Apesar de não ser propositalmente o tema central do III Seminário Nacional de Dança e Educação, realizado em junho, em Porto Alegre, a questão dos concursos públicos para professores de dança no currículo escolar acabou dando a tônica de muitas discussões. Talvez porque algo que já parecesse dado, ainda encontra entraves e parece exigir que mais uma vez algumas batalhas sejam travadas, tanto para informar como para garantir o que parece óbvio. O fato é que, com a inexistência de qualquer entidade ou órgão que regule ou a quem se tenha fácil acesso para esclarecimentos e devida orientação, torna-se preocupante o andamento deste processo num Brasil do tamanho do nosso.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9493/96 (LDB) tornou o ensino da arte componente curricular obrigatório e os Parâmetros Curriculares Nacionais, os PCNs, de 1997, passaram a incluir a dança como disciplina curricular. Mas daí, até termos professores licenciados em dança, atuando na escola, tem-se um largo passo a ser dado ainda. E percebe-se isso, de maneira aguda, quando mais de dez anos depois tem-se um reduzido número de concursos públicos para professores de dança no currículo da rede de ensino, seja municipal, estadual ou privada em nosso país. Aliás, não conheço nenhum levantamento, passado todo este tempo, com tais dados. Mesmo sem eles não é difícil de se constatar a pouca efetivação da prática de contratações para a dança no currículo da rede de ensino fundamental e médio. Basta uma razoável circulação pelo país, algumas conversas, e um mínimo interesse pela questão para verificar tal quadro. Ficaria feliz se informações que eu desconheço me obrigassem a rever isso (aliás, se você sabe da realização de concurso no seu município, mande seu comentário e quem sabe possamos formar um quadro provisório mais bem desenhado). Enfim, estamos diante de uma potencial realidade que não se realiza.
No Rio Grande do Sul, já tivemos a realização de concurso em pelos menos três municípios: Montenegro, São Leopoldo e Bagé. E diversos licenciados em dança já foram nomeados e atuam no currículo – e nesta fase surgem novos desafios e batalhas: a dificuldade de preparar uma aula em espaços inadequados e turmas heterogêneas, a falta de entendimento da direção da escola muitas vezes tem da atuação deste novo professor, a falta de tradição da dança em relação a outras disciplinas, e muitas outras a que não me deterei aqui, mas que merecem também uma profunda e delicada atenção. Ainda tem-se a promessa da capital, Porto Alegre, de também realizar, ainda em 2008, seu primeiro concurso para professor de dança. Contudo, isto é exceção e não regra, e ainda é irrisório o número de professores de dança atuando no currículo, seja no Rio Grande do Sul ou no resto do Brasil. Isso para não falar em alguns casos, no centro do país, onde candidatos só conseguiram tomar posse em seus cargos recorrendo à Justiça.
Ainda estamos diante de uma batalha, que vem contando com esforços pessoais de educadoras como Ângela Ferreira, Isabel Marques e Márcia Strazzacappa, entre outras, sempre atentas, vigilantes e dispostas a reverter o quadro desfavorável. Uma batalha que conta eventualmente com o trabalho de universidades que tentam garantir que seus alunos possam atuar no campo de trabalho em que foram formados. Mas ainda é uma movimentação importante, porém diminuta, e que não dá conta do universo de milhares de escolas e estabelecimentos de ensinos e secretarias de educação que precisariam ser mobilizadas nesta direção.
Muitas Secretarias municipais e estaduais de Educação não sabem ou preferem não saber que temos um grande contingente de profissionais licenciados em dança no nosso país. Só no Rio Grande do Sul, uma boa centena de formados têm o reconhecimento oficial para desempenhar tal função (e isso porque as primeiras licenciaturas em dança são bem recentes – o curso da UNICRUZ, em Cruz Alta, foi criado em 1998 e o da Fundarte/UERGS, de Montenegro, em 2001). Atualmente, além destes cursos que logo estarão graduando novas turmas, o Estado já conta também com o curso da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra-RS) e a promessa de abertura do curso na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Estes números tornam-se ainda mais significativos se lembrarmos que temos cursos de graduação em dança no Brasil que vêm formando profissionais desde a década de 50, como o curso da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e de maneira mais ampla no país, desde a década de 80, em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Mesmo sem dados sistematizados é possível perceber o significativo número de educadores de dança aptos a assumir o cargo de professor de dança na escola. E pelo Brasil, novas licenciaturas em dança foram abertas recentemente ou estão em processo de criação, como em Belém (PA), Aracaju (SE) e Goiânia (GO), entre outras. Ou seja, não se sustenta mais o discurso de que não há demanda para tais concursos, ou de que é preciso abrir concursos para outras habilitações que não a licenciatura em dança.
Tem certas coisas que, infelizmente, precisam ser repetidas e enfatizadas. A mudança deste contexto depende disso e não é uma batalha em benefício apenas dos licenciados em dança. É uma mudança fundamental para todos os profissionais de dança, gestores públicos, coreógrafos, bailarinas, produtores. Não é apenas uma questão de mercado para os professores de dança, o que por si só já seria suficiente. No dia em que tivermos um significativo contingente de crianças e jovens que se eduquem fazendo dança, assistindo dança, discutindo dança, será aberta a possibilidade de termos profissionais e platéias com maior intimidade e sensibilidade em relação à dança e, para isso, sua efetivação no currículo é umas das ações determinantes e necessárias.
Port
Eng



Muito bom o texto do Airton,mas na verdade todos já devem estar ciente das dificuldades encontradas pelo profissional de dança no nosso país. É realmente raro encontrarmos concursos públicos para professores na rede de ensino público;eu fui concursada pela secretaria de educação do estado da bahia,mas como titular da cadeira de educação artística;como na escola em que fui lecionar não existia a menor possibilidade de ensinar dança,por falta de sala apropriada;lecionavahistoria da arte;no entanto anos mais tarde,já fora de Salvador fiquei sabendo que a prefeitura abriu concurso para professores de dança. mas se existe a lei de diretrizes e base da educação ha tantos anos,por que não oferecer mais esta possibilidde de emprego para os profissionais?
como educação em nosso país até hoje não é levada a sério e o orçamento da educação é o menor da união,seria já esperado que este fato acontecesse. mas podemos mudar esta realidade.
Queridos colegas,
Creio hoge mais que ontem na nossa capacidade de criar solucoes aos problemas.Mais a problemas como este, desta magnitude e complexidade.Também sei que a via de procedimento requer reconhecimento do contexto e a construcao do fortalacimento da nossa classe em seu conjunto para preparar uma estrategia com propostas concretas, para o papel da danca no ensino de um país donde o seu “primeiro idioma é a danca”.Como brasileira,bailarina,docente,coreógrafa,considero que temos uma ferramenta sem igual para uma mudanca radical.Proponho primeiro uma avaliacao para repensar o corpo em movimento em uma educacao lógica para o desenvolvimento na formacao de SERES.FELIZES,ÍNTEGROS e ATUANTES.Aí sim teremos forca para exigir o cumplimento das Leis e de covocatórias concursantes.A DANCA É DE ÓRDEM ESPIRITUAL e SANADORA E NÓS BRASILEIROS TEMOS UMA ENORME RESPONSABILIDADE COM TUDO ISTO!!!
Olá Airton. Em Goiânia tivemos um concurso para professores de dança em 2006, promovido pela secretaria estadual de educação. Foram 20 vagas para a cidade, mas foram convocados 60 professores. Grande parte dos professores que assumiram as vagas sao formados em Educaçao Física, já que o concurso abria a possibilidade de ter formação em Dança ou Educação Fisica. Estes professores tem tres possibilidades de atuação: trabalhar a dança como disciplina do curriculo escolar; oficinas de dança nas escolas integrais ou montar um grupo de dança na escola com alunos que tem interesse nesta vivencia.
Ano passado a Secretaria Municipal de Educaçao também abriu concurso para professores de Educação Fisica, do qual foram destinadas algumas vagas para a oficina de dança das escolas integrais da rede municipal.
Temos previsao de que ainda neste ano saia um novo concurso publico da rede Estadual para preenchimento de vagas em Goiania e tambem no interior do Estado. A Educaçao Fisica predomina por aqui, mas apesar de ainda não termos o curso de graduaçao em dança que tem a perspectiva de começar em 2010, há muitos trabalhos de qualidade, que já vem sendo desenvolvido a muitos anos.
