Final de tarde em Manaus. Após um período de imersão nos arquivos públicos da cidade, em busca de obras raras que me permitissem escrever sobre a cultura e a arte local pertinentes ao século passado, resolvi assistir um espetáculo de dança no Teatro Amazonas. Tratava-se do Projeto de Pesquisa Cênica Corporal UMA, que em 2007 havia recebido o prêmio Klauss Vianna, da Funarte. Era a décima segunda apresentação, sob a coordenação geral e direção artística de Francisco Rider, com a participação de Agnaldo Martins e Damares D’Arc. A proposta conceitual, declarada textualmente no material distribuído ao público, implicava no desenvolvimento de um trabalho no qual, a cada apresentação, fossem modificadas a estrutura da composição cênica, a organização sonora, as projeções de imagens e, as ações executadas pelos intérpretes. Portanto, a cada realização, configurações outras surgiriam, em tese, diferenciando-se das anteriores, mediante um roteiro semi aberto em que a estrada se fazia no próprio caminho percorrido. Propostas cênicas coerentes com a trajetória profissional de Rider, em seus vinte e seis anos de atuação artística, estabelecendo conexões entre Manaus, São Paulo e Nova Iorque, buscando dialogar com as linguagens das artes visuais, teatro, performance e improvisação.
O cruzamento entre o histórico do diretor e suas atuais proposições levaram-me então, antes mesmo de entrar no Teatro Amazonas, ao seguinte questionamento: como um artista independente, com experiências vividas no caldo da cultura novaiorquina da dança pós-moderna, de ruptura com os espaços hierarquizados e formas consolidadas de composição cênica, se relacionaria com um dos locais simbolicamente mais tradicionais da capital amazonense? Lugar dos grandes poderes políticos e econômicos. Como ele desenvolveria um trabalho mediante a força de um monumento inaugurado em 1896 e com orientação coetânea para mega festivais e difusão de estéticas hegemônicas? Como o público o receberia?
Uma das possíveis respostas: o palco foi transformado em um espaço de maior proximidade com o espectador, que se tornara público partícipe e, em alguns momentos, poderia se solidarizar com os intérpretes (auxiliando-os a carregar pessoas e blocos de concreto), e em outros, se desconfortar com instruções carregadas de ambigüidades, tendo que se justificar e defender mediante uma tarefa não realizada (Você soltou! Por quê?). Configuração de uma cena que se contextualiza também a partir de frases, aparentemente soltas, mas que apresentavam pequenas ironias e sarcasmos referentes aos templos e modelos de beleza da sociedade atual. Outra das possíveis respostas: Os intérpretes assumiram os papéis de propositores, instigando algumas reflexões com suas formas pouco convencionais que, embora já tenham sido elaboradas em outras culturas e outros trajetos históricos, por aqui ainda caminham lado a lado com um virtuosismo acostumado, e uma linguagem mimética cujas obviedades probabilísticas empobrecem a cena. É fato que, no projeto UMA daquele entardecer, não havia corpos ideais sonhando com uma técnica que funcionasse como base para tudo, e nem poderia, porque a experiência e os exercícios corporais, os quais se fundamentavam em diversas abordagens somáticas, levavam a imprevisibilidades desconfortantes para os não acostumados, embora anunciasse os prazeres lúdicos do delicioso risco da participação.
Em cena, macarrões plásticos de cadeiras de balanço, blocos de concreto encontrados no lixo, cabos de vassoura, fitas adesivas e napas em formatos geométricos que serviam para sinalizar os caminhos a serem percorridos. Imagens projetadas sobre o tempo, o aleatório e movimentos em espiral. Tudo coerente com o mote do projeto ao se colocar como uma apresentação de acontecimentos, sujeitos ao sucesso e/ou ao fracasso, no processo, no risco, na experimentação e na fragilidade de sua presentificação, cheias de sentido para alguns, completamente desconexas para outros. Bem assim, como é a vida. Teria somente uma pequena ressalva direcionada à relação dos intérpretes com estes objetos cênicos. Apenas um ponto com o intuito de promover a reflexão crítica sobre o trabalho em desenvolvimento e suas metodologias: a organicidade desejada parece ocorrer enfraquecida em diversos momentos, bem como acaba por demandar intensidade no estabelecimento do diálogo com as formas, texturas, cheiros, pesos e medidas.
