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Nesta terça-feira (26/02), a São Paulo Cia. de Dança divulgou os nomes dos 37 bailarinos selecionados para seu corpo de baile (para saber mais leia aqui). Em meio à primeira formação, a companhia já nasce cercada de polêmica. Em 29 de janeiro, a reportagem intitulada “São Paulo ganha a sua cia. oficial”, escrita pela crítica de dança Helena Katz no jornal O Estado de São Paulo, deu início a uma acalorada discussão sobre a criação da São Paulo Cia. de Dança. Neste contexto, o Idança recebeu do coreógrafo paulista Sandro Borelli um texto criticando a nova companhia. Em se tratando de um espaço democrático, o Idança entrou em contato com as diretoras da nova companhia, Iracity Cardoso e Inês Bogéa, e pediu para que elas enviassem uma resposta. As duas optaram por enviar um texto escrito pelo secretário de Cultura João Sayad. Os dois textos estão publicados abaixo.
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Por Sandro Borelli
No Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo de 29 de janeiro, chama a atenção a reportagem cujos título e subtítulo são: “São Paulo ganha a sua cia. oficial” e “Secretário João Sayad busca excelência e anuncia R$ 13 milhões para instituição”. Num primeiro momento, pode-se pensar: “Que legal, uma nova companhia de dança sempre é bem-vinda”. Mas, com uma leitura mais atenta, percebe-se a cilada armada. Uma visão pautada pela tecnocracia, ultrapassada, que confunde política cultural com ação midiática. Um secretário que fala como economista fala realmente em cultura? Sua falta de conhecimento sobre dança é de provocar estupefação, indignação e horror, de ruborizar. O secretário diz estar em busca de excelência na dança e comenta: “Você não contrataria um excelente diretor administrativo para a sua empresa se ele não fosse brasileiro?”
Prosseguindo, com notório e admirável conhecimento de causa faz, ainda, uma comparação de mau gosto: “O que você escolheria: salvar a Varig ou começar uma Gol? É mais fácil começar algo novo do que consertar o já existente”. Parece que o secretário considera o que fazemos uma arte falida, uma dança que não deu certo. A partir de que conhecimento faz uma afirmação tão sem propósito quanto essa? O que o secretário chama de “busca de excelência”? Somos nós, cidadãos, quem esperamos secretários, gestores, governantes com excelência. Será que também teremos a chance de procurá-los na Europa, em Nova Iorque ou quaisquer outros lugares que nos permitam construir uma política de alto nível, como o secretário sugeriu para a dança?
Outra afirmação curiosa do nosso secretário de cultura é a de que o teatro, ao contrário da dança, já produz com excelência. Por onde será que o secretário transita? O teatro tem a sua excelência sim e, certamente, em sua maioria, trabalha, sem sede própria e sem contratos via CLT. Ajudaria-nos muito se o secretário, aproveitando seu notório conhecimento de economia, pudesse mencionar quantos grupos de teatro possuem artistas contratados via CLT. Será que ele tem noção das péssimas condições enfrentadas pela grande massa de artistas trabalhadores no estado de São Paulo? Ou será que se refere aos acobertados pela mídia televisiva? Realmente, fico na dúvida!
Cultura não é balcão de negócios, não é pregão, não é bolsa de valores. A dança não precisa desse tipo de mentalidade de governo que o secretário propõe. A dança precisa de um projeto cultural sério e ético, que privilegie a formação de uma classe, que privilegie uma mudança de pensamento. Onde estão as propostas consistentes, honestas, sérias, inteligentes, sobretudo ousadas, da política pública envolvida nessa ação? Quando discutiremos os aspectos estéticos e éticos da Cultura? Quando discutiremos a dança, essa arte tão fragilizada, como a poesia também, com um espaço cada vez menor e com um pensamento singularmente pobre e medíocre como o apresentado?
Existem propostas no governo estadual nas quais está inserida uma reflexão sobre a sobrevivência dos grupos e criadores que optam por trilhar rumos artísticos que discutem, agridem, instigam, duvidam e polemizam? Isso não poderia ser incluído na pauta de algumas das reuniões que acontecem a portas fechadas entre valorosos burrocratas-gestores de cultura? Que tal falarmos do combate à fome, à fome de cultura que extermina diariamente milhões de brasileiros que se alimentam de restos podres de enlatados e plastificados abertos e jogados nos lixões? Que tal tratarmos seriamente da inclusão social, sobretudo da inclusão de criações artísticas que subvertem os valores predominantes impostos, que resistem e questionam? Que tal banirmos essa kultura-Hembratur? Criminoso, nefasto e fascista desprezar produções de uma grande dimensão estética, desprezando também as funções sociais e políticas dessas criações. E são várias, secretário.
Grande imbecilidade manter vínculo placentário com as culturas européia e estadunidense, achando que isso irá minimizar os efeitos de uma sociedade mal informada que produz julgamentos equivocados, tendenciosos, estreitos, hipócritas e exclusivistas. Grande imbecilidade achar que os próximos gestores desempenharão melhor seus papéis. Ou que serão menos devastadores. Ou que abalarão os códigos culturais institucionalizados. Que imbecilidade a minha em ter acreditado nisso um dia.
Infelizmente, estamos condenados a conviver com senhores ensebados com suas jugulares em nossas gargantas e com suas idéias empoeiradas por algum tempo ainda. Felizmente, artista é como barata, rato ou escaravelho, não existe meio possível de exterminá-lo. Pois bem, 2008 está começando, vamos celebrar e cantar juntos o hino do Estado de São Paulo e festejar a sua companhia de dança.
Parabéns.
Sou artista e, portanto, estou condenado a viver para sempre.
Sandro Borelli é coreógrafo.
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Por João Sayad
Começa a Companhia de Dança do Estado de São Paulo.
Por que criar uma companhia de dança financiada pelo governo?
Dançar exige longo treinamento, talento, tenacidade, técnica, comprometimento. A dança exige a vida de quem se apaixona por ela. E, ingrata, abandona cedo os artistas que se dedicaram a ela.
Exige mais do que a juventude do artista - pede palco especial, iluminação, coreógrafos, cenário, músicos e muito trabalho. Sem apoio, a dança virtuosa, maravilhosa, não consegue florescer.
É verdade que existem excelentes grupos como o Cisne Negro, Corpo, Quasar, Debora Colker, Stagium e tantos outros que exibem o talento e, principalmente, o esforço e a perseverança dos artistas que os lideram. A Companhia de Dança se junta a este esforço, trazendo e preparando novos artistas, formando público e criando novas oportunidades aos criadores brasileiros que se agregam à comunidade da dança no Estado e no País.
A dança é expressão artística da Europa, já a partir do século XVII. E, como a música erudita, que atrai tanta gente todas as semanas à Sala S. Paulo, não sobrevive sem apoio público, pelo menos inicial.
Dançar é um dos talentos brasileiros e muitos de nossos bailarinos trabalham hoje no exterior. A Companhia de Dança não pretende ser um mercado de trabalho exclusivo para esses profissionais; ela contratará os melhores artistas, sejam eles brasileiros ou não. Mas ela, certamente, pretende ser uma alternativa adicional.