Apesar de Goiânia já ter dado este passo a frente contamos com inumeras dificuldades como falta de espaço adequado para dar aula, falta de equipamentos de som, diretores que ainda veem a dança e a arte em geral como mera apreciaçao e apresentaçao em eventos da escola, falta de verba para confecçao de figurinos etc. e até mesmo falta de capacitação para os professores, para qualificar o trabalho. Tenho ciencia de o cursos de Educaçao Fisica tem algumas deficiencias ao tratar do conteudo da dança, mas sei tambem valorizar os louros que me deram competencia na minha formação.
O curso de Licenciatura em Dança vem por aí, para acrescentar mais a cidade e lutarmos juntos para a consolidaçao da dança nas escolas.
Rousejanny Ferreira
Prof de dança da rede estadual
À
Todos os colegas, em especial Rousejanny Ferreira,
Você Rousejanny, diz que Goiânia deu um passo à frente….
Não considero um passo a frete selecionar e colocar em editais PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA para dar aulas de dança. Aliás, acho um RETROCESSO para a DANÇA como profissão. Uma afronta e desrespeito com os profissionais de dança.
Pior, incentiva profissionais de educação física a agir ANTI-ETICAMENTE, uma vez que este curso não forma profissionais de dança.
Se não tem profissionais da área de ARTE, em especial à DANÇA, dar um passo a frente é investir em formação.
Acho muito triste quando você diz que A EDUCAÇÃO FÍSICA predomina aqui …( Na Dança em Goiânia)… Como se fosse a coisa mais natural.
Acho ainda mais ridículo e absurdo quando professores de Educação Física se auto-intilulam como professores e profissionais de Dança.
Considero uma tremenda PICARETAGEM, essa insistente tentativa de profissionais de educação física quererem se apropriar, direcionar e vincular o fazer / Ensinar – Artístico à sua profissão. Porque Cursos de Educação Física não formam, qualificam ou habilitam alguém a atuar como profissional de atividades ARTISTICAS E DE ESPETÁCULOS (em qualquer vertente) seja dança, teatro, circo, música,artes visuais, audiovisuais etc bem como professores destas atividades.
Como já falei em outros debates, o tema da minha monografia é sobre a perda de espaço profissional dos profissionais de Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo) para profissionais de Educação Física que ao meu ver estão tentando manipular o mercado para se beneficiar ampliando sua área de atuação profissional. Claro que prejudicando e restringindo a área do profissional de Artes Cênicas. Medidas contra isso tem que serem tomadas urgentes. Inclusive contra estes Editais que dão esta abertura direta para profissionais de Educação Física.
Esta manobra, tendenciosa de apropriação de uma fatia do mercado que não lhes cabe de fato é nociva para toda a classe artística. E na maioria das vezes, serve apenas para atender a interesses políticos e financeiros de Profissionais e Cursos de Educação Física.
Colocar em Editais a Contratação de Profissionais de Educação Física como profissionais de Dança é gravíssimo é tentar legalizar a ilegalidade. É tentar direcionar para uma área uma profissão que não é sua por direito. (Como você disse em Goiânia não tem cursos de Dança então este concurso é obvio, veio para atender apenas interesses destes profissionais de educação física). Então porque não abrir o concurso para qualquer outro profissional. Um profissional de Artes Cênicas com formação em Teatro (que normalmente tem a dança no seu currículo) por exemplo tem muito mais qualificação para dar aulas de dança (na ausência de um profissional específico de Dança é claro).
O que tem que ficar claro é que Concursos e Editais para professores de Dança devem obrigatoriamente serem direcionados e priorizar os profissionais com formação em DANÇA, na AUSÊNCIA deste profissional; OUTROS com formações extra-curricular na área devem ter o mesmo direito, seja profissional com formação em matemática, letras, espanhol, informática, química, pedagogia, teatro< Artes plásticas, etc… “até” um profissional de educação física
Acho UM ABSURDO, chega a ser RIDÍCULO um profissional com formação Superior em DANÇA concorrer de igual com um profissional de Educação Física em um concurso que deveria ser para este profissional. Enfim é uma afronta e desrespeito para o profissional de dança.
Outro fator importantíssimo, Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais PCN a dança deve ser na disciplina ARTES.
O que não pode acontecer é profissionais de Educação Física acharem que este curso forma bailarinos, dançarino e professores de DANÇA. Pois isso não é verdade.
Cabe aqui ressaltar e lembrar que os cursos de Educação Física pertencem à área da saúde. A dança dentro do contexto da educação física tem outra intencionalidade; é utilizada como forma de socialização, exercício e condicionamento físico, visando sempre preservar o bem estar e a saúde e NÃO apresentações artísticas e de espetáculos.
Dúvidas? Consulte a Legislação Brasileira, o MEC e o Ministério do Trabalho CBO
Enfim nós é que temos que nos organizar, denunciar e alertar as Secretarias de Cultura e as diversas outras entidades representativas da dança devem se pronunciar e tomar providências contra estes absurdos. Se possível que todos os prejudicados entrem com algum mandato de segurança.
Aí eu pergunto, lá em Goiânia, vai abrir um curso de dança em 2010, e quando tivermos profissionais com formação na área o mercado vai estar completamente tomado por profissionais de educação física. E alguém acredita que eles vão querer simplesmente sair …. Eu duvido…
Abraços a todos
Mônica Mesquita
Acadêmica do 6o. Período de Graduação em Artes-Teatro -MG
Áreas de atuação e formação: Teatro,Cinema e Dança-Teatro
Caros colegas
Ainda que eu seja formada em Dança E em Educação Física.
Ainda que eu tenha vivido a falta de formação na Educação Física para atuação em dança.
Fico pensando se nós, profissionais de dança ganhamos alimentando uma briga com os educadores físicos tendo em vista que durante muitos anos não havia possibilidade de formação real em nossa área…
Óbviamente fazer graduação em Educação Física não prepara o profissional para lecionar dança e eu durante minha graduação nunca conheci alguém que defendesse que isso fosse o ideal, ao contrário vi gente muito dedicada buscando informar-se e fazendo o que de melhor podia fazer, ainda que fora do mabiente acadêmico ideal.
Penso que investimos muito tempo nessa discussão, tentando nos “defender” dessas pessoas ao invés de investir numa atitude colaborativa para que a DANÇA ganhe mais espaço.
Haverá sempre espaço para se fazer dança e imagino que ganharemos mais se nesse momento nos direcionarmos para GANHAR NOSSO ESPAÇO seja contando com pessoas formadas em dança, artes, educação física ou matemática que aos poucos a emergência desse espaço fará sua seleção. Os profissionais que buscam formação acabarão destacando-se.
E assim a dança vai consolidar o seu tão sonhado espaço no meio escolar, acadêmico…
Sugiro que busquemos nosso sucesso aceitando ajuda de todos para depois poder selecionar quem está mais ou menos capacitado afinal dança não é apenas atividade física assim como também não é apenas uma obra de arte, dança é dança!
Um grande abraço
Lia Sfoggia
Graduada em educação Física pela UFRGS
Graduada em Dança pela UERGS
Mestranda em Dança pela UFBa
Achei interessante o debate, Danca/Educacao Física.
Pela minha experiencia profissional, digo que a lei ainda dificulta o trabalho dos profissionais de danca.
Já que para se trabalhar com danca no estado ou prefeitura de Sao paulo, é preciso ser formado em educacao Física.
Existem muitos Centros Educacionais com professores que atuam na área de danca e sao formados em educacao física (pois assim alegislacoa exige), mas que tem formacao de danca porque fizeram cursos privados de ballet, jazz, sapateado ou etc. e tal.
E concordo com a Lia que nao adianta nada “alimentar” uma briga. Com certeza cada lado tem uma certa razao.
Mas se cada um fizer a sua parte, isso com certeza vai ajudar.
Sou formada em Educacao Física pela UNISA e sou professora registrada pela Royal Academy of dance.
Trabalhei muitos anos em Sao paulo com danca e Educacao Física, mas sempre em escola privada.
Mas quando mudei para a Bahia somente trabalhei com danca e também com projetos sociais especialmente criados pela prefeitura local.
Realmente acho que devemos repensar a forma de trocar informacoes, afinal acho que aprendemos mais quando ensinamos, mas tb quando trocamos experiencias.
E sei que a cultura local influencia de forma direta no sucesso do trabalho. E preciso entender isso.
Dança não tem dono, não é propriedade de ninguém. Poderíamos discutir como melhorar o ensino e que dança é essa que chega na escola, na academia, nos espaços de lazer, são instigantes, e reconhecer quanta gente formada em várias áreas, ou mesmo com o saber empírico contribuem e alimentam a nossa prática.