Certamente, o caminho não é novo para quem conhece um pouco de história da dança e as propostas existenciais e políticas surgidas na década de 1960, mas é indicativo de outros ares para a floresta cênica de nossa selva urbana. Aliás, o próprio grupo se encarrega de avisar que não são os primeiros nem os últimos a usar estas táticas e ratificam, com veemência e coragem, suas opções estéticas e políticas, impregnadas de soluções pouco confortáveis. Vale ressaltar: o projeto UMA que eu ví, embora tenha causado certo estranhamento, principalmente a um público acostumado às fruições contemplativas e lineares, presta um bom serviço ao entendimento de arte como elemento instigador de novas percepções de espaço, tempo e, corporalidades distintas.
Então… Início da madrugada. Reflito sobre o que ficou da experiência vivida. E um dos comentários que o travesseiro, como um bom amigo que é, sussurra aos meus ouvidos, chama a atenção para o fato de que na dança, atualmente em Manaus, é possível encontrar não apenas bio ou sócio diversidades, tão propaladas na mídia nacional e internacional. Há também a possibilidade de se verificar algo que implique em cenodiversidade, oxigênio para a cultura e condição sine qua non para colocá-la em movimento. Resta torcer para que o projeto continue a obter recursos e, contrariando as reflexões de Benedito Nunes, para quem a desagregação não é por aqui um acidente, mas quase um imperativo, possa ter vida longa em suas práticas cênicas. Por fim, adormeço, mas não sem antes externar minhas saudações amazônicas a todos os artistas de boa vontade, e sua permanente teimosia em quebrar estes imperativos.

Port



Itala, achei lindo o teu texto, é uma pena que eu ainda não conheça vc pessoalmente. Eu tenho uma colocação pertinente ao que você menciona em: “ruptura com os espaços hierarquizados e formas consolidadas de composição cênica, se relacionaria com um dos locais simbolicamente mais tradicionais da capital amazonense?” Itala, estamos alcançando estes espaços aqui no Brasil e sinto que essa ausência de ocupação interferiu muitos anos no desenvolvimento das linguagens da dança contemporânea e de outras artes, o que é muito diferente da Europa e lá, desde 2002, durante a minha estadia, eu pude participar de eventos contemporâneos em várias salas hipertradicionais, como aconteceu uma vez no Teatro de La Zarzuela em Madrid. Morava em Madrid para realizar a parte docente de meu doutorado em Ciências de la Actividad Física na UAM. Eu recebo com alegria a notícia deste curioso espetáculo de dança. Nunca estive em Manaus, acho que aquele teatro é mesmo um sonho. Eu assisti um trabalho belíssimo dirigido pela nossa querida Ivonice Satie em Brasília, no dia 02 de agosto de 2006. Que coisa impressionante o espetáculo do Corpo de Dança do Amazonas, que disciplina para apresentar o Grito Verde!! Daí eu posso imaginar como a dança lá pulsa na vida das pessoas. Sabemos que aqui este se tratará de uma estética diferenciada, mas convenhamos que Franciso Rider é uma pessoa muito criativa e original e imagino que você de ter tido uma sensação somestésica elevadíssima assistindo esse novo processo técnico dele. Sabe, chegou a hora do Brasil abrir as portas dos teatrões convencionais para o novo, o novo não tem como ser impedido de deslanchar… desde Isadora Duncan, desde Kurt Jooss, o novo revolucionou a história da humanidade. Mas, como sempre ele surge no meio de uma sociedade ainda muito resistente à transgressão criativa de regras tradicionais na Arte. Eu desejo que este movimento iniciado por Franciso Rider frutifique em muitas outras manifestações e devidas ocupações do encantador Teatro de Manaus, que em muito combina com a estética da pós-modernidade, tanto quanto os velhos e tradicionais espaços europeus.
