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Passados sete anos desde o início do projeto Quadra Pessoas e Idéias, em Votorantim (interior de São Paulo), o núcleo de dança mantido pelo projeto sofre uma grande ruptura. Dia 15 de fevereiro, 12 jovens deixaram o grupo para formar o coletivo O 12.
O Quadra nasceu em 2001 com o objetivo de promover o desenvolvimento de jovens através das artes. Com o apoio da Secretaria de Cultura e de empresas locais, foi criado dentro do projeto o Núcleo de Dança Votorantim, que oferece aulas de dança e encontros para leituras, debates e ida a espetáculos. “Nosso trabalho é baseado numa convivência muito intensa”, afirma um dos coordenadores do núcleo, Marcelo Proença (leia o artigo A dança e as relações de convívio, de Lilian Vilela, sobre o projeto)
Ao formalizarem a saída, os 12 dissidentes - como eles mesmos se intitulam - distribuíram, via Internet, o manifesto intitulado Tributo à Autonomia contendo os motivos da saída e os novos projetos do coletivo. Leia o texto abaixo:
“Tributo à Autonomia.
O desenvolvimento dos sistemas vivos implica em que deles, a certa altura, se desprendam as partes que amadureceram na conquista da sua autonomia. É a situação em que nos encontramos, nós 12, que assinamos este manifesto, nesse momento. Justamente por isso, precisamos tornar essa situação pública. Porque desejamos começar já compartilhando com todos - os do passado, os do presente, os do futuro. Nós estamos engajados em construir um espaço para a nossa autonomia. E desejamos que esse espaço seja aquele onde:
• A MANIPULAÇÃO DA AUTONOMIA ALHEIA VÁ PRA “TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ”.
• CADA QUAL ENXERGUE O HORIZONTE QUE CONSEGUIR.
• CADA QUAL FAÇA O QUE PODE, POIS NOS PARECE QUE CADA UM SÓ FAZ NO MUNDO O QUE PODE FAZER.
• SE PENSE “EM AGRUPAMENTOS DE HOMENS E DE IDÉIAS COMO COMPARTILHAMENTOS NORTEADOS PELA SINGULARIDADE” (frase de Christine Greiner no prefácio do livro Teoria do Conhecimento e Arte, de Jorge Albuquerque Vieira) .
• CADA UM SAIBA QUE TEM O SEU UMWELT (termo alemão, cuja tradução aproximada é “o mundo à sua volta dentro de você”) E NÃO ACEITE QUE LHE DIGAM O CONTRÁRIO.
• CADA QUAL ESCOLHA O QUE VAI VESTIR.
• CADA UM ABRA OS OLHOS, DEIXE A INGENUIDADE DE LADO, MORRA DO SEU PRÓPRIO VENENO, INVENTE SEU PRÓPRIO PECADO.
• AS RESOLUÇÕES DE UM COLETIVO SEJAM, DE FATO, DECIDIDAS E ASSUMIDAS POR CADA UM DO COLETIVO.
• SE PRODUZAM IDÉIAS SOBRE VIVER, E NÃO PARA SOBREVIVER.
• AJA!
Votorantim, 04 de fevereiro de 2008. 22h35.
“O 12”
Preta Ribeiro, Lucas Amorim, Rafael Brícoli, Thiago Alixandre, Vera Almeida, Ariane Sampaio, Guilherme Souza, Lidi Domingues, Mari Mendes, Douglas Pereira, Tati Almeida, Lúcia Floriano”
Segundo Thiago Alixandre, um dos 12 dissidentes, há alguns meses as divergências com o estilo de trabalho aplicado no Quadra foram crescendo e acabaram por unir mais o grupo que viria a sair do projeto. “Não concordávamos com algumas posições políticas, com a forma de entender coletividade e com a formação artística. A partir daí, passamos a ler sobre a teoria geral dos sistemas e acabamos por unir teoria e prática com a formação de O 12“, explica Thiago. Nossa grande conquista com a saída do projeto Quadra foi com relação à individualidade. Está sendo muito transformador ver o desenvolvimento das pessoas preservando suas particularidades, qualidades específicas. Antes era tudo muito igualitário”, atesta.