Para os que ainda acham que a graduaçao em Educação Fisica só ensina a fazer polichinelo e vê a dança como uma pratica esportiva, sugiro que busque mais informaçoes, até mesmo para qualificar o discurso, as coisas não são tão simplistas assim. Repito, dança não tem dono, a arte, a educação precisam ser mais abrangentes e não engavetadas e lacradas com selo de qualidade.
Até
Caros Colegas
Sei que a questão por mim levantada EDUCAÇÃO FÍSICA X ARTES CÊNICAS, pode parecer chata e inconveniente para alguns (principalmente da área de Educação Física).
Mas nós profissionais de Artes Cênicas (Dança,teatro e Circo), infelizmente não podemos ignorar. E precisamos sim fazer algo a respeito.
O fato de eu ser profissional de teatro e defender ardentemente a dança é porque essa questão da educação física já está prejudicando e refletindo também nos profissionais de teatro (profissão também “objeto de desejo” desse domínio imperialista profissional).
O que aqui coloquei não se trata simplesmente como disse a Lia “ alimentar uma briga com os educadores físicos tendo em vista que durante muitos anos não havia possibilidade de formação real em nossa área…”
Onde na Legislação Brasileira está escrito que um curso de educação física é um paliativo e pode ser substitutivo na formação em Dança?
Alias este discurso de fazer educação física porque não tem um curso de dança na cidade ou região é a grande desculpa usada por muitos profissionais de educação física. O que não tem o menor fundamento, nem amparo na legislação trabalhista nem educacional brasileira. Porque como já foi dito os cursos de educação física não substituem um curso de dança, nem sequer são similares ou da mesma área de conhecimento.
Enfim se falta cursos para formação em dança isso tem que ser informado e buscado dentro das universidades e ao próprio MEC.
Em momento algum quero alimentar uma briga dos EDUCADORES FÍSICOS com os profissionais de ARTES CÊNICAS (Dança,Teatro, e circo), mesmo porque são profissionais distintos,com abordagens distintas e isso tem que ficar claro e ser respeitado.
O problema é que alguns profissionais de educação física estão extrapolando sim a sua área de atuação e tentando se apropriar da área do profissional de Artes Cênicas.
Discordando (de alguns), acho importante sim, discutir questões como política e legislação e defender a DANÇA como área de conhecimento autônoma. E para isso acho inadmissível que Editais para contratação de professores que dança coloquem profissionais de educação física na mesma condição de um profissional que faz um curso superior em dança (Como se a formação destes profissionais fosse a mesma o que não é verdade). Pior não posso me calar diante dos absurdos de fiscalizações e de exigências de que um professor de dança tenha um curso de educação física e registros nas suas entidades representativas.
O mais obvio seria exigir um diploma de dança para um profissional de educação física que quisesse atuar na área. (se for esta a questão pois estamos questionando a formação universitária).
Que com ressalva , quero deixar claro que sou a favor da democratização da Arte, e que aqui não questiono o talento nato inerente ao ser humano para a ARTE, e o seu direito de exercê-la. Conheço músicos, dançarinos, pintores, atores , artesãos e mestres do notório saber, maravilhosos e que nunca fizeram uma universidade, alguns mal sequer sabem ler e escrever. E acho que nós da academia só temos que respeitar e aprender com eles. Assim como na área da EDUCAÇÃO FÍSICA e ESPORTE, temos excelentes jogadores de futebol e atletas que nunca sequer fizeram uma aula de educação física.
Continuando…
“A DANÇA EM EDUCAÇÃO FÍSICA” (disciplina que normalmente tem nas grades curriculares dos cursos de Educação Física), que representa carga horária irrisória no total deste curso (quase sempre), e que não qualifica estes graduados como profissional da área de dança (seja bailarino, dançarino, coreógrafo ou professor de dança). A dança dentro do contexto da educação física tem outra intencionalidade; é utilizada como forma de socialização, exercício e condicionamento físico, visando sempre preservar o bem estar e a saúde.
Vale ressaltar que alguns exercícios físicos e atividades tradicionalmente utilizadas pelos Profissionais de Educação Física foram travestidos de Dança: Dança Aeróbica, Aerodança, Fitness, Dança e Power Dança, que nada mais são do que Ginástica Aeróbica. Podemos citar ainda a Hidrodança, que nada mais é do que Hidroginástica. Portanto, nesse contexto de modismos desenfreados, impõe-se identificar a INTENCIONALIDADE, o fim que se quer alcançar com a atividade de Dança. É importante deixar claro que, diferem totalmente das manifestações ARTÍSTICO-CULTURAIS E DE ESPETÁCULOS, ou seja a Dança ARTE e a Dança COREOGRÁFICA com intenção de ESPETÁCULOS ARTÍSTICO-CULTURAIS, para efeito de exibição e divulgação pública, são atividades do ARTISTA e não do profissional de educação Física
Cabe aqui lembrar que assim como outros os outros cursos superiores no Brasil os cursos de Educação Física devem obedecer as instruções nacionais e as ”Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação” do Ministério da Educação – MEC, que fazendo distinção entre as áreas, define o teatro e a dança no campo das Artes Cênicas, ou seja, como Ciência Humana, Cultural e Social, enquanto coloca a Educação Física no campo das Ciências Biológicas e da Saúde
Infelizmente não dá para FINGIR que está tudo bem , quando vejo muitos profissionais de educação física tentado driblar em benefício próprio a legislação , tentando vincular para agregar e monopolizar atividades ARTISTICAS para a sua profissão.
Lembrando aqui que os profissionais de educação física e seus respectivos conselhos impedem a atuação de profissionais sem a formação específica em educação física em sua área, como um instrutor de ginástica por exemplo.
É muito sugerir que aceitemos tudo calados. Que este discurso não leva a nada …. Enquanto isso profissionais com um curso superior em Dança tem que se submeter ao constrangimento da exigência de um diploma em educação física para o exercício de sua própria profissão.
Então questiono PARA QUE ESTÃO SERVINDO OS CURSOS SUPERIORES DE DANÇA EM TODO O BRASIL? Se muitos acham que deve-se exigir destes profissionais um diploma de um curso de educação física?
Aliás quem defende este posicionamento são sempre pessoas da área da Educação Física. O que não deixa de ser muito conveniente não?
Porque enquanto muitos pensarem assim e tentarem manipular o mercado acadêmico e profissional, realmente será um retrocesso para a dança e não teremos interesse nenhum por parte das instituições na criação de novos cursos de dança no Brasil.
Finalizando, quero deixar claro também que sempre respeitei e reconheci a importância do profissional de educação física, e o considero desenvolvedor de uma atividade extremamente necessária e importante, reconhecida internacionalmente pelas contribuições que dá à sociedade, produzido um conhecimento que se operacionaliza em intervenções junto ao ser humano que pratica atividades físicas e esportes, propiciando o aparecimento de uma relação inter e transdisciplinar no campo das ciências, em especial com aquelas ligadas à educação e à saúde. O profissional de educação física contribui ainda para a formação integral do ser humano, ajudando-o a desenvolver capacidades físicas como força, resistência, flexibilidade e coordenação motora. Além disso, sua atuação é de fundamental importância para assegurar a sociabilidade, o desenvolvimento cognitivo e emocional do aluno de Educação Física, para que ele alcance, através do lúdico e dos jogos, o pleno conhecimento do que significa ganhar e perder. Porém esta importante área do conhecimento denominada “Educação Física” tem suas especificidades próprias que diferem das demais manifestações culturais e artísticas, inclusive das Artes Cênicas. O que é obvio não impede estes profissionais de trabalharem como parceiros e busquem se ajudar mutuamente assim como outras áreas diversas. Mas cada um reconhecendo e respeitando a área de atuação e formação do outro, COM ÉTICA E RESPEITO.
Monica Mesquita
Acadêmica de Graduação em Artes-Teatro -MG
Áreas de atuação e formação: Teatro,Cinema e Dança-Teatro
Pessoal
Desculpe não ter me manifestado antes frente aos numerosos e acalorados comentários, mas estive envolvido num estimulante evento: Terceira Margem, em Fortaleza, um desdobramento da Bienal Internacional de Dança. Mas, agora julgo necessário enfatizar algumas questões. Quando pensei em trazer à tona a temática da dança na escola o fiz por três motivos fundamentais. O primeiro por verificar o processo lento de fazer a legislação ganhar implicações práticas. Segundo, pela verificação do desconhecimento ou justificativas equivocadas para posturas quanto à dança na Escola que não mais se sustentam. Por último, por achar que há um movimento ainda pouco eficaz e contundente (e aqui é uma autocrítica também) na direção de efetivar esta realidade. Como falou minha querida ex-aluna Lia, meu desejo era de refletirmos, e se possível, agirmos no sentido de “investir numa atitude colaborativa para que a DANÇA ganhe mais espaço” e mais, não que ganhe, mas que assegure o que já ganhou.
