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A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lançou segunda-feira (15/09) o edital da 3ª edição do Prêmio de Dança Klauss Vianna.
Serão contemplados 69 projetos de todo o território nacional divididos em duas categorias: montagem de espetáculos e manutenção de programas de grupos ou companhias de dança. O investimento total será de R$ 3 milhões, com a distribuição de prêmios que variam de R$ 20 mil a R$ 80 mil. As inscrições podem ser feitas até 30 de outubro.
Os interessados em concorrer devem enviar, pelo correio, os seguintes documentos: ficha de inscrição preenchida; currículo; apresentação, objetivo e justificativa do projeto a ser desenvolvido; ficha técnica básica; declarações de participação e currículos dos profissionais envolvidos; cronograma de desenvolvimento das atividades previstas; orçamento detalhado; planejamento de ações que favoreçam o acesso do público ao produto final e descrição da temática a ser abordada, metodologia e desenvolvimento (quando se tratar de criação coletiva ou processo colaborativo).
O material completo deverá ser enviado para:
Fundação Nacional de Artes - FUNARTE
PRÊMIO FUNARTE DE DANÇA KLAUSS VIANNA/2008
Setor de Protocolo
Rua da Imprensa, 16 – 6º andar – Castelo
Rio de Janeiro - RJ
CEP 20030-120
Os projetos serão avaliados por uma comissão e os escolhidos serão divulgados no Diário Oficial da União e pela Internet. A ficha de inscrição e o edital completo estão disponíveis no site da Funarte. Mais informações pelo e-mail: editaisdanca@funarte.gov.br.






Como é do intuito da Idança mostrar e conhecer o que se faz em Dança no país, gostaria de poder mostrar meu trbalho que desenvolvo a alguns anos desde minha estada na europa e no Brasil tanto como bailarino, como coreógrafo e pesquisador. Obrigado.
Sávio de Luna
Eu tenho compreendido bem a dimensão social deste tipo de premiação no Brasil. Também tenho conhecimento da grande atuação dos pesquisadores, coreógrafos, diretores de Companhias e de dançarinos que pleiteam uma premiação como esta há vários anos… numa nação que lança cada vez mais seus informes publicitários de Inclusão Social e que estima estatísticas de emprego cada vez maior, a nossa área de atuação ainda tem sido caracterizada como algo secundário. Reflexo de uma política desinteressada na difusão mais abrangente da dança enquanto possibilidade de trabalho e difusão nestes ambientes ditos de “importância” econômica … pois o próprio ex-ministro fez questão de salientar que a Cultura é um bem de valor, de grandeza e gerador de divisas econômicas mais sólidas e robustas como propõe a Srª ministra Dilma. Ora, mas pensando em tudo isso, e no que vem por aí com o Prêmio Klauss Vianna que insiste em agraciar milhares de artistas com míseros investimentos, e que em sua maioria centralizados no eixo Sudeste-Sul, eu faço questão de denunciar que este Prêmio é incapaz de favorecer o mercado de dança no Brasil, pois vai conceder umas poucas bolsas e outros poucos representantes de uma realidade muito complexa serão esquecidos. Realidade esta que abrange todo o território continental em que a Dança se insere neste país. Não adianta nada lançar um prêmio como este, mantido e patrocinado pelo petróleo brasileiro, se não formos capazes de incentivar os pequenos e arrojados projetos de Dança que surgem no Brasil a todo instante. Convenhamos todos que a Funarte, antes um órgão apagado e inexpressivo só emerge agora das profundezas da alma cultural brasileira por conta dos investimentos anunciados há pouco mais de 60 dias. Investimentos financeiros que a toda poderosa Petrobrás vai enfiar nela para tanto. E esse submarino volta agora com “algumas oportunidades” tentando acudir e desafogar um monte de naus dancísticas que se perderam em águas turbulentas de cias e projetos esquecidos e engavetados dentro do próprio Ministério incapaz de fazer Cultura que a mantém, ora bolas, sinceramente… o Brasil precisará de muito mais do que essas pequenas migalhas que são lançadas como caridade ano após ano para um sem número de grupos e projetos aprovados em lei Rouanet, sendo que nem estes conseguem salvar-se nesse oceano de robustez anunciada e estúpida da economia mais iletrada do mundo! Mesmo a Índia tem mais Cultura patrocinada no meio de tanta dicotomia social. Aqui é só um leve e sutil aroma para a mesma classe burguesa e medíocre dos salões da tonta sociedade paulistana e dasludiana que só pensa em mostrar os peitos na Ilha de Caras. Ora essa… que prêmio é este? … por favor! Não sejamos tolos pelo menos neste site do Idança !! Pelo menos, não aqui nos permitamos acreditar em pífios prêmios banais que nada irão modificar o status depressivo da Dança na Funarte, no Ministério da Cultura e no Brasil.