A dança inclusiva nasceu com a proposta de dar aos portadores de deficiência física a possibilidade de desenvolver seu potencial de movimento e – por que não? – suas habilidades artísticas. Com o desenvolvimento de diferentes linguagens e pesquisas de movimento, a dança inclusiva vem acompanhando essa evolução e ganhando cada vez mais espaço. Diante desse panorama, será realizado em setembro, em Salvador, o 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso?, com a importância de ser o primeiro evento voltado exclusivamente para o tema.
Por trás dele está, entre outras pessoas, o intérprete e coreógrafo Eduardo Oliveira, do Grupo X de Improvisação em Dança (a foto é do espetáculo Os 3 audíveis), também de Salvador. Cadeirante, Edu O. trabalha com dança há 12 anos, época em que a dança inclusiva era considerada mais uma forma de reabilitação que uma manifestação artística. “Estamos namorando essa ideia há algum tempo. O encontro é urgente, a dança inclusiva está evoluindo, queremos instigar a reflexão, por que em muitos casos, ainda se destaca a deficiência? Muitas pessoas ainda não compreendem esse tipo de dança, nos olham como exemplo de superação. Queremos levantar questões, discutir por que ainda resistem tantas diferenças que nada têm a ver com a dança”, analisa Edu.
A evolução dessa linguagem tem sido tão rápida e intensa que até mesmo o termo ‘dança inclusiva’ pode estar com os dias contados. Isso porque as fronteiras entre essa linguagem e a arte estão se estreitando. “Esse nome não corresponde mais à realidade. No início havia uma abordagem social, uma ideia de reabilitação. Esse olhar errado atualmente me incomoda, por que temos que destacar a deficiência? Existe um olhar de superação. Sem contar que para ser ‘inclusiva’ é porque existe uma exclusão, certo? Mas nem fora do Brasil surgiu ainda uma nova nomenclatura”, esclarece o coreógrafo.
Diante de tantas questões que merecem atenção, o encontro, que acontecerá entre os dias 8 e 12 de setembro, dividirá os debates em três eixos: formação da pessoa com deficiência, olhar da mídia e políticas públicas e o que vem sendo pesquisado dentro do tema dança inclusiva. A troca de impressões terá a participação de nomes como Angel Vianna, Lúcia Mattos e Teresa Taquechel (eixo da formação), Alexandre Molina, Helena Katz e Joceval Santana (para falar do olhar da mídia e das políticas públicas). Além dos debates, haverá apresentações de companhias e os ‘cirandões’, segundo Edu, “uma forma mais dinâmica de apresentação de pesquisas e de dança”.
As inscrições para participar do 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso? estão abertas até 7 de setembro no blog do Grupo X de Improvisação em Dança. Quem possuir pesquisas sobre temas relacionados à dança inclusiva também pode enviar trabalhos para publicação na revista da Faculdade de Educação/UFBA (Faced), que será lançada durante o encontro. O prazo aqui é 20 de julho e os textos devem ser cadastrados clicando aqui. Mais informações pelo email grupoxdeimprovisacao@gmail.com
Ler também: Saúde e corpo em movimento
Muito a se pensar sobre a dança inclusiva

Port



muito bom
nomes fortes expressivos partcipam
sucesso na transformacao dos olhares para a danca
Da maior importancia este evento. Que me conste, nesta Mesa Redonda citada na matéria também participa Carolina Teixeira, que além de coreógrafa, desenvolve importante pesquisa acadêmica na área. Parte do seu trabalho já foi apresentado em Congresso no Cone Sul e sua participação neste e em outros eventos é fundamental para o corpo de conhecimento dessa área de estudos. Sua apresença deve ser registrada!
Excelente encontro! Apóio totalmente! Precisamos mais e mais de discussoes desse nível.
Mas, só um detalhe, a Sra. Motta esqueceu de anunciar a participacao da convidada Ana Carolina Teixeira, Mestranda (UFBa), Dancarina e Coreógrafa que trabalha e pesquisa na área a pelo menos 17 anos.
Espero que possamos sempre reconhecer todas as pessoas que trabalham nessa área que a alguns anos atrás era tao “invisível” ou tachada como “superacao de vida” como indica o texto.
Sao essas pessoas, como Ana Carolina Teixeira em Natal-RN (Brasil e Europa) e Edu O. em Salvador-BA (Brasil e Europa) que entendem o pq de discutir esse termo e todo o processo que viveram enquanto artistas, pesquisadores e portadores de deficiencia física.
Infelizmente nao poderei participar pessoalmente, mas necessito que critiquem muito esse termo “danca inclusiva”.
E boa sorte!
pedrx.
ps. perdoem a falta de pontuacao. o teclado é limitado.
É impressionante, como a” Exclusão” já começa por esse texto de Isabella Motta e por esse site. Não só Carolina Texeira, mais muitas pessoas importantissímas no cenário da dança nacional que participarão das mesas não foram citados. Parabéns Isabella Motta não só você mais toda a equipe do idança deveriam participar intensamente do encontro para aprenderem um pouco do significado da palavra “Inclusão” e o que a tal “dança inclusiva” está produzindo a anos e nunca foi se quer alvo de uma boa reportagem nesse site.
Um Viva para a ignorante falta de informação de alguns profissionais desse país!!!
Gostaria de deixar minha contribuição. Sou pesquisadora há mais de 10 anos desenvolvendo projetos e textos. Infelizmente já participei de encontros mudiais como do CID e no Brasil “ralo” muito para ter espaço de divulgação em apresentações e publicações. Dedico parte da minha vida a parte acadêmica e gostaria de “ampliar” um pouco mais o termo Dança Inclusiva. Para pessoas que se dedicam a essa área este “estilo” de dança tem a ver com a proposta metodológica, uma dança que é aberta a qualquer tipo de corpo, ou melhor citando um termo do diretor da Candoco Cia de Dança, “uma dança para corpos diferentes”, afinal de contas é oque somos. Portanto não se trata apenas de pessoas com deficiência física, mas inclui além de múltiplas deficiências a possibilidade de pessoas com e sem deficiência fazerem parte dela. Idosos, jovens, gordos, magros e toda a diversidade humana. Para mim, não há algo mais contemporâneo. Mas infelizmente taxam muitas vezes nosso grupo como “amadores”, por não observar a essência de nossa proposta.
Para quem quiser conhecer um pouco mais dessa proposta é só me procurar no meu blog aqui no Idança.
Que encontro maravilhoso,foi muito proveitoso para todos qe estavão lá ,eu tenho certeza disso.Aprendemos,rimos,criticamos,experimentamos… além da oportunidade de poder expressar suas opniões com grandes nomes da dança.
Muito bom!
Oi Emanuele,
ficamos felizes com seu interesse pelo idança. Fique de olho no portal pois em breve publicaremos mais um texto sobre o evento!
Um abraço,
equipe idança
Lindo o trabalho mas gostaria muito de poder participar do proximo encontro, sou da apae de Garanhuns- Pernambuco, trabalho com dança inclusiva tb.aquardo respostas.e quando é o novo encontro?