Quando acreditamos desaparecidos em determinados ambientes, eis que surgem com um outro invólucro – mas o que eles querem é: engula, não mastigue. Pode ser entendido também como aceite, não questione! São poderosos replicadores mentais dispostos, e a postos, no pool de memes sob o comando do divirta-se.
O layout da São Paulo Companhia de Dança carrega esse imperativo bloco de infestadores mentais, cuja pedra-de-toque é a urgência, contrariamente à noção de fruição, de saboreamento que a arte pode nos oferecer. Dá-nos pronto um prato, indigesto pode ser quando temos expectativas filosóficas e artísticas mais duradouras. As prováveis torções mentais, uma operação típica de cérebros humanos, são constrangidas a retornos, a obviedades composicionais e urdiduras em desuso.
Depois dos acontecimentos na História da Dança dos séculos 19 e 20, e da mudança dos parâmetros das atividades artísticas afeitas ao mundo da dança clássica, e não mais restritos ao projeto estético czarista russo, assistimos a uma tentativa de recuperação do meme divirta-se com a justificativa de uma dada acessibilidade ao grande público (?!).
Níveis de competência que se estabelecem nessa rede produtora e os mecanismos que a alimenta estão limitados a um grau de negligência das múltiplas camadas informacionais a nós informadas e em nós enformadas. Tal atitude pode gerar o aludido layout, em que determinados pedaços de sua produção se agudiza em grosseiro diletantismo. Porque jovialidade combina com exploração e novos usos para velhas ferramentas ou novas ferramentas para velhos usos.
Como nos imaginamos canhotos quando somos destros
No pool de memes, sob o comando do divirta-se, o alvo está voltado para o entretenimento com graus diferenciados de afastamento e proximidade de um outro conjunto de pool de memes, sob o comando da curiosidade por novos modos de modelagem de elementos da dança clássica. Quando exageradamente afastados entre si, prevalece em geral a velharia feérie, o exostismo desbragado e a subestimação do alcance de nossas mentes às operações lógicas de sofisticadas tramas coreográficas. Prevalece a mera justaposição de passos da sala de aula para quaisquer temáticas imaginadas.
Assim, tanto faz o recorte proposto à cena: os propostos devaneios de Ballo ou a proposta “luminosidade ritualística” de Gnawa – os produtos anunciados como “novos” no layout da SPCD – são mensageiros do engula, não mastigue!. A atordoante atmosfera de Ballo – são tantos os grands battements! – parece ironizar com a própria justificativa da peça de Ricardo Scheir: ‘tratar das relações humanas e combinar as linguagens clássica e contemporânea’. Mas como assim se na cena desfilam os tipos assemelhados propostos por Petipa? Onde estão os traços da linguagem contemporânea? De fato, isso não importa quando o layout está moldado pelo pensamento feérico.
O coreógrafo espanhol Nacho Duato é conhecido por se imaginar modelando traços de culturas díspares por meio de ferramentas da dança clássica. Ao contrário, por exemplo, da criteriosa filtragem exercida em Jiri Kylian, na produção de Duato a escolha parece mais apressada: a cada mover-se dos corpos uma batida percussiva guia lá o jogo malemolente dos quadris e a melodia guia os instantes “românticos”. Tamanha sutileza tem uma nomeação = exotismo desbragado.
Ironicamente, mais uma vez, o meme aceite, não questione, um dos principais traços do conjunto do pool de memes divirta-se, evidencia a contraposição por um projeto filosófica e artisticamente conservador quando há mais de três décadas a atual diretora artística Iracity Cardoso fora parte da modernização do ex-Corpo de Baile Municipal, atual Balé da Cidade de São Paulo.
À parte, as tentativas de cada um dos intérpretes de se fixar como uma individualidade alternativa ao modelo que vivencia se tornam infrutíferas. Em muito, alguns laivos para se sobressair da massa morna modelada na cena.
É o que temos! Quem sabe, amanhã uma lufada filosoficamente complexa poderá…? Por enquanto, a emulação opera com energia desmedida e assim quando é enleva traços centralizadores e cegos ao entorno.
Marcos Bragato é presidente da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) 2007/ 2009. Como jornalista, atuou como crítico de dança no Jornal da Tarde e Folha da Tarde, e como divulgador científico no Jornal da Tarde. Colaborou para a extinta Revista Dançar. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Atualmente é Docente do Departamento de Artes da UFRN.
