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	<title>Comments on: Cadernos de viagem </title>
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	<description>Dança Contemporânea no Brasil e no mundo</description>
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		<title>By: andréa bardawil</title>
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		<dc:creator>andréa bardawil</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 01:53:48 +0000</pubDate>
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		<description>The querida,
muito bom ler teu artigo justo agora, que estou recém-chegada dessa experiência preciosa de &quot;deslocamento coletivo&quot;, com a Bienal de Dança do Ceará - Conexão Cabo Verde. Por que sinto-me mesmo instigada a pensar  sobre esse processo de produção de sentido de uma comunidade, imersa que estou, ainda, na experiência dessa partilha. Intuo que há algo de importante demais a ser observado nessa experiência: 120 artistas (110 cearenses) de uma mesma comunidade - da dança -  deslocam-se para outro país - que não é um país de primeiro mundo, é a África -  e lá permanecem uma semana, imersos em intensas trocas. Isso vai repercutir muito em nossas maneias de fazer, em nossas produções, em nossas formas de habitar, em nossos modos de existência e sobretudo em nossas políticas. E, no entanto, passamos por esse atravessamento irremediável quase invisíveis...porque este acontecimento parece não ter sido relevante o suficiente para os espaços oficiais de mídia, que a ele dedicaram pouquíssimo espaço, considerando a dimensão da iniciativa, pelo menos no Ceará. Espero  conseguir dilatar o tempo - ou preservar, em mim um pouco mais esse tempo caboverdiano - a fim de sistematizar algumas questões no papel, logo mais. Por enquanto, fico com as palavras que me escreveste em resposta às minhas inquietações, que peço licença para copiar aqui: &quot;há muito muito tempo que, para mim, acontecimentos não são fatos. chamá-los de fatos seria diminuir sua potência, seu poder de reverberação. e isto sim é história. se os acontecimentos não são fatos, há muito também já me decidi, muito menos eles são notícia. você e eu sabemos que afetos e encontros e a potência que lhes cabe nunca deixaram de ser uma espécie de brisa subterrânea que refresca os pés daqueles que aprenderam a pisar no chão. educação somática - uma grande oportunidade ética que pode haver hoje.&quot;
obrigada pelo teu pensamento tão intenso, sempre! abraços, querida</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>The querida,<br />
muito bom ler teu artigo justo agora, que estou recém-chegada dessa experiência preciosa de &#8220;deslocamento coletivo&#8221;, com a Bienal de Dança do Ceará &#8211; Conexão Cabo Verde. Por que sinto-me mesmo instigada a pensar  sobre esse processo de produção de sentido de uma comunidade, imersa que estou, ainda, na experiência dessa partilha. Intuo que há algo de importante demais a ser observado nessa experiência: 120 artistas (110 cearenses) de uma mesma comunidade &#8211; da dança &#8211;  deslocam-se para outro país &#8211; que não é um país de primeiro mundo, é a África &#8211;  e lá permanecem uma semana, imersos em intensas trocas. Isso vai repercutir muito em nossas maneias de fazer, em nossas produções, em nossas formas de habitar, em nossos modos de existência e sobretudo em nossas políticas. E, no entanto, passamos por esse atravessamento irremediável quase invisíveis&#8230;porque este acontecimento parece não ter sido relevante o suficiente para os espaços oficiais de mídia, que a ele dedicaram pouquíssimo espaço, considerando a dimensão da iniciativa, pelo menos no Ceará. Espero  conseguir dilatar o tempo &#8211; ou preservar, em mim um pouco mais esse tempo caboverdiano &#8211; a fim de sistematizar algumas questões no papel, logo mais. Por enquanto, fico com as palavras que me escreveste em resposta às minhas inquietações, que peço licença para copiar aqui: &#8220;há muito muito tempo que, para mim, acontecimentos não são fatos. chamá-los de fatos seria diminuir sua potência, seu poder de reverberação. e isto sim é história. se os acontecimentos não são fatos, há muito também já me decidi, muito menos eles são notícia. você e eu sabemos que afetos e encontros e a potência que lhes cabe nunca deixaram de ser uma espécie de brisa subterrânea que refresca os pés daqueles que aprenderam a pisar no chão. educação somática &#8211; uma grande oportunidade ética que pode haver hoje.&#8221;<br />
obrigada pelo teu pensamento tão intenso, sempre! abraços, querida</p>
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		<title>By: João Saldanha</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2009/12/02/cadernos-de-viagem/13329/comment-page-1#comment-68545</link>
		<dc:creator>João Saldanha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 20:21:03 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Thereza, adorei o não fim do seu texto pra começo de conversa! 
Percebo com uma certa distância um tédio compartilhado,um afim de criar e tomar parte custe o que custar, pois existe a sobrevivência e esses desejos são próprios de quem quer se inserir/existir. Algo  tem se tornado comum no nosso universo e frequente nos discursos  ultra-modernos, a colaboração. Trabalho constantemente nos últimos 25 anos, das mais variadas maneiras para produzir arte e criar um ambiente onde a prioridade é quem a faz. 
