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O Instituto Itaú Cultural divulga os selecionados para a área de Dança do programa Rumos no período 2009/2010. Ao todo, foram contemplados 35 projetos em duas categorias: 21 em Pesquisas Coreográficas e 14 em Videodança (clique aqui para ler mais sobre os editais lançados este ano). Ao todo, o Rumos recebeu 676 inscrições de todo o país – 506 para a carteira de Pesquisas Coreográficas e 170 para Videodança.
Os escolhidos na categoria Videodança, na verdade, foram pré-selecionados para participar de master class com a artista inglesa Miranda Pennel, que dará curso prático e teórico específico sobre dança para a tela. Os encontros acontecerão entre setembro e outubro e, a partir daí, cinco artistas serão premiados com R$ 20 mil cada um para desenvolvimento e produção. Os vídeos serão exibidos na Mostra Rumos Itaú Cultural Dança, no início de 2010.
Na categoria Pesquisas Coreográficas, os projetos de solos receberão apoio de R$ 20 mil cada um. Já os duos e trios receberão R$ 30 mil e projetos com mais de três participantes receberão prêmio de R$ 40 para o desenvolvimento da proposta. A apresentação dos resultados da pesquisa (não como forma de espetáculo pronto) acontecerá no início de 2010.
Nos dias 28 e 29 de agosto, todos os contemplados se reúnem com a coordenação do Rumos Dança para discutir detalhes do programa e fazer workshop sobre a criação e manutenção de blog e documentação do processo de pesquisa, exigências previstas no edital.
Confira a lista de selecionados:
Categoria Pesquisas Coreográficas
Francisco Rider (AM)
Rosa Almeida (AM)
Andréa Bardawil e Graça Martins (CE)
Andréa Sales (CE)
Clube UR=H0R, com Adriana Banana, Daniela Kutschat, Karina Collaço e Tuca Pinheiro (MG)
Companhia Suspensa, com Tana Guimarães, Patricia Manata, Roberta Manata, Lourenço Marques (MG)
Renata Ferreira (MG)
Wagner Schwartz (MG)
João Costa Lima (PE)
William Freitas, Mickael Ramos, Carini Pereira e Stéfanie Telles (RS)
Bernardo Stumpf (RJ)
Dani Lima (RJ)
Gustavo Ciríaco, Ignacio Aldunate, Milena Codeço e Rodrigo Marçal (RJ)
Michel Groisman e Gabriela Duvivier (RJ)
Denise Stutz (RJ)
Marcos Klann (SC)
Eduardo Fukushima (SP)
Julia Abs e Aline Bonamin (SP)
Laura Bruno, Mara Guerrero, Sheila Arêas e Tarina Quelho (SP)
Marta Soares (SP)
Thelma Bonavita (SP)
Pré-selecionados na categoria Videodança
Carolina Falcão e Daniel Lisboa (BA)
Gabriel Teixeira e Verônica De Moraes (BA)
Márcio Nonato e Gabriela Santos Leite (BA)
Guilherme Pam e Margô Assis (MG)
Philippe Lobo, Joacélio Batista e Luish Coelho (MG)
Oscar Malta (PE)
Stéphany Mattanó, Cândida Monte e Giorgia Conceição (PR)
Carolina Cony Dariano (RJ)
Luiz Guilherme Guerreiro (RJ)
Matheus Brusa e Raquel Alquatti (RS)
Roberto Freitas (SC)
Alex Soares (SP)
Victor Lema Riqué e Daniela Dini (SP)
Osmar Zampieri (SP)
Leia também: CCSP divulga selecionados em edital
Funarte divulga lista de selecionados do Prêmio Klauss Vianna

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Queridos!!!!
Muitos parabéns!!!!
Que bom poder ter um rumo a trilhar para os próximos meses, hein?
Temos um email de grupo que abrimos em 2006/07 artistasrumos@yahoogrupos.com.br
Se quiserem participar, acho que a Stéphany Mattanó sabe como incluir mais gente :0)
Estou aqui em São Paulo, se alguém precisar de alguma coisa estou disponível :0)
abraços
Cara Letícia,
Gostaria de participar deste grupo do yahoo, mas infelizmente ainda não fui contemplado no Rumos. É possível a minha participação?
