Pesquisadora de dança e coordenadora do curso de Pós-graduação em Dança Contemporânea da UniverCidade, Thereza Rocha faz sua estréia como colunista do idança. Seu primeiro texto trata da polêmica em torno do texto publicado pelo colunista e editor do Segundo Caderno do Jornal O GLOBO, Artur Xexéo (para saber mais sobre o assunto, clique aqui). A nova colunista escreverá mensalmente.
Inaugurando minha contribuição como colunista aqui no idança, não pude furtar-me da oportunidade de dar à dança contemporânea ainda outro espaço de resposta pública ao lamentável texto publicado pelo editor do Segundo Caderno do jornal O Globo, em sua coluna na Revista do Globo do mesmo jornal, no último dia 4/5/2008, intitulado A dança contemporânea. Direito de resposta, este aqui, correlato ao movimento de uma parte da classe que se organizou como signatária da Carta da Dança (leia o conteúdo da carta aqui), enviada por email ao próprio jornalista em questão, bem como a seus chefes diretos. Carta sem autor, porque coletiva, mas, dado o seu caráter, nunca anônima. A tentativa, neste texto, será frear um pouco o esbravejar da letra que faria jus à minha indignação com o conteúdo do texto do jornalista, e chamar a todos para uma boa conversa, a la Mauricio de Souza, com os personagens da trama dialogando de fora do quadrinho. Falar deste outro lugar importa, pois, antes de entrarmos na discussão das opiniões apresentadas no texto do jornalista, é necessário que discutamos o que é ou deveria ser um caderno de cultura de um dos maiores jornais do país, uma vez que ele é seu editor. Depois disso então, nos será necessário apresentar para discussão alguns aspectos que importam à arte contemporânea, e dentro dela à dança, mediados por informações (de fato) balizadas e que merecem (urgente) discussão. De posse destas informações, convidar o leitor a apreciar, a partir de seu próprio arbítrio, a propriedade ou a impropriedade das opiniões do jornalista; a pensar as graves questões que sua publicação suscita; a avaliar o desserviço público prestado por ele em seu texto, para, ao fim, perguntarmos juntos se este é um editor de cultura que queremos ou merecemos.
Uma vez atuando no espaço da internet, livres, portanto, da descomunicação perpetrada por um jornalismo cultural muitas vezes medíocre, a produção contemporânea de arte e seu público podem estreitar o contato em conversa mais direta. A decadência do jornalismo realizado nos grandes meios de comunicação contrasta com a qualidade de toda uma nova gestão de conteúdo viabilizada pela rede e pelo livre acesso às ferramentas de produção e veiculação da informação. Lá, vemos, por exemplo, toda uma jovem crítica de arte produzindo interlocução transversal com a excelência de críticos atuantes na grande imprensa, incluindo aí a crítica de dança realizada no próprio jornal O Globo, cuja letra, de maneira geral, sobrevive em espaço cada vez mais exíguo. Isto é edição e isto é grave. Se um editor de informação não possui aparato conceitual suficiente para lidar com as questões urgentes e desafiadoras da cultura contemporânea, o que ele fará, em seu trabalho, senão de(sin)formar os seus leitores? A pergunta que não quer calar é: a quem e a que interessam as opiniões preconceituosas de Artur Xexéo a respeito da dança contemporânea? Elas nos importam sim, pois elas são reveladoras de (grave) sintoma. Elas nos importam, sobretudo naquilo que o caso específico informa da condição geral.
