Historicamente a dança surgiu nas tribos primitivas; mas, a nível artístico para apresentações teatrais, passou pelas danças circulares, danças sagradas, folclóricas e pelo teatro Kabuki oriental, alcançando grandes platéias com os ballets russos e várias outras escolas européias (francesa, inglesa, italiana); tornando-se assim profissão.
Já na Rússia havia uma grande produção cultural e artística: nas criações de Diahlev, Petiba, Anna Pavlova, Nijinsky, Tchaikowsky; todos eles viveram profissionalmente da arte. Acrescentemos ainda a dança moderna e contemporânea de Isadora Duncan, Ruth Saint Denis, Ted Schwn, Mary Wigman, Kurt Joos, Martha Graham; eles transformaram-se em grandes ícones com toda a certeza ao deixarem seguidores e trabalhos profissionais.
Em nosso país até hoje, em pleno século XXI, o mercado de trabalho do profissional de dança é dificultado pelo protecionismo e o patrimonialismo, aliado ao descaso com a educação e a cultura, contribuindo para quase descartar o profissionalismo na área de dança. O mercado de trabalho e as pessoas que profissionalizam-se não têm uma orientação prévia de como começar a se auto-sustentar através do seu trabalho. Esta posição precisa ser substituída pela valorização do profissional, para que estudem, pesquisem e se reciclem, atualizando-se constantemente.
As companhias de dança pagam aos seus artistas – coreógrafos, bailarinos ou diretores artísticos – quantias consideradas baixas, com a desculpa de serem subsidiadas pelo governo, seja ele estadual ou municipal, confirmando assim o baixo orçamento que é existente para a cultura e a educação.
Os professores de escolas particulares não sabem ao certo quanto devem cobrar pelas aulas a serem ministradas por eles, então, jogam-se no mercado de trabalho, que é por si só diversificado, sem uma exata noção de como cobrar pelo serviço prestado. Os sindicatos proporcionam uma proteção quanto às leis que qualificam os profissionais de dança. Eles estabelecem uma tabela de preços que seve como piso salarial, estipulando quanto deve ser cobrado por aula. Tabela esta que é bastante flexível.
A Lei 6.533 de 24 de Maio de 1978, art: 10 incisos I ao XII, e os artigos 11 e 12 esclarecem sobre vínculos empregatícios. Usualmente pode ser cobrada a porcentagem por aluno ou hora-aula; portanto, o profissional encontrará no mercado de trabalho de dança “contrato de prestação de serviços” ou carteira de trabalho assinada, com todos os direitos e deveres das leis trabalhistas do país. Parece incrível, mas como “práxis” de uma economia em constante assimetria, ainda é difícil o profissional trabalhar com carteira assinada.
No caso de optar por um concurso público, o professor não encontrará a opção professor de dança em todos os municípios, é geralmente encontrada a opção na disciplina Educação Artística, o que é assegurado pela Nova Lei de Diretrizes e Bases da educação.
Como professor universitário em faculdades públicas, acredita-se encontrar um maior grau de estabilidade profissional. No entanto, como ocorre atualmente, terá como pré-requisito o mestrado e/ou doutorado na área de Artes ou Educação. As leis trabalhistas existem e devem ser aplicadas corretamente a favor do exercício da profissão, como está no decreto nº 82.385 de 5 de Outubro de 1978, “que dispõe sobre a profissão de artista e técnico em espetáculos de diversões e dá providências” e o quadro em anexo a este mesmo decreto sobre “Títulos e descrições das funções em que se desdobram as atividades artísticas”.
O profissional precisa saber valorizar-se embasado pelas leis citadas acima. É correto afirmar que o profissional não deve ficar somente com o nível técnico, ele precisa de teorias que o façam perceber o real empenho para que a dança caminhe lado a lado com a educação, contribuindo também para o desenvolvimento intelectual do aluno.
Por que não uma pessoa passar por todos os estágios ou etapas que contribuem para a formação do artista? Por que não passar pelos anos de formação em disciplinas de Artes no ensino pré-escolar, fundamental, médio, superior e especializações como mestrados e doutorados? Só assim o futuro profissional galgará as várias etapas existentes para a sua formação e alcançará a confiança e reconhecimento da sociedade posicionando-se positivamente diante de uma sociedade mais contemporaneizada.