Agradeço desde já sua resposta,
Matias Santiago
eeEHEH!
que legal! o wagner de novo!
Olha a panelinha aí… pobre da dança contemporânea, se depender de projetos furados como este “rumos”… que só contempla os “coleguinhas conceituais”… vai continuar desorientada e afastando o público… quando é que este povo vai começar a criar vergonha na cara e fazer arte pra valer?
Confesso que concordo um pouco com Mirtes. mas, que cara é essa da dança contemporânea, afinal?ALguém pode me dizer?
A Dança Contemporânea de São Paulo não é a única representação da dança contemporânea do Brasil. A mesma “panelinha” de sempre, as mesmas cartas marcadas de um velho baralho que se repete nos mesmos incentivos de sempre… parece até um bando de artistas da Globo, essa gente passa a vida toda esperando onde vai rolar o próximo papel da novela das 8 para eles encenarem seus corpos, suas caras e suas temáticas apadrinhadas. Enfim, essa é a política cultural do Brasil, enquanto isso a lei Rouanet fajuta (na qual muitos de nós estamos iludidos e inscritos com nossos projetos) também só deposita a grana da dança na conta do Banco do Brasil dessa gente!
Saiu o “novo” (será?) resultado do “Sem” Rumos Itaú Cultural:
Resultado deplorável no meu ponto de vista.
Diante disso levanto algumas questões:
Será que eu como artista da dança do interior terei que esperar meus 30 á 50 anos de trabalho em dança para ser contemplado?
Será que terei que realizar um grande Fórum de dança para ganhar prestígio o suficiente e ser apadrinhado por uma comissão de “coleguinhas”?
Será que terei que morar na Alemanha (como o Wagner que não mora no Brasil), e quando surgir uma oportunidade, aceitarei minha nacionalidade “financeira” e resolverei beber dessas fontes brasileiras?
Ou será que terei que ser um grande gênio para arquitetar uma pesquisa corporal baseada no “braço direito”?
Pelo menos algo me consola, quando for beneficiado uma vez, também serei beneficiado nas outras edições… rsrsrs…Até parece uma regra básica, só não está no edital divulgado mas sim no edital reformulado da comissão de coleguinhas para beneficiar outros coleguinhas.
Mas uma coisa é certa, vou enviar na próxima edição do “Sem Rumos Itaú Cultural” um projeto de pesquisa aonde engolirei micro câmeras assim como engolir esse resultado.
Garanto uma boa vomitada.
Considero importante se demonstrar a insatisfaçao, críticas sao sempre necessárias, mas nao posso deixar de notar um extremo rancor nos comentários aqui deixados, o que vejo é inveja… um abraço, aos contemplados e nao contemplados. é a vida.
O André falou bem, é ânsia de vômito que tudo isso provoca… assiti a abertura da mostra do último Rumos 2006/2007… o que era aquilo? Fazer o público pagar mico recebendo dindim de renúncia fiscal, isso é arte?
Acho que tem muita gente com esse “Rumos” engasgado… que bom poder desabafar um pouco neste espaço (que, pelo que sei, é cúmplice da tal panelinha)…
Essa panela de pressão (depressão total) precisa explodir!
A esta altura do campeonato não sei bem ate que ponto o critico da revista “O Globo” Arthur Xexéo não estava completamente certo quando declarou que desistiu de entender a dança contemporânea. Mesmo sendo uma pessoa da área eu também confesso que também estou desistindo! Quero acreditar que a dança esta passando por uma crise e logo há de sair dela!
Estas mostras e editais que deveriam ser , ou melhor,são importantes para a classe , acabam se saturando por priorizar uma única forma de expressão.
E o que é pior,a comissão acaba acreditando que todo mundo dança!É olha que sou a favor da diversidade de linguagem !
Antes ouvia muito a classe com uma única preocupação: Como levar o público aos teatro para ver dança?
Hoje me parece que toda esta ideologia parece ter sido deletada da memória, a realidade e crua e consequente cruel, porque os ditos pensantes de dança, se tornaram cada vez , mais egocêntricos e conceituais,seja produzindo ou selecionando obras que o publico leigo (Pagante) acaba não entendendo nada do que se esta sendo proposto, e nem identificar que tipo de linguagem é aquela que esta sendo apresentada.