Conforme todos sabem, Artur Xexéo exerce dupla função no jornal O Globo: como editor e como colunista. Que o colunista se ocupasse de elogiar e festejar, com todos os fogos de artifício disponíveis na literatura, seu deflagrado apreço pela obra da coreógrafa Deborah Colker, nada haveria a comentar. Que o colunista citasse com aspas e referência, como manda o figurino, a crítica de Cruel, recente estréia da coreógrafa na cidade, publicada por Roberto Pereira, no Jornal do Brasil, em 27/4/2008, com cujo texto o seu “dialoga”, seria no mínimo mais honesto. Nada temos a dizer ao colunista que se vale da licença da pena a ele concedida pelo jornal para deitar sobre o papel suas opiniões estéticas. É a coincidência entre o colunista e o editor que compõe a gravidade do fato e o interesse do caso. Pois, estamos tratando aqui, antes de qualquer coisa, do aparato conceitual, no caso o estético, com o qual o jornalista Artur Xexéo arbitra sobre a produção de arte. E seríamos muito ingênuos em acreditar que onde fala o colunista, cala-se o editor, ou seja, que as ferramentas estéticas utilizadas pelo jornalista para ler a cena contemporânea de dança (e eu estenderia aqui à arte contemporânea como um todo) sejam diferentes em cada lugar. Deste modo, é importante reiterar, nosso interesse principal aqui não é responder ao jornalista mais uma vez (este texto não é uma carta). Falando daquele outro lugar, importa-nos, antes e sobretudo, utilizar todo este imbróglio suscitado pelo texto para um exercício de análise do imbróglio cultural generalizado em que estamos metidos e que é denunciado todas as vezes em que uma obra de arte (de fato) contemporânea aparece. Assim, poderemos dar voz ao relevante debate estético e à política a ele concernente que se esgueiram nos interstícios dos textos.
A arte não existe mais. Ela se declara.
Harold Rosenberg
A arte produz sempre e a cada vez as suas próprias palavras. Em movimento que lhe é próprio (relação tensa e paradoxal entre história e atualização; entre antigo e novo), ela mesma cunha os conceitos com os quais a crítica (incluindo aqui não só a crítica especializada, mas todos os produtores do assim chamado criticismo) e o público constituirão a lida com as obras. Se a história adicionou ao vocábulo ‘arte’ o conceito de contemporaneidade, há algo aí a ser visitado a partir ao menos do respeito ou, quando é possível, do bom senso.
Sendo arte, a contemporânea também inaugura conceito no mundo. O que é peculiar em seu gesto é inventar o conceito de dentro da obra produzindo concomitantemente, ou seja, também de dentro da obra, os pressupostos que lhe darão sentido. Para isso, questiona inevitavelmente pressupostos vigentes que assegurariam de antemão a uma obra tornar-se de arte. Ao fazê-lo pergunta antes e concomitantemente na obra: o que é arte? Sua escolha é caminhar por sobre terreno acidentado, abrindo mão das garantias em favor da atenção dedicada do artista àquela composição (nascimento) em particular. Na arte contemporânea, os pressupostos que mediam o contato entre obra e espectador, seja este especializado ou não, são contraditoriamente não-apriorísticos, ou seja, só se dão a ver depois. Depois de que? Depois que a obra está pronta, poderíamos dizer. Mas, se tomarmos como princípio que a obra de arte contemporânea nunca está pronta, pois admitiu o provisório no reino da criação e do conceito; pois ela depende do contato com o espectador para encontrar seu sentido e que, sendo assim, ela não pertence ao artista, mas à relação, não existe nunca um depois da obra contemporânea. Nem um antes. Na verdade, para que a arte possa constituir sentido contemporâneo na obra, teríamos que falar de uma concomitância entre obra e conceito, de uma relação de colaboração ambivalente entre eles, um sempre contemporâneo do outro. Quando dizemos arte contemporânea, estamos dizendo que a arte pode ser ou não ser contemporânea. Visitando a véspera do nascimento da arte, estamos fazendo deste fato (do nascimento da obra) um problema estético.