Cabe ressaltar o enorme respeito pelos inúmeros profissionais da dança, muitos amigos aí inclusos, que pelas contingências históricas graduaram-se em Educação Física, mas precisamos reconhecer as transformações que vêm buscando estabelecer uma justa legitimação ao campo de conhecimento que é a dança. Gosto muito da idéia anarquista que não temos gavetas, rótulos e que tudo e todos possam passear democrática e livremente por saberes e fazeres. Mas esta imagem utópica mascara uma série de estratégias políticas que em nada favorecem a dança. Afinal, por melhor que me saia no voleibol e nas inúmeras leituras e interesse pelo tema, isto não me qualifica a prestar concurso para professor de educação física e mesmo minha paixão por química, me habilita a lecionar tal disciplina.
Também é preciso lembrar que pela falta de um órgão de classe capaz de pressionar e brigar pelos profissionais da dança, esse novo e frágil território para dança na escola, fica à mercê de pressões e personalismos perigosos que precisam ser analisados com cuidado e sem ingenuidade.
Não pretendo aqui discutir as conquistas no ensino do esporte e das possibilidades que a dança traz ao ensino de educação física. Mas é preciso sim insistir e enfatizar e espernear, se for o caso (o que não incluir desrespeito nem agressão), que a dança é arte e os conhecimentos específicos que exige tal formação.
Trocar experiências, sim. Contar com a colaboração de todos, sim. Entender as especificidades de cada local, sim e as barreiras a se enfrentar. Mas não dá pra colocar “tudo dentro de um mesmo saco”. Cuidado! Muito cuidado! Não é o caso de se ter alguém que seja “dono da dança”, mas há de se ter o cuidado de que existem legislações e normas para o ensino, seja de matemática, seja de dança, exatamente para evitar que o ensino oficial não seja terra de ninguém, ou melhor, terra de qualquer alguém. Isso não garante que tudo se resolve da melhor maneira, como pontuei no texto, muitos desafios decorrem dessa nova situação da dança na escola. Mas se há regras para outros campos de saber, que assim o seja também para a dança, até pelo menos que se estabeleça uma livre docência que caiba ao aluno escolher que aula assistir e a competência de cada educador seja o determinante para sua função. Mas de novo esta é uma figura utópica por enquanto.
Enfim, estou falando de dança na escola, num país chamado Brasil. Fora deste território, que se dance e se ensine a dança que quiser, do modo que quiser. As escolhas neste caso são pessoais e daí sim, cada um escolhe o embalo que quer seguir.
Abraços cordiais,
Airton
Monica
Gostaria de obter mais detalhes da sua pesquisa sobre o campo de trabalho para as Artes Cênicas. Como se pode ter acesso a ele?
Só gostaria de salientar que meu interesse não reside em permitir que todos façam dança. Mas que os profissionais de dança se especializem cada vez mais, tanto na area educacional quanto profissional e desta forma os papéis se organizem. Por mérito e não apenas por um diploma (sem desmerecer nosso empenho acadêmico em busca de formação!).
Lutar através da dança e não contra quem a faz…
Um grande abraço com votos de que esta discussão respeitosa e construtiva continue, pois é assim que se promove conhecimento!
Lia Sfoggia
Olá Airton,
Que bom ver novamente suas colocações.
Este assunto sempre gera discussões pertinentes e mostra o quanto temos que conversar muito. Dança e a Educação Física.
Meu pequeno olhar sobre isso diz que concordo que a Dança tem que ter seu lugar no ensino, como tb é muito importante o conhecimento que a Ed. Física leva para esta arte, ou melhor dizendo, o ensino deste arte.
Creio que estes concurso devem ser para profissionais de dança sim, mas com dizer isto para Goiânia que não tem um curso de graduação? Este ano teve um concurso para Prof. Titular do CEFET-GO de dança. Tivemos duas pessoas concorrendo e olha que não foi específico para dança.
A Ed. Física busca seu espaço aqui e na dança daqui tb, enquanto os profissionais da dança ficam esperando. Isso que não pode acontecer.
Um outro pensamento que tenho é que para ensinar dança claro que a graduação é competente, agora, ensinar a ser artista, não creio que isto poderá ser feito lá.
Grande abraço pra vc Airton
Sacha Witkowski
Festival Diagnóstico da Dança – goiânia
Diretor Geral
Sacha
Exatamente este texto tem a proposta de retomar um tema do qual temos muiiito que conversar e assumir que embates são precisos e não são sinônimo de desrespeito ou coisa parecida, mas são sempre incômodos para ambas as partes. Tanto é que concordo com você quando diz que muitas vezes,a dança ”fica esperando”. Acho que não dá mais para esperar ou simplesmente concordar qu eé difícil, etc, etc….
Cada contexto vai ter de lidar com suas especifidades. Aqui no Rs já há um contingente de licenciados em dança, em outros locais ainda não. E é sobre estas relidades que temos de nos debruçar.
Quanto à formação do artista concordo com você que ´não é exclusiva da graduação universitária. Acho que as coisas no mundo se complementam. Mas gostaria de frisar que a formação do artista também tem um lugar importante na graduação universitária.
Muito bom poder estabelecer conversa novamente.
abção
Oi Airton
Minha pesquisa ainda está em andamento. Ainda este ano pretendo divulgar alguns resultados através de um artigo, que posso estar te enviando por email (basta me enviar seu endereço). Quanto à pesquisa mais completa pretendo divulga-la no ano que vem. Se você se interessar posso também enviar uma cópia.
Sei que o tema é polêmico, gera discussões e como você disse incômodo para ambas as partes. Mas como foi falado concordo que não dá para ficar esperando ou concordar com situações abusivas. Falar de mercado de trabalho, salários, política, profissionalização, ética, autonomia profissional, pesquisas etc enfim “teorias” para atividades extremamente práticas (assuntos chatos por muitos artistas), mas que são fundamentais quando se busca o respeito, a profissionalização, o reconhecimento e a autonomia da nossa área profissional.
Quando questiono “Educação Física x Artes Cênicas”, não quero desrespeitar ninguém, nem de nenhuma forma fomentar brigas entre estas duas categorias profissionais. Muito pelo contrário quero sim que muitos profissionais de Arte que talvez estejam acomodados “acordem”. E apesar de incômodo acho necessário debater o assunto.
Abraços
Monica Mesquita
Olá Querido, quanto tempo hein! Muito bom o seu texto, como sempre. Aqui em Belém, a Licenciatura em Dança teve seu iníco em março de 2008, pela Universidade Federal do Pará e, no próximo dia 09 de novembro de 2008, inicaremos as provas de habilidades específicas para o ingresso da segunda turma. O curso tem duração de 3,5, com carga horária de 3.150h, e anualmente são ofertadas 40 vagas. Quanto aos concursos para a área específica de dança tivemos dois concursos na ETDUFPA, 02 vagas para o curso técnico em dança e graduação, e recentemente a Fundação Curro Velho realizou concurso para a área com oferta de 4 vagas. Aos poucos a dança vai encontrando o seu lugar, mas concordo que ainda temos muito para avançar. A Licenciatura em Teatro inicia no próximo ano.
Beijos
Profa.Waldete Brito
Esreveu;
Como profissional da area de dança,atuante. Gostária de informar que no norte do pais, Manus-AM, também tem uma Universidade Estatual do Amazonas UEA,oferece cursos de arte e turismo.Formação em Dança e Música. Sou da 2ª turma do curso Licenciatura em dança de 2006Este ano realizou-se um concurso para uma vaga para coreografo pela UFAM. Concodo que educação fisica envade area dos profissionas da arte.
Abraços!
Olá,
estava em busca, pela internet, de artigos que dizem respeito a obrigatoriedade da inscrição do profissional da dança no CEFEF, e encontrei seu texto e li alguns comentários. Resolvi fazer esta pesquisa porque sou apaixonada pela dança, e pretendo fazer o curso superior na área, e também sou acadêmica do quarto ano do curso de direito. E esse é um tema bastante conflitante.
Do ponto de vista jurídico, basicamente o profissional da dança deve se inscrever no CEFEF quando exercer a atividade de professor, mas se optar pela carreira artistica então será regido pela Lei 6533/78, que regula alguns direitos dos profissionais da arte.