Saem dos espaços de apresentações com o seguinte questionamento: o que foi isso que vi? É teatro ? Instalação?Não me diga que é dança?Porque ser for não me convide mais!E com isso cada vez mais temos os teatros vazios.culpa de quem?
Como uma pessoa da dança ,acho que temos que protestar sim! isso não significa ter inveja do outro que foi selecionado; mas cobrar do Rumos cultural e tantos outros, mais dança!(corpo em ação) e menos cabeça (sem querer entrar em entrelinhas semióticas) Afinal, a década de 70 onde cabia o experimentalismo já passou.e devemos novamente voltar a pensar em levar o publico aos teatros para verem dança e consequentemente possiveis patrocinadores!
Eu particularmente não acredito em dança sem dança!
Caro André Fontes,
Existem brasileiros mais brasileiros do que outros? Se deixa de ser brasileiro por viver fora? Quais sao os critérios de avaliaçao de brasilidade?
eu não deveria, mas vou responder algumas coisas visto que meu nome foi citado aqui por duas vezes. primeiro, eu não moro em berlim. na realidade, não sei bem aonde moro. hoje tenho uma vida profissional muito ativa em são paulo, uberlândia e paris.
sinto-me feliz em pertencer a uma lista de artistas que respeito muito profissionalmente e triste por saber que tantos outros que também aprecio não puderam estar presentes nessa edição do rumos dança. mas o programa continua o seu trabalho e esses que não estão presentes também, pois não deixaram seu desabafo postados em animosidades, mas continuaram suas respectivas funções aqui ou ali.
o que mais me entristece é que até agora eu não li nenhum post com perguntas interessantes como: “qual é o título do trabalhos selecionados?” ou “sobre qual tema esses artistas estarão se debruçando?”; mas, mesmo que não seja do interesse de alguns, tudo isso poderá ser visto, em breve, em blogs criados por cada pesquisador.
sobre a pergunta do andré fontes, acho-a reacionária, normatizada e articulada aos sistemas de submissão. isso me leva a pensar que ele não conhece o mínimo do que os artistas brasileiros que agem dentro e fora do brasil estão fazendo para que o folclore do subdesenvolvimento intelectual seja problematizado. (a gente está fazendo coisas por você.)
minhas grandes referências: carmem miranda, caetano veloso, tom jobim, tom zé, milton santos, suely rolnik, hélio oiticica, lygia clark, lygia pape, oswald de andrade, tarsila do amaral, fizeram muito para confrontar o processo que banaliza a singularidade brasileira. essas pessoas agiram (e continuam agindo) no procedimento que opera contra a máquina de produção de subjetividade. e você, andré, a está acionando quando pensa e registra seu ódio dessa forma, em mais um exemplo de repetição histórica.
espero que a gente tome tempo para pensar. fazer política é de uma solidão atroz.
um abraço àqueles que estão torcendo por um bom desenvolvimento desse novo rumos dança,
w.
é bem interessante reconhecer interlocutores do meu trabalho entre os artistas contemplados. bom trabalho thema, wagner, renata. sorte veronica!
no entanto é importante questionar a localidade referida a cada nome pois entendo que wagner s. habita minas gerais/europa. renata f. habita minas gerais/new york.
poderia o programa evoluir no sentido de reavaliar a distribuição das bolsas segundo critérios de endereço?
lovely,
martim.
Ah, tomara chegue o dia em que saibamos construir argumentos, articular idéias, confabular conjecturas, trocar pensamentos, exercitando, o tão almejado, espaço crítico.
Nesse dia talvez conseguiremos provocar outros meios/polítcas para fomentar e estimular nossa criação. Poderemos invetar outros e muitos critérios de seleção e avaliação da nossa produção.
Talvez, neste dia, poderemos possibilitar novas organizações e manifestações culturais e artísticas que possam satisfazer as diversas faces da produção em dança.
E diferentemente desses dias de hoje, que tanto nos desgostam e que fazem de nós pobres bebês chorões. Que esse dia chegue!
Fico feliz pelos selecionados. E triste pela postura das criticas voltadas a profissionais da dança que tanto admiro.
Muitas pessoas não conseguem ver além de suas viseiras, apoios financeiros por programas de instituições privadas, estaduais, municipais, etc., são criadas para viabilização de produções culturais. Todo artista tem direito a recorrê-las e devem, mas não se esquecem que esses mesmos sistemas financeiros não podem ser o MOTOR da criação, criatividade não é moeda de troca, não tem preço.