Leia também: O novo e a tradição
Companhias estáveis em lados opostos

Port



Texto bem elaborado… Parabéns
Marcos,,, Atualmente vc deve ter muito tempo para teorias.
Que tal parar de teorizar e começar a fazer dança…
Tudo seu belo texto poderia ser reduzido apenas em uma frase:
Não gostei do Projeto SP Cia de Dança, porque não faço parte.
E no seu mini-curriculo, deveira tbm constar sua passagem pelo Centro Cultural SP.
Parabéns… Continue com teorias SEMI_OTICAS….
Para um projeto (SPCD) totalmente autoritário e com raso comprometimento com a dança, com a cultura e ainda por cima com interesses eleitorais tendo a frente uma bandeira com as cores tucanas.
O que esperar desta mesma Cia. se por acaso na próxima eleição o vencedor ao cargo de governador do estado for outro pseudo político de outro pseudo partido da oposição passar a governar São Paulo?
Merecemos isso que está aí, a classe se calou por medo, por interesses individuais e perdeu a oportunidade recomeçar uma discussão mais ampla em torno de uma política pública mais honesta e menos nefasta para a dança em São Paulo.
Adorei o texto do Marcos e principalmente seu conteúdo!!
Eu entendo os dois lados da questão. Primeiro, a questão de uma companhia de repertório, que nos coloca um pouco da história da dança em cena de maneira exata e técnica, por outro lado, a defasagem ainda da dança, o não reconhecimento pelas políticas públicas que fazem com que nos calemos com o equivalente a um quarto do orçamento da São Paulo Cia. de Dança, através dos fomentos. Duas questões: a história, e o presente. A possibilidade de ver niijinska ou de ver tantas Cias. que se agarram no Fomento à dança, Proac e se debatem sem grands battements necessariamente, mas com a alma de intérpretes criadores.
Que bom! Que bom que em um lugar de largo alcance como o idança alguém como vc pode falar sobre esses tipos de pensamentos absolutamente nocivos a dança e que tanto insistem em si proliferar.
Bem, entendi pouco de que foi escrito por Marcos, mas quero dizer que adorei o espetaculo. Saio do teatro encantando com o espetáculoda SPCD, criando até dentro de mim um desejo de fazer ou experimentar o que vi. Não sou bailarino, nem da área, sou administrador, mas aprecio muito mais a SPCD do que outros trabalho de grupos contemporâneos de dança (que nem parece dança e sim teatro…muita loucura).
Marcos,
Tendo em vista o que ocorre por aí com o tal desenvolvimento da dança contemporânea_ que aliás é de péssimo gosto_, prefiro ver algo que tenha mesmo um conteúdo histórico, pelo menos, isso nos situa!! Falar de dança contemporânea talvez não seja nem mesmo para vc que NUNCA experimentou no seu corpo o valor do movimento e que não conhece o cotidiano de um artista da dança. Pensando bem, você só pode mesmo é articular na sua língua o que nunca foi capaz de articular no seu corpo !!!
Sua postura, enfim, é sempre questionável !!! Azedo em outras palavras…
marcos, perceba a implicação da mesma indolencia na escala da metropole paulistana, do espaço urbano, comum nao só a dança mas tambem a todos os habitantes, pincipalmente os habitantes do centro de são paulo.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0411200808.htm
http://www.vitruvius.com.br/drops/drops26_04.asp
http://concursosdeprojeto.org/2009/01/27/herzogedemeuron-sp/
Desde quando TEORIZAR não é dança ,Luzia Emathoma?! Comentário absurdamente medíocre.
Viva os teorizadores como Marcos Bragato!
Parabéns ao texto…
Muitas pessoas deveriam buscar entender e praticar o real significado da palavra humildade em analogia a forma como se trabalha a arte em geral. Vivem escondendo realidades de sí mesmo. Eu tenho nojo!
O que a Mariana diz é legítimo, ainda existe na dança os que comungam a burrice e a ingenuidade.
E são muitos, me faz lembrar aquela famosa frase:
O bailarino não precisa pensar, dançar já está bom tamanho.
Esta cia surgiu comprometida com pensamentos e modos europeus do século passado e se vê isto em cena. O texto do Marcos é totalmente coerente.
Digo mais, vamos ver o que vai acontecer com esta cia se o PT eleger o próximo governador.