O lançamento da Companhia de Dança atende exatamente aos objetivos de nossa política cultural:
apoiar expressões artísticas expulsas pelo mercado, pela indústria cultural ou pela moda e que demandam recursos de longo prazo que a sociedade civil não consegue angariar;
apoiar manifestações que fazem parte da tradição artística brasileira, pois aqui encontram artistas e público interessado;
estimular uma linguagem que tem origem na arte erudita da elite européia, mas que vem abrir diálogo com o hip-hop, com as danças da cultura popular e com a dança contemporânea.
O lançamento da Companhia de Dança é parte do movimento de apoio à dança no Estado de São Paulo. Em seguida, construiremos um novo teatro, com as características especiais que a dança exige, no lugar onde está hoje a antiga rodoviária da cidade. Entre as ações que estamos fazendo, aumentamos os recursos de fomento para a dança e enfatizamos a presença de cursos de formação, tanto das Oficinas Culturais quanto nas Fábricas de Cultura.
Boa sorte para a nova companhia! E muito sucesso!
João Sayad é secretário de Estado da Cultura de São Paulo






Muito bom o texto do artista-barata-Highlander Sandro Borelli! Acredito que assim como eu, muitos artistas-baratas fazem coro à sua indignada e justa fala. Precisamos cada vez mais de companhias que paguem bem aos seus bailarinos, isso é muito bom e não me atrevo a discutir, pois também eu quero ser muito bem remunerado pelo trabalho suado que faço. Mas não posso, assim como o Sandro, aceitar passivamente que uma única companhia concentre uma soma tão alta de investimentos de um governo, enquanto os mecanismos de política cultural se mostram defasados, insuficientes em seus incentivos financeiros e inescupulosos em sua formatação e intenção.
Não sou paulista, mas sou solidário à causa, enquanto artista, cidadão e brasileiro. Causa indignação igual ver a empáfia com que o referido secretário de cultura lida com o caso, com colocações descabidas, injustas e até deselegantes. Uma pena mesmo ter de lidar com políticos desse tipo, infelizmente eles estão em todos os lugares e não ocupam apenas o âmbito estadual, tampouco se concentram na pasta de cultura…
Mais uma curiosidade. Há pouco tempo, quando soube do lançamento da tal São Paulo Cia. de Dança, li num site esse mesmo texto, mandado pelas diretoras da Cia. como “resposta” ao texto do Sandro. Uma “resposta” como essa apenas ilustra o quão abertos às críticas e ao diálogo estão essas pessoas, infelizmente.
Continuemos!
Porque criar uma companhia de dança financiada pelo governo?
Talvez porque seja necessário, para o governo, prezar pela sua imagem “virtuosa” e “maravilhosa”! Ter sob a palma de suas mãos uma propaganda de “pontas”.
Dançar exige comprometimento crítico e, sinto muito, ela não é mais e nem será ingrata com seus apaixonados. Ingrata são atitudes como está que extermina a possibilidade de construir arte com personalidade, de construir uma dança que está muito além dessa que comparou-se com a música erudita européia.
Acho importante avisar, porque talvez nosso secretário ainda não saiba, que existe um público de dança que não costuma ir todas as semanas na sala S.Paulo . De que formação de público o Sr. está falando? Ora essa, vamos então fazer uma dança de excelência, como o teatro, e estrear um Reality Show na Globo. Seriam bailarinos enfurnados em uma antiga rodoviária e ganhando 4,5 mil reais por mês para representar todos os artista comuns! Aliás, eles ganhariam muito pouco perto do que o tal programa renderia ao seu empresário! Ops, é melhor eu não dar a idéia.
Quero expressar minha indignação juntamente como Sandro Borelli e Calixto Neto. Não sou bailarino, sou apaixonado pela dança e atualmente pesquisador na área de dança e o que posso ver, estarrecido, é que o o secretário de cultural da cidade de São Paulo deve ser herdeios daqueles que “gerenciaram” o estado no passado, na época da didatura e desenvolvimento da cidade, pois o discurso é o mesmo, preconceituso e fascista maquiado de nacionalismo. Parece que vamos voltar a viver o período compreendido entre 1927 a 1964, no qual se tentou forjar uma cultura nacional utilizando-se do internacional, istro está bastante claro na fala do secretário. Vamos dizer Não ao retrocesso!
O senhor secretário dá uma resposta vazia e sem conteúdo, digna de um belo sono!!
Concordo plenamente com o Borelli!!!!
É incrível escreverem sobre “julgamentos equivocados, tendenciosos, estreitos, hipócritas e exclusivistas”, pensam que estão agindo como? Ou falando de quem? Vcs são assim. Agindo com egoísmo unicamente e sinceramente com a pura inveja. Não pensam no campo que se abrirá para artistas e bailarinos que estão desempregados, sem campo, principalmente com a restrição ao clássico que colocam em todos eventos e projetos…onde encontrar, no “Rumos Itaú?Femininos da Dança.?..e tantos outros pelo Brasil que são direcionados e dão total abertura para investimento, e palco para vcs artistas que hoje não dão apoio aos amigos da classe, estão empregados bem ou mal mas estão e que se danem quem não está…não é verdade? É assim que estão agindo simplesmente. Receberão mais investimentos e recrutaram mais bailarinos? Não , claro. ´Já fizeram uma pesquisa de público para saber que tipo de espetáculo sentem falta para assistir E não precisa ser na Sala São Paulo. Pois é, falta de grandes espetáculos, completos, clássicos, e modernos com virtuosismo, beleza, sutileza, clareza. Nós temos clássicos em cartaz em São Paulo
Será por isso talvez que estão como estão? Se reclamam tanto… da situação atual, que não recebem maior investimento será porquê? Os políticos que são fracos? Por favor, algo precisa acontecer de novo, começar, inovar. Então tá!!! Que venham os fracos, oprimidos, massacrados e exculídos. Chorem!!!
“A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte (…)
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé (?)…”
Será isso que a gente quer?
Foi perguntado a quem?
Quem respondeu em nome das necessidades da classe da Dança?
Estava demorando… para a política invadir os palcos e usar as sapatilhas como armas para exercer uma NOVA DITADURA sobre o CORPO, sobre o PENSAMENTO, uma ditadura de barganha sobre os INCENTIVOS e FOMENTOS que a classe da dança vem lutando (não é de hoje) por conquistar.
Bailarinos, criadores-intérpretes, graduados em dança, pesquisadores em Dança, autodidatas e dentre tantos indivíduos envolvidos e empenhados na realização de estudos sobre o corpo e sobre a dança são desmerecidos… !Excelência não é o que se tem feito?
Produzir, Inovar, revolucionar o pensamento sobre o nosso tempo através de tantos trabalhos de excelência… de tantas companhias de tantos profissonias independentes ou de companhias estáveis? MUITAS VEZES SEM RECURSOS? e quando os dispõe… os RECURSOS são LIMITADOS?