Na minha opinião, os termos da lesgislação são confusos, pois na lei que regula as atividades de educação física em nenhum momento fala sobre os profissionais da dança, porém, na resolucão 07/04 do CNE atribui à educação física a atividade da dança. Alguns projetos de leis foram propostos para que os profissionais da dança fossem excluidos da obrigação de se registrar junto ao CEFEF, esses projetos foram arquivados.
Os que defendem a inscrição dos profissionais da dança no CEFEF dizem que deve ser feito para controle das atividades, ou melhor para que estes profissionais estejam inseridos em um órgão de classe e fiquem sob a vigilância e proteção deste. Aqueles que defendem a não inscrição, alegam que estão aptos a dar aulas pela lei 6533/78, que inclui os profissionais da dança no ramo das artes cênicas.
Talvez o grande problema seja a confusão entre atividade física e artistica, é óbvio que a dança desenvolve uma atividade física, mas não se pode negar o carater artístico e esse deveria ser o predominante.
A minha pesquisa ainda não acabou, mas em um primeiro momento começo a pensar em um órgão de classe próprio para a dança, assim como para as demais artes.
Até mais.
Quando penso nas horas de estágio supervisionado que meus alunos da Unicruz realizam, durante os 4 anos de Licenciatura em Dança… Quando lembro das infinitas observações e regências que realizei em meu curso de Licenciatura em Dança (em Curitiba, PUC/ Fundação Teatro Guaíra)… Quando penso em todas as conquistas que temos, lentamente, conquistado desde a implementação do 1º Curso Superior de Dança, na Bahia… Penso que é hora sim de discutir! A discussão como forma de construir um campo, com a dignidade que ele merece ser construído. Parece que algumas pessoas levam a discussão como ofensa, e que os profissionais que fizeram “Dança” como graduação têm de se resignar e ficar “calados”, para “não alimentar discussões”… Ora, sejamos adultos; não sejamos ingênuos!
Airton, que bom você ter trazido este artigo. Voltarei a este espaço para falar mais. Isso está virando um fórum… Bravos ao comentário da Monica Mesquita.
Enquanto isso, continuarei a articular politicamente os trâmites dos “pampas”, no que tange ao presente assunto.
Olá. Participei recentemente do concurso para Professor Docente I da rede estadual de ensino no RJ, para o quadro de reserva de profissionais da Seduc. Nos conteúdos programáticos da prova de Artes, fica clara a desinformação do órgão que organizou a prova a respeito da área, onde se lê na ementa: “Conhecimentos específicos das diferentes linguagens da arte: Teatro (Artes Cênicas), Artes Visuais e Música”, de onde se pode supor ou que o órgão desconhece a própria legislação incluída em sua bibliografia a respeito da área de artes – PCNS, DCNS-, ou decidiu por excluir a área de dança deliberadamente. No dia da prova, casualmente, sentei-me ao lado de uma ex-colega de faculdade. Perguntei-lhe se conhecia qualquer profissional licenciado em Dança que houvesse ingressado no magistério público do Rio de Janeiro dês de que nos formamos, em meados de 2006. Me disse conhecer uma pessoa, que, aprovada, precisou entrar na justiça contra o Estado para que saísse sua nomeação. Vale lembrar do parecer do CNE/CEB N° 22 DE 2005, que realiza uma importante modificação legal nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, onde o termo “Educação Artística”, passa a ser denominado “Arte, com base na formação específica plena em uma das linguagens: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro”. [ http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pceb22_05.pdf
Acho super de mau gosto o comentário tecido quando diz respeito à Educação Física.Para os desinformados a Educação Física não se restringe à área da saúde.Uma afirmação desse tipo deve ser analisada e investigada antes de chegar a público…realmente é um ponto de vista… e muito mal fundamentado!!!! para os desinformados há cursos e cursos de Educação Física!!!!! desde a década de 80 que área sofre grande impactos e revoluções…e ainda há muito o que fazer…..tratamos antes de tudo de uma cultura do corpo… e esta envolve todas as manifestações sejam elas artísticas, esportivas, ou como queiram denominar e todas as relações sócio-culturais que envolvem o ser humano enquanto ser corpóreo e em movimento!!!!! a dança é de todos!!!!
fracos aqueles que a enxergam como mera execução de atos heróicos!!!!!!!!!!!!
O QUE VALE É QUE SOMOS EDUCADORES DO/PELO/PARA O MOVIMENTO!!!!
E QUEREMOS DANÇAR…..QUEREMOS MOVIMENTO!!!! REVOLUÇÕES!!! E ISSO SÓ SE FAZ COLETIVAMENTE!!!!
AH E A PROPÓSITO!!!!
NASCE-SE A CADA DIA MAIS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA COMPROMISSADOS COM OS ESTUDOS ACERCA DA ARTE/DANÇA…. SUAS ESPECIFICIDADES SÃO SIM PESQUISADAS,EXPLORADAS E ACIMA DE TUDO DANÇADAS… PODEMOS NÃO SER ENXERGADOS….MAS AQUI ESTAMOS FAZENDO O QUE MANDAM NOSSAS FILOSOFIAS…. DE VIDA!!!!!
AH E A PROPÓSITO HÁ ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO FÍSICA PESQUISANDO, EXPLORANDO AS ESPECIFICIDADES DA ARTE/DANÇA E ACIMA DE TUDO DANÇANDO!!!!!!!!
O QUE QUEREMO É VER ESSE CORPO BAILANDO!!!!
ENSINAR!!!!! DANÇAR!!!!!!
E SEGUIMOS O QUE NOS DIZ NOSSAS FILOSOFIAS…. DE VIDA!!!!!
Caro Roberto Rodrigues,
Pelos seus comentários, você parece ofendido? Realmente há cursos e cursos de educação física, assim como em todas as áreas, há profissionais éticos e os que Não tem ética…
Afinal você já parou para pensar em qual deles você se encaixa?
Pois o profissional de educação física que não quer atuar na sua área deveria fazer outro curso. É preferível do que querer se apropriar da área de outro profissional, pois isso mais do que falta de ética é crime.
È por muitos profissionais de educação física não desempenharem o seu papel, que nas escolas e em todas as esferas da sociedade estão cheias de pessoas, sem postura correta e obesas.
O propósito aqui não é desrespeitar nenhum curso ou profissional de Educação física. Apenas estou falando a verdade amparada na legislação brasileira, no MEC e Ministério do Trabalho
Se você gosta de ARTE deveria procurar outro curso para a sua formação. Pois cursos de educação física não fornecem formação em ARTE.
Defender a Educação Física é uma coisa. Agora um profissional de educação física, desrespeitar, querer se apropriar e atuar na área de outro profissional (no caso da ARTE da dança) é outra completamente diferente.
Aliás informe-se melhor a respeito da legislação pois Cursos de Educação Física São da àrea da saúde sim.
No Brasil assim como em vários paises do mundo, o papel das universidades é formar profissionais em diferentes e específicas áreas de conhecimento.
CURSOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NÃO FORMAM ARTISTAS de qualquer natureza, seja de dança, teatro, música , circo, cinema, etc. etc.
Você conhece algum curso de educação física que vincule atividades ARTISTICAS à ele? Que diz que forma profissionais de ARTE dentro de Educação Física? Conhece algum profissional de educação física que vincula atividades artisticas e de espetáculos à formação em educação física?
Se conhece poderia (ou tem a coragem) de me dar o nome da Universidade, destas pessoas e endereço. Pois estas univerdisades devem ser denunciadas. Assim como destes profissionais anti-eticos de educação física.
O MEC presisa saber URGENTEMENTE DISSO. Pois segundo a legislação federal os Cursos de Educação Física devem obedecer a uma legislação e prâmetros curriculares Federais, que não inclui formar ARTISTAS, seja ATORES, BAILARINOS, ARTISTAS CIRCENSES etc (ou professores destas atividades ou qualquer outra atividade artistica).
EDUCAR não é ensinar o aluno a falta de ética, de moral e o desrespeito profissional.
Por isso presisamos urgentemente de profissionais sérios com formação em ARTE seja em dança , teatro, música, Artes Visuais e Audio Visuais, para que os nossos alunos aprendam desdea infância com profissionais mais sérios e comprometidos com a educação.
Saliento aqui a importância do educador físico, para o acompamento corporal, postural e para a saúde, não só para do artista, mas qualquer ser humano, seja um médico, um advogado, engenheiro, arquiteto, etc. O que não lhe dá o direito de vincular as respectivas atividades destes profissionais à educação física.
PS.: Gente por isso presisamos urgentemente de um canal de denúncias ( A NÍVEL NACIONAL) para enviar às fiscalizações competentes do MEC, Ministério do Trabalho e SATED’s e outros orgãos representativos da classe Artistica, contra os PSEUDO professores de ARTES CÊNICAS (seja dança, teatro ou circo). Alguem tem alguma sugestão?