Eu sou um bailarino criador e estou sempre criando.
Carlos Passos.
Flux Cia. de Dança
Ipatinga/MG.
Nenhum dos argumentos acima vai mudar a disponibilidade financeira que o banco vai oferecer apenas para estes 23 projetos. Eu não me sinto representado por nenhum deles se é que eu deveria me colocar como tal. Eu acho que o Banco atuou e vai atuar no sentido de favorecer quem já está no eixo de seus interesses, essa evidência só se confirma em todos os outros editais que participei e até aqui eles nunca me incluíram nem no RUMOS, é como se eu não existisse mesmo tendo trabalhado em 8 estados do Brasil, em NYC e em Madrid. Eu não conheço os trabalhos dessas pessoas e sei que elas podem até fazer excelentes pesquisas corporais/coreográficas/filosóficas mas a disponibilidade financeira ainda é questionável pois não atendeu ao princípio da boa educação e da perfeita gestão no processo seletivo que implicaria, no mínimo, em uma resposta justificando o motivo da exclusão do meu projeto e por que? A resposta para isso só pode ser uma: corporativismo barato que não sabe respeitar o trabalho de quem vive disso há anos.
Parabenizo os selecionados, acredito que sejam pesquisas bastante interessantes. Conheço bem alguns destes nomes amigos e acredito na potencialidade de cada um.
Mas, serão as únicas propostas? Ou serão os “privilegiados”?Novos rumos para a dança ou os mesmos rumos de sempre?
Normatização é a pouca rotatividade deste edital! Onde está a força inventiva da dança contemporânea que se repete sem renovação? A potencialidade da dança brasileira se resume a estes nomes? Lembra-me uma estratégia de composição de poesias dadaístas: coloque várias palavras no mesmo saco, tire algumas aleatoriamente e componha seu escrito. Só entra no resultado quem está no saco?
Onde estão os outros contemporâneos na anacrônica da lista que se repete? Poblematização…
A questão é política! Não se pode resumir as reflexões aqui levantadas a um simples ego que subtende a democratização das políticas como inveja. Isso sim que é normatização, mesmice e submissão. Sim, é preciso posições mais reacionárias, a dança brasileira está precisando de alguma revolução…Depositem outros nomes no saco e escrevam uma dança diferente!
Aos selecionados, sucesso na pesquisa!
Parabenizar a todos, principalmente a Denise stutz, pelo qual tenho profunda admiração.
Nossa dança cresce em passos largos e pessoas assim representam com orgulho nossa arte.
Abraço e Bjs
marcus azevedo
Oi, Matias Santiago!
Me passa seu email.
Leticia
Caros colegas de trabalho,
Confesso que fiquei atônita pela animosidade, raiva e desprezo contidas em algumas mensagens.
Mas pensando melhor não era para eu ficar tão surpresa.
Estamos todos famintos e desnutridos, sentimo-nos órfãos rejeitados e com isso ficamos confusos e perdemos o norte e quando menos esperamos, estamos devorando uns aos outros, odiando o outro e em qualquer oportunidade aniquilando o que achamos que é “o inimigo”. Enquanto isso, deixamos de focar na questão crucial que é a escassez de uma política pública cultural seja na esfera municipal, estadual e federeal, seja na esfera privada.
O que estão chamando de panelinha eu chamaria de perfil. Quero dizer, nós artistas temos que ter consciência de qual é o perfil do próprio trabalho, em qual estágio ele está, do que realmente ele precisa. Acho muito difícil um trabalho caber em todo e qualquer lugar, a todo momento… Por outro lado precisamos saber sim qual o perfil da instituição, do edital, do prêmio ou do evento e nos lembrarmos que por detrás da instituição. órgão ou empresa de perfis específicos, há também pessoas que fazem escolhas e tomam decisões. Pessoas com determinadas visões, determinados interesses, especializadas em determinados assuntos específicos que vão compreender, se identificar e escolher determinadas propostas.