Do outro extremo da questão, Marcelo Proença se diz feliz com a criação de O 12. “Sentiremos muitas saudades de todos, mas a saída é normal com o amadurecimento deles. Eles vão reforçar a luta para a criação de uma política cultural pela dança na cidade”, afirma Marcelo.
O coordenador garante que não vê como afronta nem confronto de idéias a saída do grupo nem a distribuição do manifesto pela cidade. “Lendo o manifesto, percebe-se que há muito das idéias do Quadra nele. São interpretações diferentes de um discurso muito parecido. É normal que eles tenham necessidade de procurar um caminho totalmente novo, mas como o passar do tempo, eles acabam retomando o pensamento anterior. Vários artistas já foram embora do projeto e hoje estão trabalhando com a gente de novo”, argumenta Marcelo. Com a saída dos 12, o núcleo de dança hoje é formado por 14 jovens, além dos cinco coordenadores do Quadra (Rodrigo Chiba, Lidi Nascimento, Denis Oliveira, Felipe Vian e Marcelo Proença).
Além de distribuir o manifesto, o recém-criado coletivo também vem promovendo manifestações artísticas em espaços públicos de Votorantim. “Em uma das manifestações, os bailarinos aparecem lendo livros em vitrines de um shopping”, exemplifica Thiago. “Estamos ensaiando um espetáculo para, no futuro, apresentarmos em Votorantim e em outras cidades.” É apenas no começo.
Por Isabella Motta, do Idança




Toda separação recebe parcelas de “dor”…
Fragmentar sem sangrar, seria impossível…
no entanto, o crescimento inevitável agrega sintonias.
E passo a passo, iniciamos outras jornadas… pois novas escolhas estarão acontecendo…
Então seguimos adiante ,agradecendo a oportunidade que Deus nos oferece a cada dia ,para a nossa própria evolução e do grupo ao qual, pertencemos no momento.
Quero crer que os grupos possam desenvolver trabalhos lindos e que ambos consigam superar todas as crises e conflitos ,que são gerados excusivamente, porque possuem uma diversidade de componentes únicos e de grande relevância.
Torço de verdade por todos!!! Que Deus nos ilumine e o anjos digam amém!!!
Stella Maris
Bom…
eu tive a oportunidade de estar com eles antes de sairem do quadra e aposto q eles estao mandando mto bem com grupo O 12 pois eles sao pessoas maravilhosas q estao disposta a te ajudar msm nos momentos dificeis
q Deus possa estar abencoando vcs
obrigado pro tudo q vcs fizeram por e por todos
obrigado
É e acredito que vá longe ein!
Sompre acreitei em vcs…
Parabéns por estarem conseguindo!
E que Deus continue abrindo caminhos para vcs.
Bjoos
Letícia
Para um bom começo devemos elencar tudo oque NÃO queremos para nossas pesquisas e também para nossa VIDA.
Muito bom ler o manifesto e sacar sobre coisas que diz respeito a todos, e principalmente entender que autonomia esta ligado com coisas que construimos com nossas realidades “VERDADEIRA”e essencialmente com nossa liberdade MORAL e intelectual.
E a maior felicidade para nos artistas e perceber o sazonamento de todas essas IDÉIAS E PESSOAS.
Estou muito feliz e desejo toda sorte do mundo!
beijos grudentos de palavras!
Hércules Soares.
oi meus queridos
que bom que tudo está dando certo
e este novo coletivo que está surgindo é uma
prova de que o caminho é esse
acreditamos na autonomia e no coletivo
então bola para frente
o que esta acontecendo, em algum momento tinha que acontecer
voces cresceram
sorte para vcs
qualquer coisa estamos aqui
bjs
angelo e ana
Acheii muito legal a ideia do “o 12″.