O que o Sandro diz está correto, é um projeto do PSDB, e na minha opinião tem data de validade!!!
Muito importante mesmo que a categoria da dança reflita sobre a função dessa companhia estadual. Afinal, se muitos ainda pensam que a dança contemporânea não tem legitimidade, é preciso investir em formação de público, em educação de qualidade, que envolve reflexão sobre a cultura de nosso país. Não acredito que o projeto do PSDB se interesse em formar cidadãos críticos e elementos transformadores da sociedade bizarra que vivemos.
É o bom e velho Pão e Circo disfarçado de resgate da história da dança. Claro que o conhecimento dessa história é importante para a construção de um pensamento crítico, mas não pode ficar só nisso.
É dinheiro público!!!
Olá.
Boa matéria do Marcos Bragato.
Venho para apresentar algumas ponderações, já que meu campo de estudo é a politica cultural.
a) creio que do ponto de vista artistico todas as propostas estéticas sao interessantes e devem ser valorizadas: dança contemporânea, dança clássica, enfim. No nosso Brasil onde grande parcela da população não tem conhecimento e acesso aos bens culturais, toda iniciativa é válida, a discussão estética fica em segundo plano.
b) no que se refere a questão da política cultural nós bem sabemos que nem a cor “x” partidária e nem a cor “y” possuem realmente políticas culturais, o que possuem sim, ambas são políticas de dirigismo cultural. Fora o fato que nunca governam sozinhas, ou seja, o governo (embora tenha a cabeça de chapa os expoentes dos partidos referidos nos comentários dos outros amigos acima) terá a participação de varias outras siglas, sendo o seu governo portanto diferente do programa de governo apresentado nas eleições, isso tem sido a prática das ultimas eleições e dos ultimos governos.
c) acredito que independente do partido que assuma o governo do estado nos próximos anos, a estrutura SPCD deve continuar, não se inventa a roda, a dança a arte só com a rodada de governo. Pois acabar com uma estrutura na esfera pública tem custo e recuperar essa estrutura é dificil. Se o problema é de ordem estética, conceitual o mais prudente e inteligente é rediscutir e nao acabar.
d) só para lembrar: o partido x que antes de ser governo disse que iria acabar com muita coisa: corrupção, nepotismo, aparelhamento da máquina, e aqui viriam itens intermináveis, mostrou durante o seu governo o contrário do que prometeu. Portanto nao se iludam, tais discussões tem que ser pontuadas sobre outras “clivagens” que não a do partido “x” em oposição ao “y” ou em maniqueismos semelhantes.
e) penso que enquanto a cultura for importante apenas para os artistas (pois precisam de verbas públicas, patrocínios privados, fomentos) para sobreviver, ou gestores públicos de cultura (pois precisam de seus cargos para se sustentar), não teremos muitas mudanças significativas. A população tem que sentir necessidade de assistir espetáculos, de consumir bens culturais diversos além dos oferecidos pela indústria cultural televisiva. Ou seja tem que ter um “empoderamento” das políticas culturais por parte da população e quase 99% de censo de Accountability por parte dos governantes, esse último item é o que mais está em falta nesses últimos tempos.
Concordo com Aldo!!
Mas só queria lembrar o pessoal, esta cia nasceu de um ninho de cobras, explico:
Da noite para o dia um secretário monta um grupo de dança com uma mega verba absurda consumindo algo em torno de 80% da verba para a dança em todo o estado de SP, esquecendo dos outros pensamentos e estilos. Um modo de coronelismo de fazer política, “Eu quero e mando fazer”
Nada contra os trabalhadores contratados ou contra a cia, mas sim contra esta política perversa de gerir dinheiro, ou de pensar cultura. Se ele quisesse realmente fazer algo mais honesto porque não dividiu este montante absurdo de dinheiro com outras regiões do estado? Ao invés de uma Cia com esta verba poderia existir pelo menos mais quatro.
Claro!! talvez na capital daria mais visibilidade!!!!