Daisy France Baraúna é professora. Graduada em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); bailarina formada pela Royal Academy of Dance e especialista em Coreografia, Psicopedagogia e História da Arte.
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Olá,
Sou graduanda do Curso de Dança na Universidade Federal de Viçosa. Este texto me chamou a atenção por se tratar do mesmo assunto de um artigo (para a disciplina) que eu escrevi nestes dias atrás. Este assunto muito me interessa, pois já passei por alguns constrangimentos na própria Superintendência de Educação da região. Com alegações do tipo que eu não poderia receber autorização para dar aula de Artes na escola porque “Dança não é arte!”. Isto é muito sério, principalmente ao perceber que este pensamento não é apenas de pessoas de fora do meio educacional. Nós profissionais e futuros profissionais da área de Dança vamos brigar ainda muito para conquistar um pouco mais de repeito no âmbito profissional.
Oi, Rafaela! sou Eduarda! Já graduada em Dança pela Universidade Federal de Viçosa, e estou trabalhando desde fevereiro pra prefeitura de Colatina/ES, e agora também para uma escola particular. Nos dois tenho carteira assinada, mas como professora, sem especificar o cargo, dou aulas de dança e ja enfrentei algumas dificuldades por aqui. Essa semana mesmo estou na seguinte situação na escola particular, uma das diretoras pediu pra eu fazer com o grupo de dança uma apresentação p igreja(graça rs), fiquei meio aborrecida. Primeiro q m sinto acoada em fazer pq quem pediu é superior meu na prefeitura, e ele nao tem nada haver com esta escola, e outra pq já estou ensaiando espetaculos com eles, é muita informação p cabeça dos alunos, mas eles acham q é qq coisa! Só q eu nao quero fazer qq coisa! Ela ainda falou q eles(os alunos) nao tem querer, é um grupo de dança e tem que ir!
É mole!
Tem que ter muito jogo de cintura!
Realmente Rafaella,com este comentário só afirmo a minha posição quanto ao papel que o professor de dança tem que desenpenhar na sociedade contemporânea,aliando-se sempre a educação.Voce conta que existem pessoas que não consideram dança como arte.Em todas as faculdades em que existe o curso de dança para graduandos no curso “licenciatura em dança” ou dançarino profissional esta inserido na área de artes ou arte e ciencias humanas. Se dança não é arte,então rasgo todos os meus diplomas adquiridos no decorrar dos trinta anos que me dedico a área em questão. Fiquei curiosa;então dança é o que? passa-tempo?entretenimento? Posso deixar a minha impressão sobre esta postura adotada por estas pessoas;não conhecem nem historia da arte,nem historia da dança e muito menos todos os téoricos e estudiosos do assunto,desde a antiguidade classica,até a contemporâneidade. Resumindo são totalmente ignorantes no assunto.
Cara Dayse e colegas
Sou acadêmica do 6o. Período de ARTES-Teatro. Como já comentei anteriormente em outros debates, O tema da minha monografia é sobre a perda de espaço profissional dos profissionais de Artes Cênicas (Teatro, Dança e Circo) para profissionais de Educação Física que ao meu ver estão tentando manipular o mercado para se beneficiar ampliando sua área de atuação profissional. Claro que prejudicando e restringindo e tentando se apropriar da área do profissional de Artes Cênicas. Medidas contra isso tem que serem tomadas urgentes.
(Desconheço alguma pesquisa ou registro a respeito se alguém tiver algum dado, registro ou pesquisa peço me enviar que será de grande ajuda).
Pois bem, a cada dia me deparo com situações mais absurdas. Manipulações na mídia, nas escolas, e até mesmo dentro das próprias universidades, onde o “LOBI” dos profissionais e cursos de educação física tentam vincular as artes Cênicas (dança, teatro e circo) à formação e ao profissional de educação física, o que ao meu ver, não passa de uma farsa para enganar o público e promover os cursos de Educação Física.