É uma idéia inovadora que partiu de um grupo com idéias em comum,como normalmente ocorre,pela ordem natural das coisas.
Creio que o “desprendimento” da Quadra não siginifa um sinal de protesto,mas como eles mesmo dizem,um sinal de amadurecimento individual cultural de cada um.
Boa sortee nesse novo começo,que muitas vezes são dificieis,mas como dizem,”depois da tempestade vem a bonança..” e parabéns pela idéia inovadora,quem ganha com isso são todos os apreciadores da cultura e da dança,principalmente os moradores votorantinenses !
uhu ! Viva “o 12″ !
bejones*
Pedrico.
Para todas essas pessoas do Coletivo O 12;
Estamos sempre em movimento: recomeçando, recriando-se, reiventando-se; mas nem sempre percebemos que assim o fazemos.
RECOMEÇAR
Carlos Drummond de Andrade
Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário
Recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender a
pintar… desenhar… dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? besteira…
tem tanta gente que você afastou com
o seu período de isolamento…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para chegar perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Vá alto… sonhe alto… queira o melhor do melhor…
queira coisas boas para a vida…
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos…
Se pensamos pequeno… coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e
principalmente lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
jogar fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes…
fotos… peças de roupa, papel de bala…
ingressos de cinema… bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida…
para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas
e muitas vezes… afinal de contas…
Nós somos o Amor…
Recomecem e movimentam-se, vocês são muito capazes.
Abraços pra todos deste mineirin!!!
Carlos Passos (Flux Cia de Dança - Ipatinga-MG.)
A autonomia é sempre relativa. Embora o senso comum ainda a entenda como individualismo, ausência de regras, de fato, a autonomia agrega sempre um outro( em meio ao ambiente), a alteridade, a compreensão de que as trocas importam e são importantes.
Ao ver o Quadra numa apresentação especial em Votorantim, junto ao grupo CEC/PUC-SPem 2004, fui tomada de uma emoção enorme, a qual foi ressonante em todo o grupo: jovens artistas-criadores dançavam os seus pensamentos e idéias, construindo algo muito bom de se ver. Jovens coordenados por outros jovens, mais maduros, e com o empenho claro no discurso de dança, de promover autonomia, a qual podia-se ver já emergente nesses jovens dançarinos do Quadra.
Que essas novas autonomias se estabeleçam como vetores naturais de uma rede que permanece formando uma boa ‘vizinhança’. Pois a autonomia, na teoria geral dos sistemas, precisa de provisão do ambiente. E esta só ocorre por interação.
Ao meu ver não há perdas, somente ganhos: O Quadra fez nascer doze autonomias.
Sorte!
Que ótimo que tudo aconteceu desta forma, primeiro pela autonomia que adquiriram e segundo por ganharmos mais um grupo disposto a lutar não só pela dança contemporânea, mas tbem pelo interior.
Conheci vcs antes, e sabia que mais dia, menos dia isto ía acabar acontecendo.
O ser humano busca o crescimento e desenvolvimento para se sentir autônomo, impulsionado por seus desejos, seu próprio desenvolvimento e necessidades biológicas e por exigência do mundo externo.
Boa sorte!
Mônica Ferraro
Meus caros,
Tive o prazer de conhecer o trabalho do Quadra, Pessoas e Ideias e saibam que creio no potencial espetaculas de cada um dos quais pude presenciar o trabalho. Acredito e tenho fé também que o desenvolvimento de cada grupo será, enfim, tão grande quanto o que desejo!
Aos que sairam desejo a força e a determinação, a perseveramça e a garra p’ra trilhar um novo horizonte e fazer crescer este nome que a pouco, tanto já me chama a atenção. Aos que continuão um caminh, árdu, porem grandioso e compensador, que a falta, e a pitada de saudade, dos 12 sejam motivos para crescer e aprender com o crescimento de cada um. Que as vitórias, e as inevitáveis quedas, sejam, também e então, motivos de espelho, e que a fé num amanhã diferente nunca lhes falte.