Isso realmente não deve tratar-se de excelência… Estou enganada…
A dança é poder… é PODER-CORPO… Não há equívoco algum nestas ações políticas ” QUEM DOMINA O CORPO EXERCE, PODER SOBRE O CORPO”
Quem controla a dança, quem incentiva a Dança… pode tocar a música ($) que quiser tocar… e cabe ao corpo de baile Dançar… Dancemos então no Silêncio para que corpo algum compactue com esse poder!
Danço minha indignação nestas palavras.
Essa é a cara da dança que se quer vender… que se quer propor, esse é o controle que se dispõe as políticas públicas… Para onde estamos caminhando?…ou melhor para onde estamos Dançando?
Excelência deve ser o que é produzido no exterior…
Exige-se muito tempo para se encontrar uma linguagem, um vocabulário próprio…um vocabulário Brasileiro… um modo de se Dançar com identidade com liberdade… E o que se faz atualmente não é excelência?
É preciso INOVAR a Dança… mas antes de inová-la, antes de (re)inventá-la… Faz -se necessário romper também os guilhões com a antropofagia da dança… Com essa apropriação de tudo quanto não é nosso…e fazer valer… e se fazer dividir… e se fazer ver… o que se faz de Dança aqui…
É a política cultural esperada do PSDB. O que é a OSESP? Como funciona? É isso que querem fazer com a tal Cia de Dança. E ainda no caso da OSESP quem não se lembra: acabaram com a Sinfonia Cultura que era uma orquestra com ótimos músicos, que privilegiava o repertório brasileiro e que realizava concertos populares. Mais do mesmo. Que triste!
É indiscutível a beleza da dança, constituída por movimentos extremante harmônicos, onde os bailarinos parecem flutuar em meio aos acordes.
A beleza da dança é de tal forma significativa, que é possível elegê-la como paradigma para quaisquer situações onde se pretenda demonstrar o valor da harmonia. Uma relação de sensibilidade, como deveria se dar entre os políticos e a democracia, entre os alcaides e seus cidadãos, exatamente o que se espera na administração do patrimônio público de São Paulo.
Como observador e divulgador da arte da dança que sou, estou em compasso de espera para os proximos acontecimentos.
Alias, tenho constato que a classe artística (leia-se “os jovens”) da dança em nosso país está mudando, passo a passo, amadurecendo e não se calando perante novidades e suas inquietudes.
Parabéns ao Sandro pela texto e ao Sr. Secretario pela resposta “Padrão”.
Ivan - Dança Brasil
O que mais me espanta é a visão de mundo e a enorme falta de conhecimento de nosso secretário… Quem são os “melhores bailarinos”? Qual critério de selação para esta cia.? Se eu soubesse dar um “salto mortal”, teria alguma chance de passar na audição? Será que ele sabe quais são nossas escolas de dança, qual pensamento da dança, quanto custa cada aula, e quanto ganha cada bailarino? Será que ele tem idéia de como esses dançarinos conseguem pagar suas contas, comer etc.? E treinar, ensaiar? Ao invés de gastar tanto dinheiro em uma única cia., por que ele não pensa em outras formas de incentivo, mudando nosso país verdadeiramente ao invés de viver numa aparência medríocre??? Quem ele pretende impressionar?
Grande parte de minha dor é ver artistas extremamente talentosos, desistindo de seu talento e vocação por falta de espaço para trabalhar… Quantas vezes me deparei com artistas brilhantes trabalhando em restaurantes como garçons, em recepção, em lojas de shoppping, para bancar sua sobrevivência… Quantas histórias sabemos de artistas que hoje, estão LITERALMENTE na rua como mendigos… Alíás, qual a noção do significado da palavra “trabalho” desse cara???
Com esse dinheiro, daria para investir em inúmeras companhias através de editais, escolas de artes gratuitas para a população (com os “melhores professores” rsrs), e até mesmo, pensando em país, colocar a dança, o teatro etc, como grade obrigatória nas escolas… e tantas outras idéias… resolveria tantos problemas, geraria empregos, cultura, transformaria a formação de caráter de nossas crianças… Quem sabe assim, nossos governantes teriam essa “excelência” tão desejada??? Tiraria os artistas das ruas, recepções e restaurantes… E então, não teríamos apenas uma “excelente cia.”, mas inúmeras… e público também, pois todos teriam acesso á essas artes… Afinal, estamos em 2008, e ainda é uma menoria as pessoas que sabem o que é dança… Vergonhoso, não? Enfim… Não dá para entender esse “Glamour” medíocre, mentiroso e alienado que passa nas cabeças de nossos governantes… Será que ele teve um surto de inspiração dentro de uma apresentação do “Cirque de Soleil”?
Me coloco como exemplo; sou atriz e dançarina. Ah! Também sou garçonete, recepcionista, vendedora, pau pra toda obra… Até agora, só gastei muito, mas muito dinheiro em cursos, faculdade, aulas…. Estou em cartaz no teatro com uma peça desde novembro… até agora, o que eu ganhei de “salário” não paga sequer a minha condução… e garanto que isso NÃO está relacionado a qualidade do espetáculo… Ou seja, pagamos para trabalhar! E eu não vi nosso secretário na platéia em nenhum momento… rsrs…
Obrigada pela coragem de falar por todos nós, Sandro… e que sua crítica alcance o maior número de pessoas possível…
Abraços
Marina Bianco
Caros colegas da dança,
Lí as matérias sobre a criação da São Paulo Cia de Dança. Confesso que levei um susto. Procurei por dias algum comentário mais crítico sobre o assunto, nos jornais, nos sites, na internet, enfim… Nenhum comentário. Fiquei me perguntando… Ninguém vai falar nada?!?!? Até que enfim, começou a discussão…
No meio da crise por que passam as demais companhias estatais, que têm se reunido para tentar encontar soluções para os seus problemas, pra que ter + UMA companhia oficial? Pra que repetir modelos e velhas fórmulas? Por que não ter VÁRIAS companhias oficiais que possam atender à diversidade da dança brasileira? E como determinar o que é “oficial” desta companhia? E a política para a dança, onde fica?
gostaria de ouvir uma resposta das diretoras.
o comentário morto do secretário já existia antes do comentário do Sandro. Vocês não podem responder a partir das questões levantadas? Essa impessoalidade na resposta torna as coisas intactas e a discussão distante. mas é ingenuidade minha achar que existe troca possível. a postura de vocês fica cada vez mais clara.
que pena a nossa…
Concordo com grande parte das manifestações acima, entretanto prefiro ver o lado bom da criação da companhia.
Sou do ”time” que sempre sentiu a carência de mais cias clássicas no país. Morando em SP, eu sinto falta de ver grandes ballet do repertório clássico/ neoclassico com certa freqüência. digo isso honestamente. E pra mim, ver uma iniciativa do governo de criar uma companhia - que dizem eles que vai ser desse porte - e que ainda pretende trabalhar na divulgaçao e educaçao em relaçao a dança, em formaçao de publico, me contentou muito. Digo isso até mesmo pq o publico brasileiro da dança é limitado, chega a ser pequeno, se comparado a outras coisas.
De fato, a forma como isso está acontecendo e o jeito um tanto ”estranho ” do secretario ao lidar com isso nos desanima um pouco.
Mas, por outro lado, ao invés de olhar isso por um viés negativo, talvez seja interessante ver que vantagens isto pode nos trazer.