Nesta minha reflexão do panorama: ARTES CÊNICAS x EDUCAÇÃO FÍSICA, uma conveniente e tendenciosa afirmação é dizer que dança não é ARTE e sim exercício físico, Isso é uma manobra política de Cursos e profissionais de educação Física, para se apropriarem da Dança e a inserirem dentro da disciplina Educação Física. Só que vale esclarecer que:
Os cursos de Educação Física pertencem à Área da saúde. A dança entrou no curriculo deste curso como ginástica. Dentro do contexto da educação física tem outra intencionalidade; é utilizada como forma de socialização, exercício e condicionamento físico, visando sempre preservar o bem estar e a saúde e NÃO apresentações artísticas e de espetáculos. Ou seja um profissional de educação física pode até se utilizar da dança, de forma instrumental, mas sua intervenção é com relação por exemplo à quantidade de calorias perdidas durante a dança, (Irrelevante para o ARTISTA), e professor de Dança que a utiliza como forma de Arte, linguagem e espetáculo. Porém o que se vê em muitos lugares principalmente no interior, profissional de educação física querendo montar espetáculos e apresentações públicas de dança e teatro, preocupado-se com questões Artísticas e Cênicas, que não lhe são pertinentes, como iluminação, cenário, figurino, interpretação, coreografia, encenação, dentre outros elementos artísticos que NÃO SÃO DE SUA ALÇADA. Tudo isso para tentar se apropriar desta fatia do mercado. Umas das estratégias é mudar o nome das ATIVIDADES ARTISTICAS DE DANÇA TEATRO E CIRCO, chamando-as de atividades esportivas ou culturais (o que na prática da no mesmo apenas muda o nome para ser conveniente). Enfim é PICARETAGEM mesmo.
Segundo Os Parâmetros Curriculares Nacionais a Dança deve ser ministrada na disciplina ARTES.
Aqui em Minas por exemplo já chegou ao absurdo da Secretaria Estadual de Educação divulgar no programa Aluno em tempo integral em 2008, que contrataria somente professores de Educação Física para dar aulas de Artes (Dança, Teatro, Música e Artes Visuais), chamando estas atividades de Cultura e Esporte. Quer Absurdo maior? Depois de algumas reclamações e intervenções, ficaram de mudar o projeto.
Aliás quero aqui relatar um absurdo que ouvi de uma funcionária da Secretaria de Educação local que disse algo similar ao relatado pela Rafaella; quando eu lhe questionei que profissionais de Educação Física não tinham formação para dar aula de Arte ela me respondeu: Você é que pensa, os cursos de educação física, estão “passando a perna em vocês” porque estão se utilizando de atividades de extensão para além de se habilitar como professores de educação física, também como professores de atividades artísticas. “Pena que não gravei o que ela disse”.
Só que ela se esquece que atividades de extensão NÃO habilitam ninguém muito menos substituem uma graduação, além do mais devem ser desenvolvidas dentro da área de conhecimento do específica do curso.
Aqui em Montes Claros-MG, onde moro atualmente (pois morava em BH), a situação é gravíssima, porém estamos tentando reverter este quadro. Entramos com um processo dentro da própria Universidade, onde estudo pedindo que esta se posicione e que defina a área de atuação dos profissionais de Educação Física. Pois estes estão tentando interferir, se apropriar e desviar seu foco de atuação usando projetos ARTISTICOS DE EXTENSÃO DE TEATRO E DANÇA, além de cursos e atividades Artísticas, vinculando profissionalmente estas atividades e projetos ao profissional e cursos de Educação Física. Já estamos inclusive tentando uma intervenção do Conselho Estadual de Educação, caso nada seja feito.
Acho que nós da área artística temos muita culpa nisso. Por não nos posicionarmos politicamente, pesquisarmos e procuramos entender sobre a legislação, lutarmos pelos nossos direitos profissionais, além de cobrar e exigir uma fiscalização efetiva.