senhora ítala,
achei a crítica sobre esse trabalho bastante curiosa e reflexiva,pois se abstem a ser analítico e não a jogar louros e rasgar seda. acho bobo quando abro os jornais do brasil e leio críticas cheias de compromissos com o bom gosto e com a rasgação de seda! o seu texto,esse tipo de crítica ,faz com que o leitor queira ver o espetáculo criticado. viví muitos anos na Europa e tenho lido coisas interessantes sobre criticismo nas artes em geral, com publicações sérias sobre dança e a arte contemporânea ali. fiquei mais curioso ainda em saber + sobre a trajetória desse trabalho o qual voce faz Uma escrita. quem são eles? como fazem p desenvolver um material q soa tão atual e contemporâneo q é a das quebras q voce menciona no seu artigo? acredito sim q essas quebras são feitas em centros mais urbanos, mas convenhamos, vivemos num país em q o clichê e o sucesso é tão almejado plea população e artistas, q ler Uma crítica sobre um trabalho q quebra padrões já é uma benção p percepção de novas idéias; mesmo q o que é novo? conheço o T. Amazonas, pois fui fazer uma pesquisa p minha tese de doutorado sobre a construções/belle époque…e curioso q essa obra apresentada nesse lugar sagrado e feito p/ a burguesia da belle époque e creio contemporânea, tenha de Uma certa forma sido um tapa na cara dos chatos q colocam seus casacos de pele p ir ao teatro. enfim, somente um pretexto p dizer q fiquei interessado em saber mais sobre a experiência desse grupo aí na amazônia, pois o que sabemos é sobre desmatamento, sustentabilidade, ecologia, floresta…mas saber de alguém q faz uma arte contemporânea em manaus, é raro; e com toda essa anali q voce faz, puxa deve ser instigante ser expectador desse tipo de dança.
bom um abraço e boa sorte.
carlos
oi itala,
sou estudante da univers. federal do amazonas/artes e assistir o espáculo Uma no T. Amazonas em outubro também, na verdade mas por curiosidade, mas quase não querendo ir, pois tenho visto dança aqui na cidade com uma linguagem q acho bastante antiguada e que não me atraiu para nada. fui com um grupo de amigos do curso e ficamos muito contentes de ver o Uma e sua proposta de jogo e o uso dos materiais. achei lúdico e fiquei com vontade de experimentar com algum desse material. achei tb q o espetáculo não somente é um ar p idéias como para nós artistas plásticos é uma inspiração, pois acho muito formal as artes visuais feitas na cidade. nos divertimos muito, pois os q estavam presentes achavam q iam contemplar e ficar de bem longe dos bailarinos, mas foi um choque ver q a motagem ignorou a caixa de cena e nos colocou em cima do palco. e achei o texto tão escrachado, mas sutil, q em alguns momentos nos colocavam em estado de pânico por serem tão atuais. rímos muito quando falam da dondoca q vai ao teatro amazonas e solta um…quando a solista cantava uma ária de ópera. mas isso se comenta num espetáculo de dança?
gostei muito também da presença ao vivo do dj tubarão e do usos das imagens q causavam uma certa desconecção com o q nós víamos no palco. mas quase sempre nós queremos uma respostas p tudo, e o que eles nos davam eram não respostas, mas dúvidas e questionamentos!
Cecília
Carlos,
Recebí uma solicitação da colaboradora do Idanca Ítala Clay para responder a você sobre quem somos nós que desenvolvemos o Projeto Uma.
Somente para situá-lo um pouco: viví cerca de três anos no Rio de Janeiro, sete anos em São Paulo e dez anos na cidade de Nova York e uns 3 meses em Lima/Peru, e estou esboçando uma volta para o Brasil, a princípio com residência em Manaus.
Saí de Sampa num momento em que os artistas independentes tinham como referencial para expor seus trabalhos coreográficos no Movimentos de Dança do SESC São Paulo; evento o qual fui premiado nos anos de 1993/94/95 e no Mascullino na Dançca do Centro Cultural de SP, onde apresentei em 1993/95, acho. O Movimentos infelizmente não acontece mais!
Em Nova York fui para estudar e pesquisar abordagens somáticas/release techniques, improvisação como arte de performance, contact improvisation, composição e artes visuais.
O Projeto Uma seria uma síntese dessa pesquisa e mais outros anos em que estou no ambiente das artes. O Projeto foi contemplado com o Prêmio Klauss Vianna da Funarte 2007, o qual fui o coordenador e diretor geral. Fiz uma espécie de audição (que odeio, mas que para o contexto foi positivo) para selecionar não corpos prontos ou o padrão corporal oficial do que seja um bailarino, mas estava interessado em indivíduos que buscavam experimentação, autonomia e o risco artístico. O Projeto teve seis meses de atividades diárias com mostra de vídeos sobre alguns artistas que ajudaram para o desenvolvimento da dança moderna/pós-moderna, debates, práticas corporais, somáticas e de dança, ensaios abertos e o Projeto culminou com o espetáculo Uma.
