os alunos e jovens intérpretes-criadores. 

Waldete Brito
Belém-Pa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maíra<br />
Excelente idéia de escrever um texto sobre elaboração de projetos. Esta prática por vezes parece ser um bicho de sete cabeças, para o artista da dança, sobretudo para os alunos e jovens intérpretes-criadores. </p>
<p>Waldete Brito<br />
Belém-Pa.</p>
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	<item>
		<title>By: Sérgio Andrade</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1265</link>
		<dc:creator>Sérgio Andrade</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2007 02:20:15 +0000</pubDate>
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		<description>Humm... Maíra

Sim sim, discutir projetos (desde sua elaboração), de fato, torna-se necessário. Além de seu texto, li os coments aqui deixados... para dá continuidade à discussão:

acredito mesmo que temos que pensar sobre o &quot;artista-empresario-produtor-fazedor de projetos-etc&quot; levantado pelo Laka e JRg. Aqui, acredito, que não há um problema quanto ao &quot;fenômeno&quot; em si, mas sim como ele se dá algumas vezes (querendo dizer &quot;quase todas as vezes&quot;). Manter uma pesquisa de grupo, ou individual, no que se diz respeito à verba, por muitas vezes só é possível por meios desses editais. No meu restrito campo de acesso a atuação de profissionais da dança vejo que os projetos de pesquisa tem que se submeter aos critérios (absurdos) exigidos em edital... pontuando alguns: 

         ***contrapartidas sociais: onde surge o fenômeno dos meninos de ONGS e escolas públicas na platéia, ou doação de bilheteria para entidades, etc. Não digo que não é importante democratizar o acesso à arte, mas justificar a importância de uma pesquisa por esse viés acredito ser arriscado. Um exemplo rápido q me vem agora é que critérios como esses justificam grandes Cias apoiadas pela PETROBRAS (e daí surgem milhões por ano em suas produções) vir a Salvador cobrar $ 50 no ingresso, e dizer que está democratizando o acesso pq colocou 150 crianças na platéia. Não procuro aqui dizer que a obra não valha os &quot;cinquentinhas&quot;, mas e os milhões anuais da manutenção dados pela Petrobrás, vão pra onde? a intenção não é democratizar o acesso? formação de platéia? (muito ‘cinquentinhas’ com tão poucos...). Essas CIas chegam aqui, apresentam e vão embora – cumpriram seu papel.
       
      *** as benditas OFICINAS: Acredito que é sim importante o grupo ou pesquisador solo gerar zonas de intercâmbio para avaliar suas pesquisas. Em algumas vezes que participei de encontros como esses, que geralmente acontecem depois da estréia do espetáculo, eu ficava tentando encontrar a conexão com a maneira de organizar a dança apresentada na noite anterior com as seqüências super elaboradas, ágeis, rolamentos, saltos, e um corre-corre, um participante cai por cima do outro e se machuca, e “vum bora”, continua... (?)(?)

        ***NOTORIEDADE E RECONHECIMENTO ARTÍSTICO (esse daqui é ótimo!): &quot;Vamos fomentar a dança, novas pesquisas, etc!&quot; - quase um hino. como? Localizando a coisa&gt;&gt;&gt; o CoMteMpu&#039;s por exemplo, grupo que faço a direção onde também iniciei meus trabalhos &quot;autorais&quot;, pouco tempo (2 anos) desenvolvendo pesquisa em dança... temos procurado traçar caminhos coerentes e no entanto, na maioria dos editais nem podemos nos inscrever, ou então (quase)sei que provavelmente que meus projetos nem chegarão à mesa dos curadores. Ai me pergunto como traçar um currículo instantâneo? Seremos um eterno marginal ao menos que o metiê nos apadrinhe?