Quando dissermos dança contemporânea, portanto, não estamos, por obra do capricho, dizendo a mesma coisa que seria dita com dança moderna ou com dança atual. Se uma ou outra dança é dança contemporânea é também porque há algumas tantas outras que não o são. Se a dança é contemporânea é porque sempre e a cada vez, a cada nova obra, ela, a dança, deambula na direção da origem, daquilo que lhe deu sentido, para perguntar: – O que é dança? O que constitui algo em dança como arte? Arrastará todos os mecanismos disponíveis, e inventará ainda uns tantos outros, no esforço da única mis-en-scène que lhe cabe em tal contexto: em cena, a pergunta.
Se a dança é contemporânea é porque faz da cena, hoje em dia, nesta cidade, quase que exclusivamente no Espaço SESC, uma oportunidade de encontro de fato contemporâneo, ou seja, fazendo da cena um espaço de permuta democrática dos pressupostos (o conceito de Arte cunhado na eternidade) que confeririam inadvertidamente valor ou desvalor à obra, não fosse seu questionamento público. A dança é contemporânea também porque encena todos os problemas que envolvem o contato obra/espectador; porque encena a política intrínseca à espetacularidade. Abre mão da espetacularidade (das facilidades e da crueldade que lhes são intrínsecas) em favor da disponibilização ao espectador dos meios que a produzem; em favor de uma troca em que as partes tenham acesso ao que está pressuposto na relação. E isto é sim uma política!
Se há dança contemporânea de excelência em exercício nesta cidade é porque soubemos escrever uma história de vulto nos últimos trinta anos, encontrando os meios de diálogo de seu gesto intrinsecamente político com a indústria cultural angariando, inclusive, para esta municipalidade, o epíteto de capital da dança contemporânea brasileira. E a dança contemporânea carioca fez isso, sobretudo por mover-se com bastante fluidez em um dos pressupostos mais trabalhosos da contemporaneidade em arte: a convivência (obviamente nem sempre amistosa) das diferenças. Neste sentido, respondendo, aí sim, ao texto do jornalista, Deborah Colker é nossa, Sr. Xexéo, e nós que lidemos com este problema (questão).
A dança contemporânea, seja ela carioca ou não, faz tudo isso quer em acordo, quer em desacordo com o criticismo que lhe é atual e que muitas vezes, reiteradas vezes (confesso que já estamos cansados desta repetição), não lhe é contemporâneo, ou seja, não se dedica a descobrir os vocábulos, as sentenças, os juízos que lhes são intrínsecos e que lhes darão sentido, sempre a cada vez.
Editar é cortar: escolher e dar sentido. Todo editor de cultura é, portanto, um curador. Um curador de idéias, de informação, de palavras. O imbróglio estético aqui apresentado, tendo o Sr. Artur Xexéo como mote, ilustra e denuncia o mesmo imbróglio de idéias e palavras em que nós, artistas e público, estamos metidos, proveniente de um desconhecimento generalizado por parte dos mediadores da cultura, responsáveis pela leitura de seu tempo, pelo arbítrio, pela valoração e pela disponibilização da informação. Nossa relação está mediada desde sempre (a) pelo jornalismo cultural em suas notas, notícias, colunas etc; (b) pelos editais de fomento público à produção artística quer sejam de competência municipal, estadual ou federal; (c) pelos expedientes formalizadores de campos de saber, de exercício profissional e fiscal, perpetrados pelos Ministérios da Cultura, da Educação, do Trabalho ou da Fazenda. Trata-se nos três casos citados de funções exercidas por curadores-editores muitas vezes bem pouco atentos, instrumentalizados e permeáveis às sempre renovadas poéticas e políticas organizacionais da criação.
Se editar é cortar, escolher e dar sentido, podemos também dizer que editar é constituir design de futuro. A que idéias, palavras e conceitos está sujeito o nosso design de futuro?
Thereza Rocha é Doutoranda em Artes Cênicas pela UNIRIO e Mestre em Comunicação pela ECO/UFRJ. Diretora de espetáculos e pesquisadora de dança é professora dos cursos de dança e teatro do Centro Universitário da Cidade – UniverCidade onde também coordena o Curso de Pós-graduação Lato Sensu Estudos Avançados em Dança Contemporânea: coreografia e pesquisa.