A seleção dos componentes não se deu somente num dia, mas foi quase que uma seleção natural, pois dos poucos selecionados, poucos foram os que ficaram, (Agnaldo Martins (performer e contista) e Damares D’arc (performer e estudante de letras da Universidade Estadual do Amazonas)), ou por opção ou por não ser o momento deles estarem num processo que demanda entrega, concentração e disponibilidade de tempo e mental.
O que é bom acentuar é que o espetáculo Uma foi construído com o apoio de todos no seu processo de construção, como uma possibilidade de colaboração, que nem sempre foi passível de conflitos para o amadurecimento do mesmo: Nelson Magri na colaboração de construção do ambiente cênico, DJ Tubarão na construção da paisagem sonora feita ao vivo, Cleinaldo Marinho na concepção da iluminação e Michelle Andrews na edição das imagens e na colaboração da concepção do vídeo comigo.
Vale acrescentar que nós desenvolvemos nossa pesquisa no momento no Teatro do SESC Amazonas, cedido gentilmente por essa Instituição, pois aqui não há espaços em que artistas independentes possam ocupá-los para desenvolver seus processos.
Esperemos que exista mais incentivo cultural federal, estadual e municipal para darmos continuação em algo que não está interessado em sucesso, mas que a investigação e a reflexão sobre o que fazemos é em si um privilégio.
Bom, estou tentando ser o mais objetivo em relação ao seu pedido de saber quem somos nós, e na solicitação da Ítala.
Abraços,
Francisco Rider
PS. A sociedade Manauense acordou esse domingo sabendo que haverá um significante corte de verba para educação na administração do novo prefeito eleito: Amazonino Mendes. Uma verdadeira barbárie para a cidade de Manaus, tão carente de recursos para a educação e para a cultura!!!!
olá senhoras e senhores!
Assisti e tb participei de uma etapa de UMA. Acredito no bom senso estético de Francisco Rider, a crítica de Ítala Clay é elucidativa. Espero que este trabalho continue a “transmutar-se”. Uma curiosidade: a cada vez tenho uma sensação de vazio na proposta…Talvez seja minha limitação como apreciador estético…talvez meu rigor e anti-academicismo burocrático…Ou talvez seja tudo isso somado, ou somatizado. ARTE EM MANAUS É FEITO UM SOL NOS OLHOS DESPROTEGIDOS, tem que cegar para balançar o coreto do conformismo.
PARABÉNS RIDER, MESMO TENDO ESCRITO UMA CRÍTICA NÃO FAVORÁVEL A SEU TRABALHO, CONTINUO ACREDITANDO EM SUA ARTE E SUPERAÇÕES! JORGE BANDEIRA, HISTORIADOR E CONSELHEIRO DE CULTURA DE MANAUS.
O primeiro a comentar este txto da Ítala, foi Alexandre Reis, e ele elogiou o trabalho do Corpo de dança do T. Amazonas. Talvez ele não saiba que em vários momentos Ítala critica a companhia do Teatro.
Quanto ao texto, acho um pouco exagerado na contemporaneidade. Que maneira mais equivocada de se rfeerir ao Teatro Amazonas! Lá é um palco como outro qualquer, antes de ser um lugar de poderes políticos.Outra coisa, o texto fala em rupturas com linguagens tradicionais. Meu Deus, vamos acordar gente, ninguém aguenta mais isso, vcs não sabem q a Bienal de São Paulo apresentou um salão vazio? é q não tem mais nada para experimentar de novo realmente. Fazer um espetáculo com projeções, uso de objetos, com ausência de músicas, etc é um direito de todos, mas dizer que é novo, original, experimental…
E os termos usados: Virtuosismo acostumado-Obviedades probalísticas-fruições contemplativas-cenodiversidade-organicidade – daqui a pouco a Dança Contemporânea vai ter um dicionário próprio.
Pesquisadores, comentem as pesquisas, os espetáculos, as idéias, mas não esqueçam que é interessante existir TODOS OS ESTILOS DE DANÇA, e que o público em geral quer ver técnica (piruetas,rolmentos, pernas altas, saltos, etc), isso é fato. Por que lutar contra isso? Será q vcs querem q a dança se resuma em pesquisas onde só quem vai apreciar são as pessoas de dança Contemporânea e seus afins? Não muito mais interessante existir todas da mesma forma? que mal há em se fazer um trabalho nos moldes tradicionais? Que tal ter mais um pouco de cultura de dança (incluindo balé clássico) para depois fazer críticas? Que tal fazer aulas de balé para se saber da dificuldade q é dançar bem esta técnica, em vez de ficar falando/escrevendo que é uma técnica ultrapassada? q tal deixar os preconceitos de lado?