(e ai poderia escrever outras coisas, mas reservarei o espaço para que outros possam gritar tb. rs)

Dando alguns desdobramentos: a arte precisa se disfarçar de &quot;projeto social&quot; (rai ai) para se legitimar? Aqui não ocorreria um repasse? O governo não investe em educação (por exemplo: corta pela metade o orçamento das universidades públicas) e quer contribuir para formação de jovens dando a eles bilhetes de acesso?
Fazer projetos é uma fórmula? “Etimologicamente, a palavra vem do latim projectus e significa ação de lançar para a frente.” – então vamos montar um monte seqüências difíceis (pensando na citação da Maíra, manda todo mundo se jogar para frente de repente, né?) e aí estamos contribuindo para circulação de idéias fomentando novas discussões. Isso talvez seja de responsabilidade dos artistas que propõe as oficinas... mas como avaliar então uma proposta pedagógica aliada a um projeto artístico?

Será que só as páginas lendárias da dança, os notórios, os amigos podem elaborar propostas coerentes? Entendo que as carreiras dos proponentes não devem ser dispensadas no momento da avaliação do projeto, porque esses se tornam tão unicamente-intocáveis , unicamente-legítimos? Acredito que qualidades de propostas estão desprovidas de temporalidades... 
[enquanto isso, continuarei eu insistindo com muita “cara-de-pau”. Uma hora a coisa “broca”...]

É isso Maíra. Espero ter contribuído com a discussão, muita bem iniciada, (aqui) por vocÊ. Aproveito a oportunidade para dizer que o idança tem sido um espaço de trocas interessantes. Às vezes (quase sempre) não dou conta de tantas coisas que chegam.