Como já comentei antes, para isso é preciso nos unir e organizar, e parar com essa bobagem de querer desvincular o “fazer” artístico do “ensinar”, da pesquisa, do registro acadêmico, da cultura, folclore, histórico, publicações, enfim registrar a nossa história. E SIM, o fazer ARTISTICO envolve termos posicionamento políticos também.
Sei que tomar um posicionamento é difícil e tem um preço. Mas o dia em que ARTE não for ARTE, isto é apenas mudar o nome para atender à conveniência de profissionais Anti-éticos, como disse a Dayse France é preferível rasgar nosso diploma.
Abraços a todos
Monica Mesquita
Acadêmica de Graduação em Artes-Teatro -MG
Áreas de atuação e formação: Teatro,Cinema e Dança-Teatro
Olá Dayse,
Primeiro gostaria de parabenizá-la pelo artigo. Espero que ele “abra os olhos” de todos para a valorização do profissional de Dança. Gostaria de completar dizendo que adorei o espaço que torna possível mostrar o ponto de vista de profissionais de diversas áreas.
Na verdade, eu gostaria de fazer um parênteses no comentário da Mônica. Concordo que existem muitos profissionais despreparados atuando na Dança. Em meu artigo de conclusão da Pós-graduação em 2004, constatei que havia até profissionais da área de jornalismo atuando em Escolas de Dança renomadas no Rio de Janeiro. A Dança enquanto ARTE deve ser ensinada por profissionais da Dança e da Arte que se preocupam com a estética visual com figuras, montagens coreográficas, desenhos e composições. É um absurdo o profissional de Educação Física se preocupar com coisas desse tipo, quando algo muito mais importante está em jogo: o ser humano.
O que não concordo e não entendo é o preconceito referido aos profissionais de Educação Física. Noto que seu comentário é de um profissional artista e não de um educador. Primeiro porque Educadores são éticos e a ética profissional não nos permite chamar outro profissional de picareta, pois mais que acreditemos nesse ponto de vista.
Como você mesmo disse, cuidar do corpo, do físico, preocupar-se com calorias, grupamentos musculares, valências físicas, são competências sim!, do profissional de Educação Física que atua nas academias de ginástica. Mas é só isso? É só na academia e nos clubes que o profissional de Educação Física atua? Quem é o profissional que trabalha a Cultura Corporal na escola? Você sabe qual é o objetivo da Educação Física na Escola?
A Educação Física no âmbito escolar tematiza formas de atividades físicas corporais, tais como: jogo, esporte, danças, lutas, ginásticas, formas que configuram o que chamamos de Cultura Corporal. O professor de Educação Física na escola trabalha com um indivíduo integral. Não se preocupa com a perfeição ou com o auto-rendimento, isso é competência do profissional que trabalha com atletas. O objetivo da Educação Física na escola perpassa a preocupação única e exclusiva com o corpo, afinal de contas na escola somos professores e formamos cidadãos. Além disso buscamos ampliar o repertório motor da crianças, fazer com que o aprendizado se torne significativo, trazer benefícios que muitas vezes não serão compreendidos mesmo por ela adulta, melhorando noções espaciais, lateralidade entre outros aspectos e a Dança é um meio para que isso aconteça. Aí eu te pergunto: A dança não trabalha isso?Esse é mais um motivo para a Dança ser ensinada por PROFESSORES de Educação Física na Escola. Concorda?
O grande problema é que estamos tão acostumados a invadir o espaço do outro e fica assim mesmo. Os profissionais de Educação Física se subdividem em áreas que podem se relacionar com outras como a sociologia, a saúde, a estética e a educação. Ainda há um questionamento sobre o ensino do Pilates, ex: Pilates com objetivo de reabilitação, para pessoas com patologias e problemas posturais é competência do fisioterapeuta, mas o Pilates como forma de condicionamento físico, objetivando a melhorar a performance corporal é competência do profissional de Educação Física.
Cada profissional atua na sua área! E o profissional de Educação Física por abranger várias áreas de atuação diferente deve ser especialista. Mas existem pessoas que não sabem disso, talvez por isso, as pessoas acham que o mesmo professor que dá aula de musculação e ginástica, é o mesmo que trabalha em hotéis, clubes, e é o mesmo que educa nas escolas.