Abraços a todos
Monica Mesquita
Bom…
O título do texto já alertava para as necessidades de muitas batalhas… que são muitas e urgentes… ainda que não se precise apelar para violência, nem nada. Acredito que, com insistência e guerra podemso chegar lá. Mas guerra apenas à desinfomação ou à informação destorcida (tática de guerra muito usada para garnatir o poder tanta vezes ilegítimo e conquistado à força).
Fico feliz de ver você firme e forte Mônica, por aqui, pois um dos outros problemas que enfrentamos é a acomodação dos principais interessados, os licenciados em dança. E quando só há silèncio e não há protesto tenta-se ganhar no grito!
Desculpe Roberto, mas a Educação Fìsica é um curso da área da saúde sim e, levando-se em consideração que quatro anos é um tempo apertado para formar qualquer profissional, não consigo imaginar, por mais qualificado e bem intencionado que qualquer curso de Educação Fìsica seja, que ele consiga além de formar bem um educador físico, com todos as opções esportivas envolvidas, consiga-se ainda formar um artista.
Agora, sim, há muitos bons profissionais da educação física e que são artistas porque construíram uma formação de anos. E essa formação não foi em curso de Educação Física, pode ter sido informal, como boa parte da produção e formaçaõ de dança se fez neste país, sem demérito algum. Mas seria no mínimo um desrespeito com a dança querer impedir este passo significativo de se firmar como área de saber. A dança não tem dono, mas a dança oficialmente na escola tem sim e este é um compromisso ético, legal e profissional como o de qualquer outra área. Por ser uma realidade recente ainda vai deixar muitos incomodados, mas quem se preocupa de verdade com um futuro para dança, deveria estar dando total apoio para que se possa ter um perspectiva legítima de profissionalização para o ensino da dança em nosso país. BRigar por uma maior número de cursos de dança nos departamentos de Arte de Universidades Públicas e Privadas, pela qualificação destes cursos e dos eus corpo docente, do maior investimetnos em pesquisa,e tc…
E no mais, todos que querem ensinar fora da escola e coreografar e criar seu curpo e se apresentar em nada serão afetados.
Não me iludo que esse processo será tranquilo e rápido, mas creio que esse diálogo precisa ser continuo e persistente.
abçs
Caros,
Realmente este assunto despertou grande discussão.
A E.F lutou pra garantir seu lugar na Universidade, agora é a Dança. Claro que existem pessoas com discursos distorcidos , mas penso tb que tem que ter um curso de dança para formação de professores e pesquisadores em dança da área.
Mas continuo crendo que a graduação NÃO forma artistas. Pode sim, ajudar na sua formação com a prática teórica, mas não forma artistas.
Creio que a luta para garantir o espaço como uma área do saber, com disse bem o Airton, é importante. O que não podemos fazer é se gladiar entre nós e com os profissionais de E.F. Temos que enxergar as pessoas que querem se beneficiar com esta transição de ambos os lados. Como disse o Airton, existe pessoas da E.F com um discurso muito afinado sobre a dança, tanto na esfera teórica quanto na prática, mas creio que um Profissional de Educação Física não pode ser um profissional de Dança. As contribuições advindas das pesquisas da E.F saço enormes no campo do corpo sim, claro, mas são estudos. Nada de segregação, longe disso, mas temos que concordar entre nós que a luta não é contra a E.F. e sim para afirmar que EXISTE profissionais de Dança e que estes precisam se qualificar.
Grande abraço,
Sacha Witkowski
Goiânia.
Festival Diagnóstico da Dança
mas vc concorda que a E.F pode sim dar aula de dança com profissional de dança.
Esta última frase foi uma pergunta aos que acreditam e para o que não acreditam também.
abraços
Sacha
Olá pessoal…
Acabei de concluir o ensino médio e ainda ñ comecei o superior por ñ saber o que fazer. Meu sonho é ser uma grande profissional da dança, danço desde muito pequena, amo dançar!!! Porém, moro em PVH- Rondônia e ñ tem esse curso aqui, fico procurando um outro curso relacionado ao corpo (inclusive Ed. física), o q esteja mais próximo da dança p/ depois fazê-la…
Todos os dias penso na melhor solução, pois sei q ñ posso perder tempo… E foi assim q cheguei a este site, mas vendo essa discussão fiquei mas confusa ainda… Ñ vou dizer a minha opinião, pois em relação a muitos aqui sou inexperiente ainda e posso falar besteira, mas defendo muito a dança e de uma coisa eu sei: Cada qual no seu cada qual.. huashua
Estou aqui apenas p/ pedir ajuda a vcs, pois aqui onde moro ñ conheço ninguem formado em dança p/ debater. Eu seria capaz de sair da minha cidade p/ cursar dança (no caso em Manaus), mas será q vale a pena enfrentar a minha família q ñ é a favor p/ realizar esse sonho??? Fico pensando: E se eu ñ for bem sucedida financeiramente por ter escolhido o mais difícil podendo escolher qualquer um outro curso aqui…
Ficarei grata a quem puder me responder…
Obrigada!!! Andressa Dhayllana \o/
Oi Andressa,
Mudar de cidade é sempre muito difícil, mas quando visamos formação profissional, é algo necessário. O Curso Universitário de Dança em Manaus foi criado em 2001 e, conforme fui informada recentemente, obteve uma boa avaliação do Conselho Estadual de Cultura.
Minha sugestão é que você seja prática. Entre no site da Universidade do Estado do Amazonas, pegue o telefone e tente entrar em contato com a atual coordenadora, Lia Sampaio, e tire suas dúvidas sobre o curso. É melhor telefonar porque eles demoram para atualizar as informações.
O resto é planejar a viagem e ter em mente que muitos outros caminhos podem ser abertos… e o povo manauara é muito receptivo. Tenho certeza que farás grandes amigos. Dificuldades? sempre aparecem, o importante é superá-las.
Um grande abraço e sucesso.
Ítala Clay
Na minha opinião, por uma simples questão de reciprocidade, profissionais de educação só poderiam atuar no mercado do ensino de Dança no ensino médio caso TODOS OS EDITAIS públicos PARA PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA permitissem também a inscrição de profissionais licenciados em Dança. Seria o minimamente razoável. O mercado docente para profissionais de educação física é imenso. A atitude do CEFEF de adentrar um mercado destinado a Dança nos quadros da educação me parece simplesmente predatorial, algo que subtrai um espaço de formação importante dentro da área de Artes/corpo na formação educacional das pessoas. Profissionais de educação física que desejem trabalhar com dança, devem fazê-lo dentro da diciplina educação física, não na área de artes, pelos óbvio motivos acima expostos. Ou então, caso se sustente que dança e esporte são assim tão parecidos, que os inúmeros editais abertos para docentes de educação física sejam oficialmente abertos também a atuação de professores licenciados em Dança. Seria um espaço imenso a ser conquistado. Abraço.
Oi mônica. sobre o seu comentário
“Você conhece algum curso de educação física que vincule atividades ARTISTICAS à ele? Que diz que forma profissionais de ARTE dentro de Educação Física? Conhece algum profissional de educação física que vincula atividades artisticas e de espetáculos à formação em educação física? Se conhece poderia (ou tem a coragem) de me dar o nome da Universidade, destas pessoas e endereço. Pois estas univerdisades devem ser denunciadas.”
Não sei de que cidade vc é, mas essa é exatamente a situação do rio de janeiro, onde a única faculdade pública, federal de Dança, é um departamento dentro da faculdade de educação física. Trata-se do bacharelado em Dança do Departamento de Artes Corporais da UFRJ, para onde grande parte dos profissionais estabelecidos em dança tendem a migrar, acredito que pelo óbvio motivo da estabilidade do cargo público. mas se vc pesquisar um pouco, vai perceber que é um caso recorrente em diversas graduações em Dança do Brasil. Abraço.
Fiz um levantamento, pelo site do Inep, a respeito dos cursos de graduação em Dança existentes no Brasil, funcionando em faculdades de Arte e de educação física. Posto o link para facilitar a pesquisa.
http://magisterioemdanca.blogspot.com/2009/05/graduacao-em-danca.html
Também existe um texto que circula na internet que me parece bastante completo, a respeito dos argumentos jurídicos da não obrigatoriedade de filiação do profissional da Dança ao Cref. O post inicia com o comentário de ana Paula, feito acima. http://magisterioemdanca.blogspot.com/2009/05/seeduc-contrato-temporario-2009.html
Vivian
OBrigado por esta imporante e necessária contribuição. Fico bastante feliz por ver que o idança está servindo para que possamos dialogar neste vasto Brasil e podermos ir afirmando a atividade da dança em nosso país.
