Começa nesta quinta-feira (26/11) o evento Semana Brasil Coreia de dança contemporânea, uma parceria da Prefeitura de São Paulo com Korean Arts Managemant Service (KAMS). A iniciativa comemora os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Até domingo (29/11), o público poderá conferir um pouco da produção coreana em dança contemporânea. A abertura, nesta quinta-feira, será com LE Tae-sang DT 1 e Sungsoo Ahn Pick-up Group, a partir das 20h. Também participam do evento: Blue Elephant Company (na foto em Solo party), Park Na Hoon Company e Ahn Aesoon Dance Company. Além das apresentações, a Semana também organizou uma série de atividades paralelas. Entre elas acontecerá, de sexta-feira a domingo, um encontro de improvisação com os integrantes da Blue Elephant Company. E no sábado, o Centro Cultural São Paulo realiza o debate Dança contemporânea no Oriente, às 16h.
A Semana Brasil Coreia de dança contemporânea se divide entre o Teatro Cacilda Cecker (Rua Tito 295, Lapa. Telefone: 11 3864-4513) e o Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro 1.000, Paraíso. Telefone: 11 3397-4002). Clique aqui para conferir a programação completa. A entrada é gratuita.
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Olá,
gostaria de saber sobre as cifras que envolvem a produção da Semana Brasil Coréia de Dança Contemporânea, a origem das mesmas e gostaria de obter mais iformações sobre as Cias que se apresentarão, pois tenho a impressão, por alto, de que alguns grupos são grupos que tradicionalmente produzem Dança Moderna e não trabalham com a linguagem contemporânea de Dança. o que, se confirmado descaracteriza o evento como um evento de Dança Contemporânea, o que é muito sério.
Obrigado
Dimas
Oi, Dimas!
Você teve a oportunidade de ir assistir aos trabalhos?
Eu pude acompanhar o evento todo, inclusive particpei da mesa do Fórum , no sábado, dia 29 de Novembro, `as 16h, no CCSP.
Foi muito interessante poder ver a diversidade de abordagens e perfil de cada grupo/artista. Achei bem acertada a curadoria para comerçarmos a entrar em contato com a cena coreana.
Interessante também saber que na Coréia do Sul há mais de 50 cursos superiores de dança e que por ano saem aproximadamente 2000 bailarinos formados.
Há uma grande preocupação com a formação dos bailarinos. Eles podem estudar Ballet clássico, dança tradicional coreana, moderno, (com forte influência da técnica Graham) e contemporâneo.
Os dançarinos que se apresentaram aqui mostraram ter um corpo bem trabalhado e disponíveis para trabalhar com perfis de coreógrafos variados.
Acho que você pode peguntar diretamente para a secretaria de cultura municipal/coordenação de dança sobre o orçamento destinado a este evento.
Sei que houve uma parceria com o governo coreano. Este ano faz 50 que a imigração coreana começou a acontecer no Brasil. O governo da Coréia sabe que a cultura, e neste caso específico, a dança contemporânea, é o que eles têm de “ouro” para se expandirem no mercado mundial. Estão investindo muito nisso. Estão de olho no futuro.
Abraço.
Caro Dimas,
em primeiro lugar, obrigado pelo interesse no evento. Como assessora de dança da SMC e curadora da mostra Semana Brasil corea de Dança Contemporânea, esclareço que foram destinados pela SMC R$70.000,00 para esta mostra, incluindo toda a produção e custo de hospedagem e perdiens de 35 artistas/equipe técnica, numa programação que contou com 5 grupos coreanos se apresentando em 2 espaços da prefeitura (CCSP e teatro Cacilda Becker) além da participação dos coreógrafos coreanos no Encontro de Improvisção, e uma aula aberta oferecida pela coreógrafa Ahn Aesoon, Debate com critica de dança e diretor do festival Coreano de dança contemporânea, além de critica e artistas brasileiros (todos no CCSP).
Cachês, passagens, custos com vistos, etcetc, foram custeados pelo KAMS (Korean Art Manegemnt Service), agência governamental que cuida do giro da cultura contemporânea coreana.
A SMC e o KAMS realizaram em conjunto este evento, na espectativa que este dê frutos a futuras parcerias e que abra espaço para grupos brasileiros circularem pelo oriente, em importantes festivais de dança na Coréia, por exemplo.
Quanto à matriz “moderna” dos grupos que voce menciona, entendo que a base técnica dos grupos e artistas não caracteriza o fazer artísticos e suas pesquisas conceituais. Picasso era um grande pintor de paisagens e naturezas mortas, antes de revolucionar a arte e com certeza fez uso de sua técnica para tanto, assim como Leonardo da Vinci e muitos outros (para não citar Pina Bauch que tem sim na dança clássica sua base).
As questões apresentadas pelos artistas coreanos caracterizam sim seus trabalhos como contemporâneos, mesmo os grupos que se dedicam à investigar a própria dança moderna como é o caso de Sungsoo Ahn com sua versão número 8 de Bolero de Ravel que apresenta justamente questões do imaginário pop contemporâneo espelhadas numa organização modernista e numa música já clássica.
Uma sólida base técnica não descaracteriza um trabalho contemporâneo, ao contrário, liberta os criadores para assumir maiores riscos., próprio do exercício contemporâneo.
No entanto, nesta mostra, notamos que os artistas coreanos (como esclarece Leticia sekito) estão bastante ligados à sua tradição de formadores de grandes bailarinos, técnicos e rigorosos, e buscam também meios dessa característica não emcobrir suas inquietações conceituais.
De minha parte, acho que é um avanço da nossa programação, proporcionar este tipo de mostra para que tenhâmos contato com artistas e suas inquietudes, das mais variadas culturas que nos ajudam, inclusive, a pensármos nossa dança, nossa formação, nossa arte, etc etc
Caso tenha mais questões sobre a dança na SMC, entre em contato: nucleodedança@prefeitura.sp.gov.br
um grande abraço
LARA PINHEIRO