O problema não é a desinformação das pessoas sobre as diferentes especializações do profissional de Educação Física, mas de pessoas que se calam ao ouvir comentários como esse. Não devemos nos calar! Assim o país não muda, e eu acredito nele!
Grasiella Martins
Pós-graduando em Dança pela Universidade Gama Filho
Po´s-graduada em Recreação pela FAMATH
Graduada em Educação Física pela UCB com muito orgulho!!!!
Debater sempre é muito bom e construtivo. apenas quero acrescentar que o profissional de dança,é um profissional das artes cênicas, e é um especialista em dança e arte por ter na grade curricular da graduação matérias como:historias da arte e da dança,educação artistica,cinesiologia e anatomia,técnicas de danças variadas:ballet,dança moderna,danças folcloricas,dança contemporânea,e materas ainda mais específicas como:estudo da forma,estudo do espaço,composição solistica,e outras materias ligadas a área de educação,sem falar em música. isto configura um curso destinado a formar profissionais artistas. agora se nós pertencemos a uma sociedade que ignora a formação do artista com formação em educação já é um problema a ser resolvido separadamente. Quanto a invasão citada acima por uma profissional que diz os professores de educação física estarem invadindo o mercado de trabalho dos professores de dança;concordo;mas o sindicato dos profissionais de dança já tomou providencias jurídicas quanto a este fato,o que ocasionou uma diferenciação marcante entre o profissional de dança e o de educação física. Também quero relatar que por vivermos em uma sociedade bastante preconceituosa,muitas pessoas que praticavam dança antes de entrar para uma universidade optaram em fazer um curso de educação física ou por que na cidade não existia o curso de dança a nível universitário ou por que a famíla ainda hoje vê um curso de artes como sinônimo de vandalismo ou vagabundagem. Menos é claro quando este artista ganha a notoriedade em um veiculo de comunicação como a televisão e passa a ser uma pessoa de muito sucesso e prestígio. Os cursos tradicionais como :medicina,direito,engenharia,etc;ainda são os aceitos com mais respeito pela nossa sociedade tradicionalista e predominantemente patriarcal.
A todos,
Antes de tudo quero deixar claro, que respeito e não tenho nenhum tipo de preconceito com relação ao profissional de Educação Física. Muito pelo contrário. sempre reconheci a importância deste profissional e reconheci a contribuição do mesmo para a sociedade, nas intervenções junto ao ser humano seja na educação, saúde, pratica de atividades físicas e esportivas ou no desenvolvimento de capacidades físicas como força, resistência, flexibilidade e coordenação motora. Porém cabe lembrar que esta área do conhecimento denominada “Educação Física” tem suas especificidades próprias que diferem das demais manifestações culturais e artísticas, inclusive das Artes Cênicas.
Sei que esta questão EDUCAÇÃO FÍSICA X ARTES CÊNICAS, é polêmica e inconveniente (principalmente para alguns da área de Educação Física). Cabe aqui ressaltar que minhas colocações se referem à ALGUNS profissionais e não é extensivo a todos é “obvio”.
Acho até engraçado que tenhamos que falar sobre ética. Para mim falta de ética é querer se passar por um profissional que não é. Alias posso substituir a palavra PICARETAGEM por FALSIDADE IDEOLÓGICA (termo jurídico usado para definir profissionais que tentam se passar por outro pelo qual não tem formação) o que na prática dá no mesmo.
Quanto a afirmações de que a dança deve ser ensinada por profissionais de Ed.Física na Escolas, isso só mostra o desconhecimento legal e o equívoco de como muitos profissionais de educação física vêem a dança. E mostra o quanto estou certa quanto ao desejo da manipulação de mercado para se beneficiar.
O fato de eu ser profissional de teatro e defender ardentemente a dança é porque essa questão da educação física já está prejudicando e refletindo também nos profissionais de teatro (profissão também “objeto de desejo” desse domínio imperialista profissional).