Port
Eng



Thersea Rocha
Com todo o respeito, embora eu vá ser duro com você, eu acho que querer discutir “o que deve ser o caderno de cultura” de um jornal privado é um despropósito risível fora do ambiente acadêmico. Na vida real, o jornal está nas bancas e nós ou compramos ou não compramos. Na academia, você ensina ao aluno o que voce acha que deve ser um jornal, mas fora da academia, não compre o jornal se não gostar, ou junte uma graninha e faça o seu.
Também acho ridículo querer ver identidade entre “ferramentas estéticas” de colunista e de editor e ainda pensar que num grande jornal editoria e colunismo são atividades que se confundem quando exercidas pela mesma pessoa. Se você nunca estagiou num jornal de grande circulação, deveria, a bem da boa prática acadêmica, pesquisar e analisar as atividades do Xexéo para poder comprovar o que você diz. Porque, empíricamente, como leitor do Globo, já li tantas matérias sobre dança contemporânea que só posso achar que você está escrevendo no interesse de alguma platéia que você não declara. Será?
Acho também ridículo pensar que contemporaneidade é uma categoria de arte, quando é tão somente um predicado sem qualquer outra substancia que a designação de algo feito no tempo atual. Da mesma forma, acho ridículo querer que dança contemporânea seja sinônimo de não-espetacularidade. Trata-se de um sectarismo boboca. E aqui, com todo respeito, não creio que você esteja sendo sincera com o leitor, uma vez que sabemos perfeitamente da sua ligação com o trabalho da exelente Maria Alice Poppe e de seu marido gracinha e músico genial Tato Taborda que fizeram um espetáculo realmente espetaculoso, além de espetacular (e muito legal) no SESC.
Acho também ridículo cobrar do Xexéu aspas e referências ao texto do crítico do Jornal do Brasil, quando não havia citações a ele naquele texto. Suas suposições de que o Xexéo escreveu o artigo em desagravo à crítica da Colker parece muito razoável, acredito mesmo que tenha sido assim, mas cobrar citações e referencias, darling, é demais. Além disso, se o Roberto Pereira tem o que dizer, porque ele mesmo não diz? Porque ele não assinou a tal carta? Ele tem alguma coisa a ver com isso? Finalmente, recomendo que você estude um pouco as teorias da arte, (arte como representação, arte como expressçao, arte como ‘unidade orgânica’, arte como desenvolvimento de tradições, arte como jogo, arte como criação, arte como inexaustibilidade e densidade de significado e a teoria institucional da arte, a que prevalece nos dias de hoje). Acho que a confusão de idéias sobre arte que seu texto ostenta poderia se beneficiar de um estudo de filósofos dedicados ao assunto, tais como Arthur Danto ou Ronald W. Hepburn. Posso te emprestar alguns livros.
Para terminar, acho que a questão de fundo nessa estória não é a discussão em pauta, mas as atitudes tomadas. Infelizmente, por mais difícil que seja dizer isso, me parece que seu texto nem avança a discussão, nem propõe melhores atitudes.