Estou divulgando essas preciosas informações!!!
abção
Oi Airton !
Dando uma olhada neste assunto Dança nas Escolas me anima a chamar atenção para o que estamos conseguindo atingir aqui na Alemanha. Dê uma olhada no meu site e veja os links http://www.tanzinschulen.de. Realizo grande e pequenos projetos em escolas por aqui.
Hoje a dança ocupa melhor este espaço importante na formação das novas gerações, para que o jovem possa participar da atualização da cultura da dança integrada a formação de base.
Espero que muito em breve de ponta a ponta no Brasil a dança seja inserida como componete na formação e auto entendimento da criança e juventude.
Naturalmente isto abriria um novo mercado profissional para professores de dança, porém o que contribui é o impulso da experiencia da criação, o espaço da auto-expressão. Antes de técnicas, o jovem e principalmente a criança, precisam viver o corpo de forma sensível e livre, voce não acha ?
Tenho aprendido muito nesta trilha pedagógica-coreografica. Creio que nos últimos 3 anos abracei mais de 2.000 jovens/crianças. O próximo projeto coreográfico coletivo com o tema Modest Mussorgsky para o palco da Kölner Philharmonie, estréia 28 janeiro 2010.
Desde minha última apresentação no Festival de Dança de Recife , quando nos conhecemos, estive no Brasil este ano para um Workshop em Brasília com a Cia Alaya de Dança, organizado por Lenora Lobo. Seria uma alegria compartilhar mais ….
Saudades! Um grande beijo, Lina do Carmo
Olá Airton! Estou escrevendo para contar que no meu município (Horizontina RS), já teve duas vezes concurso para professor de dança. Inclusive eu fiz o último e estou esperando para ser chamada. Abraço, Josiane (graduada em Dança – Licenciatura Plena pela UNICRUZ).
Josiane
Que boa notícia!!!
Vamos ficar em contato é legal a gente ter esse mapeamento e saber como vão se desenahando o ensino curricular da dança no RS.
centrodedanca@smc.prefpoa.com.br
parabens pelo trabalho com esse documento que voces possuem me ajudou muito com o que eu queria fazer…
Caro Airton,
Achei a discussão bastante proveitosa, apesar de às vezes “caliente”. Estive meio afastada pois estava terminando minha pesquisa. Mas como sempre os equívocos ainda parecem continuar…, pelo menos por parte de algumas pessoas da área da educação física.
Outro dia pesquisando na internet ví um artigo de uma tal de Rousejanny que ao que parece é uma educadora física de Goiás, publicado nos Anais do VI Congresso Goiano de Ciências do Esporte, Goiânia 10 a 12 de Junho de 2009, no qual ela cita os comentários sobre os textos publicados aqui que acho deveriam ser do conhecimento de todos.
Neste artigo ela cita site idança e diz que os comentários ao seu texto foram “cheio de farpas” por parte do pessoal das artes. É como se tivéssemos que continuar calados. Critica ainda a professora e pesquisadora de dança, Márcia Strazzacappa. Dentre outros e parece tentar descredibilizar todo o pessoal de artes, sobre a sua própria profissão.
Nota-se uma visão totalmente equivocada desta pessoa do que realmente seja a abordagem do profissional de educação física. Ela se confunde do que seja Educação Física ou Artes. Parece não saber qual é a abordagem de cada um destes profissionais. Um conveniente desconhecimento de muitos da área da educacão física por sinal. Sobre a legislação trabalhista, sobre formação e ministério da educação.
Vejo que muitos fazem equivocadamente um curso de educação física equivocados. Se confundem do que seja o profissional de Artes e do seja a Educação Física.
Pela legislação não só do Brasil a educação física pertence á área de conhecimento da saúde e biológicas. Isso vale não só no Brasil, mas nas equivalências profissionais do mundo pela OIT.
Como pessoa o indivíduo pode buscar conhecimento e formação nas áreas que quiser. Mas o que discuto é um interesse político de alguns da área da educação física em se apropriar de uma área de atuação que não lhes pertence por direito legal. Numa manobra política de apropriação e ampliação de mercado dos profissionais de sua área.
Só lembrando que a educação física não pertence ou engloba a área de conhecimento das artes. Mas como eu disse é muito conveniente ser da área da Saúde, Esporte Turismo, lazer… E tentar de apropriar também da área de Artes. Afinal quantos interesses de mercado estariam por trás de tudo isso? São muitas verbas e incentivos fiscais disponíveis e porque não tentar se apropriar de todas elas? Mesmo que tenha que ser anti-ético. Nós enquanto profissionais que estamos sendo lesados é que devemos lutar contra isso.
Enfim, acho que a batalha da dança oficialmente nas escolas continua. Ela é diária. Mas a tentativa de apropriação deste espaço por parte de profissionais de educação física não pode ser ignorada. Ela afeta diretamente os graduados não só em dança, mas também os de teatro, e das outras vertentes artisticas, banaliza e descredibiliza a nossa formação universitária.
Enquanto não forem delimitados espaços e tiver por aí professor de educação física achando que tem a mesma formação que um graduado em dança. Fica muito difícil até estabelecer um diálogo. Que aliás acho muito importante.
Como pesquisadora do mercado nesta área. E vendo aqui alguns comentários do pessoal de Goiás. Acho que lá estão ocorrendo muitos equívocos. Por exemplo. estive lendo o Plano Político Pedagógico do novo curso de Dança da UFG. Onde de forma equivocada e tendenciosa o Departamento de Educação Física desta instituição cria vínculos que não existem entre a dança e a educação física.
Para começar é estranho o curso de dança desta universidade está vinculado ao Departamento de Educação Física, mesmo tendo um curso de Artes Cênicas na instituição.
Tem que ser investigado o que está acontecendo lá. É obvio que os benefícios que um curso de dança traz muitos benefícios diretos e indiretos agregados em investimentos para o departamento de Educação física.
(Enfim não conheço, e não sei direito o que está ocorrendo, mas acredito que a UFG é uma unversidade séria, e não pode ser conivente com algumas questões) Alguém da região tem que ver o que está acontecendo.
Todas estas questões tem que ser discutidas nas conferências setoriais da cultura em todo o país, e de forma prática e objetiva.
Sinto ainda que infelizmente falta uma fiscalização efetiva por parte dos SATED’s e da FAEB sobre esta situação. Ou mesmo um Conselho Federal na área de Artes, Artes do Espetáculo, que inclusive foi proposto no último CONFAEB e CLEA em BH. Enfim falta até uma informação maior a todas as esferas da sociedade sobre a profissionalização e formação acadêmica em Arte.
E infelizmente não estamos sendo respeitados por muitos que deveriam ser colegas e parceiros como os professores de educação física. Até quando isso esta falta de ética vai continuar?
Abraço
Monica Mesquita
monimesquita@yahoo.com.br
Esqueci de citar as fontes:
http://www.rbceonline.org.br/congressos/index.php/congoce/VICONGOCE/paper/view/1765/340
Cara Monica
Não sou da Educação Física, sou artista da dança.
Mas seus ataques só fazem com que seu discussso não se configure como um discursso sensato.
Ao que me parece você não é também formada em uma Gradução de Dança e sim de Artes Cênicas, visto que você não está envolvida nas discussões sobre o que este termo (Artes Cênicas) acarreta para a dança nas esferas artísticas e educacionais. Enquanto uns lutam e falam para suprimir este termo, outros…
Cita o SATED,o Sated não tem que fiscalizar artistas da dança, temos sim que obter orgãos para a nossa dança. Sou do nordeste é na conferência Nacional este debate estava lá e aconteceu e foi levantado por membros de Universidades, agentes e artistas.Aprendi muito e quero acompanhar isto tudo ainda.
Aproveito o ensejo e peço ao Idança que publique alguma nota referente a esta luta (termos artes Cenicas e legislação para as áreas artisticas, que me parece foi um das propostas aceitas na II Conferência).
Grande abraço a todos,
Quero somar e não dividir.
Creio que assim vamos conseguir muito mais.
Carlos
Caro Carlos Moura
Não sei qual é a sua formação. Mas pela sua “ira” me parece ser formado em educação física. E como eu disse muitos profissionais desta área preferem ignorar convenientemente ignorar a verdade.
E repetindo mais uma vez Curso de Educação Física NÃO FORMA artista de Dança, qualquer tipo de profissional da área de Artes ou da categoria Artistica.