Vou repeti o que já falei em outro comentário, e que deveria ser de conhecimento dos profissionais de Ed. Física:
“A DANÇA EM EDUCAÇÃO FÍSICA” (disciplina que normalmente tem nas grades curriculares dos cursos de Educação Física), que representa carga horária irrisória no total deste curso (quase sempre), e que não qualifica estes graduados como profissional da área de dança (seja bailarino, dançarino, coreógrafo ou professor de dança). A dança dentro do contexto da educação física tem outra intencionalidade; é utilizada como forma de socialização, exercício e condicionamento físico, visando sempre preservar o bem estar e a saúde.
Vale ressaltar que alguns exercícios físicos e atividades tradicionalmente utilizadas pelos Profissionais de Educação Física foram travestidos de Dança: Dança Aeróbica, Aerodança, Fitness, Dança e Power Dança, que nada mais são do que Ginástica Aeróbica. Podemos citar ainda a Hidrodança, que nada mais é do que Hidroginástica. Portanto, nesse contexto de modismos desenfreados, impõe-se identificar a INTENCIONALIDADE, o fim que se quer alcançar com a atividade de Dança. É importante deixar claro que, diferem totalmente das manifestações ARTÍSTICO-CULTURAIS E DE ESPETÁCULOS, ou seja a Dança ARTE e a Dança COREOGRÁFICA com intenção de ESPETÁCULOS ARTÍSTICO-CULTURAIS, para efeito de exibição e divulgação pública, são atividades do ARTISTA e não do profissional de educação Física
Cabe aqui lembrar que assim como outros os outros cursos superiores no Brasil os cursos de Educação Física devem obedecer as instruções nacionais e as ”Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação” do Ministério da Educação – MEC, que fazendo distinção entre as áreas, define o teatro e a dança no campo das Artes Cênicas, ou seja, como Ciência Humana, Cultural e Social, enquanto coloca a Educação Física no campo das Ciências Biológicas e da Saúde
Infelizmente não dá para FINGIR que está tudo bem , quando vejo muitos profissionais de educação física tentado driblar em benefício próprio a legislação , tentando vincular para agregar e monopolizar atividades ARTISTICAS para a sua profissão.
Aliás quem defende este posicionamento são sempre pessoas da área da Educação Física. O que não deixa de ser muito conveniente não?
Lembrando aqui que os profissionais de educação física e seus respectivos conselhos impedem a atuação de profissionais sem a formação específica em educação física em sua área, como um instrutor de ginástica por exemplo.
A legislação trabalhista, as orientações curriculares do MEC, a Lei 6. 533 de 24 de maio de 1978, bem como o decreto nº 82.385 de 5 de Outubro de 1978, , “que dispõe sobre a profissão de artista e técnico em espetáculos de diversões e dá providências” e o quadro em anexo a este mesmo decreto sobre “Títulos e descrições das funções em que se desdobram as atividades artísticas”. Devem ser mais divulgados e temos que buscar o efetivo cumprimento dos mesmos.
Como eu disse também nós artistas não podemos separar o “Fazer” do “ensinar” e sermos Artistas-Educadores.
PS:
Dayse,
Gostaria de saber contato do Sindicato dos Profissionais de Dança. e também a respeito de providências jurídicas e EFICAZES que devem ser tomadas contra profissionais de educação física no que diz respeito a tentativas de apropriação da área do prof.de DANÇA.
Concordo com você e não canso de afirmar, o que muitos querem ignorar: ”DANÇA É ARTE CÊNICA”.
Abraço
Monica Mesquita
Mônica concordo com voce nas suas afirmações;contudo agora estudando direito,percebo que como afirmou um grande jurista:” Pior que não ter leis é telas e não cumprilas!. O problema do mercado de trabalho do profissional de dança aqui no Brasil é realmente muito sério. O Sindicado dos profissionais de dança ao qual refiro-me é o do Rio de Janeiro: telefone(21-2224-5913/2531-7541) fica na Avenida Presidente Vargas 583B salas 2206 e 2207. O mais triste é que até mesmo a nossa categoria parece não preocupar-se tanto com a questão.