Olá Sandra,
Obrigada pela oportunidade de apresentar alguns desdobramentos do texto. Portanto, gostaria de comentar as questões que você apresentou. Mas, antes, agradecer ao Alexandre Reis e a todos os que postaram suas impressões.
Primeiro, as críticas expostas no texto, as quais servem de contraponto ao olhar/fazer do trabalho do Rider, não são direcionadas a um grupo em particular, mas a determinada tendência que se apresenta na cena cultural em Manaus e que não é de hoje. O Corpo de Dança do Teatro Amazonas trata-se de um caso que deve ser observado com extrema delicadeza, sem elogios ou críticas desmesuradas, mas a partir de uma fundamentação histórica e análise estética adequadas. Não deve se constituir em crítica rasa sobre formas de preparação corporal, mas na proposta artística da instituição, em cruzamento com a história da dança local.
Segundo, permita-me discordar de sua afirmação de que o Teatro Amazonas é um palco como outro qualquer. Existe vasta bibliografia sobre o espaço, suas articulações sociais, estéticas e políticas e, seria muito bom se tivéssemos um estudo desta natureza sobre o Teatro Amazonas. Não se trata de uma postura de ataque ao Teatro – pelo qual externo meu carinho como amazonense e, por ter dançado várias vezes nele – , mas trata-se de uma atitude que visa dinamizar, atualizar seus significados sociais e culturais, fomentar a reflexão sobre as administrações públicas e as relações com os artistas de Manaus.
Terceiro, e último. Cara Sandra, não há qualquer necessidade de um dicionário especializado para os termos que utilizei, basta ao leitor que procure no dicionário regular da língua portuguesa. Consulta, aliás, que recomendo sempre aos meus alunos. O enriquecimento da língua materna é um pressuposto constante para o enriquecimento do potencial cognitivo ( auxilia na capacidade de abstração, na interpretação de textos, no entendimento de metáforas, no apuro analítico da própria realidade em que se vive).
Ìtala Clay, quando digo que daqui a pouco a dança Contemporânea vai precisar de um dicionário particular, estou falando dos clichês que você usou (organicidade, cenodiversidade) que são muito usados pelas pessoas de dança Contemporânea em especial. Estou fazenso uma crítica aos termos usados e não dizendo que existe uma necessidade de um dicionário de fato. Isto é interpretação de texto, um cuidado que devemos ter ao ler um artigo alheio.
Realmente o texto me parece pretencioso, a autora é prolixa e não chega a lugar nenhum.
Jairo Mattos ( ator, bailarino, formado em filosofia)
caro idança,
acho uma pena que alguns leitores do idança use esse veículo tão precioso, para troca de idéias, para ataques pessoais. infelizmente esse tipo de atitude é bem peculiar também na cidade de manaus, onde em relação a formação e informação, tudo chega aqui depois que foi bastante mastigado, digerido…não fico espantado com as “críticas” as quais jairo ou sandra faZEM EM RELAÇÃO AO TEXTO DA PESQUISADORA ÍTALA, pois me parece que eles não querem dialogar com seu texto (coisa que o leitor ativo e com autonomia o faz!), mas atacar a colaboradora do idança; dessa forma, alimentar o obcurantismo e a falta do exercício/prática do cristicismo em dança no brasil!
um abraço aos colaboradores do idança, que me fazem pensar mais sobre o fazer artístico não refém de padrões reconhecíveis!
Kátia Brandão
Querida Kátia. Você está se contradizendo. O fato de eu criticar o texto já é uma troca de idéias. Ou será que tenho que concordar? Aliás concordar com o quê se não entendi direito o texto.E não é por falta de leitura, pois leio os grande filósofos, literatura em geral, política, arte, história e afins.
Em nenhum momento quis atacar a colaboradora, e sim analisar o que foi escrito, fazendo uma crítica, que pode ser severa, mas pode acreditar que é embasada e foi feita por uma causa nobre: A compreensão do texto pelos leitores.
Você escreveu “refém de padrões reconhecíveis”. Imagino que está se referindo ao academicismo, só pode.
Desde quando algum artista é refém de padrão? pelo que eu saiba todo artista é livre.
E tenho que concordar com a Sandra. Cristicismo?
Realmente também sinto uma necessidade de se escrever “difícil”.