Dentro de 15 dias, o Ministério da Cultura (MinC) deverá anunciar uma proposta de alteração da Lei Rouanet, segundo informações da Agência Brasil. As mudanças, no entanto, ainda estão sendo discutidas no ministério.
O assunto é polêmico pois coloca em lados opostos pequenos e grandes produtores culturais – já que os últimos são os que mais se beneficiam. Em março deste ano, a Lei Rouanet já havia passado por uma alteração: um novo parágrafo estabeleceu a possibilidade de concessão de incentivos a quem patrocinasse a construção de salas de cinema com até 100 mil habitantes.
Para Marcelo Sena, um dos coordenadores do Movimento Dança Recife, a grande dificuldade atualmente para os artistas é em como captar recursos, mesmo depois de ter um projeto aprovado. “Às vezes seu projeto já foi aprovado, mas e aí? As empresas têm pouca consciência de responsabilidade social”, justifica.
Elisabete Finger, que integra o coletivo Couve-Flor, concorda. “Nós do Couve-Flor nunca conseguimos dinheiro de nenhuma empresa, você tem que conhecer alguém que saiba captar recursos. Cabe ao poder público incentivar as empresas para que elas tenham interesse em investir em arte.”
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Em Brasília sofremos os mesmos problemas apontados por Elizabete do Couve-Flor, e imagino que esta seja a realidade do Brasil. Aqui, o projeto do Basirah – núcleo de dança contemporânea foi aprovado pelo MINC e já vão fazer quase dois anos que estamos tentando captar junto às empresas, mas até agora nada. Falta captadores, falta informação do empresariado e diálogo entre eles e o MINC. Assim tá difícil!!!!