Querida Daisy
Acho barbaro e necessario todo este questionamento que sua materia levanta.O tempo passa e somente pequenos passos são dados.E porque????Nossa classe sempre foi um tanto “borboletas” o que é lindo ,necessario para criar….Mas temos que ter tambem 1 pé no chão.Sermos mais organizados,conscientes e ativos!!!
Ai acredito que o quadro sera outro.Como é mesmo o ditado:
“Um povo unido jamais sera vencido…”
Parabens!
Beijos no coração
Aninha Baldini
Continuo insistindo, façam uma análise do que é a Dança enquanto ARTE, e a DANÇA Educação!!! Deveria ser explícito que a DANÇA na escola é um MEIO para promover a Educação Global do aluno, não um fim. O objetivo da Educação Física na escola não é o de formar atleta, por isso repito: Dança, Judô, Capoeira, são MEIOS pelo qual o prof de Educação Física utiliza para chegar aos seus objetivos, não um fim. O prof de Educação Física por ex pode usar recursos de qualquer disciplina, ex. para promover a velocidade usar números, matemática e etc, mas o objetivos ainda é a velociade não o conhecimento dsa operações!!! Entendeu? Se não, deixo meu endereço de trabalho para que possamos fazer uma prática juntos, assim entenderemos melhor essa diferenciação…
CIEP 418 – Antônio Carlos Bernardes Mussum …. busca no google!!!
Abçs
Bom,acho que todo o comentário é válido,mas a intenção maior ao redigir este texto foi tecer comentários sobre o mercado de trabalho de dança,principalmente a questão da carteira de trabalho assinada,por que são poucas as instituições de ensino que concordam em assinar a carteira do professor de dança;como se ele não fosse um profissional com profissão reconhecida.
QUE TAL COMENTAR????
Curso superior: graduação em dança. Mas é muita vagabundagem mesmo. Ainda mais em universidade pública. Com recursos públicos. Podem me chamar do ignorante. Mas acho que ignorante é um governo que banca uma graduação desse tipo. As universidades públicas, que ainda nem oferecem vagas suficientes em cursos essenciais à sociedade, agora vão disponibilizar vagas pra uma vadiagem dessas. Qual a sua profissão? – Sou graduado em dança. Hum! Por que essa gente não procura estudar algo que contribua, verdadeiramente, para o crescimento do País. Querem é ganhar dinheiro fácil dançando mundo afora. Vão estudar algo que preste que é melhor.
Segundo a CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL no seu art:5º ” todos são iguais perante a lei,sem distinção de qualquer natureza,garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida,à liberdade,à igualdade,à segurança e a propriedade,nos termos seguintes:
XLI – a lei punirá discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais:
IX – É livre a expressão da atividade intelectual,artística,cientifica e de comunicação,independente de censura ou licença.
Antônio,cuidado com o que voce escreve,estamos em uma democracia plena,estamos aqui referindo-nos a dança acadêmica como suporte para uma educação ainda mais enriquecedora a nível disciplinar,intelectual e cultural.As artes cênicas existem desde a antiguidade grega,ou melhor desde os primordios das civilizações pré-históricas:danças sagradas,ritualisticas,da colheita,sagradas,atc.
Procure ter mais cultura,leia mais sobre historia das civilizações,filosofia,historia das artes,historia da dança,renascimento e direitos adquiridos pelos cidadãos desde os reinos do medievo.
Sou professora de ballet clássico,dança contemporânea e historia da arte e graduanda em direito.Passei a minha vida estudando tanto em faculdades públicas quanto em particulares. O PIOR INIMIGO DO HOMEM É A IGNORANCIA,A NÃO ATUALIZAÇÃO DOS SEUS CONHECIMENTOS ATRAVÉS DOS ANOS,O PRÉ-CONCEITO,ATÉ MESMO SIGMUND FREUD EXPLICA COMO UM RECALQUE INFANTIL.
Orgulho-me de ter formado bailarinos profissionais que divulgam a cultura da dança acadêmica em escolas,teatros e grandes companhias. E mais ainda por ter sido formada pela Royal Academy of dance/Uk,deixe de ser portador de um pensamento retrogrado.