Não podemos depositar as nossas esperanças, o nosso trabalho artístico e nossa sobrevivência em um único prêmio. É suicído na certa”. Lógico que é maravilhoso ter o “selo” de aceitação, comprovação e reconhecimento no nosso trabalho. É maravilhoso poder se encontrar e dialogar com artistas de várias partes do Brasil durante o Rumos. Se sentir fazendo parte de um grupo. Mas não é a salvação não!!!! Não é perfeio, não!!! Não reperesenta as multi danças contemporâneas brasileiras ,não!!! Nem pretende acolher todos os fazeres artísticos dançantes do momento.
Não acho que a atitude de denegrir o programa Rumos e os selecionados ajude a melhorar nossa condição de “artista permanentemente desempregado e ocasionalmente ocupado”.
Não acho que precisamos de mais vagas no Rumos, nem quero um programa assitencialista do tipo, já foi sorteado, cai fora, quem é o próxim da lista? Precisamos de algo muito maior, complexo e abrangente.
Sem programas de política cultural, o nosso problema de sobrevida e a esperança de ganhar na loto-dança vai estar aí nos ludibriando. Quem realmente ganha com isso?
O que vocês acham disso?
Eu pensei em me pronunciar mas não vou. Desisti!!! Li todas as mensagens e percebo que há algo de errado. estou tentando digerir tbm a não classificação de meu projeto, até porque tenho a certeza de que era e é muito forte e com qualidade e conteúdo. Porém, como são tantos nesse país enorme e com tão pouco recurso e inciativa como essas, que acaba sempre sbrando muita coisa boa. Só quero apenas acreditar que, por não estar no grande eixo e sim em Natal-RN não tenhamos sido contemplados com o edital.
E quero deixar um pedido: por favor, mesmo que alguns projetos ou que algumas pessoas não estejam na mídia, façam uma reciclagem e deixem rodar as cartas para que o público geral possa ter idéia do que se faz e de quem faz dança séria contemporânea nesse país. E, se for por currículo internacional, eu e muito mais gente tbm tem.
Obrigado e boa sorte para os contemplados.
Faço minha a fala da Letícia!
Confio na seriedade, competência e dedicação dos responsáveis pelo Rumos Dança. Não fui selecionada e mesmo assim fico muito feliz e orgulhosa por ver nomes que admiro e tantos outros que não conheço nesta seleção!
Somos muitos (que maravilha um país com tanta efervescência na dança contemporânea) precisamos de mais políticas para a dança e ponto.
Parabéns aos selecionados! Aos amigos, aos só de vista, aos ídolos e aos desconhecidos!
Karenina.
Na lógica do ressentimento, cada não que recebo é um roubo, um atentado, uma agressão. Ao encontrar uma lista recheada com nomes de outros, e não o meu próprio, e crendo piamente que sou muito melhor que estas pessoas desconhecidas, só posso concluir que o processo está errado – se estivesse certo, eu estaria lá também.
Eu não estou nessa edição do Rumos por uma razão mais que justa: já fui contemplado na edição anterior . Nenhum dos artistas que participaram do Rumos 2006/2007 pôde inscrever-se na mesma categoria este ano (Stéphany Mattanó, que participou em 2006 com obra coreográfica, voltou agora com videodança). Há, na lista atual, três nomes (Marta, Wagner e Adriana) da edição de 2003. Seis anos atrás. Não é muito para um jogo de cartas marcadas.
Dos nomes que reconheço, alguns amigos, alguns conhecidos, outros não; alguns com um trabalho com que me identifico, outros não. Dois projetos do Amazonas, dois projetos de conterrâneos gaúchos, dois de Pernambuco, dois do Ceará, dois de Santa Catarina, seis de Minas, três da Bahia, um do Paraná, oito de São Paulo, sete do Rio. Estou curioso, querendo saber mais sobre estes projetos.
Imagino que a “dança conceitual” (este amplo guarda-chuva) vá estar representada. É parte importante da produção contemporânea, com um número imenso de obras com propostas e resultados bem distintos. Me assusta um pouco quando alguém afirma que este tipo de trabalho só pode ter sido escolhido de alguma forma espúria – apadrinhamento, marmelada, submissão. É uma maneira de desqualificar a priori outras perspectivas. É quando a lógica do ressentimento adota a lógica do fascismo.