Abraço
sRg_andrade</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Humm&#8230; Maíra</p>
<p>Sim sim, discutir projetos (desde sua elaboração), de fato, torna-se necessário. Além de seu texto, li os coments aqui deixados&#8230; para dá continuidade à discussão:</p>
<p>acredito mesmo que temos que pensar sobre o &#8220;artista-empresario-produtor-fazedor de projetos-etc&#8221; levantado pelo Laka e JRg. Aqui, acredito, que não há um problema quanto ao &#8220;fenômeno&#8221; em si, mas sim como ele se dá algumas vezes (querendo dizer &#8220;quase todas as vezes&#8221;). Manter uma pesquisa de grupo, ou individual, no que se diz respeito à verba, por muitas vezes só é possível por meios desses editais. No meu restrito campo de acesso a atuação de profissionais da dança vejo que os projetos de pesquisa tem que se submeter aos critérios (absurdos) exigidos em edital&#8230; pontuando alguns: </p>
<p>         ***contrapartidas sociais: onde surge o fenômeno dos meninos de ONGS e escolas públicas na platéia, ou doação de bilheteria para entidades, etc. Não digo que não é importante democratizar o acesso à arte, mas justificar a importância de uma pesquisa por esse viés acredito ser arriscado. Um exemplo rápido q me vem agora é que critérios como esses justificam grandes Cias apoiadas pela PETROBRAS (e daí surgem milhões por ano em suas produções) vir a Salvador cobrar $ 50 no ingresso, e dizer que está democratizando o acesso pq colocou 150 crianças na platéia. Não procuro aqui dizer que a obra não valha os &#8220;cinquentinhas&#8221;, mas e os milhões anuais da manutenção dados pela Petrobrás, vão pra onde? a intenção não é democratizar o acesso? formação de platéia? (muito ‘cinquentinhas’ com tão poucos&#8230;). Essas CIas chegam aqui, apresentam e vão embora – cumpriram seu papel.</p>
<p>      *** as benditas OFICINAS: Acredito que é sim importante o grupo ou pesquisador solo gerar zonas de intercâmbio para avaliar suas pesquisas. Em algumas vezes que participei de encontros como esses, que geralmente acontecem depois da estréia do espetáculo, eu ficava tentando encontrar a conexão com a maneira de organizar a dança apresentada na noite anterior com as seqüências super elaboradas, ágeis, rolamentos, saltos, e um corre-corre, um participante cai por cima do outro e se machuca, e “vum bora”, continua&#8230; (?)(?)</p>
<p>        ***NOTORIEDADE E RECONHECIMENTO ARTÍSTICO (esse daqui é ótimo!): &#8220;Vamos fomentar a dança, novas pesquisas, etc!&#8221; &#8211; quase um hino. como? Localizando a coisa&gt;&gt;&gt; o CoMteMpu&#8217;s por exemplo, grupo que faço a direção onde também iniciei meus trabalhos &#8220;autorais&#8221;, pouco tempo (2 anos) desenvolvendo pesquisa em dança&#8230; temos procurado traçar caminhos coerentes e no entanto, na maioria dos editais nem podemos nos inscrever, ou então (quase)sei que provavelmente que meus projetos nem chegarão à mesa dos curadores. Ai me pergunto como traçar um currículo instantâneo? Seremos um eterno marginal ao menos que o metiê nos apadrinhe?</p>
<p>(e ai poderia escrever outras coisas, mas reservarei o espaço para que outros possam gritar tb. rs)</p>
<p>Dando alguns desdobramentos: a arte precisa se disfarçar de &#8220;projeto social&#8221; (rai ai) para se legitimar? Aqui não ocorreria um repasse? O governo não investe em educação (por exemplo: corta pela metade o orçamento das universidades públicas) e quer contribuir para formação de jovens dando a eles bilhetes de acesso?<br />
Fazer projetos é uma fórmula? “Etimologicamente, a palavra vem do latim projectus e significa ação de lançar para a frente.” – então vamos montar um monte seqüências difíceis (pensando na citação da Maíra, manda todo mundo se jogar para frente de repente, né?) e aí estamos contribuindo para circulação de idéias fomentando novas discussões. Isso talvez seja de responsabilidade dos artistas que propõe as oficinas&#8230; mas como avaliar então uma proposta pedagógica aliada a um projeto artístico?</p>
<p>Será que só as páginas lendárias da dança, os notórios, os amigos podem elaborar propostas coerentes? Entendo que as carreiras dos proponentes não devem ser dispensadas no momento da avaliação do projeto, porque esses se tornam tão unicamente-intocáveis , unicamente-legítimos? Acredito que qualidades de propostas estão desprovidas de temporalidades&#8230;<br />
[enquanto isso, continuarei eu insistindo com muita “cara-de-pau”. Uma hora a coisa “broca”...]</p>
<p>É isso Maíra. Espero ter contribuído com a discussão, muita bem iniciada, (aqui) por vocÊ. Aproveito a oportunidade para dizer que o idança tem sido um espaço de trocas interessantes. Às vezes (quase sempre) não dou conta de tantas coisas que chegam.</p>
<p>Abraço<br />
sRg_andrade</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Jorge Alencar</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1253</link>
		<dc:creator>Jorge Alencar</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 12:30:33 +0000</pubDate>
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		<description>Mesmo antes da separação de Xuxa (a mulher que subia numa nave cor-de-rosa) e Marlene Matos (o ser que desenhava o projeto da carrareira da loira na nave), parece que cabe ao artista uma postura mais planejada e propositiva. Tenho discutido muito em Salvador junto à produtora Ellen Mello e o Grupo Dimenti sobre como esses &quot;projetos técnicos&quot; podem, de fato, nortear a ação do trabalho em arte, não se tratando apenas de um truque verborrágico-retórico. No nosso caso realmente têm ajudado. Contudo, esses editais como ações pontuais para folgar a gravata é uma coisa que precisa ser pensada para não continuarmos nos estapeando por tão pouco espaço. O texto de Span contribui e é um ótimo retorno sobre essa experiencia de curadoria com verba pública.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo antes da separação de Xuxa (a mulher que subia numa nave cor-de-rosa) e Marlene Matos (o ser que desenhava o projeto da carrareira da loira na nave), parece que cabe ao artista uma postura mais planejada e propositiva. Tenho discutido muito em Salvador junto à produtora Ellen Mello e o Grupo Dimenti sobre como esses &#8220;projetos técnicos&#8221; podem, de fato, nortear a ação do trabalho em arte, não se tratando apenas de um truque verborrágico-retórico. No nosso caso realmente têm ajudado. Contudo, esses editais como ações pontuais para folgar a gravata é uma coisa que precisa ser pensada para não continuarmos nos estapeando por tão pouco espaço. O texto de Span contribui e é um ótimo retorno sobre essa experiencia de curadoria com verba pública.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Giselle Ruiz</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1216</link>
		<dc:creator>Giselle Ruiz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2007 13:45:59 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Maíra
Não sei se você lembra de mim, nos falamos algumas vezes em torno da minha pesquisa sobre Graciela e o Grupo Coringa, acabei não indo a São Paulo como havia planejado.
Seu texto é muito útil e foi muito bom lê-lo!
Espero manter contato com você!
Giselle Ruiz</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Maíra<br />
Não sei se você lembra de mim, nos falamos algumas vezes em torno da minha pesquisa sobre Graciela e o Grupo Coringa, acabei não indo a São Paulo como havia planejado.<br />
Seu texto é muito útil e foi muito bom lê-lo!<br />
Espero manter contato com você!<br />
Giselle Ruiz</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vanilton Lakka</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2007/03/23/a-arte-de-fazer-acontecer/4104/comment-page-1#comment-1199</link>
		<dc:creator>Vanilton Lakka</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2007 04:07:05 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Maíra,