Voce pode inclusive ser preso e processado por ir de encontro a Constituição do seu País: “A Constituição cidadã”. embase seus pensamentos em livros academicos e não simplismente em uma postura não hermeneuticamente correta.
Heya! Fantastic thought, but will this genuinely do the job?
É UM MOMENTO DE UMA REFLEXÃO MAIS CONCIENTE DAS COMPETENCIAS , SEM DISCRIMINAR NEM A ARTE NEM A EDUCAÇÃO FISICA VEJA BEM O PROFISSIONAL QUE PRIMEIRO ENCHERGA AS APTIDÕES OU AS DESENVOLVE E O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FISICA E AS EXPRESSÕES CORPORAIS DEVEM SER INCENTIVADA E DESENVOLVIDA NA MEDIDA DO POSSIVEL,NOS PCNS. DIZ ATIVIDADES RITMICAS E EXPRESIVAS, E A RIQUEZA CULTURAL DO BRASIL É CONSTRUIDA, PELA PROPIA SOCIEDADE E CABE AO PROFISIONAL RESSIGNIFICA-LA UTILIZANDO-SE PARA PEDAGOGICAMENTE, ESTIMULAR A SOCIALIZAÇÃO,OS VALORES SOCIAIS ATRIBUIDA A ELAS EX.NUM PAIS QUE PULSA O SAMBA, O BUMBA-MEU-BOI,O MARACATU,O FREVO, O AFOXÉ,A CATIRA,O BAIÃO,O XOTE O XAXADO,ENTRE OUTRAS MANIFESTAÇÕES,NA REALIDADE O PROPIO PCN,CRITICA QUANDO O PRFISSIONAL DE EDUCAÇÃO IGNOROU ESTA PRATICA COMO PRODUÇÃO DE CULTURA POPULAR, E OBJETO DE ENSINO E APRENDIZAGEM, HOJE HOUVE EVOLUÇÃO NO EJA ADULTOS RESIGNIFICAM A PRATICA DA CORPOREIDADE ,SOCIALIZANDO -SE ATRAVÉS DA ORIENTAÇÃO DO (A)PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FISICA, COM RELAÇÃO A QUEM PERTENCE O ESPETACULO E ASSUNTO PRA MUITO DEBATE, TEMOS VARIOS PROFISIONAIS DIRIA QUE A UMA PREDOMINANCIA FEMININA,QUE SÃO EXIMIA , OU SEJA ESPECIALISTA DE DANÇA , E QUE NÃO DUVIDARIA DA CAPACIDADE DESTES PROFISSIONAIS MONTAR UM ESPETACULO OU UMA COREOGRAFIA, NO TERMINO DO MEU CURSO PARTICIPEI DE UMA , QUE SINCERAMENTE EU FIQUEI IMPRECIONADO, COM A CAPACIDADE DA PROFISSIONAL A FRENTE.ENTÃO O ESPAÇO É GRANDE ,E DA PARA TODOS COM PROFISSIONALISMO E TICA TODOS SAI GANHANDO INCLUSIVE A SOCIEDADE, COM TRANSDISCIPLINARIDADE, E INTERDISIPLINARIDADE, UMA BOA SORTE , OLHA QUE NÃO SOU TÃO ADEPTO E DA DANÇA MAS COMO PROFISIONAL DE EDUCAÇÃO FISICA NÃO POSSSO IGNORA-LA OU NÃO ME SENTIR PREPARADO PARA DESENVOLVER COM MEUS ALUNOS UM TRABALHO DE INCENTIVO A UMA PRATICA CONSTRUIDA PELOS OS POVOS DAS MAIS DIVERSAS NACIONALIDADES, E ACEITA E CONSTRUIDA AO LONGO DO PROCESSO HISTORICO E CIVIZATORIO, NOS MAIS DIVERSOS EVENTOS DOS TEMPOS MAIS REMOTOS AOS NOSSOS TEMPOS MODERNOS,SEI QUE NÃO SOU O DONO DA VERDADE MAS E BOM PARTICIPAR E DE ALGUMA FORMA CONTRIBUIR, DESCULPE SE ATRAPALHEI