Meu Deus, quantos comentários absurdos! Tem gente q acha que os ballets de repertório são coisa do século passado! Meu Deus do céu, arte não é produto descartável, arte é para sempre, e neste caso estamos falando de arte na maior qualidade, que é a arte clássica.Por que será que os grandes mestres da pintura são sempre citados, copiados e estudados? por que será que qdo um cantor lança um excelente álbum este tem o nome de clássico? Francamente, essa implicância com os ballets de repertório é um atestado de burrice, mediocridade e falta de cultura em dança. Temos que reverenciar a SPCD por nos proporcionar um leque riquíssimo de ballets. E quem se diz bailarino contemporãneo, ao invés de falar mal, deveria estudar esse ballets, pois vcs já viram alguém que estude pintura e não entenda de Da Vinci, Michelãngelo?? Alguém que estude cinema e não tenha visto Dançando na Chuva, E o vento levou, a Doce Vida??? Gente, me poupe. E o texto do Marcos Bragato é hermético demais, não dá pra entender e o pior, fica um monte de gente fingindo ter entendido. Lamentável.
Realmente o texto é um tanto complicado. Me parece um pouco gasta essa visão anti balé clássico nos artistas ditos contemporâneos. Ninguém pode fazer um passo de clássico que lá vem eles questionar, como se isso fosse um problema. Pra eles a dança se resume em Dança Contemporânea e é mais importante filosofar, questionar, discutir do que DANÇAR.
Marcos Bragato vai ao cerne: com o pool de memes divirta-se, a SPCD reproduz mais do mesmo. E com um orçamento público astronômico!!!!
É lamentável algumas pessoas continuarem com este entendimento absurdo e banal de que a dança contemporânea é contra a clássica, e o que é pior; com argumentos esquizofrênicos!!
Foi escrita uma crítica e muito boa por sinal, de um espetáculo de dança, e também apresentou argumentos políticos coerentes relacionados ao modo de fazer.
A arte não pode estar desvinculada do seu tempo ou ser apolítica.
Assi é arte burra e alienada.
Reverenciar??? como assim Glenda Farias??
Como temos que reverenciar uma cia que tem praticamente 80% da verba destinada a cultura no estado? E os demais artístas?
Agora, só me responda uma coisa, tudo bem Ballet Clássico é lindo, mas não passa de histórias que retratam sua época…você acha que o ballet -hoje- tem alguma coisa a ver com o mundo em que vivemos?? E só pra te lembrar, Ballet de Repertório é sim coisa do séc. passado!!!
Pra você que só se preocupa em comtemplação(pois, a forma como vc define arte só perpassa o ambito do exibicionismo né?) Procure estudar a produção da dança na contemporaneidade e depois questione tmb, pq os clássicos estão sendo criticados!!!
abraços
Leandro Berton,
Clássicos não passam de histórias q retratam sua época? Isso é um absurdo. Pra quem entende sabe que é muito mais do que isso. Essa é a visão superficial.Por que será que os textos clássicos(que são histórias que retratam sua época) ainda são remontados no mundo inteiro? Sheakspeare, Moliére, etc. De onde vc tirou essa, que os clássicos estão sendo criticados? isso acontece em guetos, pois o público em geral e os artistas de verdade sempre vão respeitar, estudar e admirar os clássicos. Isso é uma questão de respeito(saber o que ja fizeram).
Sobre vc dizer que é “coisa do século passado”, sinto muito, sua visão de arte é limitada somente ao que acontece hoje. Arte não é “coisa” e nem fica atrelada a datas. Arte é eterna. Quando bem feita perpetua. E até hoje o repertório clássico é acionado por milhares de artistas. Isso é uma realidade que vcs querem esconder.
Outra – quer dizer que o fato de eu gostar de ballet de repertório significa que eu queira somente contemplação e exibicionismo? Qual o problema de contemplar? qual o problema de exibir técnica? Por acaso em um espetáculo de Dança Contemporânea não existe exibicionismo? Pode ser o espetáculo mais experimental, sem música, falando de filosofia que vc pode ter certeza, por tras existe uma enorme vontade de se exibir. Assim são os artistas.
Leandro, acho que vc deveria ler mais, viver mais e observar mais tudo, e não se fechar num pensamento apenas.
Quanto a política da SPCD, pode ser até questionável os 8O%, mas o produto final da companhia é inquestionável: nível técnico, repertório, direção artística e importãncia histórica (é a segunda cia de clássico no Brasil em funcionamento hoje em dia). Ou será q os bailarinos clássicos não tem direito de trabalhar?