Parabéns e obrigado pelo texto.

Parabéns pela iniciativa de escrever o texto, e obrigado por disponibilizar detalhes de um processo público de avaliação como o “edital 2006 da Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional da Dança”, pois é mais que um exemplo útil.

Desde o inicio das leis de incentivo no Brasil com o governo Sarney, temos sido forçados a nos organizar em termos de “projetos”. Isso não quer dizer que não era necessário antes, mas como o Estado não exigia uma organização dessa natureza, e a iniciativa privada praticamente (como ainda hoje) não possuia o habito de patrocinar com recurso direto. Não tinhamos, portanto que nos dedicar a aprender a escrever projetos/propostas.

Atualmente com a definição “no Brasil” das leis de incentivo como a principal forma de intervenção do Estado nas artes, nas diferentes estâncias municipais, estadual e federal - além é claro, dos Editais lançados no final do primeiro mandato Lula. Nos vimos obrigados a aprender de alguma forma a elaborar projetos. 

As leis de incentivo têm vários problemas e já sabemos disso, talvez um que pode ser citado seja o tempo de execução da proposta, geralmente o processo de escrita, aprovação, captação, execução e prestação de contas acontece em um ano. Esse tempo é no mínimo impróprio, já que uma Cia., Grupo, Festival ou programa não existe apenas em um ano, é preciso dar continuidade, e dessa forma todo o processo de escrita, aprovação, captação, execução e prestação de contas se acumula de uma forma que no mínimo atrapalha, e no frigir dos ovos impedi a existência continuidade da proposta. Afinal são poucos que já conseguem ter uma estrutura que dê conta dessa lógica de atuação, ou mesmo talento para driblar as armadilhas. 

 
Um amigo recentemente me expôs sua preocupação “estamos nos tornando fazedores de projetos, e isso me preocupa porque pode atrapalhar a nossa atuação como criadores”. Eu entendo a sua preocupação, acho que em alguma medida ele tem razão, mas por outro lado, vejo que algum beneficio as leis de incentivo tem nos propiciado, pois, tem exigido o mínimo de organização aos artistas, uma previsão orçamentária, tempo de execução, uma clareza de proposta e conseqüentemente tem nos pressionado na direção de uma profissionalização que se faz necessária. 

