Retratos e movimentos do cotidiano negro pela Cia. Rubens Barbot de Teatro e Dança

Quase_uma_histria Uma carta publicada na seção de leitores de um grande jornal, somada às histórias de pessoas afro-brasileiras (anônimas e reais) e à própria história da Cia de Dança Rubens Barbot, hoje Rubens Barbot Teatro e Dança, servem de enredo para Quase uma História – espetáculo de dança contemporânea que estréia no próximo dia 5 de setembro no Teatro SESI (Avenida Graça Aranha 1, Centro – Rio de Janeiro) para uma curtíssima temporada – serão apenas quatro apresentações, sempre às 19h30, até o dia 8 de setembro.

No palco, Rubens Barbot, o ator Carlos Maia, os bailarinos Raphael Rodriguez, Ana Paula Diaz, Aline do Carmo e Willian Santiago (também ator) apresentam cinco estudos coreográficos criados a partir do “roteiro desorganizado” de Willian, Barbot e do produtor Gatto Larsen.  As coreografias misturam pensamentos sobre “seres residuais” e “dignidade da memória”, tendo o eixo narrativo centrado num personagem – um músico envolvido na sua criação, mas cuja lembrança da carta lida no jornal não sai de sua memória, atrapalhando-o. Seu pensamento alterna lembranças da vida cotidiana, criando cenas reais e sonhos.

De cena em cena, Quase uma história se transforma numa grande uma colcha de retalhos, mas retalhos sobre o mesmo e infinito tema: a vida e como são as histórias negras em geral, pois, como diz Rubens Barbot, “se tudo isso fosse branco, seria uma grande história, uma saga”.