Deixo aqui caloroso abraço e que, talvez um dia, eu possa conseguir voar tão alto quanto os que me inspiram: vocês.
Tudo de bom.
Paz, bem e bom humor,
JMF. Ituiutaba - MG
Sinto que esse grupo ainda vai crescer muito!
Desejo toda sorte a vocês.
Que bom saber que em Votorantim existem grupos que pensam e vivem a dança de um jeito legal, PARABÉNS!! pela iniciativa do O 12, é de grupos assim que a dança precisa para continuar crescendo e se discutindo sempre em favor da Arte da dança.
Éssa é uma boa iniciativa a ser seguidas por muitos outros núcleos no País, chega de ter que pensar sempre igual a alguém vamos tomar nossas proprias iniciativas.
Olá aos 12!
A última vez que postei um comentário aqui ainda não havia a dissidência. Vejo que muitas coisas aconteceram desde que estivemos aí no ùltimo espaço solúvel (maio de 2007) fico feliz se tivermos conseguindo colaborado com algo para a nova fase de vida e de trabalho.
Colocamos para vocês várias questões, lembram? Refaço aqui as principais:
1. O que é para vocês troca, intercâmbio de idéias?
2. O que é uma relação sem hierarquias?
3. O que é um coletivo?
4. Qual é a eficiência e o limite das idéias instantâneas? Para quem elas são úteis?
5. Qual é o alcance das idéias no seu estado bruto?
6. O que significa improvisar?
e agora …. como me responderiam? muita coisa mudou?
Sucesso na nova empreitada, “para frente, sempre, avançando!”
beijos,
helena
Sim Helena querida, desde o Espaço Solúvel, não paramos de pensar nessas indagações que você recoloca agora.
Antes de mais nada, te agradecemos a oportunidade de falar delas, já começando a praticar a de nº 1, que é central no que nos move: a troca, o intercâmbio de idéias, como fazer disso uma prática diária, como criar modos operacionais para que a informação não tenha dono, mas circule sempre sem ninguém no posto do seu controle e da sua distribuição. Daquela ocasião, em maio, para cá, tudo foi ganhando mais clareza. Hoje sabemos que o que foi colocado foi tão pertinente que acabou por desencadear um processo de conquista de autonomia para quem conseguiu refletir sobre as perguntas que vocês, artistas convidados para o Espaço Solúvel, nos fizeram. Dizemos isso, pois acreditamos que nós, humanos, quando recebemos informações novas, de fontes novas, de origens novas, de perspectivas diferentes, estocamos informação. Quando usamos nossa memória para relacionar os pensamentos já transformados pelas informações novas com as ações do passado, fazemos o exercício de buscar coerência. E são justamente esses ajustes que, quando não são mais possíveis, que nos põem em um processo de transformação que nos faz buscar entender as razões dessa transformação. Esse processo vai construindo um olhar um pouquinho mais amadurecido e, por conta de tudo isso, vai promovendo autonomia.No nosso caso, foram reflexões tão fortes que não podiam mais ficar só na nossa conversa, e nos fizeram agir.
As questões que você levantou são absurdamente pertinentes para nós neste momento. Estamos justamente trabalhando cada uma delas em um processo de descobrimento do que realmente queremos praticar como coletivo, com que tipo de hierarquia queremos conviver nesse nosso novo coletivo.
Pensamos que as questões 4 e 5 dizem respeito a um tipo de entendimento de dança que tem a ver com o nosso passado e delas não estamos nos ocupando nesse momento. Já a última, a da improvisação, essa nos toca muito. Afinal, improvisação é uma atividade que mexe com mudança de padrões - um assunto muito, muito importante para nós.