Portanto se você quer ser artista de dança procure uma formação específica nesta área.
Infelizmente o que você chama de “Ataques” eu chamo de Verdades.
Pelo seus comentários você se confunde e parece não saber do que está falando. Se não sabe o que é arte cênica procure se informar. Não sabe o que o SATED… ou legislação. Todos os cursos e profissões seguem uma regulamentação e legislação sim, inclusive a caráter mundial de equiparação profissional. Também sugiro se informar melhor….
Não tenho uma graduação em Dança mas sim em Teatro, ambas dentro da área de conhecimento das Artes. Ambas Artes Cênicas sim.
Ao contrário da educação física um curso da área da Saúde e Biológicas cujo curso similar é fisioterapia ou nutrição por exemplo. Portanto não se confunda.
Além disso nunca disse que um curso de Teatro substitui um de Dança ou vice versa, ambos são autônomos, apesar de vários profissionais migrarem e serem aptos a ministrarem disciplinas nas áreas assim como acontece com outros cursos da área artistica, como música e Artes Visuais.
E quando cito as graduações em Dança e Teatro (Artes Corporais) é porque nós desta área estamos sendo vítimas de interesses mercadológicos da educação física.
Enfim Carlos, procure se informar sobre legislação, Diretrizes Nacionais do MEC para cursos de Graduação. Leia o CBO do Ministério do Trabalho. Respeite o SATED (mesmo você não sendo artista).
Enfim é isso. Leia outros post’s meus e antes de acusar ou falar bobagens, procure saber o que você está falando. Só assim você poderá somar …
Todas as minhas colocações tem embasamento na legislação nacional e mundial e em anos de experiência na área artistica.
Qualquer dúvida me coloco a disposição.
Mônica Mesquita
É Mônica,
Não sou da Ed. Física e sim artista, e como vc nunca ouviu falar de mim eu tão pouco de você.
O que eu quero dizer é que você ataca sim e se coloca como a dona da Verdade. Enquando você defende Artes Cênicas já existe grupos e importante do Brasil que defendem a extinção deste termo, sabia. E não existe errado e certo e sim posicionamentos. AFF!!
Você se atem muito em legislação, é importante sim, concordo com você. Mas o caminho que você está seguindo de ataques (no qual você chama de verdade e que verdade é relativo) não vai conseguir a adesão de pessoas importantes.
Algumas delas que você até tenha estudado da Faculdade e que não tem graduação em dança. Eu admiro muito Cássia Navas que: Professora-doutora do Instituto de Artes (IA)/Universidade Estadual de Campinas, é graduada em direito (USP), doutora em dança e semiótica (PUC/SP), pós-doutora em artes (ECA/USP), especialista em gestão e políticas culturais (UNESCO, Université de Dijon, Ministère de la Culture/France) e que não em a Graduação em Dança e portanto não pode falar sobre dança???? Que isso!! Existem outros viu! Processe eles eñtão
Desculpe ao idanca.net, mas acho que devem limitar os caracteres destes comentários, senão viram balcão de oportunidades. Acho que devemos colocar opinões sim, mas desqualificar outras é dose!!!
Teatro é Teatro
Dança é Dança
Circo é Circo
Cada um com suas particularidades e afinidades.
Carlos
Falou e disse Carlos!
Acho pertinente o idança delimitar a quantidade de caracteres dos comentários. Aqui não é lugar de “vender seu peixe” de forma tão repetitiva e desgastante. Os comentários, acredito eu, servem para complementar o texto, discutir de forma inteligente, e não para publicar seus trabalhos, repetitivamente….
Sou artista, sou pesquisadora, sou formada em Educação Física, sou MILITANTE DA DANÇA, com letra maiúscula mesmo! E não é minha graduação que vai tirar isso de mim.
O Sated não me reperesenta, não faz nada pela classe de dança (pelo menos onde eu moro). As lutas pela dança aqui, são movimentadas pelas pessoas da dança, formadas em Educação Física, Geografia, História, Ensino Médio, etc.
Não descartamos ninguem pela sua formaçao. Todos somam, e é assim que conseguimos as coisas.
Sim, educação física integra as ciências da saúde, o curso de dança da ufrj faz parte do “centro de ciências da saúde”, não do “centro de letras e artes”, como os cursos de música e artes visuais da instituição. Nada de tão grave até aí, porque se poderia alegar que haveria então uma dança/educação física e outra dança/arte. O problema começa, ao menos nas escolas, com a questão das pcnem, e no bojo, da matriz de referência do novo enem, onde a educação física é, já pelo mec, deslocada das ciências da saúde para “linguagens, códigos e suas tecnologias”, que engloba português, artes, língua estrangeira e educação física. Sob esta perspectiva, a educação física estaria mais aparentada com português e artes do que com a biologia por exemplo. Esta nova história de cultura corporal, que está na matriz de referencia do enem mas que a maior parte dos profissionais de educação física desconhece completamente, favorece em muito este tipo de brecha, que dá espaço até para que o professor de futebol ministre música e artes visuais. Não é tudo linguagem? Em SP os professores de português não são os únicos habilitados para ministrar artes para jovens e adultos? Já não houve o do Intituto Federal do Espírito Santo onde se abriu concurso público para professor de Português/Artes? http://magisterioemdanca.blogspot.com/2009/10/linguagens-codigos-e-suas-tecnilogias.html Já que é assim, se o professor de educação física pode ministrar dança, porque não pode dar aula também de música e artes visuais? Sem querer parecer apocalíptica, não acho nada improvável. Continuo achando que precisamos mesmo é de um conselho federal de arte educadores, aos moldes mesmo do CONFEF. Porque se o professor de português pode ministrar arte mas não educação física é só por cauda do confef, que está lá para proteger a sua jurisdição.
Vivian,
Concordo com você que o precisamos é de um Conselho Federal de Artes, extensivo a todas as linguagens artísticas e englobando tanto os artistas, quanto os professores, bacharéis e licenciados na área das Artes (se o conselho for de arte-educação, acredito que ficaria restrito apenas à educação o que não resolveria os problemas). Isso foi colocado inclusive no último CLEA ocorrido em BH. Porém nestes congressos de Arte e até em congressos internacionais e importantes como o CLEA, muito se fala e realmente pouco se faz de prático e efetivo.
Penso ainda que infelizmente a representação política da nossa classe e do segmento artístico ainda é muito “fraca”e fragmentada. Cada região cria uma associação (e são muitas) seja de artes visuais, música, dança, ou teatro mas sem força política nenhuma. Preocupando-se apenas com o “próprio umbigo” e em receber verbas de leis de incentivo do governo (às vezes migalhas), o que acaba criando uma viciosa política assistencialista no meio.
Acredito que toda a classe artística deveria dar mais valor à formação e a educação, pois ela é a base que onde se forma esse futuro profissional da Arte. Alem de ser um importante mercado de trabalho. Porém muitos artistas não querem dar aula; mas depois acabam tendo que dar aula para sobreviverem, pois como eu disse a educação é importante mercado para as artes, mas ainda desvalorizado por estes profissionais.
E enquanto isso a educação física avança… vendo a brecha de mercado muitos se aproveitam disso… Tentando inclusive mudar leis em benefício próprio, como esta questão do MEC citada por você (os interesses atrás de tudo isso são enormes, pois a educação física quer tentar conseguir os incentivos institucionais e verbas do governo para o esporte, saúde e como se não bastasse também se apropriar das verbas da arte e cultura).
Mas os grandes culpados são mesmo os profissionais da própria classe artística que não reclamam e não fazem nada com relação a essa questão… Mesmo diante da gravidade dos fatos. E não vêem que tudo se trata de uma jogada política e mercadológica, visando o interesse da classe dos educadores físicos, e que prejudica os “verdadeiros” profissionais de arte do país.
Sei do problema de São Paulo onde professores de português ministram aula de Artes. Aqui em Minas o problema maior são os profissionais de Educação Física. Muitos inclusive são extremamente contra pois querem mesmo é atuar na sua área que é a educação física. Aliás Isso já foi denunciado à FAEB, ao MINC, FUNARTE, denunciando em congressos…. E acho que temos que denunciar muito mais…
Enfim, acho que deveria ser feito uma campanha pela criação deste Conselho Federal de Artes, para defender os interesses da classe, de forma unificada, pois só assim teremos mais força política e seremos mais respeitados, e poderemos fazer algo mais efetivo contra esses abusos que vem ocorrendo. Inclusive com assessoria jurídica pois a lei nos ampara em muitos casos e a grande maioria nem sabe disso…
Abraços
Mônica Mesquita