Espaço fechado para a circulação pública há cerca de 10 anos, a passagem subterrânea entre o Viaduto do Chá e a Praça Ramos de Azevedo, no Centro de São Paulo, será ocupada pelas inquietações artísticas de três grupos de dança nos próximos dias. De sábado a terça-feira (12 a 15/04), quem passar pelo local poderá assistir à intervenção cênica A Última Palavra é a Penúltima, encenada pelo Teatro da Vertigem (SP), a companhia Zikzira (BH) e o grupo Lot (Lima, Peru).
Partindo do texto filosófico O Esgotado, de Deleuze, o trabalho é uma criação colaborativa dos três grupos e explora a perspectiva de investigação do universo da interpretação. A experiência será realizada novamente no dia 26 de abril, durante a Virada Cultural.
Haverá duas sessões, às 19h e às 21h. A entrada é franca, com distribuição de ingressos uma hora antes do início. Informações: (11) 3255-2713.
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Na matéria com o títul de “Performance ocupa passagem subterrânea no Centro de São Paulo, há uma informação errada: a passagem subterrânea da Xavier de Toledo foi reaberta em 2004 por meio de intervenção cênica da Cia. Artehúmus de Teatro que apresentou, durante quatro meses, o espetáculo “Evangelho para lei-gos” (espetáculo merecedor de matérias nos principais jornais desse país e dada a originalidade da proposta, foi inclusive notícia em vários períodos internacionais. É só pesquisar no Google: “Artehumus”.
Olá Gilberto,
Obrigado por participar do Idança com esta nova informação. No texto, afirmamos que o espaço está fechado para a circulação do público.
Esperamos continuar contando com suas visitas.
Abraços!
Gostaria de congratular a todos envolvidos neste projeto audacioso que tive a oportunidade de assistir na virada cultural. Ficar sentado dentro de uma cabine sem saída é um conceito belo; o jogo de espelhos é simples e complementa a partitura do simbolismo do tema proposto.
A trilha sonora costura fragmentos inquietantes de uma circularidade que predominava. Transeuntes e rupturas de cenas acabadas ou não deixavam rastros, coletados por seqüências perpétuas. A única composição musical que destacou uma melodia perturbava e hipnotizava.
Dentro da frenezia que acercava a proposta um contraponto forte se destaca na figura de uma mulher possuída por algo que não pude tocar, que entorpecia o público. (Reconheci a Fernanda Lippi quando esta figura se aproxima em uma procura sem esperança; não tive a oportunidade de ver – la atuar desde á abertura da Tate Modern em 1999).
Intervenção urbana constroe e desconstroe conceitos e atitudes.