Para mim o que tem de ser questionado é a maneira como se trabalha. O processo de trabalho X produto, ou o que se espera. Nada contra a estrutura da cia. São paulo merece uma estrutura como esta. A questão é como as coisas são conduzidas lá dentro. Não é dinheiro privado não, onde eu faço o que quero. É dinheiro público!!! E não é só programa educacional de escola que dá conta disso não. Valorização ética e estética do indivíduo que optou estar alí tb conta.
Olá Glenda,
leia Bourdieur, ” Economia das trocas simbólicas”, principalmente a questão da transmissão do “Capital Cultural” que você verá pq o clássico continua sendo resgatado.
Abraço
A impressão que esse texto me dá é a mesma de alguns espetáculos de dança contemporânea. Um intelectualismo afetado, lisérgico e anaeróbico, incompreensível para os não-iniciados. É muita masturbação mental. Dizem que dançam para fazer as pessoas refletirem e depois fazem contorcionismo com as palavras. A única reflexão que pessoas se contorcendo e rolando artisticamente pelo chão de um palco de madeira me suscitam é: que diabos essas pessoas tomaram? Será que eles vão devolver o preço do ingresso? Isso sim é um engula e não mastigue. É melhor vomitar esse pool de memes.
Já a remontagem de um espetáculo clássico de outro século no mínimo é honesto e claro em sua proposta, e proporciona momentos de apreciação e beleza, que no fim são a essência e o sentido do balé. E acho que também é bem mais relevante intelectualmente.
Mas tem gente que prefere rolar pelo chão. É mesmo um soco no estômago da burguesia!
Mairiana Martins,
É um grande erro teorizar antes de dançar, já que predispõe à capacidade de julgar.
A teoria é sempre franca e generosa. A prática, porém, sempre mesquinha e sovina, por tanto
Apenas DANCE e CALA-TE!
Todos querem apenas sua parte do quinhão do governo.
Para medir seu sucesso tente a iniciativa privada, ou seja, veja se alguma empresa privada quer injetar dinheiro na pobres produções contemporaneas sem indeteresse escusos….
Não confudas:
Libertade de expressão
aqui neste site
com
Libertinagem!
Ai!!!!! Quanto erro de portugues…Socorro!!!
Todos pro banco da escola!!!!!!!!
É possível fazer arte sem platéia?
Recentemente vi mais de 40 pessoas saindo de um espetáculo de dança contemporânea.
É para isso que estamos aqui?
Isso alimenta a alma de um artista?
É preciso excluir um ou outro “atributo” filosófico?
O que deixaremos no coração e mente das pessoas que tentamos dialogar quando apresentamos uma criação?????
E qual o sentido de fazer “arte” apenas p nós mesmos????
Pq uma coisa exclui a outra???
Não é possível fazer um espetáculo inteligente, filosófico, humanista, intelectual e que ENCONTRE eco no coração do público????
Só questionamentos……
oi Andrea Pivatto, são essas mesmas perguntas, que eu como gestor faço…todos da dança deveriam pensar sobre esse tema. pra mim sempre o que vejo é muito sectarismo e pouca transformação.
Meu Deussss. É por essas e outras que nossa tão querida Arte está do jeito que está.
Quando deixarmos de ser mesquinhos e hipócritas (com nós mesmos e principalmente com a nossa arte), a DANÇA terá o seu verdadeiro valor e reconhecimento – não pelos bailarinos clássicos ou contemporâneos, mas pela POPULAÇÃO, o que é mais importante. Pois enquanto não formarmos um público fiel, a História da Dança será sempre a mesma: contada apenas por pessoas “capacitadas” (ou não) – pessoas que de certa forma, viveram a dança. Isso não é conquistar um espaço digno na sociedade…
Só para constar, adorei o texto e amoooo rolar no chão. :)
Não resisti, tive que responder em especial para alguns…
Luzia Emathoma – sem comentários .
Wagner Oliveira – e por que não a loucura?
Luiza Costa – o tal desenvolvimento da dança contemporânea vai muito bem, obrigada.
Glenda Farias – também prefiro não comentar.