Embora nossa formação não permita que saibamos como responder muito bem a cada uma das questões neste momento, nós já sabemos que é o fazer que vai deixar claro o nosso entendimento sobre temas tão importantes - tanto para nós quanto para todos os que souberem de nós. Já estamos trabalhando nessa direção. Para isso, cuidaremos de nossa educação artística e intelectual, que se processa também sempre que acontecem trocas como essa que estamos fazendo com você, a partir de agora.
Queremos aproveitar para dizer OBRIGADO a você e aos outros artistas convidados para o Espaço Solúvel pelas imensas contribuições que trouxeram e que promoveram em nós, do o12, a inquietação crítica da qual não queremos nos separar.
o12
Olás para os 12
Tem uma hora que realmente é preciso tomar o próprio caminho, desenvolver artisticamente as questões que, depois de um longo período, ficaram somente no campo das idéias. Mas artisticamente, como projetá-las ou melhor: a partir delas, o que poderá surgir? Procurem entender a peculiaridade deste grupo que se formou: desejos, anseios, dúvidas… acho que este meu pensamento sempre foi muito claro diante de vocês (como no último encontro que tive com vocês em maio de 2007 quando ainda eram integrantes do Quadra), estando eu sempre desejoso de vocês a elaboração e o aprofundamento de suas questões no campo da arte e sem entrar na fórmula coletivo=uniformização. Estudem, leiam e vivenciem e “banquem” suas vontades individuais e grupais. E acho que isto já começou acontecer com a formação dos 12, não é? Individualidade não é individualismo, mas sim a busca de enxergar seus limites e qualidades relacionalmente, sempre na troca com o outro sem “mediadores”. Acredito eu.
Sucessos!
bjs
André Masseno
“passamos a ler sobre a teoria geral dos sistemas e acabamos por unir teoria e prática” (…)
seria até romântico…
mas desculpem, não acredito em coisas assim. De qualquer forma, … caminhem
abs
Autonomia é um processo!!!!!!! como Guattari e Deleuze, tudo é coextensivo a tudo, a idéia de totalidade, unidade e sujeito estão na miltiplicidade; Vejo que O 12 é uma das realidades existentes em Votorantim, é importante reconhecer realidades como esta, mas se perseber enquanto grupo demanda tempo, principalmente quando se desterritorializa, quando se muda de natureza, no caso O 12 se tornou uma outra conecção de multiplicidades que rompi com um território construido para formar um outro e este virá a romper e desterritórializar…. conceitos firmados por Deleuze e Guattari que ao meu ver explica este posicionamento radicalista mas natural por se tratar de coletivo!!!!
Por falar em autonomia, quem sabe estes artistas estao em busca de trabalhos individuais e sempre faz bem mudanças …….
visitem o site do zikzira espaço açao, vale a pena!
Em 2008, o espaço dá continuidade a seu programa variado e internacional chamado ‘ação contrária’, apresentando o projeto Solilóquio, onde demonstra o não confinamento nas suas formas de abordagem cênicas; dando a oportunidade para artistas que tenham uma característica singular a realização de cenas individuais, onde a forma dramática do discurso em que o corpo extravasa de maneira ordenada ou não, os seus pensamentos e emoções em monólogos ou solos, sem dirigir-se especificamente a qualquer ouvinte, criando assim um tempo no espaço onde o privilégio de testemunhar um ato de ações físicas se torna público. Todas as apresentações são gratuitas.
Inscrições abertas até dia 31 de maio de 08 (data de postagem para DVD’s enviados pelo correio) para artistas que tenham interesse em apresentarem trabalhos que tenham as características do projeto.
Acesse o site http://www.zikzira.com/actionspace
Oi Isabella, Sou aluna do 4ºano do curso de Dança da Faculdade de Artes do Paraná. Que bom saber que em Votorantim existem grupos que pensam e vivem a dança. Creio que essa atitude de mudar de grupo foi a melhor já que não concordavam com algumas posições políticas. Essa saída serve de amadurecimento para todosalém de reforçar a luta para a criação de uma política cultural pela dança na cidade.
Abraço.