Ninguém é bobo para não perceber que é uma grande jogada de marketing, se vc é um secretário da habitação nada mais visível do que construir casas populares, um grande projeto de visibilidade , se é da saúde postos de saúde ou hospitais , ou um grande hospital da mulher ( lógico que com o seu nome ou o da sua mãe ) algo que mais cedo ou mais tarde irão se lembrar “olha o grande hospital feito na administração de ….”, se vc é da educação vamos construir escolas , números para constar em sua administração, agora ninguém vai reformar ou fazer funcional as antigas escolas, os hospitais já existentes, os antigos projetos de construção de casas populares barateadas e construídas pelos próprios moradores, ou na área da cultura reformar e fazer viável os antigos teatros (que assim como o Paulo Eiró estão em pé de miséria) ou , incentivar a cultura realmente popular, investir nos centros de lazer e aprendizado aqueles na periferia,isso tudo não daria um ESTATOS tão GRANDE como uma Cia. De Dança e um NOVO TEATRO na sua administração, isso seria realmente algo memorável Para um secretário da Cultura. Mas na minha experiência com o social penso que evidentemente que este dinheiro deveria ser melhor empregado em se pensando na dança ou na cultura no Brasil ou no Estado de São Paulo, porém sejamos realistas se esse dinheiro não for parar neste projeto provavelmente irá para vários bolsos ou melhor, já irá mesmo pois não há obra que não seja superfaturada. Como não bailarina, por enquanto vou torcer para que haja algo de proveitoso para a vida desses bailarinos, coreógrafos, professores, diretores, iluminadores, construtores ,sonoplastas,engenheiros, e finalmente PÚBLICO que irá assistir neste teatro danças Clássicas , Contemporâneas ou outras. Deixo aqui o meu puxão de orelhas a classe de bailarinos cadê a sua organização enquanto categoria? Cadê sua representatividade na Câmara? Quem foi chamada(O) para participar deste projeto? Cadê o conselho de vcs? Acho que é inútil e antiproducente crucificar as diretoras ou seja futuras EMPREGADAS deste processo, e quem não precisa de um emprego?
Elas devem ter qualidades, que superam toda essa polêmica e lá dentro podem até abrir portas para outros projetos e bailarinos etc. E certamente acho que elas devem se colocar, mas sem pressão, sem ser em consideradas pelegas da categoria, isso seria injusto, seria mais correto cada bailarino assumir a sua responsabilidade frente a organização e participação em sua CATEGORIA.
Edna Nunes
Assistente Social
Tenho uma ONG para formação profissionailizante de bailarinos atores, somente para meninos, já que a necessidade de bailarinos homens no mercado é imensa, enquanto que para as meninas, quase não há mais espaço de tantas profissionais concorrendo um espaço no mercado.
Claro que a abertura de uma nova companhia de dança abre nosso mercado. Mas, é muito pertinente a indignação de Sandro Borelli ao se escandalizar com a proposta indescente do governo, em achar que vai solucionar o nível da dança no Brasil ou em São Paulo, com uma companhia deste porte.
Fiquei muito frustrado, pois, do meu projeto mandei 05 meninos para a audição, afinal, quem não gostaria de arranjar um emprego com R$ 6.000,00 de salário? Mas, a audição em São Paulo, primeiramente, foi marcada sábado, com poucas informações corretas no site, não sabiamos se era para enviar a inscrição ou não, enfim, depois mudaram: moças sábado e homens domingo. O horário foi o mesmo. Domingo às 9 horas da manhã, no Sérgio Cardoso. Para os bailarinos de fora, tiveram que madrugar para tentar chegar na hora, e para os meus, por exemplo, foi impossível. Acho que foi tudo muito mal organizado e com horários para quem mora em São Paulo e do lado do teatro, porque, São Paulo, com chuva, domingo, dificuldade nos ônibus, como chegar a tempo?
Além disso, é incrível o que estão fazendo. O esporte conseguiu fisgar um pouco do nosso incentivo fiscal - Lei Rouanet - que levou anos de briga e discussão para que fosse respeitado o direito de captação apenas para arte, já que o esporte tem patrocínio que sobra, investimentos de bilhões… Como explicar o “Cirque du Soleil” apresentar-se no Barsil através do incentivo da Lei Rouanet, pelo Bradesco e o que é pior, cobrar R$400,00 de ingressos. E o brasileiro é tão hipócrita, que todas as sessões estão lotadas. Quando cobramos R$20,00 nos nossos espetáculos, acham caro e não vão. O Sandro, principalmente, sempre se apresenta de graça, porque os projetos dele são prêmios ou tem incentivos municipais. Ou seja, quem faz arte e pública no Brasil? Quem está criando platéia e arte para população? Quanto custará os ingressos para assistir a companhia? E tem incentivo fiscal? Tem patrocínio particular? Estamos de olho.
Com pouco, fazemos muito. Vamos ver o que farão esses milhões para uma única companhia. Se der certo, ótimo, senão, é dinheiro público mesmo, né?
ACORDA BRASIL!!!!
Só gostaria de saber se nosso amigo Sandro fosse convidado pela secretário para dirigir uma cia contemporanea de excelencia( significa, ter estrutura para desenvolver seu trabalho , bom salario para que os bailarinos possam se dar ao luxo de poder se dedicar apenas a sua arte e não ter que se dispor a executar qualquer tipo de “bico”, para ganhar uma graninha), enfim, será que nosso amigo diria…
Muito obrigado pelo convite, mas prefiro que dividam esse investimento para todos os outros nucleos em desenvolvimento…..
Que cara de pau.!!!!!!!
Não é apenas mais uma cia….é uma cia clássica…entendem….não temos aqui, temos nossa cia da cidade, que por sinal é maravilhosa, temos varias cias independentes, que tb são maravilhosas, porque não podemos ter uma cia voltada a essa técnica tão querida por esse brasileiros que tb pagam seus impostos……
Temos varios talentos que deixam nosso país para tentar uma carreira no exterior, não por opção, mas sim por necessidade, ja que no Brasil temos apenas o teatro municipal do Rio de Janeiro com essa linguagem.,….
Vários grupos de dança contemporanea, inclusive a cia do nosso amigo Borelli, são mantidos com dinheiro publico por muitos anos….do que reclamas, quer mais investimento, apresente um projeto , como sempre o faz e peça, não fique criando polemica em cima de algo que esta ainda começando….tem uma proposta coerente e principalmente, otimos profissioanis envolvidos.
Queridos, se as palavras do secretarios foram infelizes, vamos levar em consideração suas intenções, valorizar uma arte (dança clássica), que é altamente criticada por todos os pseudos interpretes-criadores-estudiosos, etc….
coloquem uma sapatilha de ponta e sentirão o que é bom…
Precisamos sim, de uma cia de excelencia….. uma capital como essa merece e esta provando que vai balançar a dança brasileira….começando assim, com toda essa polemica….
Parabéns a todos que apoiam essa iniciativa…
Abraços
Carlos ( professor e pesquisador da dança clássica barsileira )
Acredito em ações políticas que estejam ligadas na construção de uma história legítima e digna, e não na imitação de modelos europeus elitistas que servem estritamente como estandarte de uma pseudo-aproximação com o topo da cadeia alimentar.