Entre todos os editais brasileiros, me parece que o Rumos é o que dá mais espaço para ser criticado. Conheci Matheus Brusa (de Caxias do Sul, interior do Rio Grande do Sul) em uma oficina dos pré-selecionados do Rumos 2006 em que se levantava este mesmo tipo de questão: por que eles e não nós? Críticas dos próprios participantes de 2006/2007 levaram a modificações para esta edição. Os seminários do Rumos circulando pelo país ano passado também foram um bom espaço para questionar perfil, formato, critérios, parâmetros.
Aqui no Rio de Janeiro, quando alguns gatos pingados discutíamos políticas culturais, quando buscávamos o então Presidente da Funarte para defender o estabelecimento e ampliação do Prêmio Klauss Vianna, encontramos poucos interlocutores. É mais fácil acreditar que a culpa de tudo é do Wagner Schwartz, este poderoso artista internacional.
Ola a todos!
Acho essa discussao de grande valor para nosso grupo que divide e compartilha a mesma linguagem.
Concordo com a resposta da Leticia, acredito que realmente seja hora de dicutirmos seriamente as politicas publicas para a cultura do nosso pais.
Tambem tive um projeto que nao foi aceito no Rumos, e sei como eh ruim a sensacao de rejeicao. No entanto se trata de uma instituicao privada, que tem suas diretrizes e preferencias esteticas. Isso fica claro em suas escolhas. .
Mas acredito que seja a hora de questionarmos nossa instituicoes publicas, aquelas que realmente sao nossas por direito e de fato. Dessa sim devemos cobrar uma inclusao, o retorno de nossos investimentos, nossos impostos, o reconhecimento e a participacao enquanto cidadao brasileiro.
Eh a hora de questionarmos nosso voto, a partir dos resultados que temos hoje das politicas de cada partido, ou governante.
E acho que precisamos nos cuidar para nao carregar rancor e nao nos transformarmos em faccoes artisticas.
Pensarmos que o trabalho dos outros eh ruim, eh criar terreno para pensarem isso do nosso trabalho. Viva a diversidade e a democracia.
Devemos agir atraves da paz e da justica. Para nao nos assemelharmos a um grupo de cachorros brigando por pouca comida.
Facamos arte e nao a guerra.
Olha só que notícia boa! O mundo é colorido!
Acho maravilhosa a diversidade de comentários e admiro principalmente a força da expressão de todos os colegas que se manifestaram, pois, em um programa que acontece a nível nacional, podemos contar nos dedos quantos se empenham em registrar sua opinião na rede.
Diria que a inércia é um problema no movimento da dança e que no lugar onde vivo, numa terra muito, muito distante, é preciso fazer guerra prá fazer arte. Não me chamo Poliana (menina, moça nem mulher) e meu mundo não é cor de rosa como nos repertórios. Paz e justiça são duas palavras lindas que me encantariam conhecer na prática! Muitas pessoas sabem que mundo é esse e outras simplesmente não vivem aqui…
Tudo bem, estamos falando dos “SEM RUMOS”, mas e a pá de editais e programas que acontecem nesse mesmo esquema (sim pq isso é óbvio)! E os que não acontecem (quando a política cultural finge que existe)? Sinto informar a triste realidade e também que papai noel não existe!
Discussões são levantadas e depois abaixadas, uma parte quer ser cult, a outra cabeça, outros puxam saco, enfim, pouca gente se une e não acontece nada, fica parecendo: pô tô xateada não levei o prêmio, vou tentar no próximo (xingamentos a quem levou)! Fala sério! Desse jeito SEM RUMO fica a nossa atitude colegas!
Parabéns prá SP, RJ, AM, MG, PE, RS, SC, BA e PR!
O TO, GO, MT, AC, PI, RR, RO, AP, entre outros, estão fora do mapa do Brasil (na alemanha e na frança é que não estamos).
Agora o bonito mesmo é quando o Itaú Cultural vem até a nossa capital dar uma palestra ensinando a gente a se inscrever!
Dani Perez
Tocantins
Olá a todos!
Antes de mais nada, penso que a diversidade de propostas e caminhos de pesquisa e investigação que compõem o que hoje chamamos de dança contemporêna, deve ser reconhecida e respeitada!
Acho que precisamos de atitudes mais concretas no sentido de discutirmos políticas públicas para a cultura de modo mais amplo e complexo, como a Letícia colocou. Precisamos discutir o que nós, artistas da dança, precisamos para ter condições de criação e produção.