Como mediar essa passagem?como ter crédito no mundo dos já escolhidos? e o espaço nas mídias? quem dará atenção e verbas aos desconhecidos se nem os conhecidos as tem garantidamente. Pergunto: quantos trabalhos tem realmente a cara de seus criadores? Isso é importante? Digo, ter uma cara? Qual cara é a de agora? E o discurso ,não pode ser mais multiplo,diverso? torna-se próprio qualquer tópico que seja de fato do interesse de quem o desenvolve. Não te parece lugar comum as escolhas e curadorias que estão se saturando por dizerem o que é legal? O que pode e o que é bom?Principalmente depois de visitarem outros festivais.Porque será que as produções brasileiras são as mais mal remuneradas no mercado externo,quando deveriam obter mais fundos exatamente pela precariedade em que nos encontramos ao longo dos anos.
Precisamos ocupar de novo as salas de espetáculo e os teatros, para criarmos o hábito de temporadas no primeiro e no segundo semestre e acima de tudo pleitearmos aos festivais co-produções ao longo do ano e não sómente no período curto que estes são realizados,pois acabam se tornando competidores.No caso do Rio tem sido difícil a participação de trabalhos de coreógrafos da cidade.Um projeto que inicialmente ganhou notoriedade pelo empenho de seus criadores em fazê-lo valer e que agora obtem mais recursos e espaços contraditóriamente não pode contar com seus colaboradores devido a idéia de ineditismo ou ainda pelo pouco espaço que a imprensa dedica, tornando-se arriscado qualquer estréia dentro de um festival.
 A liberdade de escolha tem sido a maior arma que o artista tem para combater a mesmice e o marasmo. Acredito que existam formas diversas de atuação nesse cenário, de tamanhos, intenções e expressões distintas. O sentido de dançar não variou tanto assim no mundo moderno, apenas foi ampliado,abrindo um leque de possibilidades que não deveriam ser comparadas pela diversidade (ela mesma).Resistir ainda é a melhor maneira de dizer que mudar é preciso caso contrário esvaziam-se as possibilidades de atuação num mercado de trabalho que ainda é frágil pela falta de entendimento de quem toma as decisões de base: verbas e espaços destinados ao desenvolvimento da arte. Um beijo grande</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Thereza, adorei o não fim do seu texto pra começo de conversa!<br />
Percebo com uma certa distância um tédio compartilhado,um afim de criar e tomar parte custe o que custar, pois existe a sobrevivência e esses desejos são próprios de quem quer se inserir/existir. Algo  tem se tornado comum no nosso universo e frequente nos discursos  ultra-modernos, a colaboração. Trabalho constantemente nos últimos 25 anos, das mais variadas maneiras para produzir arte e criar um ambiente onde a prioridade é quem a faz.<br />
Como mediar essa passagem?como ter crédito no mundo dos já escolhidos? e o espaço nas mídias? quem dará atenção e verbas aos desconhecidos se nem os conhecidos as tem garantidamente. Pergunto: quantos trabalhos tem realmente a cara de seus criadores? Isso é importante? Digo, ter uma cara? Qual cara é a de agora? E o discurso ,não pode ser mais multiplo,diverso? torna-se próprio qualquer tópico que seja de fato do interesse de quem o desenvolve. Não te parece lugar comum as escolhas e curadorias que estão se saturando por dizerem o que é legal? O que pode e o que é bom?Principalmente depois de visitarem outros festivais.Porque será que as produções brasileiras são as mais mal remuneradas no mercado externo,quando deveriam obter mais fundos exatamente pela precariedade em que nos encontramos ao longo dos anos.<br />
Precisamos ocupar de novo as salas de espetáculo e os teatros, para criarmos o hábito de temporadas no primeiro e no segundo semestre e acima de tudo pleitearmos aos festivais co-produções ao longo do ano e não sómente no período curto que estes são realizados,pois acabam se tornando competidores.No caso do Rio tem sido difícil a participação de trabalhos de coreógrafos da cidade.Um projeto que inicialmente ganhou notoriedade pelo empenho de seus criadores em fazê-lo valer e que agora obtem mais recursos e espaços contraditóriamente não pode contar com seus colaboradores devido a idéia de ineditismo ou ainda pelo pouco espaço que a imprensa dedica, tornando-se arriscado qualquer estréia dentro de um festival.<br />
 A liberdade de escolha tem sido a maior arma que o artista tem para combater a mesmice e o marasmo. Acredito que existam formas diversas de atuação nesse cenário, de tamanhos, intenções e expressões distintas. O sentido de dançar não variou tanto assim no mundo moderno, apenas foi ampliado,abrindo um leque de possibilidades que não deveriam ser comparadas pela diversidade (ela mesma).Resistir ainda é a melhor maneira de dizer que mudar é preciso caso contrário esvaziam-se as possibilidades de atuação num mercado de trabalho que ainda é frágil pela falta de entendimento de quem toma as decisões de base: verbas e espaços destinados ao desenvolvimento da arte. Um beijo grande</p>
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		<title>By: Thiago Granato</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2009/12/02/cadernos-de-viagem/13329/comment-page-1#comment-66647</link>
		<dc:creator>Thiago Granato</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:26:36 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho me ocupado utimamente com o exercício dos encontros com diferentes artistas dentro do ambiente da dança, seja em festivais, ensaios, bares, jogos, palestras e etc.
Esse exercício tem se revelado dentro do meu percursso artístico como algo interessante nele mesmo. Como se o exercício político das trocas de informação ocupasse um espaço autônomo dentro do meu fazer artístico. 
Essa autonomia me faz pensar em um tipo de trabalho que me parece desconsiderado, por vários fatores políticos e históricos, aqui no nosso contexto.
Entendo esse tipo de trabalho, normalmente &quot;desconsiderado&quot;, como uma terceira alternativa dentro de um simples sistema de comparação de três exemplos:

