O que significa criar trabalhos em artes cênicas nos dias de hoje? A própria ideia de contemporâneo apresenta desafios para a sua conceituação. Os termos e nomenclaturas parecem cada vez mais fluidos e a facilidade de comunicação abre possibilidades de compartilhar novas abordagens a cada momento.
Pensando nestas questões, o idança está desenvolvendo, em parceira com o Prince Claus Fund, instituição holandesa que fomenta iniciativas culturais, um projeto que visa explorar e discutir diferentes aspectos das artes cênicas na contemporaneidade. Seis edições serão lançadas ao longo de 2010 e estarão disponíveis para download em formato pdf.
A ideia é reunir autores de diversas regiões do mundo e diferentes perspectivas. Para isso, o idança fará uma seleção entre textos inéditos enviados por pesquisadores, críticos e profissionais da dança para compor as próximas edições.
Para participar, os textos devem preencher os seguintes requisitos:
- ter entre 25 mil e 40 mil caracteres com espaço
- estar em português ou inglês
- ter como tema principal questões relacionadas às artes cênicas na contemporaneidade
- ser inédito
O texto deve ser enviado até o dia 30 de março para o e-mail redacao@idanca.net, junto com currículo do autor. Os textos selecionados para a publicação receberam uma remuneração. Para mais informações, entre em contato neste mesmo e-mail ou ligue para (21) 2210 0286.
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tem um site com o edital? abs
Só tenho a elogiar a iniciativa. Fico muito contente de poder ter mais um lugar de leitura e de comunicação.
Olá Tatiana,
Ficamos muito felizes com seu interesse. Os requisitos são os que estão na nota, se você tiver qualquer dúvida, é só entrar em contato.
Abraços,
Equipe idança
PARABÉNS… Idança!!!!!!
aguardo o resultado disso bem ancioso…
valeu a iniciativa,
Não entendi qual o objetivo desta iniciativa. Ter como tema questões relacionadas as artes cênicas contemporâneas? Meu deus, essas questões sempre estão sendo discutidas pelos artistas ditos contemporâneos. Pra que mais? Esses artistas na verdade gostam mesmo é de discutir questões, falar difícil, mostrar que “pensam”.
Achei a iniciativa desnecessária e uma mera repetição do que está sendo feito em exaustão
Não acredito que as artes contemporâneas, em especial as artes cênicas, estejam sendo discutidas à exaustão. Não é à toa que uma parcela grande da população não tem acesso à essas linguagens nem em teatros, cinemas, circos, espaços culturais, muito menos na televisão. A compreensão dos fenômenos, eventos e estéticas contemporâneas está longe de ser totalmente alcançada, e isso é exatamente uma das características da própria contemporaneidade. E quanto mais ações como essa forem propostas por instituições brasileiras, mais perto chegaremos de um vocabulário realmente contemporâneo e acessível, que possa promover a voz, a inquietação e a expressão de tantos artistas e fazê-los chegarem mais perto das pessoas.
Parabenizo o Idança pela iniciativa.
Muito boa e necessária a iniciativa. Infelizmente no Brasil muita gente não sabe sequer o que é arte…
Temos aqui além de tantos outros, o analfabetismo artistico-cultural. Quando um cidadão diz não gostar de algo que ele sequer sabe o que é.
Esta iniciativa do Idança só vem a contribuir, e acrescentar para esclarecer dúvidas. Além de ser mais um espaço para os profissionais das artes cênicas divulgarem os seus trabalhos e “pensamento”
Abraço
Monica
Muito pertinente a idéia de trazer também novos autores que se interessam por questões relaciondas às artes contemporâneas. Acredito que isso só contribui para esclarecer, dar novo oxigênio para idéias ainda embrionárias, mas no entanto possíveis! Parabenizo ao Idança!
Eu também não entendi direito o objetivo da iniciativa. Uma simples pergunta: Discutir pra quê os aspectos das artes cênicas contemporâneas?
O colega André escreveu que a compreensão da arte contemporânea está longe de ser alcançada. Isso me parece uma enorme pretensão. Detalhe – criticar a arte contemporânea não é sinal de analfabetismo cultural. Na verdade requer uma certa coragem. É uma visão que quem se diz artista deve analisar com respeito, atenção e conhecimento sobre o tema oposto ( a arte clássica e acadêmica)
Achar que já se discutiu demais sobre a arte contemporânea é negar justamente a sua contemporaneidade! Ninguém sabe o suficiente sobre o que acontece no próprio tempo em que vive! Já sobre a dita arte clássica e acadêmica sabe-se o suficiente devido à sua longa história… aliás, muito do que é considerado “clássico” hoje foi contemporâneo um dia, e também foi discutido, criticado, desprezado e incompeendido em seu tempo. Basta saber um pouco de história da arte!
Claro que “criticar a arte contemporânea não é sinal de analfabetismo cultural”, porém recusar-se a refletir sobre a arte do seu tempo gera esse analfabetismo.
Discutir arte, ou seja, as artes cênicas é algo necessário a qualquer artista que se propõe a colocar os seus estudos e práticas a outros questionamentos e visões mundo a fora. A arte e os questionamentos precisam ser circulados e intercambiados, isso é necessário para a contruçãoe e reflexão do seu fazer-pensar a experiência artística. Na verdade precisamos ser generosos e aprender a escutar e a ler outras obras, pois, nossos conceitos nunca irão estar completamente fechados, priciplamente na contemporaneidade, onde a fluidez e liquidez são caractríticas marcantes como nos apresenta Zygmunt Bauman.
A iniciativa é nobre, elegante e necessária. Parabéns a todos que fazem parte da familía Idança. Abraços
O motivo pode ser bem simples, Tássia e Hélio. Discutir pra não morrer. Não nós, a arte (ou nós também). E discutir no sentido mais amplo da palavra sabe? Olhar, observar, fazer, questionar, duvidar, se incomodar, não entender, querer entender, não entender mesmo assim, mas ainda assim sair do lugar, ter mais propriedade da coisa. E proponho que a gente tente colocar a “arte clássica e acadêmica” não no lugar oposto, ela pode e já foi muuuito bem discutida. O que ela é hoje é fruto de transformações (discussões!) que se não tivessem acontecido estaria lá, guardada na historia como meros caprichos de um Rei.
Uma remontagem de Giselle não é uma pura Giselle. Ela já nasceu com um pecado original, o da mutabilidade.
À vocês que não entendem o por quê de se discutir arte contemporânea,que acham esta iniciativa desnecessária,sugiro que pensem sobre sobre a necessidade de se refletir sobre a vida, a realidade em que vivemos. A arte faz parte de vida como a cultura, a política, as questões sociais etc. Ruim mesmo é ficar acomodado e passivo diante as tentativas de alienação dos aparelhos de poder. Pensar, refletir, discutir e fazer arte é uma forma de tomar consciência do mundo, seja qual for o meio. Se liga! Esse tipo de crítica medíocre não combina com quem gosta e/ou vive a arte de verdade. Sejamos um pouco mais humildes, pois sempre temos muito a aprender e a reconhecer que não sabemos tudo que queremos. Para quem acha que a arte clássica e acadêmica é oposta à arte contemporânea, sugiro um pouco de leitura. Reconhecer a ignorância é que é ter coragem.
Parabéns ao idança.
Olá amigos do idança,
acabo deenviar um comentário e me parece que alguma coisa deu errado ao enviá-lo. Podem verificar para mim se receberam?
Abraços,
Alessandra
Olá Alessandra,
o comentário já está publicado. Ficamos felizes com seu interesse pelo idança.
Um abraço,
equipe idança