Se o senhor João Saad está interessado na excelência da dança no Brasil, que invista tantos milhões na formação de artistas competentes, que sejam capazes não de reproduzir os modelos da Europa e Estados Unidos, mas aptos a fazer suas próprias proposições artísticas.
Mas, numa cultura que despreza a memória e idolatra os feitos grandiosos, é muito mais efetivo criar uma Cia de Dança “pra gringo ver” do que uma Universidade ou Centro de pesquisa e fomento que se dedique à redescoberta e reinvenção da dança brasileira, não como espetáculo divertido que entretem as massas e os turistas, mas como agente político-cultural que aproxima ou distancia um povo de sua realidade histórica, humana, urgente.
E no mais, nossos políticos quando muito estão àvidos pelos louros de reconhecimento que resultam de ações grandosas como esta, mas nunca dispostos a iniciar um processo longo e sério que frutificará a longo prazo.
E viva o descartável, a pompa e o esquecimento que lhes permite continuar sobre nossas cabeças!
É preciso esquecer o medo e relembrar nossas causas urgentes.
Vamos celebrar a ESTUPIDEZ humana, a estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de ASSASSINOS, COVARDES, ESTUPRADORES E LADRÕES
Vamos celebrar a ESTUPIDEZ do POVO, nossa POLÌTICA e TELEVISÂO
Vamos celebrar nosso GOVERNO e nosso ESTADO que não é NAÇÂO
Celebrar a juventude sem ESCOLA, as CRIANÇAS MORTAS, celebrar nossa DESUNIÃO
Vamos celebrar Eros e Thanatos, Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa TRISTEZA, vamos celebrar nossa VAIDADE
Vamos comemorar como IDIOTAS, a cada fevereiro e feriado, todos os MORTOS nas estradas, os MORTOS por falta de HOSPITAIS
Vamos celebrar nossa JUSTIÇA, a GANâNCIA e a DIFAMAÇÃO
Vamos celebrar os PRECONCEITOS e o voto dos ANALFABETOS
Comemorar a AGUA PODRE e todos os IMPOSTOS
QUEIMADAS, MENTIRAS E SEQUESTROS
Nosso CASTELO de CARTAS MARCADAS, o TRABALHO ESCRAVO,
NOSSO PEQUENO UNIVERSO!!!!!
Toda HIPOCRISIA e toda a INDIFERENÇA
Vamos celebrar EPIDEMIAS: é a festa da TORCIDA CAMPEÃ
Vamos celebrar a FOME, não ter a quem OUVIR, não se ter a quem AMAR
Vamos alimentar o que é MALDADE, vamos MACHUCAR UM CORAÇÃO
Vamos celebrar nossa BANDEIRA, nosso PASSADO DE ABSURDOS GLORIOSOS
Tudo o que é GRATUITO E FEIO, tudo o que é NORMAL
Vamos cantar juntos o HINO NACIONAL, a lágrima é VERDADEIRA
vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa SOLIDÃO
Vamos festejar a INVEJA, a INTOLERANCIA e a INCOMPREENSÃO
Vamos festejar a VIOLÊNCIA e esquecer de toda essa gente que TRABALHOU A VIDA INTEIRA E AGORA NÃO TEM MAIS DIREITO A NADA
Vamos celebrar a ABERRAÇÃO de toda a nossa falta de BOM SENSO, nosso DESCASO POR EDUCAÇÃO
Vamos celebrar o HORROR DE TUDO ISSO com festa, velório e caixão
Está tudo MORTO E ENTERRADO agora já que também podemos celebrar a ESTUPIDEZ de quem cantou esta cançaõ
VENHA, MEU CORAÇÃO ESTÁ COM PRESSA
QUANTA ESPERANÇA ESTÁ DISPERSA
SÓ A VERDADE QUE LIBERTA
CHEGA DE MALDADE E ILUSÃO
VENHA, O AMOR TEM SEMPRE A PORTA ABERTA
E VEM CHEGANDO A PRIMAVERA
NOSSO FUTURO RECOMEÇA
VENHA QUE O QUE VEM É PERFEIÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(Legião Urbana)
Parabenizo o Sr. Carlos Peçanha pela sua colocação clara e de muito bom senso. Abre-se mais um excelente espaço para os bailarinos neste país. As propostas da nova companhia são coerentes com a demanda de profissionais capacitados que, ou precisam deixar o Brasil para poder exercer sua profissão, ou como bem o colocou, o Sr. Peçanha, correm de um lado para o outro a fim de sobreviver.
Parabéns ao estado de SP, por mais esta grande iniciativa! A profissão bailarino existe, sim. Por quê desmerecê-la? E o público? O público, adora, sim, assistir a um ballet! nada contra a pesquisa no campo da linguagem do corpo; ela é necessária para o desenvolvimento da dança,sim. Mas…vamos ser mais otimistas!
Quem sabe agora poderemos ver mais talentosos profissionais, artistas de ballet, honrando esta linguagem tão dançada por milhares de jovens espalhados pelo nosso país - um grande estímulo para melhorar, cada vez mais, a qualidade do ensino e da formação profissional de cada um.
Sucesso, São Paulo Cia. de Dança!
Parabéns ao Sr. Carlos Peçanha!!!!!
Desde que o mundo é mundo, exite oposição. Aqueles do contra que têm que colocar defeito e náo vibrar com a felicidade alheia. Não é gastar dinheiro público, é investir em brasileiros que estudaram a dança clássica, o ballet , que nasceu na europa mas aqui se fez e se tem o ballet com a cara do brasileiro, raça, graciosidade, sensibilidade, já admirada e respeitada pelo mundo todo. Mas na real, já viu alguém da chamada dança contemporânea elogiar ou admirar algum trabalho na aréa clássica? Não temos que defender nem justificar o gosto e dedicação a dança clássica, repertórios clássicos nascidos na europaa fazem parte da história da dança, têm que ser remontados, recriados, vivenciados pelos brasileiros sim, além das criações atuais. Sendo assim iremos dicutir a chamada dança contemporâne que fica nua em cena, daqui a pouco vão jogar pedra um no outro e chamar de dança. Pergunta quem entende, que quem gosta deste tipo de coisa…. pouquíssimos.
Façam a sua parte, ‘façam aula, se preocupem com vcs…. A ruindade atrai sabiam……
Eu fico feliz pela atitude do Sandro Boreli de defender os artistas do nosso país, e de todo o povo q é injustiçado. A arte tem q ser valorizada, com amor e respeito e atitudes como a desse homem, pq o artista sabe q o valor a q me refiro vale mais q o dinheiro.
É maravilhoso abrir uma Companhia de daça, ainda mais pagando bem.
Só não concordo da maneira de como está sendo feita.
Para que desrespeitar as outras?
Enfim…Ainda que eu esteja na miséria, na mais pobre casinha falida, há em mim a arte. A arte é uma guerra e é preciso lutar, dar o sangue.
Só o tempo dirá o que vai ser dessa nova Cia! Acredito que tem todas as ferramentas para acontecer, pois tem( MILHÕES)!