Hilton Berredo
Fico triste em ver que a dança é muito egocêntrica. As pessoas ao invés de, ao menos tentar, parar e pensar “nossa será que ele tem razão?” preferem ficar atacando o jornalista. A opinião dele é a opinião do publico que paga para assistir aos espetáculos e fica triste quando ve tudo menos dança. A dança no rio hoje so é feita para os “amigos”. Faz um teste simples…. Chama o seu contator, advogado, sua empregada domestica, chama seu dentista e da a eles ingressos para ver o SOLOS DO SESC por exemplo, e pergunta no final se eles pagariam para ver aquilo denovo. Duvido muito (se baseando nos trabalhos passados). NÓS que estudamos muito e achamos que entendemos muito, podemos até gostar, ou no mínimo dar algum crédito pela pesquisa mas e o público no geral? precisa enteder de semiotica para apreciar um espetaculo de dança contemporânea? (não todos)
Vamos descer de nosso pedestais e assumir que a dança contemporânea no rio de Janeiro está falida. Sem público. Vamos assumir que nos distanciamos das pessoas e que lógico, as pessoas se distanciaram de nós
A quasar vem ao rio agora em Junho, Vamos ver se agente aprende a fazer uma dança de qualidade e inteligente (é possivel fazer isso ao mesmo tempo)
Espero que surjam mais artigos de pessoas que não estão dentro do meio da dança, para ver se a galera acorda dessa ilusão. O artista precisa de Público e dança tratou de xotar o seu.
Muito legal o local onde você situa a mídia e a crítica contemporânea.
Quanto a conversa “a la Maurício de Souza”, tua argumentação foi a única que li até agora que de fato respondeu a publicação do jornalista de O Globo, atestando a ignorância de seu autor invés de meramente apontá-la.
Querida Thereza, acho um exagero divagar tanto sobre uma matéria apenas. Arthur Xexéo somente se mostrou indignado com o TIPO de crítica que fizeram ao espetáculo da Débora, portanto devemos levar em conta somente o que ele diz sobre a crítica, e não sobre o que ele acha da Débora. E neste ponto ele tem razão, pois a crítica carioca é tensenciosa, pois ao se manifestar, fica falando como as pessoas devem fazer os espetáculos, em outras palavras, se mete nos espetáculos alheios. Realmente que mal tem um espetáculo ser frontal???? pelo amor de Deus, será que Xexéo falou alguma besteira? Falaram também que tinha música demais. Isso é uma escolha do coreógrafo/diretor, ninguém tem nada haver com isso. Mas os críticos do Rio acham que tem que ser como eles querm, e a classe vai atras, como cordeirinhos, e ainda se acham pensadores por ser contemporâneos. Lamentável tudo isso. A arte em que ser livre, nós, artistas temos liberdade de fazer um espetáculo todo com música, de frente pro público, usar passos de clássico, usar coisas que já usaram, etc. Isso sim é liberdade, e não ficar preso a tendências impostas por pessoas que se acham donos da verdade, que só conseguem falar dos outros. Viva a liberdade, tanto de fazer um espetáculo tradicional como experimental.Os dois são válidos e a classe da dança deve aceitar e saber apreciar TODAS as maneiras de se montar algo. Esqueçam a visão fechada dos críticos!!!
Vicente de Paula
Acho o Xexéo um cronista genial, e tb percebo que ele edita o Segundo caderno levando em conta o gosto pessoal, sim. Mas também acho que estão armando um furdunço desnecessário em cima de uma cronista, que tem todo o direito de manifestar sua opinião e ser respeitado mesmo por quem discorda dela.
Olá, pessoal.
Eu acho muito válido esse discurso acerca da dança, nomeadamente a dança contemporânea, seja no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do globo. Concordo com várias opiniões descritas aqui nesse espaço contemporâneo(sem querer banalizar o uso desta), sobretudo democrático e enriquecedor, inclusive com as alfinetadas sutís vindas de várias direções.
Eu só queria que tomássemos um pouco de cuidado com o uso da língua portuguesa, já que se trata de um ambiente (virtual) frequentado por pessoas que possuem níveis de conhecimentos elevados e diversos.
Se para a dança, assim como para a arte, de um modo geral, é necessário o treino, a aquisição da habilidade, do controle, do domínio do vocabulário de movimento, que esse cuidado possa estar presente, também, no nosso vocabulário linear, verbal, na nossa linguagem falada e escrita.
Eu estou adorando esta discussão, para além de estar enriquecendo meu conhecimento acerca de dança, sinto-me extremamente aliviado por perceber que sou humano, que erro e que transito entre o certo e o errado, o bom e o ruim, o clássico, o moderno e o contemporâneo.