É atuar coletivamente e não individualmente… É um esforço mesmo de articulação…
Abraços.
{para tempos de ação}
Uma medida prática que tomei foi pedir a avaliação da curadoria sobre o meu projeto, acredito que desta maneira poderíamos ter uma idéia de qual lógica é utilizada neste programa. Pois há de haver uma lógica, não? Ou será puro dadaísmo frenético como disse Larissa…
Lembro-me ter ficado muito feliz pelo resultado de 2006/07, muitos nomes novos, rumos de fato, chances de conhecer o trabalho daqueles que não conhecemos o trabalho (até parece pleonasmo). Imaginava eu que esta era a lógica, mas vi que estive enganada, uma pena. Acredito que todos perdemos com isso, a dança e seus rumos.
Eu costumo não gostar nem da expressão “inveja boa” porque por mais corpórea que ela seja acho pura perda de tempo. Cada um se manifesta como pode e de fato temos uma questão apresentada: Qual foi a lógica? Houve?
A questão não se direciona somente ao orgulho ferido dos que não foram, seria muito mesquinho. É uma reflexão sobre o que é escolhido, como é e por quem. Principalmente por quem. Porque, não para puxar saco, ressalto que sou grande admiradora do trabalho de muitos selecionados “conhecidos”, para não ficar com ar de problema pessoal, o problema não está nos artistas e nos seus trabalhos, sei que competência não falta.
Será que nós da dança não almejamos conhecer novos trabalhos, novos artistas? Será que aqueles de sucesso internacional carecem tanto de apoio que “suas vagas” não possam ser “preenchidas” de outros corpos (num programa que se chama Rumos)? Será que os verbos patrocinar, fomentar, difundir, estimular, apadrinhar, entre outros, não estão sendo confundidos?
Aos artistas selecionados e já conhecidos não me resta a dúvida de que seus trabalhos vêm a ser pesquisas interessantes e profissionais. E que o Itaú certamente não se arrependerá de atuar novamente como mecenas. Porém não seria o caso de um patrocínio exclusivo? Acho que assim a marca vende até melhor, não?!
Se a lógica é a do produto e não a da produção… Pouparia o trabalho de muitos.
Aos que trazem ou são os próprios apontamentos para novos rumos, maravilha[!], salvam um tanto do nosso descontentamento, boa sorte para a nova experiência.
Agora, realmente temos que pensar uma transformação de tantos comentários em ação, por mais simples que esta seja. Me angustia pensar que ficaremos novamente iludidos no lançamento de um próximo edital.
Ana Pi.
Pra min:
concurso, festival, seleção e afins…
É apenas ação entre amigos.
Quem recebe fica feliz, quem perde chora…
Viva Dança Brasil…
Sobre ações, sugiro inscreverem-se na Red Sudamericana de Danza, mais um canal para nos vincularmos `a diferentes discussões, conhecer diferentes artistas não só do Brasil como da América Latina e outras partes do mudo.
http://movimientolaredsd.ning.com/
Ana Pi, acho que está no direito sim, em qualquer processo de seleção/julgamneto, termos uma justificativa vinda por parte da comissão. Acho qe isso serve para todos os processos de exclusão/inclusão.
uaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuu!!!
q ótima esta lista de e-mails, e esta sequência,
da raiva, humor, ódio e contemplação até
a animosidade.
Todo mundo quer ganhar $. Um banco tem $
O artista não tem $
è preciso ter $ para dançar.
Aqui está uma equação se somada, veremos que há $ dinheiro envolvido. E o que mais interessa aos artistas envolvidos: $
Qual a verdadeira preocupação ou ” discussão” aqui, o $
que foi para uns e não foi para outros.
O que significa o Rumos, por que nós, artistas, quer dizer, vcs artistas, dão tanta credibilidade ao Rumos…
$
O que fica em questão é o que o artista quer, ou talvez o que ele mais precisa, então….
$
Afinal, gostaria de parabenizar aqueles que ganharam $ e que seja muito bem gasto……..
Pensei em outras questões, como caP., não, deixa para lá,
o assunto é $ mesmo,
ou seria o prestígio dos profissionais que estão envolvidos nesta seleção dos vinte ( e poucos).
