Reconhecer-se e identificar as diferenças nos sistemas de ensino dos países sulamericanos e discutir um caminho a ser seguido por esses países para um trabalho em cooperação. Esses foram os principais objetivos da mesa de trabalho Formação em Dança na América Latina, que teve início nesta quinta-feira (17/09).
Reunindo representantes de 17 países e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e PUC-SP, o encontro promoveu a troca de experiências sobre o ensino de dança formal nas diferentes localidades, além de buscar soluções para uma maior cooperação acadêmica entre as instituições.
Como o tema proposto foi Formação para a criação, alguns dos pontos discutidos foram a falta de autonomia do ensino de dança em algumas escolas (muitas são ligadas a cursos de Artes Cênicas, Filosofia e outros), currículos inadequados e a falta de intercâmbio acadêmico entre os países sulamericanos.
“O ensino formal é um tipo de educação que não contempla o mercado de trabalho. Falta experiência de criação aos alunos, eles precisam exercitar isso. O que é ser docente nesse meio? Eu não tenho formação acadêmica, sistematizo meu trabalho para dar aulas”, declarou Lucia Russo, na primeira rodada de discussões. O debate continua nesta sexta-feira (18/09), a partir das 10h.
Nesta quinta-feira também foi realizada a oficina Ideias, ferramentas e novas tecnologias para o trabalho em rede, com Marlon Barrios. No fim da tarde também foram encenadas as performances A vácuo (foto) e In_vertido: experimento III, ambas na Escola de Dança da UFBA.
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Muito importante este debate. Tendo me formado na Unicamp, a maior crítica que tenho ao curso é não ter tanto foco para a criação, apesar do trabalho final do curso ser uma criação coreográfica.
Oi Larissa,
sua participação é importante! Para continuar o debate, entre também no grupo de discussão ‘Formação em dança na América Latina’, criado no movimento.org (http://www.movimento.org/group/formacinendanzaenamricalatina). Lá você encontrará vários fóruns sobre o assunto.
Um abraço,
equipe idança