Continuemos a caminhar em diversas direções. Força!
Artur Xexéu NUNCA foi genial. Principalmente por ter essa “mania” de escrever sobre assuntos que não lhe competem, sobre os quais não possui qualquer conhecimento para embasar suas fracas e preconceituosas opiniões. Creio que se deva respeitar o gosto pessoal, como o amor explícito de Xexéu por Deborah Colker. No entanto, não devemos ser passionais. O colunista se valeu da “agressão” feita ao seu gosto para criticar importantes nomes da dança contemporânea que ele nem sequer conhece, visto que ele NÃO faz parte do meio da dança, ou nem ao menos se interessa por dança. Sem meias palavras, o conceituado jornalista Artur Xexéu não é NINGUÉM para ter o topete de pensar que pode ter o direito de falar o que é ou não dança.
Ele pode, ele é público
Por que não passamos a ser mais colaborativos ao invés de separatistas??? A Dança contemporânea carioca já está em meio a uma crise longa por diversos motivos externos e também por conta dela própria. Isto é um fato. Quando vamos entender que o bacana dessa tal “contemporaneidade” é nos juntarmos, cada com seu trabalho, e progredirmos juntos???? cada um sabe o que faz com seu trabalho, mas pagamos um preço alto de mais pela desunião da classe. Briga por nada, abaca sendo coisa nenhuma.
Caros,
Me deixa triste saber que a única coisa que move um é a breve vontade de falar mal de outros. A dança e a arte merecem mais respeito. A crítica de arte, essa instituição falida, só nos dá um desgosto atrás do outro. Até uma criança quando aprende a escrever sabe quais são as regras básicas para se escrever uma razoável crítica. Cadê o que realmente importa? Iiiiiiii… Deve estar no bolso de uma pequena maioria que usa seu poder jornalístico para um favorecimento afável. Acordem! A Deborah Colker não precisa de vocês. Ela já tem a BR do lado.
Falar bem do que dá público é muito fácil. Falar bem do que dá dinheiro é ótimo. O público não abandonou a dança. A dança é que descobriu que essa roleta é ambígua.
Caros,
Me deixa triste saber que a única coisa que move um é a breve vontade de falar mal de outros. A dança e a arte merecem mais respeito. A crítica de arte, essa instituição falida, só nos dá um desgosto atrás do outro. Até uma criança quando aprende a escrever sabe quais são as regras básicas para se escrever uma razoável crítica. Cadê o que realmente importa? Iiiiiiii… Deve estar no bolso de uma pequena maioria que usa seu poder jornalístico para um favorecimento afável. Acordem! A Deborah Colker não precisa de vocês. Ela já tem a BR do lado.
Falar bem do que dá público é muito fácil. Falar bem do que dá dinheiro é ótimo. O público não abandonou a dança. A dança é que descobriu que essa roleta é ambígua.
E para o Arthur Xexéo: “Quem és tu, ninguém?”
Dê à dança quem realmente sabe quem é ela.
A pÉ:
Nota de rodapé à quem possa interessar.
Nota de rodape´à quem possa interessar.
Nota de rodape´à quem possa interessar.
Eu queria dizer uma coisa pra todo mundo, que a dança contemporânea é pra todo mundo, i-e- para os seus contemporâneos, i-e-, inclusive aqueles de outros tempos… que são bem vindos a experimentar o futuro do agora… e a revisitar os seus velhos tempos sob olhares contemporâneos…
…E voltarem à si e não ficarem fora de si…
Artur Xexéu não é NINGUÉM ??????????????
Alguém pode me dizer quem é Tatiana Salomão ????
Deve ser muita coisa ela, tanto que impede que o resto do mundo se quer tome conhecimento de sua existência
Queridos,
Vocês conhecem MARCIA MILHAZES CIA DE DANÇA?
Isto sim que é dança de qualidade no Rio de janeiro!