Será que os artistas chegarão a desfrutar a ( ARTE)?
vai lá, boa sorte!!!
Acho que algumas pessoas não entenderam ainda, não se trata de ser contra ou a favor do clássico, o assunto é muito mais sério!! Um exemplo bem raso: Com esta verba o senhor secretário poderia abrir pelo menos mais umas 6 cias no estado de SP, pois como foi divulgado, o BCSP trabalha om uma verba em torno de um milhão e trezentos mil reais. Não o fez pq não daria o impacto suficiente e pq não tem projeto sério para a dança.
Sem delírios, por favor!!!
Acho que algumas pessoas não entenderam ainda, não se trata de ser contra ou a favor do clássico, o assunto é muito mais sério!! Um exemplo bem raso: Com esta verba o senhor secretário poderia abrir pelo menos mais umas 6 cias no estado de SP, pois como foi divulgado, o BCSP trabalha om uma verba em torno de um milhão e trezentos mil reais. Não o fez pq não daria o impacto suficiente e pq não tem projeto sério para a dança.
Sem delírios, por favor!!!
Sei que o “marketing” é uma das áreas mais valorizadas pela sociedade em geral já faz algum tempo, mas acho também que é mutio perigosa e vezes desfalcada. Fora que falamos de uma sociedade capitalista onde lucro e interesse próprios estão sempre em primeiro lugar… Mas estamos falando de arte. Não dessa forma massificada que a mídia espalha, e sim como disse o Sandro, como inclusão social, como, um dos melhores meios de se encontrar como ser humano e sobreviver em meio ao caos.
Seria absurdamente triste e avassalador se a verdadeira arte tomasse esse rumos “capitalistas selvagens”.
E a tal Cia da Dança do Estado de São Paulo….
Tantas pessoas me abordaram para perguntar a respeito deste assunto que acho que mereça um comentário a respeito……
Bem. Estou na estrada a mt tempo ! É esperar para crer…. Alem do mais não tem nada aprovado pela assembléia. Isso pode dar tudo em pizza ….
Mas, tantas boas Cias de Dança emergentes no mercado e por que não distribuir esse dinheiro a elas ? Ou será que terá a mesma verba para este destino ?????
A questão acho que é outra na realidade. Estamos em um sistema americanizado e desatualizado de pequenas produções. Um sistema que, como o estado agora, quem ganha na estabilidade e na imagem são eles e não a arte.
Estamos reféns deste sistema que ao que tudo indica está fragmentando nossa classe para perdemos força política ( que já não temos). Para enfraquecermos. Ganham eles e nos ficamos com as migalhas.
Ou será que R$ 60.000,00 de um PAC e a incerteza da maturidade de um projeto é um apoio digno ? Ou o caminho ????
Não estamos aqui falando de mamar nas tetas do governo.
Estamos aqui discutindo política cultura de desenvolvimento sustentável.
Mas por um outro lado esta reação me motiva e anima, pois vejo que quem pensa que estamos cegos, fracos e despolitizados sem enganam.
Tenho consciência que está megalomania nada mais é de um ato de desespero aqueles que não acham mais espaço e estão perdidos.
A soma é o caminho. A troca. A união !!! Não há crescimento sem um movimento de mudanças, sem troca ….
O isolamento é um equivoco lamentável, mas o que esperar de pessoas que acham que ter o poder nas mãos lhe dá garantia de algo ?
Eu sigo caminhando com pessoas que querem troca e movimentar. Sem certezas absolutas e em busca de possibilidade cada vez maior.
Viva a vida, viva a arte do movimento !!!!
Luis cury !
A São Paulo Companhia de Dança chega para cobrir uma lacuna dentro da dança nacional. Isto não é uma negativa ao trabalho que vem sendo realizado por várias Companhias e Grupos Nacionais ao longo de décadas e com grande sucesso, todavia com a concretização da Companhia acontecerá uma maior abertura e valorização para o mercado de trabalho.
Para o pessoal que esta polemizando negativamente sobre a consolidação da Companhia devem ter esquecido que ao longo dos últimos anos foram criadas, algumas leis de incentivo a dança, nacionais e estaduais, prêmios que tem possibilitado ao mercado a não estagnação e ao mesmo tempo propiciado a que profissionais produzam e atuem muito mais. Com a concretização da Companhia, não foi falado por nenhum órgão oficial, que os incentivos, hora concedidos, cessarão de existir.
Muito importante e indispensável para atuar como profissional da dança são as condições técnicas, para que os profissionais se dediquem em tempo integral ao seu ofício, fazendo aulas, ensaios e concentrando-se em um só núcleo de trabalho.
Sobre a remuneração dos profissionais, o que parece em um primeiro momento, um salário exorbitante na área de dança, sabe-se que é um salário razoável em outras áreas.
Conhecendo-se a excelente trajetória profissional das diretoras da Companhia só podemos esperar que a mesma alcance logo uma posição de excelência no cenário internacional da dança.
Além disso, gostaria de aproveitar o espaço de diálogo para chamar a atenção dos profissionais que trabalham com dança para que sejam menos preconceituosos com as denominações de “clássico” e “não clássico”, “modelo europeu” e “não europeu”. Devido a velocidade que a comunicação acontece no mundo as influências acontecem de todos os lados e maneiras e as áreas estão se interseccionando cada vez mais. Deste modo, não tenham dúvida, de que esta Companhia terá uma “cara nacional” e que dançará de uma maneira plural. Na contemporaneidade não há mais tempo para pensar em dança partidária pessoal.
É tempo de unir as forças, os pensamentos e as danças.
Dar respeitabilidade para uma classe que trabalha muito e tem uma vida física, não muito longa, já é buscar excelência.
Parabéns a TODOS os envolvidos e vida longa para a São Paulo Companhia de Dança!!!!!
Sayonara Pereira
parece que a classe artística ainda não compreendeu que a discussão é política e não cerca a questão de preferência de um ou outro estilo de dança (discussão muito rasa, aliás).
ACORDA POVO!!!!!
o que vcs acham que vão assistir na estréia???? O Corsário??? ou Dom Quixote??? vcs são tã cegos que a própria proposta da CIa não é esta!!!!! e se fosse seria lindoooooooooooooooooooo!!!!!maravilhoso resgatar o que é bonito e que fica adormecido!!!!!!mas mesmo assim, não precisaria de tanto dinheiro para isso.
estamos falando de gastos públicos!!!!dos prevalecidos e das pessoas que continuam sobrevivendo, seja na arte, seja na vida, seja onde for!!!!!
estamos falando de injustiça, de pessoas que querem ganhar seu voto de confiança e te usar..e te abusar!!!
infelizmente o Brasil está como está por ainda é preenchido por pessoas como vcs que não pensam, não percebem os jogos, não defendem a vida de todos, só o seu umbigo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vcs falam dos PACS dos Fomentos, mas não percebem que o orçamento que existe para estas leis são divididos entre muitos grupos, muitos artistas que mais parecem espermatozóides a busca da sua única oportunidade de vencer!!!!!!
o momento agora é de se unir!!!!
de tentarmos conquistar aquilo que sempre sonhamos…
e não de discutir quem são os melhores (uma grande perda de tempo, aliás)!!!!
resposta do Secretário de Cultura João Sayad sobre crítica do coreógrafo Sandro Borelli - folha de sp 28/02:
” Ele dia que os r$ 13 milhões destinados a SP Cia. não é um disparate porque queremos profissionais dedicados”
Uma pergunta senhor secretário: vc considera os profissionais da dança pessoas não dedicadas ao seu trabalho porque não possuem uma verba desta ??????