1º Quando eu trabalho para alguém. No projeto de alguém.

2º Quando alguém trabalha no meu projeto. Alguém trabalhando para mim.

3° (é esse!) Quando eu não estou trabalhando para ninguém, e ninguém está trabalhando para mim, mas eu sei que o fato de estarmos juntos, compartilhando questões, em determinado tempo-espaço, contribui para que o que é comum entre nós se desenvolva e continue existindo. Cada indivíduo trabalhando para uma situação coletiva permanecer...

Adorei o texto Thereza!
Obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho me ocupado utimamente com o exercício dos encontros com diferentes artistas dentro do ambiente da dança, seja em festivais, ensaios, bares, jogos, palestras e etc.<br />
Esse exercício tem se revelado dentro do meu percursso artístico como algo interessante nele mesmo. Como se o exercício político das trocas de informação ocupasse um espaço autônomo dentro do meu fazer artístico.<br />
Essa autonomia me faz pensar em um tipo de trabalho que me parece desconsiderado, por vários fatores políticos e históricos, aqui no nosso contexto.<br />
Entendo esse tipo de trabalho, normalmente &#8220;desconsiderado&#8221;, como uma terceira alternativa dentro de um simples sistema de comparação de três exemplos:</p>
<p>1º Quando eu trabalho para alguém. No projeto de alguém.</p>
<p>2º Quando alguém trabalha no meu projeto. Alguém trabalhando para mim.</p>
<p>3° (é esse!) Quando eu não estou trabalhando para ninguém, e ninguém está trabalhando para mim, mas eu sei que o fato de estarmos juntos, compartilhando questões, em determinado tempo-espaço, contribui para que o que é comum entre nós se desenvolva e continue existindo. Cada indivíduo trabalhando para uma situação coletiva permanecer&#8230;</p>
<p>Adorei o texto Thereza!<br />
Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Marcos Moraes</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2009/12/02/cadernos-de-viagem/13329/comment-page-1#comment-66380</link>
		<dc:creator>Marcos Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 14:24:55 +0000</pubDate>
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		<description>Temos nos encontrado em varios cafés da manhã de festivais e não só ali, então me sinto co-autor do seu texto; creio cada vez mais que as relações horizontalizadas de varios &quot;habitantes dos fazeres da dança&quot; são a resposta criativa e potente de uma escrita que se faz a milhares de mãos e pés, em espaço-tempos múltiplos. Portanto os &quot;antigos&quot;(sic) lugares mais baseados nos discursos egóicos vão ficando anacrônicos, desinteressantes, irritantes, velhos... os egos inflados constituem ilhas sem pontes que as unam; nossa resistência e nosso tecer têm sido feitos destas trocas, em que cada um &quot;está no seu lugar&quot; e ao mesmo tempo se abre ao outro. Ter participado de parte da temporada de festivais deste ano me alimentou a esperança no povo da dança e sua capacidade de criar os novos gestos que vão completando o mundo em seus devires... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Temos nos encontrado em varios cafés da manhã de festivais e não só ali, então me sinto co-autor do seu texto; creio cada vez mais que as relações horizontalizadas de varios &#8220;habitantes dos fazeres da dança&#8221; são a resposta criativa e potente de uma escrita que se faz a milhares de mãos e pés, em espaço-tempos múltiplos. Portanto os &#8220;antigos&#8221;(sic) lugares mais baseados nos discursos egóicos vão ficando anacrônicos, desinteressantes, irritantes, velhos&#8230; os egos inflados constituem ilhas sem pontes que as unam; nossa resistência e nosso tecer têm sido feitos destas trocas, em que cada um &#8220;está no seu lugar&#8221; e ao mesmo tempo se abre ao outro. Ter participado de parte da temporada de festivais deste ano me alimentou a esperança no povo da dança e sua capacidade de criar os novos gestos que vão completando o mundo em seus devires&#8230; </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Cris Oliveira</title>
		<link>http://idanca.net/lang/pt-br/2009/12/02/cadernos-de-viagem/13329/comment-page-1#comment-66375</link>
		<dc:creator>Cris Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 12:15:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://idanca.net/?p=13329#comment-66375</guid>
		<description>Sábia constatação da realidade!!

Compartilho afetivamente, completamente de sua visão.

Um grande abraço, Cris Oliveira</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sábia constatação da realidade!!</p>
<p>Compartilho afetivamente, completamente de sua visão.</p>
<p>Um grande abraço, Cris Oliveira</p>
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