A partir desta terça-feira (2/12), a Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sedia o V Seminário Conhecendo e Reconhecendo a Dança na UFRJ. Até dia 11 de dezembro serão realizados debates sobre o tema Políticas Culturais para a Dança.
Além dos debates – com pesquisadores da própria escola e convidados de fora – o seminário promoverá oficinas. Na quarta-feira (3/12), a oficina de dança de rua será dada por Bruno Williams (Grupo de Rua de Niterói). Na quinta-feira (4/12), a oficina de dança de salão será com Jaime Arôxa. As inscrições para as aulas podem ser feitas pelo email vseminario@ufrj.br, mas elas só serão confirmadas com a presença do inscrito no dia anterior ao da oficina escolhida.
O V Seminário Conhecendo e Reconhecendo a Dança na UFRJ é realizado pelo Departamento de Arte Corporal da UFRJ, que fica na Avenida Carlos Chagas Filho 540, Cidade Universitária. Telefone: (21) 2562-6850. Clique aqui e confira a programação completa do evento.

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Espero que neste seminário seja discutido “A ÉTICA” ou melhor a falta dela por parte de muitos profissionais de educação física com relação à abordagem do educador físico perante a ARTE. Pois mesmo sem ser a ARTE sua área de atuação muitos profissionais de educação física insistem em manipular a mídia e o mercado e se apropriar da DANÇA e outras manifestações artisticas como O TEATRO e o CIRCO vinculando estas atividades à sua área de conhecimento (que é da saúde).
Tem que ficar claro que a INTENCIONALIDADE do EDUCADOR FÍSICO, difere totalmente de qualquer atividade ou manifestação ARTISTICA, área acadêmica vinculada à outro profissional.
Querer se apropriar da área de outro profissional é além de falta de ética, postura criminosa perante a legislação brasileira, e desrespeito com os verdadeiros profissionais da área de ARTES CÊNICAS (dança, teatro e circo, seja com ou sem formação universitária ou não).
Esta manobra, por parte de alguns destes profissionais de Ed. Física, para tentar se apropriar de uma fatia do mercado que não lhes é nociva para toda a classe artística. E na maioria das vezes, serve apenas para atender a interesses políticos e financeiros destes profissionais.
As Leis de incentivo à Cultura e Arte, bem como as políticas culturais devem beneficiar os ARTISTAS e profissionais da área. (Com formação universitária ou não). Quando digo “Profissionais da Área” que fique claro que esta não inclui diretamente profissionais de educação física.
Imagina agora, se todo profissional de educação física se achar qualificado para de apropriar além do nosso mercado de trabalho, dos EDITAIS DE APOIO À PROJETOS CULTURAIS E ARTISTICOS?
Afinal não existe uma Lei para FOMENTAR E INCENTIVAR OS PROJETOS ESPORTIVOS aos quais se beneficiam diretamente os profissionais de educação física?? E os outros diversos incentivos dos quais estes profissionais se beneficiam por serem da área da saúde?
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NÃO FORMA ARTISTA DE DANÇA (Seja bailarino, dançarino ou professor destas atividades).
TEM QUE FICAR CLARO QUE:
“A DANÇA EM EDUCAÇÃO FÍSICA” (disciplina que normalmente tem nas grades curriculares dos cursos de Educação Física), que representa carga horária irrisória no total deste curso (quase sempre), e que não qualifica estes graduados como profissional da área de dança (seja bailarino, dançarino, coreógrafo ou professor de dança). A dança dentro do contexto da educação física tem outra intencionalidade; é utilizada como forma de socialização, exercício e condicionamento físico, visando sempre preservar o bem estar e a saúde.
Vale ressaltar que alguns exercícios físicos e atividades tradicionalmente utilizadas pelos Profissionais de Educação Física foram travestidos de Dança: Dança Aeróbica, Aerodança, Fitness, Dança e Power Dança, que nada mais são do que Ginástica Aeróbica. Podemos citar ainda a Hidrodança, que nada mais é do que Hidroginástica. Portanto, nesse contexto de modismos desenfreados, impõe-se identificar a INTENCIONALIDADE, o fim que se quer alcançar com a atividade de Dança. É importante deixar claro que, diferem totalmente das manifestações ARTÍSTICO-CULTURAIS E DE ESPETÁCULOS, ou seja a Dança ARTE e a Dança COREOGRÁFICA com intenção de ESPETÁCULOS ARTÍSTICO-CULTURAIS, para efeito de exibição e divulgação pública, são atividades do ARTISTA e não do profissional de educação Física
Cabe aqui lembrar que assim como outros os outros cursos superiores no Brasil os cursos de Educação Física devem obedecer as instruções nacionais e as “Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação” do Ministério da Educação – MEC, que fazendo distinção entre as áreas, define o teatro e a dança no campo das Artes Cênicas, ou seja, como Ciência Humana, Cultural e Social, enquanto coloca a Educação Física no campo das Ciências Biológicas e da Saúde
A DANÇA é uma área de conhecimento autônoma (pela legislação brasileira e mundial). A formação universitária em dança é o curso superior em DANÇA. Isso tem que ser respeitado.
É por não fazerem o seu VERDADEIRO PAPEL (que é de Educador físico), que nossas escolas estão cheias de crianças e jovens OBESOS. ALiás não só nas escolas, mas em todas as esferas da sociedade.
Uma atividade extremamente necessária e importante, como a do Educador Físico (EDUCAÇÃO FÍSICA), que produz conhecimentos, e intervenções junto ao ser humano que pratica atividades físicas e esportes, no campo das ciências, em especial com aquelas ligadas à educação e à saúde não pode SUJAR O SEU NOME e de seus profissionais por posturas anti-éticas.
ÉTICA PROFISSIONAL é respeitar para ser respeitado! Espero que lembrem disso durante este seminário.