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Começou no sábado (14/11) o Festival Internacional de Dança Mesa Verde, em Porto Alegre. Esta é a primeira edição do evento, que ganhou esse nome em homenagem ao espetáculo Mesa verde, do coreógrafo Kurt Jooss. O trabalho, por sua vez, dá nome ao espaço Mesa Verde, dedicado à dança teatral na capital gaúcha.
A abertura do festival aconteceu no pátio da Usina do Gasômetro com apresentação do espetáculo CALLE4, da companhia espanhola Provisional Danza.
Com o objetivo de espalhar a dança-teatro por espaços públicos da cidade, o festival reunirá 13 companhias nacionais e internacionais numa programação que segue até sábado (22/11) em inúmeros endereços. Além das apresentações, o evento também oferece uma série de atividades paralelas como oficinas, palestras, workshops e a mostra fotográfica de artistas alemães com trabalhos sobre dança e movimento.
Os participantes desta primeira edição do Festival Mesa Verde são: Cia. Ana Vitória (RJ), Cia. de Dança Geda (RS), Cia. Leticia Mazur (Argentina), Cia. Danza-Teatro Retazos (Cuba), Marcia Milhazes Companhia de Dança (RJ), Cia. Borelli de Dança (SP), Cia. Terpsí Teatro de Dança (RS), Cia. Susanne Linke (Alemanha), Luciana Paludo Mimese Cia. de Dança-Coisa (RS), Grupo Gaia (RS), Grupo Meme (RS) e Eduardo Severino Cia. de Dança (RS).
Estão sendo oferecidas as seguintes atividades paralelas: oficinas A dança-teatro em sua base autorreflexiva, com Sandro Borelli; O corpo na vida contemporânea, com Marcia Milhazes; workshop com a coreógrafa Isabel Bustos, da Cia. Danza-Teatro Retazos; a oficina-palestra Rituais de divindades afro-cubanas, com Isabel Bustos; e a palestra Tanztheatralidade (re)visitada, com Sayonara Pereira.
Confira datas e horários de toda a programação clicando aqui. A foto é de “El aparcamiento” em tempos presentes, da Eduardo Severino Cia. de Dança.
Leia também: Grupo Gaia promove flash mob em Porto Alegre

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Nos últimos tempos tenho me “surpreendido” com as oficinas e espetáculos de danças de ritmos negros como dança de rua, hip-hop e nestes últimos dias a oficina oferecida rituais de divindades afro-cubanas ministrada pela companhia Cia. Danza-Teatro Ratazos. Com olhar europocêntrico do balé clássico, a companhia como um todo tentou mostrar aos participantes como padronizar os movimentos “afros”. Esquecendo, é claro que não há padrão, pois afro é a abrangência de todas as manifestações negras no mundo e não há dança e teatro, nem dança-teatro, somos unos no fazer artístico, circulares e sem hífen.