POis bem, ao não selecionados, fica a tarefa de ganhar $,
e olha só, como artista faz para ganhar dinheiro.
è possível pedir empréstimo ao banco.
Fica a Dica
( continua)
Como tem gente tapada, e olha que estão fazendo lavagem cerebral nesse povo,
acreditam que realmente estão fazendo a diferença, mas ouso dizer que não estão.
Já participei do Rumos com uma obra que consegui produzir com Bolsa de uma Instituição internacional, mas não fui selecionado para apresentar a obra no dito evento, então eu nunca mais participei, mas tenho visto ano após ano os mesmos ou os que defendem a mesma Cartilha serem selecionados e contemplados ou usar o teatro do Itaú Cultural. Sinto dizer aos acéfalos que o Itaú Cultural é uma entidade privada sim, mas Utiliza dinheiro público como renúncia fiscal, Nosso dinheiro. E porque essa discriminação com outros olhares sobre a dança contemporânea que não a visão dos curadores? Medo de comparação? Sim, porque essa gente não tem público, já vi platéia se levantar e saírem da sala falando palavras de baixo calão, pois é, o público não é bobo, E essas pessoas vão desaparecer, vocês vão ver, porque quem fica é que tem Qualidade e não dinheiro, essa panelinha vai sumir e no futuro ninguém nem vai lembrar quem foram…
E o Itaú Cultural me dá vergonha, e mesmo da responsável pelo tal projeto, alguém conhece a história de Fausto? Vamos aguardar o desfecho da história e vislumbrar
O dito acabar de focinho no chão. Não se assustem se lerem em jornal de grande circulação que o Rumos Itaú é o melhor projeto que existe na face da terra, mais uma vez a rede de interesses girando em torno do umbigos dos mesmos.
Pode-se enganar algumas pessoas algum tempo, mas não todas as pessoas o tempo todo…
http://www.youtube.com/watch?v=QO_tSgQcGKQ
O Sem Rumos Itaú Cultural se tornou patrocinadora exclusiva.
gente da dança…aqui vai uma dica de uma mineira que como todos vocês está inserida no sistema capitalista,vamos procurar estratégias de sobrevivência para não dependermos apenas de festivais e editais, digo que não é fácil,mas ficarmos aqui julgando uns aos outros infelizmente não mudará nada pois o resultado já está ai, então como já diziam “um passo a frente e já não estamos mais no mesmo lugar”, vamos lá…unam-se, troquem idéias e tenham certeza que encontrarão soluções…
quanto a arte ou a dança contemporânea vale lembrar que ela parte de uma idéia e que não é um resultado e sim um processo, é uma idéia que vai chegar a ser…por isso não há um público feito…claro que nós como artistas podemos deixar claro para o público que é um processo, mas só o fato de termos pessoas saindo a meio a espetáculos nos mostra que de uma forma ou de outra o tabalho artístico teve uma interferência neste público…lembramos também que se os próprios dançarinos contemporâneos não sabem o que vem a ser a dança contemporânea então fica difícil fazermos nosso público entender…mas uma pergunta: ele precisa entender?ele precisa sair dalí com uma resposta?
acho que temos perguntas muito mais importantes…como muitos disseram aí em cima vamos deixar de pensar no nosso próprio umbigo e trocar experiências e formas de sobrevivências dentro da arte!!!
pessoas selecionadas parabéns…
Tendo em vista tantos comentários, fico pensando que independente de qualquer coisa o problema da dança no Brasil está nas políticas públicas. E o foco da nossa “agressividade” deveria ser para esta luta que é de fato árdua. Quanto à questão Rumos, gosto é gosto e não tem nada a ver com política… Tem gente que alimenta a alma de conceito, tem gente que alimenta a alma de arte … cada um cuida da sua verdade.
Me preocupa a manipulação do pensamento artístico e a perda de uma possível platéia, mas…
Dançar não é fácil, pior é ter que dançar+ se auto produzir+ escrever 10.0000 projetos ao longo do ano+ dar 1.000 horas/aulas+ graduar-se em dança + fazer mestrado em dança+ fazer doutorado em dança…. esperando que um dia melhore… a condição do artista…
Mas parece que continuamos a brigar entre nós. Em que década estamos mesmo? 70? 80?