Como pode o artur xexéo,criticar a dança do sesc.o que ele entende de dança?tem muita dança de baixa qualidade,mas nao podemos dizer que sao TODAS.
Vejam espetáculo de dança de qualidade no rio:
Ah!chamem o xexeo !
“MEU PRAZER”
MARCIA MILHAZES CIA DE DANÇA
tetro nelson rodrigues
av.chile,230
estréia dia 18 qui ‘as 19h
CIA do rio de janeiro!!ensaio no sesc!!e já fez solos do sesc!!Já recebeu MUITOS prêmios!!
EXPERIMENTE
espetáculo de qualidade?
estréia dia 18,quinta,’as 19h no teatro nelson rodrigues,av.chile,230 “meu prazer’ da CIA marcia milhazes
Ah,convidem o xexéo!Companhia do rio,ensaia no sesc ,já fez solos de dança e já recebeu VÁRIOS premios.
EXPERIMENTE
Acho que o Pedro disse tudo gente. ELE É PÚBLICO.
Quem são as pessoas que se deslocam para os teatros para assistirem dança contemporânea, ou para ver arte contemporânea? As vezes , os mesmos que vão assistir BATMAN.
Não entendemos bulhufas de política, mas desenvolvemos discursoS inflamados sobre o assunto, num país, em que para se conseguir uma vaga como professor de uma universidade pública, o indivíduo tem que ter doutorado e para seR presidente, pode ser semi-analfabeto.
A opinião do Xexéo, deve ser respeitada – estamos num país democrático e temos direito a ignorância sobre muitas áreas e mesmo assim, nos manifestarmos sobre ela.
Se ele escreve o que quer, bom. Temos esse espaço da Internet, no qual podemos trocar idéias … isso é maravilhoso… o jornal O GLOBO, é muito importante, mas esse espaço aqui, para nós, é ainda mais importante.
Chris Frauzino
Professora, bailarina artísta
Grupo Emprez Performances
Abraços a todos
É lamentável… O posicionamento de Xecéo reflete a triste realidade que se encontra nosso país perante a arte hoje. Sou formanda da Faculdade de Artes do Paraná, curso de Dança, e percebo na minha humilde opinião o quanto este assunto ainda necessita ser discutido.
A enorme polêmica criada, dando margem a inumeras respostas nos faz ao menos parar para pensar sim. Por algum momento cheguei a pensar se o que Xexéo falava não seria sintoma da relação que se estabelece entre Dança contemporâne e seu público. Pode até ser que de alguma maneira seja isso, por isso digo lamentável.
Vivemos num país no qual a formação de arte não está na escola, por isso engolimos e consumimos com tanta facilidade o que nos é imposto sem a menor criticidade.
Penso que uma das maiores virtudes da Dança Contemporânea é a sua diversidade com princípio. E aí que se detecta outro sintoma cultural de nosso país, crítica e debate estão a serviço do crescimento intelectual, mas creio que por falta de suporte teórico as pessoas como no caso de Xexéo dão ao assunto um tratamento pessoal, sentindo-se ofendidas e atacadas.
Não se trata disso e sim de discutir arte. Acho que há espaço no mundo para todos criarem seus trabalhos com suas particularidas e isso demostra a riqueza de um país como o nosso tão cheio de diversidades.
E volto ao ponto que levantei acima, talvez haja sim um certo distanciamento da Dança com seu público, mas nao acho que popularidade seja sinônimo de qualidade , cada um tem livre arbítrio para gostar do que quer sem que a falta de respeito se instaure.
Que certos temas são mais particulares, isto sem dúvida, há questões que permeam pequenos grupos mas nem por isso são de menor importância. Sempre o desconhecido gera estranheza e negação, isso é instintivo, mas se resolvessemos ceder a este instinto a sociedade nunca saíria do lugar comum. E logo as Faculdade de Dança estariam pesquisando a Dança do creu.