Me desculpe, mas o senhor não sabe o que é ser artista.
Estou acompanhando toda essa situação que cerca a nova cia de dança de São Paulo, mesmo que um pouco mais de longe. Havia recebido há um tempo atrás o texto do Borelli por e-mail e depois vi que estava no idanca.
Moro em Natal, e é revoltante ver que esse tipo de “política cultural de marketing” acaba acontecendo em todo o país. Somas, números, dados… impressionar é o que eles querem. Querem é ter o que mostrar como grande feito, como “investimento e resultado”, sem terem o menor conhecimento de causa.
Aqui também estamos nessa. Grandes “investimentos culturais” em “roubadas” maiores ainda, em grandiosos processos e eventos que rendem muita propaganda, muita especulação… mas que depois de realizados se dispersam como fumaça. Não há formação, não há pensamento, ideal. Não se reflete e/ou se discute sobre nada! Existem meras execuções, que rendem dados. E p[r]onto.
E quando eu penso me indignar o suficiente por aqui, leio uma “resposta” de um secretário de cultura que vem falar de “dança ingrata”, “juventude do artista”, “dança virtuosa, maravilhosa”… citando os exemplos que citou sobre o que considera serem OS grupos que representam a dança brasileira… que vem falar de “melhores artistas”, como se eles pudessem ser analisados e comparados assim, como produtos numa prateleira de supermercado. A sensação é de sufocamento.
Diante de tudo isso, o que posso esperar é que pelo menos essa situação sirva pra provocar, pra chacoalhar mesmo a classe, pra abrir discussões como a que está acontecendo agora, e o que posso fazer… é continuar… continuar fazendo, provocando, trocando, aprendendo, criando, dizendo… continuar sendo artista.
Continuemos, todos nós, que estamos “condenados a viver pra sempre”.
Esse discurso do secretário, com tom de romantismo e ingenuidade sobre a dança não convence. É muito dinheiro para uma cia. só! Quantos equívocos!
Será que uma proposta como a da São Paulo cia. de Dança, se fosse de um grupo independente de São Paulo, ganharia um PAC?
Com tantas coisas que são avaliadas nesses editais, como anos de atuação do grupo, pesquisa de linguagem, objetivos, originalidade, justificativa, ORÇAMENTO, etc?
E esse discurso irreal, a falta total de noção sobre o que é a dança atualmente no Brasil e indo menos longe, em São Paulo é para ser engolido pelo jeito, pois não faz nenhum sentido.
Com relação à escolha do elenco, não importa que as audições sejam voltadas para pessoas com formação clássica e que depois articularão com hip-hop, danças populares e contemporânea. A proposta da São Paulo cia. de Dança (segundo o discurso do Sr. João Sayad) não é contemporânea. É retrógrada e se distancia de todas as transformações que já ocorreram na dança brasileira (e que não tem mais volta).
Em qualquer linguagem artística, atualmente, uma proposta como essa não faz muito sentido e a “São Paulo cia de Dança”, desde sua invenção, não parece representar a dança paulista e muito menos a brasileira. Pra variar supervaloriza o que vem de fora do Brasil. Que vergonha.
Talvez esta cia. poderia representar alguma coisa neste formato que está, se estivéssemos a algumas décadas atrás (e olhe lá)
“Dançar exige longo treinamento, talento, tenacidade, técnica, comprometimento. A dança exige a vida de quem se apaixona por ela. E, ingrata, abandona cedo os artistas que se dedicaram a ela.(…) Exige mais do que a juventude do artista - pede palco especial, iluminação, coreógrafos, cenário, músicos e muito trabalho. Sem apoio, a dança virtuosa, maravilhosa, não consegue florescer.”
“Dança ingrata”? É pra rir? Comprometimento, dedicação, técnica, talento? Ele sabe o que está dizendo? Ele conhece o cotidiano de quem tem a dança como ofício e consegue conciliar o ensino, a pesquisa, a criação, o estudo, a produção? Isso é virtuosismo também! Haja talento para aqueles que vivem de dança com a política cultural que temos.
A única coisa que dá para concordar, em tudo que o secretário disse, é que sem apoio a dança não pode “florescer”, mas retiro todos os adjetivos que ele deu à Dança e à profissão do bailarino, já que são adjetivos antiquados que renderiam uma longa conversa sobre o quão pessoal e fantasiosos são eles, e portanto relativos. Vemos talento, comprometimento, tenacidade, perseverança em muitos artistas que não realizam piruetas na ponta. E vejo muitos bailarinos virtuosos tecnicamente que são inexpressivos. Isso existe em qualquer área profissional e artística. Este tipo de preconceito sobre corpo do bailarino é tipico de quem não acompanha as transformações e os acontecimentos.
Bom, como se esta discussão fosse dar em alguma coisa realmente positiva e fértil, finalizo com muitos adjetivos para os argumentos dados pelo secretário e a verba muito mal distribuída.
Pois é, mais uma forma de camuflar a incompetência do governo em relação à cultura, cidadania e inclusão, novas oportunidades, novos olhares.
Estamos vivendo mais uma vez ( e quando é que isso vai mudar???) com as raízes do oportunismo e interesse de minorias e empresários que estão nem um pouco preocupados com as raízes nacionais e sua formação profissional seja ela técnica, artística ou mesmo de formação básica.
Ao invés de criar políticas que estimulem os profissionais , que durante anos tem se dedicado ao desenvolvimento das artes através do esforço lateral humano, da batalha de alimentar um leão a cada dia (pois o pouco qr
É preciso acordar para o que temos de especial: Os profissionais que realizam sem ficar de braços cruzados mas que esperam o reconhecimento com melhores condições de trabalho, dignidade profissional e respeito.
Existe uma banalização do trabalho artístico gerado pela cultura do apadrinhamento premiado, com interesses embutidos.
É necessário se respeitar o que já conquistamos e dar espaço para esses empreendedores culturais e artísticos mostrar os resultados.
Quer usar da política pura para “transformar” a hipocrisia econômica em benécias culturais? Antes disso há que se olhar para os que dedicam a alma, o corpo e a vida em prol da cultura, da dança, do teatro, das artes .
Nós somos mesmo sem o olhar dos governantes, mesmo sabendo que somos um número social, um RG e um CPF, e principalmente um Título de Eleitor, ainda assim somos pessoas com esperança, seres humanos com sonhos, fantasias. E pisamos numa terra em que a lingua oficial é o português. Somos de paz. Abrimos as portas para todas as culturas mas pra quê esquecer da nossa raiz?? dos nossos valores humanos??? Se a valorização lá fora é possível precisamos estimular aqui. Temos esse direito.