Rogério Santos – não é mais importante, mas talvez seja um tanto quanto. Bailarino pode sim, saber contar além de 8. Filosofar, questionar e discutir são fatores primordiais para uma pessoa rica culturalmente, quer seja ela bailarina, médico, gari, motorista, advogado, custureira, cozinheira, professor, jornalista, pedreiro…
NCh – continuo amando rolar pelo chão… No dia que você aprender a rolar também, vai gostar. rsrsrs
Tatiana,
Você elege os comentáriops dignos dos seus comentários como se você fosse a dona da verdade. Por quê excluir alguns? Por favor leia COM ATENÇÃO E SEM PRECONCEITOS as coisas contrárias as suas idéias. Achei muito inteligente o que a Glenda Farias escreveu.
Aline Petrucceli,
Está enganada. Nem todos mencionados por mim foram dignos do meu comentário, e mesmo assim, comentei.
EU LI TODOS COM ATENÇÃO.
SOBRE O PRECONCEITO, NÃO É COMIGO QUE VOCÊ DEVE FALAR SOBRE ISSO…
Preste ATENÇÃO aos comentários e veja quem realmente é preconceituoso nessa conversa.
Moro no Rio e gostaria muito que a SPCD viesse mostrar seu trabalho nesta cidade, com coreografias de extrema importãncia para os estudiosos no assunto.
Quanto ao texto do Sr. Marcos Bragato, achei confuso e de uma intelectualidade forçada, muito comum as pessoas de Dança Contemporânea.
Nossa!
Estava meio ocupado e não circulava pelas leituras do Idança há um tempo…
Gostaria só de introduzir uma questão que pra mim é das mais urgentes no universo das artes cênicas no Brasil: por que existe tamanha resistência ao exercício da crítica?
Ego, fragilidades, medo… o que acontece?
A pergunta é velha, mas é impossível ao artista brasileiro enxergar uma crítica minimamente fundamentada como bom e estruturador para o universo de sua linguagem artística?
Não é por outro motivo que nas redações e editorias desse país a cobertura de arte vive sendo vista como “um calo no sapato” dos jornalistas que se aventuram nesse exercício. Que desistem da crítica e partem para o Ctrl C – Ctrl V de releases, mais prático e menos estressante.
(e apesar desse comentário, não deixo de reconhecer que ainda há enorme despreparo e inexperiência no jornalismo, principalmente para a cobertura do circuito artístico)
E nós, artistas, reclamamos em todos os cantos desse país da dificuldade de divulgação de nossos trabalhos. De como são esparsos e reduzidos os espaços que pautam arte nos veículos de comunicação… há, no mínimo uma contradição aqui não?
O texto de Marcos Bragato é hermético mesmo, como costumam ser os escritos dos formados pela “Pirce so high, so far school”. Mas não impossível para alguém que parou o mínimo de tempo para estudar o que faz. Pessoalmente gostei.
Que bom ver esse espaço daqui vivo. E viva o dissenso, porque – não se iludam – o consenso é pobre, torpe e na maioria das vezes alienado.
Parabêns a equipe do Idança.
Parabéns Marco Bonachela, eu também concordo contigo… Viva o “dissenso”, pois o consenso ilude. Também concordo que o texto do Sr. Bragato é um pouco difícil à primeira vista, porém nada impossível de se entender e se compreender que política e arte se influenciam e se deixam influenciar… Inevitável quando se trata de uma política cultural maniqueísta. Talvez um pouco de ceticismo ajudasse a clarear a coisas. Talvez um pouco de conhecimento da história da dança aliada a um senso crítico mais apurado, ou no mínimo atento, ajudasse construir parâmetros e também a enxergar além das luzes da ribalta…
Afinal, que graça teria o mundo se não fossem as metáforas…
nehuma cia se faz apenas de corpos esteriotipados se voce não for capaz de disntngur uma linguagem visual a tribuir nela fatos historicos corpos que dançam porem carregam uma grande bagagem muita alem da propria que lhe foi passada por um coreografo, me desculpa as veses é melhor não ver a obra pois não se mata grandes bailarinos e nescem assim da noite pro dia.
Oxalá tenhamos um pais que gera uma discução tão ampla(quantitativa) quanto rasteira(qualitativa), numa simples alusão à teoria do olho de meme, nosso micro-chip cultural, como recurso teórico (e retórico por consequencia) de uma observação de criação artítica.Ora fazer arte é posicionar-se politicamente, aliás, estar vivo, postar comentários também, nisso implica, e lamenta-se algo bastante subjetivo:GOSTO,pena que a maioria não tenha argumentos para os seus e ainda bem que alguns tem a coragem de faze-lo, como Mister Bragato….Adorei ler tudo.