Eu sinceramente não acho que esse método de aprendizagem seja o melhor, mas é o que nos acometeu.  Acredito que esse processo de formação deveria se dar em graduações ou em cursos técnicos com uma base curricular que incluiria uma boa formação em biomédicas, humanas, metodologia de pesquisa, música, história da dança e das artes, sonoplastia, iluminação, técnicas corporais, vídeo, informática, línguas e por fim “gerenciamento de carreira ou formação profissional”. 

Acredito que a administração de uma carreira caberia também a formação de uma escola ou universidade, e não da forma como tem acontecido aprendendo fazendo. 

Maíra mais um vez obrigado pelo texto, tenho certeza que o seu manual de instrução será muito útil no trajeto. 
bjos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Maíra,</p>
<p>Parabéns e obrigado pelo texto.</p>
<p>Parabéns pela iniciativa de escrever o texto, e obrigado por disponibilizar detalhes de um processo público de avaliação como o “edital 2006 da Caravana Funarte Petrobrás de Circulação Nacional da Dança”, pois é mais que um exemplo útil.</p>
<p>Desde o inicio das leis de incentivo no Brasil com o governo Sarney, temos sido forçados a nos organizar em termos de “projetos”. Isso não quer dizer que não era necessário antes, mas como o Estado não exigia uma organização dessa natureza, e a iniciativa privada praticamente (como ainda hoje) não possuia o habito de patrocinar com recurso direto. Não tinhamos, portanto que nos dedicar a aprender a escrever projetos/propostas.</p>
<p>Atualmente com a definição “no Brasil” das leis de incentivo como a principal forma de intervenção do Estado nas artes, nas diferentes estâncias municipais, estadual e federal &#8211; além é claro, dos Editais lançados no final do primeiro mandato Lula. Nos vimos obrigados a aprender de alguma forma a elaborar projetos. </p>
<p>As leis de incentivo têm vários problemas e já sabemos disso, talvez um que pode ser citado seja o tempo de execução da proposta, geralmente o processo de escrita, aprovação, captação, execução e prestação de contas acontece em um ano. Esse tempo é no mínimo impróprio, já que uma Cia., Grupo, Festival ou programa não existe apenas em um ano, é preciso dar continuidade, e dessa forma todo o processo de escrita, aprovação, captação, execução e prestação de contas se acumula de uma forma que no mínimo atrapalha, e no frigir dos ovos impedi a existência continuidade da proposta. Afinal são poucos que já conseguem ter uma estrutura que dê conta dessa lógica de atuação, ou mesmo talento para driblar as armadilhas. </p>
<p>Um amigo recentemente me expôs sua preocupação “estamos nos tornando fazedores de projetos, e isso me preocupa porque pode atrapalhar a nossa atuação como criadores”. Eu entendo a sua preocupação, acho que em alguma medida ele tem razão, mas por outro lado, vejo que algum beneficio as leis de incentivo tem nos propiciado, pois, tem exigido o mínimo de organização aos artistas, uma previsão orçamentária, tempo de execução, uma clareza de proposta e conseqüentemente tem nos pressionado na direção de uma profissionalização que se faz necessária. </p>
<p>Eu sinceramente não acho que esse método de aprendizagem seja o melhor, mas é o que nos acometeu.  Acredito que esse processo de formação deveria se dar em graduações ou em cursos técnicos com uma base curricular que incluiria uma boa formação em biomédicas, humanas, metodologia de pesquisa, música, história da dança e das artes, sonoplastia, iluminação, técnicas corporais, vídeo, informática, línguas e por fim “gerenciamento de carreira ou formação profissional”. </p>
<p>Acredito que a administração de uma carreira caberia também a formação de uma escola ou universidade, e não da forma como tem acontecido aprendendo fazendo. </p>
<p>Maíra mais um vez obrigado pelo texto, tenho certeza que o seu manual de instrução será muito útil no trajeto.<br />
bjos</p>
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