“bom o q dizer?mais uma vez vemos o fútil passando por cima de um pais q busca desesperadamente se impor culturalmente através das sementes de uma possivel cia de danca(nada contra a excelência do elenco),mais para se fazer arte com excelência é nescessario tempo não rótulo!!!!O BCSP por exemplo após 40 anos e com tanta história e arte oferecidas a POPULAÇÃO(de sp e do mundo) ainda tem q seguir firme justificando sua existencia.Como fazem arte de excelência não precisam se envolver em td isso, parabéns bcsp!!!!Como bailarino (em plena atividade) o que me deixou surpreso foi a falta de interesse em nossos valores culturais q seduzem e instigam os artistas do mundo a pesquisarem nossas tradições não ter despertado o interesse de pessoas tão inteligentes e excelentes como nosso secretário de cultura e diretores da CIA a iniciativa de pesquisar a fundo a trajetória da DANÇA brasileira através de suas companias excelentes e tradicionais.Como se não bastasse a inseguraça é tão explicita , que com tantos profissinais(brasileiros) disponiveis ,os diretores importaram artistas!!!!isso e q pode se chamar de falta de credibilidade nos seus,q legal!!!!!!Será q o único objetivo desse empreendimente ($)é evitar a evasão de nossos talentos CLÁSSICOS? Espero q não…
Cesar
Antes que nada me disculpo no pueda hacerlo en vuestro idioma aunque pretendo tanto como el colega Sandro Borelli tocar fondo con mis palabras.
Es mas que auspicioso en una ciudad como São Paulo florezca una nueva Cia de Danza en un pais danzante por naturaleza,con jóvenes bonitos y entuciastas,creativos,completamente desolados,habriendole pecho a la desazón de no saber que hacer.
Acredito en la idea de una nueva agrupación aunque habria que estar atento después de octubre si la verba generosa del gobierno de estado para la cultura continuará de manos tan abiertas.
Los mayores movimientos culturales en el mundo siempre surgieron de los grupos independentes,de personas comprometidas con su razón de vida.
Deseo no sea ésta otra estrategia mentirosa(mas) de este tiempo de culturosos e incapaces de entender la realidad de un pueblo todo,lo deseo tanto como los 37 jovenes seleccionados y esperanzados en poder ser un poco mas ser-vibles y menos desacreitados.
Con 13.000.000 millones cualquiera es Gardel….y maquillados somos todos perféctos.
A los directores-gestores e ideadores de esta propuesta toda los reverencio por tamaña osadia…..aunque con ciertas dúvidas de hasta cuando será que este sueño durara si se habraçan al gobierno.
Exito ya tienen…..al menos una pequeña porción del pueblo brasilero sabe que el Estado de Sâo Paulo ‘esta haciendo cultura’,repartiendo a su modo mucho para pocos y poco para muchos.
Héctor Bohamia.-
OI Sandro!
Eu li o texto e fico pensando o quanto prefeitos, governadores são equivocados ao escolher pessoas sem o menor conhecimento de causa para cargos que exigem muito mais do que conhecimento burocrático, e muitos não tem nem isto, de modo que não apenas os artistas sofrem com políticas burras ou nem isto e a população que fica cada vez mais a mercê da novela das oito e dos Big Brothers da vida. E não há diferença, o equívoco- termo gentil- acontece tanto numa cidade como São Paulo, que é um grande centro - o que já seria absurdo e replica em cidades menores que poderiam ter, teoricamente, menos informação.
Por isto que eu creio no artista cada vez mais independente. Os grupos e associações só devem existir para reafirmar a independência.
que legal!!!!uma cia com um elenco gigante com um apoio financeiro generoso…azar o nosso, estudantes universitários de dança, que nos dedicamos à pesquisa em dança, que pensamos e estudamos.Azar de nossos professores doutores que estão há anos desenvolvendo uma pesquisa que fora da Universidade não tem valor.Não subimos necessariamente nas pontas.Alias, pelo contrário, estudamos a dança com pés no chão, a dança do corpo brasileiro que fala da cultura popular brasileira, que fala dos dias de hoje.Não que apenas abre diálogo p/ estas outras linguagens a partir de uma cultura erudita da elite européia.Que pena desperdiçar a nossa própria cultura em virtude de um virtuosismo europeu, que não acho ruim, mas sendo uma cia estatal, pq ñ valorizar a dança que fazemos com excelência?a Dança, pesquisada?Mas eu sou brasileira, estudante e pesquisadora e não desisto nunca…não discordo da criação da Companhia, fico feliz aliás com a abertura de um novo espaço…mas existe muito mais dança entre o céu e a terra do que sonha muitas vãs filosofias.
Acho que parte da política de fomento a dança (real fomento) seria a substituição imediata do senhor João Sayad. Já ajudaria muito a dança a se valorizar, por que isso que ele está fazendo é um soco na auto estima de qualquer grupo sério de dança com mais de 5 anos de estrada
Eu sou da Cidade de Aracaju, capital do menor Estado da Federação, Sergipe (para quem não estudou geografia), estou aqui em frente ao meu computador lendo todos os comentários em relação da SPCD e fico imaginando se esta iniciativa tivesse uma verba muito menor que a proposta, como por exemplo a verba recebida pelo Ballet Stagium (fornecida pela revista Bravo!) de R$700 mil por ano, para pagar todo os funcionários. Eu sei que o Ballet Stagium é uma instituição privada, mas vale lembrar toda a contribuição que o Décio Otero e a Marika Gidali deram ao nosso país. Que grande Cia. de Dança do porte do Stagium, dançou em barcas nas margens do rio São Francisco (se tiver me avisem para não falar besteiras)? Qual Cia. de Dança hoje no Brasil tem a preocupação na formação de seu elenco? Na cotinuidade do seu trabalho? Ninguém quer formar seus bailarinos, todos querem corpos prontos. Pelo que eu entendi a SPCD tem além desses outros objetivos, que é de trazer Ballets de Repertório para o público brasileiro, forma platéias e em seu projetos, criar um teatro que atenda as condições para uma Cia. de Dança.
Fico triste em saber que Cias. do “eixo-pensante e cultural” do nosso país estejam ”brigando” sobre o valor de editais. Imaginem que na minha cidade, Capital do menor Estado da Federação, 1 edital foi aberto este ano para dança, com um valor, que comparado ao do “eixo” é meramente ilustrativo.
Vamos parar de reclamar dos outros, da gente. Vamos olhar este projeto com outros olhos, uma maior propagação do nosso trabalho, uma disseminação da arte de dançar, da forma que ela seja, com suas regras, suas contrações, seus relaxamentos, seus questionamentos, ou simpletemente um afago aos olhos.
Lembrem-se sempre tem alguém em situação pior que a sua.
Parabéns ao Secretário de Turismo do Estado de São Paulo. Há muitas reclamações, reivindicações ditas aqui, mas o Rio precisava de alguém com a mesma iniciativa e visão de gestor publico;
Acho que o coreógrafo Sandro Borelli está viajando…
PARABÉNS SR. CARLOS PEÇANHA
[...] afirmando ser esta “a menina dos olhos do secretário”. Vale a pena lembrar da polêmica ocorrida no início do ano envolvendo a criação desta [...]